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Energia na forma de ondas explica fenômenos quânticos

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Energia na forma de ondas explica fenômenos quânticos

Mensagem por Xevious em 9th Agosto 2012, 01:52

E teoria quantica já é considerada fato e a ciência já esta colhendo os frutos desta nova abordagem.
Mas até hoje ninguém sabia o porque da razão da existência dos fenômenos quanticos, só sabiamos que eles existiam.

Cheguei a uma conclusão, considerando a existência da coisa mais primordial possível.

Oq teria dentro da mais essencial partícula subatômica?
A resposta só pode ser uma, energia.

Já que matéria é feita de energia, e sabemos que matéria é formada por atomos e estes pelas subparticulas, só pode ser a energia.
Mas é ainda uma forma de energia incompreendida e não detectável ainda, ela seria muito sutil.

E ela que forma as subpartículas.. mas como?

Uma energia pode se propagar na forma de onda.
Mas ela se propagaria indefinidamente e se diluiria pelo espaço até na prática sumir.

Mas esta, teria uma característica que criaria a condição que ela seria limitada espacialmente.
Ela seria acondicionada num determinado espaço.
Apesar deste espaço não ser muito determinístico.

E oq a faria ser contida neste espaço?
Ela própria.

Afinal se ela é a coisa mais essencial, não poderia existir alguma outra coisa que a limitaria, senão esta outra coisa que seria o elemento mais essencial.

Ela se organizaria granularmente, no momento que ela tivesse certa dimensão, ela se estabilizaria, o exesso seria diluído no espaço, podendo se aglomerar a outra parte do mesmo tipo de energia e então formando outro corpúsculo.

Essa organização seria na forma de uma onda, dinâmica.

Acontece que esta onda só em certos momentos que teria essa característica corpuscular, fora estes momentos ela não se pareceria com um corpúsculo.
E só quando ele se parece com um corpúsculo que teria as propriedades que conhecemos.

Ou seja ele estaria constantemente mudando de forma, dinâmicamente, e grande parte das vezes não teria a forma que podesse ser detectado.
Nesta situação é que ele "desapareceria".

Aí que esta a explicação para o "Salto Quantico".

Alguns dizem que uma partícula é naturalmente tele-transportada, de um ponto a outro, a todo momento.
Mas não é oq acontece, ela é apenas modificada, deixando de ser detectada.
Assim se ela tiver uma tragetória, ela pode simplesmente desaparecer aqui e aparecer lá..

Portanto esta minha explicação desfaria o "misticísmo" em torno da teoria quantica, lhe dando a explicação que faltava.

Mas existe uma possibilidade, que não posso garantir que exista, mas que explicaria os Universos Paralelos, também conhecido como outras dimensões.

Como disse, as partículas mudariam de forma, e deixariam de ser detectadas, suas propriedades deixariam de existir para existir logo mais denovo.

Mas no momento que elas "deixariam de existir" isto poderia ocorrer "no nosso universo", mas "num outro" seria exatamente este momento que elas "apareceriam"

Ou seja, num universo paralelo, ocorreria a mesma coisa, mas em situações complementares.
A partícula desapareceria no nosso universo e apareceria o outro e vice versa.

Esta teoria também não limitaria a quantidade de universos paralelos, isto seria limitado pelas possibilidades de formatos da ondas, que constituem as partículas.

Resumindo.
Particulas não somem, ela apenas deixam de ser detectadas.
E deixam de ser detectadas porque mudam de forma, e só podem ser detectadas em certas formas no nosso universo.
Mas isto não impediria que elas fossem detectadas nas outras formas em outros universos.

Se minha teoria for comprovada e caso um dia tenhamos total domínio sobre as tecnologias relacionada a isso, poderemos nos transportar por universos paralelos.
E conforme as características deles, talves seja possível criar um meio de transporte por longas distâncias do nosso universo, se utilizando das características dos universos paralelos.
Algo semelhante a teoria do buraco de minhoca, só que muito mais viável.

Xevious
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Re: Energia na forma de ondas explica fenômenos quânticos

Mensagem por Jonas Paulo Negreiros em 9th Agosto 2012, 11:16

Xevious, sem querer "viajar", acho que a MQ é louca por que ninguém pode ver o átomo. Quando não se vê algo, há espaço de sobra para especulação e incertezas.

Dê uma olhada abaixo, numa antiga postagem que fiz na rede:

Digamos que seu professor de física lhe incumbiu de realizar uma experiência, na qual você não tem total conhecimento sobre ela.



Você entra numa câmara onde há uma fita métrica esticada no chão, iluminada por uma fenda no teto da câmara.

Você não sabe o que há acima do teto. Nós sabemos que há um pêndulo em movimento.

Tudo o que você vê na fita é a sombra do pêndulo, que descreve um movimento retilíneo em velocidade variável.

O mestre pede a você que faça a medição de velocidade da sombra, bem como a posição em que ela se encontra.

Você dispõe, para essa experiência, apenas uma fita métrica, um cronômetro mecânico, papel e lápis.

Você perceberá que, no meio da escala da fita, a sombra move-se em alta velocidade.

Nos extremos da fita, a sombra reduz a velocidade até parar e imediatamente e muda o sentido de movimento.

Você sabe de suas limitações instrumentais e de seu próprio reflexo nervoso.

Ao acionar a contagem e a parada do cronômetro, você fará várias medições de intervalo de tempo em que a sombra percorrerá pequenos trechos delimitados na fita.

À partir de várias medições e anotações e tratamento estatístico, você terá condições de apresentar ao seu mestre o seguinte resultado:

Numa faixa central da escala da fita, é possível medir com razoável exatidão a velocidade da sombra, porém é impossível determinar com exatidão a sua posição.

Nos extremos da fita é impossível medir a velocidade instantânea da sombra; é possível medir apenas sua posição com razoável exatidão, pois a sombra do pêndulo é difusa.

Como nós sabemos que há um pêndulo acima da câmara, e, fazendo uso das fórmulas de movimento harmônico simples, podemos determinar com alto grau de exatidão a posição e velocidade do pêndulo a cada momento, pois sabemos que a interferência da luz ao movimento do pêndulo é desprezível.

Mais lenha na fogueira



Mude o pêndulo para uma bolinha ligada a um disco giratório transparente.
O aluno chegará às mesmas conclusões.

No segundo caso do disco, basta aplicar a fórmula do movimento circular uniforme à fórmula dos cossenos.
Os resultados obtidos serão idênticos.


Última edição por Jonas Paulo Negreiros em 4th Novembro 2015, 21:10, editado 3 vez(es) (Razão : Recuperação de figuras perdidas)
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Re: Energia na forma de ondas explica fenômenos quânticos

Mensagem por Xevious em 13th Agosto 2012, 17:52

Jonas Paulo Negreiros escreveu:Numa faixa central da escala da fita, é possível medir com razoável exatidão a velocidade da sombra, porém é impossível determinar com exatidão a sua posição.

Nos extremos da fita é impossível medir a velocidade instantânea da sombra; é possível medir apenas sua posição com razoável exatidão, pois a sombra do pêndulo é difusa.
Bem.. voce esta considerando o mistério da fisica quantica no tocante a teoria da incerteza.

Algumas coisas definidas no ambito da teoria da incerteza, já "saíram" deste domínio, pois já foram "resolvidos" um deles é quanto ao elétron, onde o mistério seria que não se poderia saber sua velocidade e posição ao mesmo tempo, mas já há experiências que chegam a dedução das duas informações ao mesmo tempo.

Minha explicação quanto ao mistério da teoria quantica, é em outro sentido.
É no sentido do fenômeno quantico conhecido como "efeito de partícula fantasma" entre outros nomes também.
Que é quando se tem duas partículas alinhadas, e depois se afasta-as e se produz um efeito numa das partículas e se observa que a outra sentiu o efeito da alteração na primeira.

Mas a explicação deste fenômeno é na verdade a explicação de outra constatação observada quanto as partículas sub-atômicas, que receberam o nome de tele-transporte quantico, que é quando uma partícula simplesmente "some" mas "aparece" logo em seguida e as vezes em posições diferentes.

No caso minha explicação é que ela não some de verdade ela apenas some da nossa observação.

É como um holograma, duas pessoas podem ver figuras diferentes olhando pro mesmo holograma, desde que estejam em angulos diferentes.

No caso, é um pouco diferente, pois um veria a imagem e o outro não, quando não estivessemos vendo, é o momento que dizemos que ela desapareceu.

Existiria uma dimensão (poderia ser a dimensão zero) em que o nosso universo estaria contido e também outros, nesta dimensão sómente ela, que as partículas sempre seriam observáveis, mas estariam sempre mudando.

Teóricos da teoria quantica já chegaram também a uma explicação em que haveria a necessidade da existência para outras dimensões, só que não se compreendia como ela surgia, porque elas existiriam, e com essa minha dedução não só podemos ter essa resposta como poderemos até chegar aos detalhes sobre estas outras dimensões ou universos, sem que precisemos "ir para lá" bastando utilizar a matemática pra obter os resultados.

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Re: Energia na forma de ondas explica fenômenos quânticos

Mensagem por Xevious em 13th Agosto 2012, 20:16

Esqueci de dizer, o fenômeno "fantasma" da teoria quantica pode ser explicado porque na outra dimensão as partículas ainda estão juntas, elas se movimentarão espacialmente só neste universo.
Esta conclusão os teóricos da teoria quantica tambem chegaram, mas não conseguiam comprender como isto ocorria, agora com minha explicação chegamos um pouco mais perto da compresnsão destes fenômenos.

Resumindo, não existe mistério, e não há nada sem respostas.
Se ainda não as temos, as teremos futuramente.

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Re: Energia na forma de ondas explica fenômenos quânticos

Mensagem por Xevious em 20th Novembro 2012, 15:59


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Re: Energia na forma de ondas explica fenômenos quânticos

Mensagem por Edilson Maia em 29th Dezembro 2013, 14:18

Xevious escreveu:E teoria quantica já é considerada fato e a ciência já esta colhendo os frutos desta nova abordagem.
Mas até hoje ninguém sabia o porque da razão da existência dos fenômenos quanticos, só sabiamos que eles existiam.

Resumindo.
Particulas não somem, ela apenas deixam de ser detectadas.
E deixam de ser detectadas porque mudam de forma, e só podem ser detectadas em certas formas no nosso universo.
Mas isto não impediria que elas fossem detectadas nas outras formas em outros universos.

É isso ai Xevious, elas não somem, apenas deixam de existir no espaço por não necessitarem de interação com outras partículas, está quase chegando na minha teoria.

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Re: Energia na forma de ondas explica fenômenos quânticos

Mensagem por casasanta em 30th Janeiro 2014, 14:22

A detecção da presença de uma partícula se dá pelos efeitos ocorridos nas interações entre o "campo" da própria partícula e os receptores do instrumento medidor.

Esse "campo" da partícula é exatamente o campo gravitacional que envolve qualquer massa. Esse campo, na MQ, não é considerado como campo gravitacional por não se apresentar como uma força gravitacional na trama matemática. Mas sabemos que é tudo a mesma "coisa".

Dizer que uma partícula passou a ser indetectável, (para o instrumento que está sendo utilizado), significa que a interação entre o campo da partícula e os receptores do instrumento deixou de ocorrer. Sendo assim, (com a partícula se tornando indetectável pelo instrumento), entende-se que a partícula, de fato, continua lá (ela não some, ou deixa de existir). Ela sempre volta a ser detectável novamente; não é?

Mas, há um problema aí. Se a partícula continua lá, o campo dela também continua lá, atuando por todo o espaço externo da partícula. Sendo assim, como se configura esse campo para que ele não se interaja com os receptores do instrumento? Será que uma partícula pode “perder” momentaneamente seu campo? Mas que fator físico seria responsável por essa perda momentânea do campo? E, se isso for, quando a partícula se encontra sem campo, como ficam todas as leis das físicas relativística e quântica que o homem anotou nos seus papeis?

Isso é brincadeirinha, pessoal!

Não existe essa hipótese da partícula perder seu campo. No caso, poderíamos dizer que a partícula existe, e, durante sua existência ela atua com grande diversidade de modos, sendo que seu campo acompanha nos efeitos que essa diversidade de modos proporciona. E, assim, umas e outras destas formas geram efeitos no campo, tornando-o com uma especialidade de formato muito pouco interativo aos receptores do instrumento, não registrando presença de partícula nos altos da medição.

Eu, particularmente, não me simpatizo com a idéia de existir algum outro universo (ou universos) que interage com esse nosso. Prefiro resolver o problema sem ficar dando “saltos quânticos” na busca de um melhor entendimento. Depois que “inventaram” a idéia de haverem outros universos, pôde-se “desvendar” muitos dos mistérios da física. Você não acha? Eu vejo que essa idéia de “universos”, (como também outras idéias que vez ou outra acabam surgindo), sejam verdadeiros “tapetes” que se jogam problemas difíceis de serem resolvidos por baixo deles, e, em troca disso, tem-se uma gloriosa fábula muito interessante no mundo da física.

Desculpem-me pela maneira de eu lidar com essas idéias. Isso não é pessoal. É somente uma forma de esclarecer o quanto eu defendo o meu modo e pensar. Afinal, ninguém sabe de nada do que ainda temos a desvendar. Até sabemos pouco do que já temos; não é?


Última edição por casasanta em 31st Janeiro 2014, 01:21, editado 1 vez(es)
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Re: Energia na forma de ondas explica fenômenos quânticos

Mensagem por Jonas Paulo Negreiros em 30th Janeiro 2014, 21:00

Muito bom, Casasanta!

Sabemos que, numa onda eletromagnética, quando o campo elétrico é máximo, o campo magnético é mínimo.

Mas os campos estão localizados em eixos ortogonais. Dessa maneira, o campo magnético pode ser mínimo em relação a um certo eixo e máximo em outro.

Se a onda eletromagnética tiver o formato de um saca-rolhas, poderemos nos enganar quando planificamos essa onda.



Essa idéia é do físico amador canadense Al Zeeper, se não me engano.

Quando se projeta a sombra de um saca-rolhas numa tela, como acontece em figuras chinesas, o que se vê é uma onda senoidal.
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Re: Energia na forma de ondas explica fenômenos quânticos

Mensagem por casasanta em 31st Janeiro 2014, 01:10

Quando se fala de ondas eletromagnéticas, o entendimento fica muito precário quando tentamos "visualizá-las" em ação quando temos em mente as figuras que sempre nos deparamos, que consiste em uma linha senoidal num plano horizontal designada pelo campo elétrico e uma linha senoidal num plano vertical designada pelo campo magnético. Fica impossível entendermos como as coisas funcionam na realidade.

O que eu quero dizer com isso é simplesmente o fato das ondas eletromagnéticas "não" serem o que esse desenho é. Ondas são movimentos que ocorrem no espaço, sendo o espaço formado por um material que não é constituído por partículas. Isto é; o espaço que experimentamos ser um espaço vazio, na verdade, (segundo minha "teoria"), é um algo "contínuo" (sem partes separáveis) que preenche por completo um espaço quieto (estático). Esse algo tem propriedade tal que suas ondulações (que são causadas pelas movimentações de partículas elementares, geralmente numa configuração atômica) se propagam com a velocidade que conhecemos (velocidade da luz, pois elas são as ondas eletromagnéticas).

O desenho das linhas senoidais é uma simples "representação geométrica das fórmulas matemáticas". Ele não representa as ondas na ótica de ser uma imagem fotografada da realidade. As ondas eletromagnéticas, na ótica da realidade (formas que têm no espaço), são muito semelhantes às ondas do som, mas há muitas diferenças, é claro.

Os movimentos do ar num trem de ondas sonoras são bem mais simples que os movimentos do espaço num trem de ondas eletromagnéticas.

O som emitido de um alto-falante é produzido com um simples vai-vem do diafragma, causando as conhecidas pressões e depressões entre as moléculas do ar. Assim os movimentos no ar se limitam a um vai-vem na única direção da propagação das ondas do som. E o alto-falante é uma "fonte singular" de ondas. Isto é; o trem de ondas emitido pelo alto-falante é formado por ondas complexas ou não, mas são de um único elemento emissor.

No caso das ondas eletromagnéticas, além de serem emitidas por uma grande quantidade de elementos emissores (átomos), cada trem de ondas emitida por um átomo tem uma grande complexidade no que diz respeito às direções dos movimentos existentes em cada ponto diferente das "pressões e depressões" do espaço, pois as ondas eletromagnéticas são emitidas pelo átomo em virtude dos movimentos complexos existentes no funcionamento do sistema do átomo, considerando-se, também, que a tremenda "agitação" atômica seja a responsável pela geração das ondas, e não o tão famoso "salto quântico" efetuado pelos elétrons.

O campo magnético e o campo elétrico, em um átomo, são dispostos de modo perpendicular entre si. E estão dispostos em todo o espaço externo ao átomo (campo). Quando o átomo é ferozmente agitado, o campo se trepida, formando as ondas. Como o que é magnético sempre está perpendicularmente direcionado ao que é elétrico, o tal desenho das linhas senoidais faz jus à representação matemática das ondas eletromagnéticas.
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Re: Energia na forma de ondas explica fenômenos quânticos

Mensagem por Jonas Paulo Negreiros em 31st Janeiro 2014, 04:42

Um dos "fenômenos quânticos" mais desconcertantes é aquele descrito pela fábula do Gato de Schroedinger.

Abaixo (em espanhol), mais uma tentativa de explicar o problema:

http://www.muyinteresante.es/ciencia/video/la-ciencia-en-big-bang-que-es-la-paradoja-de-schroedinger

Ao ler o texto e assistir ao filmete (com piadinhas da série de TV Big-Bang Theory), chego a pensar que não é a física dos átomos que é maluca, mas a matemática aplicada na mecânica quântica que é inadequada ou insuficiente para explicar o problema  Rolling Eyes .

Aliás, há uma velha anedota brasileira sobre estatística. Se meu vizinho come um frango por dia e eu nenhum, pela estatística, cada um come meio frango por dia  Razz . Ah, matemática!
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Re: Energia na forma de ondas explica fenômenos quânticos

Mensagem por casasanta em 31st Janeiro 2014, 15:10

Jonas Paulo Negreiros; vejo que você discorda do que afirma uma estatística por não entender a linguagem da estatística.

Quando ela disse que durante um dia, você e seu vizinho comem meio frango cada um, ela não está errada. A definição de uma estatística não é baseada na realidade de um ou de outro elemento contido no conjunto abordado. A estatística foge desta realidade. Melhor dizendo; "a realidade da definição da estatística é o resultado da eqüalitariedade de todos os elementos do conjunto". Essa é a linguagem da estatística. É como bater todo o conjunto dos elementos em um liquidificador, tornando-o homogêneo, e assim, pode-se dizer um mesmo resultado para cada elemento do conjunto. Entende? É simplesmente matemática. Não há nada de absurdo nisso.

Sobre o experimento mental do paradoxo do gato de Schroedinger, o que se pretende, é determinar o indeterminismo como um fato. O experimento focaliza um resultado que não é determinado por coisa alguma anterior. Dizer que todo o futuro já está escrito devido às condições que tudo se dispõe no presente não é um pensamento da Física Quântica. A Física Quântica admite haver bifurcações reais de probabilidades válidas para o curso dos desenrolares dos eventos por todo o universo. Isto é; que há possibilidades de se ocorrerem diferentes efeitos que são perfeitamente “válidos” para as leis da física, e que não é escolhida uma possibilidade apenas, mas que todas essas possibilidade ocorrem, bifurcando o universo nas diversas versões válidas. É com esse pensamento que se criou a idéia de haverem outros universos paralelos, ou multiversos, que não cessam em bifurcarem mais e mais, onde nós (aqui) somos somente um único caminho de outros infinitos que também existem e que são reais, e nós estamos em todos eles, mas, que "para cada um de nós", se vivencia o universo (o caminho) que é determinado pela própria consciência deste (de cada um de nós).

Eu poderia continuar com essa teoria, mas não é isso que pretendo abordar. É que esse assunto não dará camisa para nenhum de nós.

Gostaria de voltar a falar sobre ondas, espaço, matéria e tempo.

O que se passa por sua cabeça quando se fala sobre dilatação do tempo?
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Re: Energia na forma de ondas explica fenômenos quânticos

Mensagem por Jonas Paulo Negreiros em 1st Fevereiro 2014, 09:29

Oi, Casasanta!

Obrigado pela resposta.

Através de suas próprias explicações, é uma infantilidade usar a estatística para concluir que o gato está vivo ou morto ao mesmo tempo.

Bem antes da física quântica tratar da questão do determinismo, filósofos discutiam questão do "destino" e muitos deles inferiram que, pelas decisões dos indivíduos, haveria um número infinito de "futuros" possíveis. Mas, pelo determinismo, haveria um futuro inexorável para todos.


"Sr. Einstein, qual relógio vai para dentro do freezer?"

Quanto a dilatação do tempo, poderia aceitar a TR como uma espécie de congelador.
Todos os ritmos de um relógio ou ser vivo, que viajam em alta velocidade, pulsariam mais devagar.
Mas todo tempo e ritmos à volta desse "congelador" deveriam continuar na marcha de sempre.

Notar que essa hipótese nunca foi provada:

O problema [dos relógios] não foi resolvido. Allan Lightman, do MIT, ofereceu uma solução insatisfatória em seu trabalho "Grandes Idéias em Física (1992)":

"O fato de que cada observador ver o [outro] relógio marcando mais lentamente de que seu próprio relógio não conduz a uma contradição. A contradição pode surgir se os dois relógios puderem ser postos de volta juntos, lado a lado, [indicando] dois tempos diferentes. Mas os relógios em constante movimento relativo retilíneo, podem estar juntos apenas uma vez, no momento da passagem. Assim, a teoria é protegida pela sua própria [e diabólica] lógica interna, pela impossibilidade de ser posta à prova."

fonte:

http://www.gravitywarpdrive.com/Rethinking_Relativity.htm

Não existe referencial privilegiado no Movimento Retilíneo Uniforme, como propõe o "bom velhinho". Aliás, o MRU é um movimento utópico.

Mais detalhes em:

http://fisica2100.forumeiros.com/t986-movimento-retilineo-utopico
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Re: Energia na forma de ondas explica fenômenos quânticos

Mensagem por casasanta em 1st Fevereiro 2014, 12:49

Quero salientar uma coisa muito importante; "de acordo com as leis da física que rege todo o universo, é verdade que o gato está morto e também é verdade que o gato está vivo, pois o futuro (a decisão de acontecer somente uma das muitas possibilidades) é imprevisível".

Espero que com essas linhas acima você desperte um melhor entendimento sobre o que o experimento quer dizer. Veja que esse pensamento é uma teoria que a Mecânica Quântica adotou.

Agora, a “infantilidade” proposta por você está no pensamento de que a todo e qualquer momento durante o experimento a realidade do que está acontecendo dentro da caixa é um fato, e, sendo assim, a consciência que ignora tal fato não tem o direito de determinar que o gato esteja morto, nem vivo e muito menos morto e vivo ao mesmo tempo. Se essa consciência assim o fizer, ela estará sendo “infantil” em sua dedução. Mas, mais uma vez eu o repreendo, ressaltando que a MQ afirma que o gato esteja morto e vivo vendo as coisas sob a ótica matemática da teoria das múltiplas possibilidades.

Sobre o tempo, posso lhe dizer que; "se uma máquina contendo uma cápsula, onde você entra dentro, fizesse todos os átomos que estão dentro da cápsula, trabalharem mais lentamente, a química de seu corpo ocorrerá de forma lenta durante o experimento, e sua sensação de tempo é a de ter vivido um menor período de tempo ao fim do experimento".

O movimento induz uma menor velocidade de trabalho nas interações das partículas da matéria que se move. E é exclusivamente o ritmo de trabalho dos átomos que define a velocidade das reações químicas, que, por sua vez, define a velocidade metabólica do organismo, definindo a noção de tempo na consciência do ser.

Como você vê, segundo meu modo de pensar, o tempo não se altera. Ele é absoluto. Toda essa desigualdade de tempo entre os referenciais é pela diminuição do ritmo de trabalho dos átomos que constituem cada corpo de cada referencial.

Agora;

"como isso se dá?"

"Porque os átomos do corpo funcionam mais devagar quando tal corpo passa a se mover?”

Falemos disso depois.
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Re: Energia na forma de ondas explica fenômenos quânticos

Mensagem por Jonas Paulo Negreiros em 1st Fevereiro 2014, 15:17



PROCURA-SE UM GATO, VIVO OU MORTO

Mas, mais uma vez eu o repreendo, ressaltando que a Mecânica Quântica afirma que o gato esteja morto e vivo vendo as coisas sob a ótica matemática da teoria das múltiplas possibilidades.

Aceito a reprimenda, Casasanta.
Acredito que você chegou a um grau de entendimento da MQ, um "insight" que ainda não alcancei.
Meu árido ceticismo não permite "abrir essa porta". Chego a pensar que isso é devido minha teimosia ou trata-se de uma questão de "conversão religiosa".

Bem, vou tentar me defender. Afinal, para isso existe o fórum "Fisica2100".

Quero salientar uma coisa muito importante; "de acordo com as leis da física que rege todo o universo, é verdade que o gato está morto e também é verdade que o gato está vivo, pois o futuro (a decisão de acontecer somente uma das muitas possibilidades) é imprevisível".

A mecânica quântica é festejada nos quatro cantos do mundo como uma teoria vitoriosa, pelos seus resultados. Mas...

"Teoria é quando nada funciona, mas todo mundo sabe porquê.
Prática é quando tudo funciona, mas ninguém sabe porquê"


A mecânica quântica é apenas tecnologia

Não podemos jamais nos esquecer que a física é uma ciência observacional. A óptica, eletrônica e matemática ampliam nossos poderes de observação. No entanto, sabemos que a tecnologia tem limites.
O mesmo deve acontecer com a matemática, enquanto ciência. A matemática depende do limitado intelecto humano para se desenvolver, ou ao menos para "ser descoberta".

O gato dentro do baú está numa situação de trevas. Não há como observar o que acontece. Desta maneira, não é possível praticar a ciência física dentro de limites observacionais.

É certo que está indefinido se o gato viverá ou morrerá. Mas o que impede, nesta situação de "trevas", dois gatos coexistirem ao mesmo tempo: um morto e um vivo, cada um seguindo para um futuro diferente?

Porém, ao abrir a tampa do baú, os dois gatos "fundiriam-se" num só e, por uma determinação desconhecida, prevaleceria uma unica condição de vida ou morte.
Detalhe: a morte, dentro de nossos conceitos de biologia, é uma situação irreversível.

Certa vez, ouvi de um matemático que a verdade é estatística. Quanta arrogância...

O indeterminismo da física - ou tecnologia - também acontece no macrocosmos.

Deus joga moedas para cima?

Em lançamentos de foguetes, por exemplo, não importa o grau de controle da missão.
Nunca se saberá de antemão o resultado da aventura. Sempre haverá uma parcela imponderável no evento.

O indeterminismo nos experimentos da física quântica pode ser decorrente de falta de controle ou pura ignorância, no melhor sentido possível.

Façam seus jogos, senhores...
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Re: Energia na forma de ondas explica fenômenos quânticos

Mensagem por casasanta em 2nd Fevereiro 2014, 15:24

Amigo Jonas. Percebo que você esteja tendo certas dificuldades para assimilar a mensagem pretendida pelo experimento do gato de Schroedinger, achando que nela deva haver aqueles mistérios fantásticos e absurdos que há em muitas explicações da Física Moderna, que dão nó em nossas mentes. Mas, neste caso (no caso do gato de Schroedinger) não há mistérios. A coisa é muito mais simples que o que você está imaginando que seja.

Jonas. Este experimento aborda a questão do indeterminismo, defendendo-a contra o determinismo.

Para o determinismo, dizemos que; "de acordo com tudo o que existe, ocupando o local que ocupa, se movendo para onde se move, e tudo o mais que há de se saber desde os íntimos detalhes, neste exato momento, pode-se medir o que irá de se acontecer em qualquer futuro que se deseja saber."

Mas, a MQ observou coisas estranhas no mundo das partículas que fez com que não se acreditasse no pensamento do determinismo. Essas coisas estranhas observadas nas interações de partículas elementares foram "interpretadas" como sendo o mistério que implica o livre arbítrio do ser.

Você sabe muito bem que para um universo determinístico, os seres que nele habita estariam vivendo com um futuro determinado (com o destino já escrito). Sendo assim, esses seres não teriam suas próprias decisões para se guiarem pelas condições escolhidas. Não gerariam um caminho imprevisível. Estariam como se fossem fatos que estão todos gravados em uma imensa fita de vídeo, onde todo o futuro já está lá, gravado, esperando ser lido pelos cabeçotes, sem que haja a possibilidade de serem diferentes do que o são na fita.

Se meditarmos um pouco, poderemos imaginar, e até acreditar que nós vivamos num desenrolar de uma imensa fita dessas. Pois não temos como saber se os ocorridos poderiam ter ocorridos de forma diferente do que foram. Para que um ocorrido já acontecido tivesse que ser diferente, "algo" pouco antes do ocorrido deveria estar diferente. Para que esse algo existisse diferente, outro algo deveria, também, ser responsável por esse algo mudado. Como, então, podemos ter provas de que somos seres com livre arbítrio ou que somos imagens gravadas em uma fita e lidas por cabeçotes?

O experimento do gato diz que “tudo” o que está dentro da caixa pôde ser observado e medido até que a caixa foi fechada. Uma vez fechada, sabemos o que há na caixa, a localidade das coisas, sabemos de todos os movimentos de todas as partículas elementares, e tudo o mais que devamos saber, mas não podemos calcular o futuro dos acontecimentos que ocorrerão dentro da caixa.

Poderíamos calcular se o universo fosse determinístico, mas, como (segundo a MQ) ele é indeterminístico, a matemática deve ter características de probabilidades e o resultado é estatístico.

Então, Jonas, a caixa fechada significa "impossível de ser observado". E algo com 50% de chance de acontecer é o que define sabermos se o universo for determinístico e não sabermos se o universo for indeterminístico. E, esse "não sabermos", que é o que a MQ defende, tem como resultado todas as possibilidades. E todos esses resultados são considerados ocorrências válidas, sendo que cada uma está de acordo com as leis da física. Então, ao abrirmos a caixa, não defrontaremos com uma condição que não esteja em desacordo com as leis da física. Se o gato estiver morto, o resultado é perfeitamente válido e não contradiz as leis da física. Se o gato está vivo, o resultado também é considerado válido e de acordo com as leis da física.

Veja que, sabendo de todas as condições existentes dentro da caixa ao fechá-la, saberíamos se o gato morreria ou não em um universo determinístico. Mas, como a MQ diz que o universo é indeterminístico, suas leis da física "considera verdade" tanto a afirmação que diz que o gato está morto quanto à afirmação que diz que o gato está vivo.

Não embole as coisas acreditando que a MQ quer dizer que ao abrir a caixa algum "mistério" acontece.

Toda essa ênfase do drama existente em volta das explicações deste experimento induz o leigo a imaginar que o gato estaria morto e vivo ao mesmo tempo dentro da caixa, ou, até mesmo que ele "seria visto" morto e vivo ao mesmo tempo quando abríssemos a caixa, configurando outra das maluquices da Física Moderna.

Como você vê, Jonas, isso não é nenhuma dessas maluquices da Física Moderna.

Se eu lhe disser que eu tenho duas camisas; uma verde e uma amarela, e lhe disser que eu, agora, estou com uma delas, e lhe pedir que faça seus cálculos matemáticos para descobrir com qual delas eu estou? Estando você sem condições de saber, a afirmação que diz que eu estou com a amarela é, para você, uma afirmação falsa e verdadeira ao mesmo tempo. Isso também ocorre com a afirmação que diz que eu estou com a camisa verde. Aí, você diz que eu estou com a verde e com a amarela ao mesmo tempo, mas que eu estou usando "somente uma camisa". Então, se você correr aqui e me ver com a camisa amarela, verá que isso é perfeitamente normal, não contradizendo sua verdade. Se você chegar aqui e me ver com a camisa verde, também será, do mesmo modo, perfeitamente normal e aceitável. Não haverá nenhum acontecimento anormal no exato momento que você chegar aqui e me avistar. Eu sempre estarei com uma das camisas durante todo o evento, mas você considerará verdade tanto eu com a amarela como eu com a verde, "de acordo com seus cálculos".
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Re: Energia na forma de ondas explica fenômenos quânticos

Mensagem por Xevious em 5th Fevereiro 2014, 03:44

Acho que deveriam parar de fazer estas experiências com gatos
e faze-las com políticos corruptos Smile 

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Re: Energia na forma de ondas explica fenômenos quânticos

Mensagem por Jonas Paulo Negreiros em 5th Fevereiro 2014, 20:15

Xevious escreveu:Acho que deveriam parar de fazer estas experiências com gatos
e faze-las com políticos corruptos Smile 

Pode ter certeza que alguns encontrariam a saída secreta do baú antes da detonação do gás  Razz ...
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Re: Energia na forma de ondas explica fenômenos quânticos

Mensagem por casasanta em 5th Fevereiro 2014, 22:18

Aí, Jonas Paulo Negreiros. Eu lhe aguardo para continuarmos. Exponha, então, suas considerações. Entendeu o que a MQ pretende com o paradoxo do gato de Schroedinger?

O que achou disso?

Aproveite Xevious, e exponha as suas. Vamos congregar a física. Sabemos que assim todos saem ganhando; com melhores noções das coisas.
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Re: Energia na forma de ondas explica fenômenos quânticos

Mensagem por Xevious em 6th Fevereiro 2014, 00:44

casasanta escreveu:Aproveite Xevious, e exponha as suas.
A teoria é muito boa, chega a ser poética.

O problema é que o elétron não é mais referência pra se validar ela.
E a realidade é que só não podemos medir perfeitamente aquilo que nossa tecnologia ainda não conseguiu se desenvolver o suficiente..

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Re: Energia na forma de ondas explica fenômenos quânticos

Mensagem por Jonas Paulo Negreiros em 6th Fevereiro 2014, 23:06

casasanta escreveu:Aí, Jonas Paulo Negreiros. Eu lhe aguardo para continuarmos. Exponha, então, suas considerações. Entendeu o que a MQ pretende com o paradoxo do gato de Schroedinger?

O que achou disso?

Aproveite Xevious, e exponha as suas. Vamos congregar a física. Sabemos que assim todos saem ganhando; com melhores noções das coisas.

Casasanta,

Schroedinger não foi feliz em escolher um gato para seu experimento mental.
Afinal, para os latinos, bichanos tem sete vidas. Ou nove, pelos saxões  Very Happy ...

A caixa fechada significa "impossível de ser observado". E algo com 50% de chance de acontecer é o que define sabermos se o universo for determinístico e não sabermos se o universo for indeterminístico. E, esse "não sabermos", que é o que a MQ defende, tem como resultado todas as possibilidades. E todos esses resultados são considerados ocorrências válidas, sendo que cada uma está de acordo com as leis da física.

Sua exposição sobre a MQ foi claríssima. Até prova em contrário, não é possível fazer previsões acertadas no microcosmos. As duas realidades são aceitas como possíveis em perfeita igualdade. É capitulação do determinismo da física clássica quando aplicada ao mundo atômico.

Acho que todo esse tempo fui "contaminado" por "quânticas bobagens" disseminadas pela leiga mídia. Para ela, a MQ tem um tom de mistério e bruxaria.

O que dizer, então, das onze dimensões propostas pela "unificadora" teoria das cordas?


Última edição por Jonas Paulo Negreiros em 7th Fevereiro 2014, 22:20, editado 1 vez(es)
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