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Ação fantasmagórica à distância é dez mil vezes mais rápida que a luz

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Re: Ação fantasmagórica à distância é dez mil vezes mais rápida que a luz

Mensagem por Xevious em 22nd Julho 2013, 23:11

A "ação fastasmagórica" como falada .. pode ser explicada até usando a fisica newtoniana. Bastando a isso incluir um elemento externo, que no caso é um universo paralelo, atuando como um meio de troca de informações, por dentro desta outro universo que teria propriedades dimencionais diferentes do nosso.

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Re: Ação fantasmagórica à distância é dez mil vezes mais rápida que a luz

Mensagem por Robson Z. Conti em 26th Julho 2013, 23:28

Oi Xevious,

Usando algumas das suas palavras, a "ação fantasmagórica" como falada .. pode ser explicada até usando a física newtoniana, mesmo SEM a necessidade de incluir um elemento externo, que no caso SERIA um universo paralelo, bastando para isto considerarmos que as partículas emaranhadas seriam parcelas interligadas de uma mesma estrutura, as quais podem perder esta interligação, exatamente como ocorre com as partículas emaranhadas.

http://www.nature.com/nature/journal/v398/n6724/images/398189aa.eps.2.gif
...o que, em termos de mecanismo e estrutura, seria algo similar a
http://commons.wikimedia.org/wiki/File:ProtonHydrodynamicsModel.png

[]s

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Re: Ação fantasmagórica à distância é dez mil vezes mais rápida que a luz

Mensagem por Edilson Maia em 29th Dezembro 2013, 13:53

Jonas Paulo Negreiros escreveu:Redação do Site Inovação Tecnológica - 02/04/2013


Para fazer a medição, os físicos criaram feixes de fótons entrelaçados e os separaram a uma distância de 15 quilômetros. [Imagem: Juan Yin et al.]


Difícil até para Einstein

O conceito de entrelaçamento quântico - ou emaranhamento - deixou desgrenhado ninguém menos do que Albert Einstein.

Quando ouviu falar que duas partículas quânticas podiam se entrelaçar, de forma que o que acontecesse com uma afetaria imediatamente a outra, não importando se ambas estivessem em extremos opostos da galáxia, o gênio da física chamou isto de "ação fantasmagórica à distância".

As teorias de Einstein estabelecem um limite máximo de velocidade universal, a velocidade da luz - nada pode superar a velocidade da luz, segundo o paradigma da física atual.

Porém, no caso do entrelaçamento, conforme propõe a mecânica quântica, não se trata nem mesmo de velocidade, mas de instantaneidade.

Embora o entrelaçamento quântico venha sendo demonstrado experimentalmente à exaustão, inclusive em uma versão tripla, poucos se arriscam a especular como é que uma partícula "sabe" o que deve fazer quando sua irmã gêmea sofre uma alteração.

A proposta mais recente fala em influências escondidas, que existiriam além do espaço-tempo.

Velocidade do entrelaçamento quântico

Uma equipe de físicos chineses agora tentou uma abordagem mais experimental.

Eles queriam medir a velocidade com que a ação fantasmagórica à distância é passada de uma partícula para a outra.

E o resultado foi: pelo menos quatro ordens de magnitude mais rápido do que a velocidade da luz.

Uma ordem de magnitude equivale a 101 - assim, a velocidade medida foi de 104, ou seja, 10.000 vezes mais rápido do que a velocidade da luz.

Na verdade, não se trata de que alguma coisa esteja realmente viajando a uma velocidade maior do que a velocidade da luz - no entrelaçamento quântico não há troca de informações entre as partículas, ou seja, nada realmente "viaja" de um ponto a outro, as partículas apenas parecem "saber" quando a outra foi afetada.

O que os físicos chineses mediram foi o tempo que separa uma alteração na primeira partícula e a alteração na sua partícula entrelaçada - fazendo as contas, isso equivaleria a uma informação hipotética que viajasse a 10.000 vezes a velocidade da luz entre as duas partículas, se houvesse transmissão de informação.

Ou seja, o experimento nada tem a ver com o fiasco dos neutrinos que não superaram a velocidade da luz, ainda que alguns físicos defendam que superar a velocidade da luz de fato é matematicamente possível.

Os pesquisadores também são cuidadosos em afirmar que esta velocidade está no limite do que o experimento consegue medir com confiabilidade - ou seja, a velocidade é provavelmente muito maior.


Diagramas espaçotemporais da medição da velocidade do entrelaçamento quântico. [Imagem: Juan Yin et al.]

Todos com razão

Para fazer a medição, os físicos criaram feixes de fótons entrelaçados e os separaram a uma distância de 15 quilômetros.

São necessários muitos fótons porque a precisão envolvida no experimento é tamanha que até mesmo a rotação da Terra desloca os fótons em distâncias que são significativas nessas escalas temporais.

Para contrabalançar essas influências, os físicos separaram as duas partículas no sentido leste-oeste, e fizeram o experimento continuamente durante 12 horas.

A equipe de Juan Yin, da Universidade de Ciência e Tecnologia da China, é a mesma que recentemente bateu o recorde de distância do teletransporte - em Setembro do ano passado, seu recorde foi superado por uma equipe europeia:

Novo recorde de teletransporte quântico

Em resumo, apesar de um resultado capaz de fritar neurônios, o experimento não se contrapõe nem à teoria da relatividade de Einstein - porque não há troca de informações entre as duas partículas -, e nem à mecânica quântica.

Na verdade, uma velocidade de 10.000 vezes a velocidade da luz como limite mínimo parece mais uma vez dar razão à mecânica quântica, que continua afirmando que a ação fantasmagórica à distância é instantânea.

Fonte:
http://www.inovacaotecnologica.com.br/noticias/noticia.php?artigo=acao-fantasmagorica-distancia-mais-rapida-luz&id=010130130402


Eu acho que o erro está em pensar "As teorias de Einstein estabelecem um limite máximo de velocidade universal" Acho que o correto seriamos pensar "As teorias de Einstein estabelecem um limite máximo de velocidade geoespacial" - Se pensar assim conseguira unir os dois tipos de física sem afetar as teorias de Einstein.

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Re: Ação fantasmagórica à distância é dez mil vezes mais rápida que a luz

Mensagem por NewEINSTEIN em 19th Março 2015, 21:03

e se no momento que eles fossem unidas, funcionarem como carro mesmo tempo que roda da frente anda a de trás também obs: (isso e só um exemplo). se elas tiverem numa superfície interligadas mesmo tempo que uma se move-se outra também.
tiverem interligadas por algo menor que eles que não podemos ver ainda

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Re: Ação fantasmagórica à distância é dez mil vezes mais rápida que a luz

Mensagem por Jonas Paulo Negreiros em 29th Outubro 2015, 22:23


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Re: Ação fantasmagórica à distância é dez mil vezes mais rápida que a luz

Mensagem por Jonas Paulo Negreiros em 30th Outubro 2015, 19:41

Newton também foi criticado por filósofos, sobre o inexorável determinismo sobre todas as coisas.

Quanto o experimento holandês...

O primeiro rebate falso sobre falhas na Teoria da Relatividade aconteceu com Cesar Lattes.

Lattes foi cruel com Einstein. Cesar dizia que o festejado físico alemão confundia unidade com grandeza física.

Outro rebate falso que causou sensação foi a fusão a frio. O terceiro aconteceu com neutrinos, no acelerador do CERN.

Diferentemente do caso do acelerador, que é o único lugar onde se pode fazer certas experiências, o experimento do emaranhamento (da TR Razz ?) quântico conduzidos por holandeses poderá ser replicado em vários lugares do mundo, tal como aconteceu com a fusão a frio.

Vamos aguardar pelos próximos resultados...

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Re: Ação fantasmagórica à distância é dez mil vezes mais rápida que a luz

Mensagem por Jonas Paulo Negreiros em 1st Novembro 2015, 09:35

Esse vídeo, embora não resolva, elucida o problema do entrelaçamento quântico.



Acho a teoria da relatividade geral tão estranha quanto o efeito de entrelaçamento quântico.
Como não aceito o modelo de espaço-tempo einsteniano, poderia estar festejando agora.
Mas não sou tão idiota assim...

Não entendi o que muda com o experimento dos holandeses.

Sobre as bizarrices da física quântica, sugiro aos colegas a darem um pulo na página que trata
da interferência das medidas objetivas sobre o movimento dos elétrons.

No caso, elétrons são pipocas:

http://fisica2100.forumeiros.com/t1315-duvida

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Re: Ação fantasmagórica à distância é dez mil vezes mais rápida que a luz

Mensagem por Jonas Paulo Negreiros em 1st Novembro 2015, 11:11

Tradução Automática de Documento liberado pela Universidade Holandesa de Delft:

Livre de Fenda de Bell coroou teste debate 80 anos de idade na natureza da realidade: Einsteins "ação fantasmagórica" ​​é real Em 1935, Einstein fez uma pergunta profunda sobre a nossa compreensão da natureza: são objetos única influenciado pelo seu ambiente nas proximidades? Ou poderia, como previsto pela teoria quântica, Olhando para um objeto, por vezes, afetam instantaneamente outro objeto distante? Einstein fez não acredito em previsão da teoria quântica, famosa chamando-o de "ação fantasmagórica".

Exatamente 80 anos depois, uma equipe de cientistas liderada pelo professor Ronald Hanson de Delft University of Technology finalmente realizou o que é visto como o teste final contra Einstein visão de mundo: o teste de Bell livre de brecha.

Os cientistas descobriram que dois elétrons, separados 1.3 km um do outro no campus da Universidade Delft, pode de fato ter um invisível e conexão instantânea: a ação fantasmagórica é real.

O experimento, publicado na revista Nature de hoje, quebra a última defesa de pé de Einstein icónica 1935 papel: ele fecha todas as lacunas presentes nas experiências anteriores.
A Delft experiência não só fecha um capítulo em um dos debates mais intrigantes da ciência, pode também permitem uma radicalmente nova forma de comunicação segura que é fundamentalmente impossível para 'escutar' em.
Em dois lugares ao mesmo tempo? "A mecânica quântica estabelece que uma partícula como um elétron pode estar em dois estados diferentes ao mesmo tempo, e ainda em dois lugares diferentes, contanto que não é observada. Isto é chamado de "superposição" e é um conceito muito contra-intuitivo ", diz o professor cientista-chefe Ronald Hanson. O grupo de Hanson trabalha com elétrons presos, que têm uma pequena magnética efeito conhecido como um "spin", que pode ser apontando para cima, ou para baixo, ou - quando, na superposição - se e para baixo ao mesmo tempo.

"As coisas ficam realmente interessantes quando dois elétrons se enroscar.
Ambos são, em seguida, para baixo e para cima, ao mesmo tempo, mas quando observado um será sempre para baixo e o outro para cima. Eles são perfeitamente correlacionados, quando você observar um, o outro será sempre oposto.

Esse efeito é instantânea, mesmo que a outra é de electrões num foguete na outra extremidade da galáxia ", diz Hanson.

Já em 1935, poucos anos após o desenvolvimento da teoria quântica, este efeito contra-intuitivo foi visto como uma razão para duvidar da nova teoria.
Estas acusações foram publicado em um artigo científico famoso, conhecido como "o EPR-paper '(1935), nomeado após a sua três autores: Einstein, Podolsky e Rosen.

Eles afirmaram ainda poderia ser inexploradas propriedades das partículas, os chamados "variáveis ​​ocultas", que proporcionaria uma mais intuitiva explicação das correlações previstas: as duas partículas foram apenas pré-programado para ser oposto, nós apenas não sabia. Teste Bell Um importante passo foi dado em 1964, quando CERN cientista John Stewart Bell inventou um experimento que pudesse provar que "ação fantasmagórica à distância" existiu - o Teste de Bell - como ele pode descartar qualquer tipo de "variáveis ​​ocultas" como uma explicação.

Durante as últimas quatro décadas, muitos de Bell experimentos foram realizados, mostrando resultados conflitantes das variáveis ocultas ' explicação.
No entanto, o debate não apenas termina aí: como os cientistas opostas declarou: Bell testes ainda realizada continha «lacunas», ou back-portas que poderia invalidar o prova.

Basicamente, um teste de Bell faz uma medição em ambos os lados de um par entrelaçado, escolhendo aleatoriamente entre dois possíveis "questões 'em ambos os lados.

Dependendo de qual pergunta é solicitado, uma propriedade diferente da partícula é medido.

Em um teste de Bell, a mecânica quântica prevê que os resultados, ou 'respostas' será fortemente correlacionadas de uma forma que não pode ser explicadas por qualquer teoria 'escondido variável'. No entanto, como os cientistas opostas disse, explicações alternativas pode ainda não ser totalmente excluída.

Em primeiro lugar, pode ser possível que as partículas ou os detectores foram 'secretamente' comunicando uns com os outros em alguma maneira desconhecida, que pode estar além do nosso conhecimento actual de natureza.

Ao compartilhar secretamente perguntas ou respostas entre eles (a brecha localidade), eles poderia ser produzir as correlações observadas de um modo perfeitamente local.

Em segundo lugar, se o experiência só detectado um subconjunto de pares emaranhados preparados, eles podem não ser representante de todos eles (a "lacuna detecção ').
Com essas brechas abrir, a possibilidade de uma explicação alternativa não pode ser totalmente excluída.
Brechas Durante a última década, os avanços na tecnologia em nanoescala experimentos permitidos para fechar estes brechas individualmente. Pela primeira vez, um grupo de cientistas da Holanda, Espanha e Reino Unido já conseguiu fechar todas as brechas simultaneamente. Os cientistas colocaram dois diamantes em lados opostos do campus da Universidade de Delft, a 1,3 km Além.
Cada diamante continha uma pequena armadilha para elétrons individuais, que têm um magnético propriedade chamada de "spin". Eles conseguiram enredar os spins de elétrons e executar um Bell Teste.
"Temos dois laboratórios, um na Faculdade de Ciências Aplicadas e uma na outra extremidade do campus do Instituto Reactor.
A grande distância entre os nossos detectores que assegura nem os detectores, nem os elétrons podem trocar informações dentro do tempo que leva para fazer a medição, e assim fecha a brecha localidade. Esta troca é limitada pela velocidade da luz, ea distância é muito grande para a luz viajar no tempo que nos leva a pedir ao nosso elétron gira uma pergunta e obter uma resposta ", explica PhD estudante Bas-Hensen, chumbo autor do estudo.

"Nós também fechar a brecha detecção, porque neste experimento medimos todos os nossos pares emaranhados.
Esta é a primeira vez que todas as lacunas estão fechados ao mesmo tempo num único experiência, e nós ainda achamos que a ligação invisível entre os elétrons está lá: a primeira teste de Bell livre de brecha ". Comunicações seguras O experimento em Delft encerra um capítulo em um dos debates mais intrigantes da ciência.
"Isto é uma das poucas experiências em física que pode testar diretamente e rejeitar fundamentais mesmo princípios da natureza ", diz Hanson.

No entanto, a experiência tem valor prático, bem como, como emaranhamento permite uma forma de comunicação segura. Os resultados de medição pode ser usado como uma chave de encriptação: a chave é fundamentalmente impossíveis de escutar, pois não viajar entre dois pontos, mas é criado através de o emaranhamento ligação instantânea.

No entanto, as lacunas são potenciais backdoors para hackers, assim, a comunicação quântica só será inerentemente seguro se todas as brechas são fechadas.



Documento original, em inglês:

http://hansonlab.tudelft.nl/wp-content/uploads/2015/10/Bell_test_Delft-PressRelease_vOct16.pdf

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Re: Ação fantasmagórica à distância é dez mil vezes mais rápida que a luz

Mensagem por Jonas Paulo Negreiros em 2nd Novembro 2015, 10:53

Mais explicações...

A MECÂNICA QUÂNTICA FICOU AINDA MAIS “ASSUSTADORA”

Física 31 de agosto de 2015

Lucas


Os físicos confirmaram que partículas distantes realmente podem influenciar umas às outras e agir de forma estranha que não pode ser explicada pelo senso comum ou, na sua maior parte, pelas leis da física tradicionais.

Esse comportamento bizarro é conhecido como entrelaçamento, ou emaranhamento quântico, e apesar de muitas experiências mostrarem que ele existe, esta é a primeira vez que foi demonstrado com um teste livre de brechas, provando que Albert Einstein (que definia esse comportamento como “assustador”) estava errado sobre a mecânica quântica.



De acordo com a teoria quântica, a natureza de uma partícula não existe até que ela seja medida, o que significa que ela apenas existe em um estado de superposição até que alguém decida observar. As partículas também podem ser entrelaçadas, o que significa que elas estão intimamente ligadas entre si não importa a distância que as separem – se o estado da partícula A, localizada do outro lado do universo, for alterado, o estado da partícula B, aqui na Terra, também será, instantaneamente.

Então isso significa que quando você mede uma partícula, você não só está determinando a sua natureza naquele momento, você também está definindo a natureza da sua parceira emaranhada. É por esta razão que Einstein, e muitos outros físicos, duvidaram da existência do emaranhamento quântico, porque essencialmente significa que a informação passa entre as duas partículas emaranhadas muito mais rápido do que a velocidade da luz – possivelmente em uma velocidade infinita.

Este último experimento envolveu físicos da Holanda, Reino Unido e Espanha, que emaranharam pares de elétrons separados por uma distância de 1,3 km. Liderados pelo pesquisador B. Hensen da Delft University of Technology, na Holanda, a equipe mediu um dos elétrons enquanto um grupo observava imediatamente se seu parceiro era afetado.



Este é conhecido como “experimento Bell”, concebido na década de 1960 pelo físico irlandês John Bell para testar se havia uma explicação mais sensata para o emaranhamento. Segundo a visão racional do mundo, depois de uma certa distância, a correlação deve deixar de existir conforme as partículas estão muito longe para se comunicar umas com as outras. Mas de acordo com a teoria quântica, não há limite de distância.

Ao longo dos últimos 30 anos, a experiência de Bell foi tentada muitas vezes, sempre mostrando que a teoria quântica é real. Mas em todos esses experimentos havia lacunas – em geral o fato de que a maioria dos pesquisadores emaranhava os fótons, mas não conseguia medir devido à sua natureza super-rápida, tornando os resultados inconclusivos .

Em uma tentativa de fechar essa lacuna, muitos físicos usaram íons emaranhados em vez de fótons. Mas isso abria outra lacuna, porque estes íons não ficavam suficientemente afastados, abrindo a possibilidade de que a comunicação era feita em uma velocidade menor que a da luz.

O novo experimento conseguiu fechar essas brechas combinando os benefícios de fótons com elétrons, que são mais fáceis de medir. Para fazer isso, a equipe emaranhou o spin de dois elétrons com dois fótons diferentes. Esses dois elétrons estavam localizados em laboratórios separados por 1,3 km, enquanto os fótons foram enviados para um terceiro local e, em seguida, emaranhados em separado com os outros.

Assim que os fótons são emaranhados, bingo, os dois elétrons originais giram, mesmo em laboratórios muito distantes. A equipe realizou 245 testes do experimento, comparando elétrons entrelaçados e relatam que o limite de Bell é violado, e mostrando uma das raras vezes que Einstein estava errado.

O experimento também é um enorme passo para a criptografia quântica, que é um sistema de segurança hipoteticamente impossível de ser violado, uma vez que depende de partículas emaranhadas para verificação. [ScienceAlert]

fonte:
http://misteriosdomundo.org/a-mecanica-quantica-ficou-ainda-mais-assustadora/

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Re: Ação fantasmagórica à distância é dez mil vezes mais rápida que a luz

Mensagem por Jonas Paulo Negreiros em 2nd Novembro 2015, 11:30

O paradoxo dos foguetes

Estamos às voltas com um problema real: o entrelaçamento quântico desafia a relatividade geral einsteniana.

Vejo uma boa dose de razão na visão de Einstein sobre aquilo que conhecemos como velocidade limite.

Partindo-se do princípio de ação e reação de Newton e contando experiência observacional da maioria das pessoas, apresento um problema muito simples que faz referência a velocidade limite.

Imaginemos dois foguetes de combustível sólido, parelhados em algum lugar no espaço sideral, livre de ação gravitacional considerável.



Para tornar o problema mais objetivo, desprezamos a massa da carenagem de cada foguete; somente a massa do combustível deve ser considerada nesse "experimento".

Sem lançar mão de cálculos de física de qualquer ordem, percebemos que o empuxo do foguete de cone vermelho tem mais empuxo que o foguete azul.

No entanto, o foguete de cone azul tem massa muito menor que o foguete vermelho.

É razoável admitir que o foguete azul "saia na frente", mas à maneira que o foguete vermelho perde massa em função da ejeção de combustível queimado, sua velocidade aumenta e a diferença de distância entre os foguetes se reduz.

Quando cessar a queima de combustível, podemos admitir que os dois foguetes estarão viajando à mesma distância do ponto de partida e na mesma velocidade final.

Sem lançar mão de cálculos avançados, percebemos que isso é possível ao  substituirmos o foguete vermelho por agrupamento de pequenos foguetes, cuja massa individual é idêntica a massa do foguete azul, mas cuja massa total é idêntica ao foguete vermelho que deu origem ao problema.



A questão principal que se apresenta nesse "experimento mental" pode ser reduzida a velocidade resultante reação de combustão de apenas uma porção única de substância propelente, usada nos foguetes apresentados anteriormente.

Quem determinará a separação e a velocidade máxima das partículas componentes dessa porção mínima de propelente será a cinética química e a energia liberada na reação de combustão. Isso não mudará em função do tamanho da naves, desde que a massa da carenagens seja desprezada.

Podemos admitir que ao fim das provas, cada foguete ou partícula terão a mesma velocidade relativa ao ponto de partida, pelos limites de energia liberada na reação química do propelente.

No entanto, hoje está em discussão a questão da "velocidade de informação", muito superior a velocidade da luz. Se a informação não tem massa, não vejo por que impor limites a um ente puramente abstrato.

Pergunta final:

O fóton não tem massa. Se o fóton não tem massa, por que tem de viajar no limite da velocidade da luz?


Última edição por Jonas Paulo Negreiros em 13th Janeiro 2016, 07:44, editado 1 vez(es) (Razão : vermelho em vez de azul)

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Re: Ação fantasmagórica à distância é dez mil vezes mais rápida que a luz

Mensagem por Jonas Paulo Negreiros em 3rd Novembro 2015, 16:23

Ridiculamente simples:



... Se a velocidade da gravidade for infinita, ou...

A Terra está inchando!

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Re: Ação fantasmagórica à distância é dez mil vezes mais rápida que a luz

Mensagem por Jonas Paulo Negreiros em 4th Novembro 2015, 03:44



De acordo com a teoria quântica, um elétron gira no sentido horário e o outro anti-horário. Assim, um elétron tem um norte magnético para cima e o outro tem o norte magnético para baixo. Um elétron é atraído pelo campo magnético da Terra, o outro elétron é repelido.

Se o campo dos elétrons interagirem com o campo magnético da Terra, de modo que a placa se mantenha equilibrada, é necessário que o elétron que é atraído pelo campo magnético da Terra esteja mais próximo do centro da prancha.

Quando um elétron é forçado inverter o norte, deverá haver um deslocamento horizontal de ambos os elétrons na prancha.
Um elétron se aproxima do centro do tabuleiro. O outro se distancia do centro do tabuleiro.

Para não ocorrer atraso nas movimentações, a velocidade da gravidade deve ser infinita. Ou o raio da Terra deve estar crescendo.

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Re: Ação fantasmagórica à distância é dez mil vezes mais rápida que a luz

Mensagem por Xevious em 4th Novembro 2015, 15:57

O termo "ATÉ" esta causando uma interpretação errônea.

Na verdade, não há limite.

Aqui há uma explicação minha para o caso
Energia na forma de ondas explica fenômenos quânticos

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Re: Ação fantasmagórica à distância é dez mil vezes mais rápida que a luz

Mensagem por Jonas Paulo Negreiros em 4th Novembro 2015, 21:38

Oi, Xevious!

Acho que a chave para a explicação da ação fantasmagórica é a gravidade, pois a peça que falta encaixar para uma teoria unificadora.

Talvez a ação fantasmagórica dependa de um elemento de velocidade instantânea, ou a maneira que enxergamos a gravidade está errada.

Nesse debate não há lugar para explicações misteriosas.

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Re: Ação fantasmagórica à distância é dez mil vezes mais rápida que a luz

Mensagem por Jonas Paulo Negreiros em 5th Novembro 2015, 07:54

Encontrei na rede um resumo em "slideplayer" sobre o assunto:

http://slideplayer.com/slide/3510644/

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Re: Ação fantasmagórica à distância é dez mil vezes mais rápida que a luz

Mensagem por Jonas Paulo Negreiros em 6th Novembro 2015, 07:50

A fim de resolver o problema da velocidade do entrelaçamento quântico, Bohm introduziu o "Campo da Informação":


D. Bohm era aluno de um Einstein e seguidor da teoria da relatividade. Ele apoiou a ideia da não-localidade quântica e introduziu de CAMPO DA INFORMAÇÃO" na física.

No entanto, a ideia da não-localidade quântica também não é consistente com a teoria da relatividade, já que há um postulado implícito de "localidade" nela.
(...)
Como resultado mais e mais os físicos estão inclinados a não fazer interpretações [sobre a natureza quântica], como foi expresso pelo físico David Mermin como:
"CALE A BOCA E CALCULE!"

fonte:

http://slideplayer.com/slide/3941765/
Página 5/19

Como citado acima, Bohm resolveu um problema e criou outro.

Informação não têm a massa?
Como a informação muda as coisas?
Se sim, como justificar a sua velocidade superluminal?

"CALE A BOCA E CALCULE!"

Oh meu Deus...

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Re: Ação fantasmagórica à distância é dez mil vezes mais rápida que a luz

Mensagem por Jonas Paulo Negreiros em 7th Novembro 2015, 08:40

Outra possibilidade:


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Re: Ação fantasmagórica à distância é dez mil vezes mais rápida que a luz

Mensagem por Jonas Paulo Negreiros em 12th Novembro 2015, 07:32

Se o problema do paradoxo dos foguetes explica o limite de interação  (leia-se velocidade) entre os corpos, o efeito de comunicação instantânea (entrelaçamento quântico) terá de encontrar uma nova explicação.

O assunto é apresentado à partir dessa postagem:
http://fisica2100.forumeiros.com/t1263p40-acao-fantasmagorica-a-distancia-e-dez-mil-vezes-mais-rapida-que-a-luz#9416


Afinal, qual a grande diferença entre a física dos mundos macroscópico e microscópico?

Atrevo-me a dizer que é a velocidade angular.

É possível que a máxima velocidade de interação entre corpos seja a velocidade da luz, não importa se o corpo é um buraco negro ou um elétron.

Quando se fala em macrocosmos, pela distância entre corpos, a velocidade angular é muito lenta. A Terra, por exemplo, demora um ano para dar uma volta em torno do Sol.

No microcosmos a velocidade angular é absurdamente alta:



Frequência Angular de Plank, aproximadamente igual a 1.85487 × 10^43 / s.
Fonte: Wikipédia.

Pela fórmula, um elétron pode dar um número absurdo de voltas em torno do núcleo durante um segundo

É lógico que é muito mais fácil fazer uma previsão no macrocosmos. Os corpos são maiores, maciços, observáveis e viajam em velocidades angulares muito baixas.

No mundo microcósmico, a "observação" do movimento de partículas de massa ínfima se dá com o choque de uma fonte de luz externa contra uma partícula em estudo .

Esse tipo de análise de movimento (mal interpretado pela mídia leiga) provoca alterações no movimento da partícula-alvo. "Quando se vê um elétron"... ninguém vê um elétron!
As explicações vão para o reino da fantasia.

Se existisse um observador com uma capacidade de observação e raciocínio extremamente lentos, esse pobre ser hipotético poderia concluir que o movimento dos astros é completamente imprevisível.

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Re: Ação fantasmagórica à distância é dez mil vezes mais rápida que a luz

Mensagem por Gauss em 16th Novembro 2015, 15:51

Mais uma vez lamento acabar a festa. Leiam Einstein-Bohr debates.

Não existe absolutamente maneira nenhuma do entanglement ser usado para transportar informação. Muitos exemplos interessantes existem, como por exemplo, mesmo que mudem o spin a uma particula e a segunda mude de acordo com tal, não existe absolutamente maneira nenhuma de medirem o spin da segunda sem o possivelmente alterarem (são estados aleatórios). Quando medem (mesmo com máquinas perfeitas) alteram a informação que estava contida na segunda particula.

Ora a única forma de verificarem se a mensagem foi bem interpretada éda forma "clássica". Ainda assim, eu quero deixar claro uma confusão que toda a gente aparenta fazer. A velocidade da luz NÃO é um limite. A teoria de Einstein não impede a existência de particulas mais rápidas que a luz, apenas a transição é proibida (acelerar/desacelerar até c).

Na verdade o entanglement foi verificado estar em consistência com a relatividade visto que a informação de facto não pode ser transportada a mais que c, sendo que foi criada a menos que c.

Tendo isso em conta, o entanglement deixou Einstein baralhado por uma razão apenas: Porque a MQ é uma teoria LOCAL que produziu efeitos NÃO LOCAIS.

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Re: Ação fantasmagórica à distância é dez mil vezes mais rápida que a luz

Mensagem por Jonas Paulo Negreiros em 22nd Novembro 2015, 06:51

A velocidade da luz NÃO é um limite. A teoria de Einstein não impede a existência de particulas mais rápidas que a luz, apenas a transição é proibida (acelerar/desacelerar até c).

Interessante saber disso, Gauss! Nunca li sobre esse detalhe em lugar algum!
O que é impossível seria acelerar de zero acima  ou ao limite da velocidade C?

O paradoxo dos foguetes em aceleração e o limite de velocidade foi discutido nessa postagem:



http://fisica2100.forumeiros.com/t1263p40-acao-fantasmagorica-a-distancia-e-dez-mil-vezes-mais-rapida-que-a-luz#9416

Apesar da questão dualidade partícula-onda ainda não estar resolvida pela física, a questão que aqui discutimos diz respeito à velocidade máxima de interação entre corpos:



Se o limite de interação entre dois corpos é C, reapresentamos o problema das duas partículas, discutido no tópico "O que é movimento?"

http://fisica2100.forumeiros.com/t1096-afinal-o-que-e-movimento

No entanto, num processo de aceleração como o descrito abaixo, posso concordar que é impossível uma velocidade superior a C entre duas partículas.



Duas partículas, acima à esquerda, interagem entre si a uma velocidade C,
O mesmo caso acontece com as duas partículas acima à direita

Após o impulso dessas quatro partículas, podemos afirmar que todas viajam a velocidade de C/2 em relação ao quadro que é a própria figura.

Porém, as partículas que se encontram nos extremos inferior da figura distanciam-se entre si à velocidade C.

As partículas que se encontram no meio da parte inferior da figura aproximam-se entre si à velocidade C.

Conforme sua afirmação:

A teoria de Einstein não impede a existência de particulas mais rápidas que a luz...

Se aumentarmos o quadro onde se encontram as quatro partículas, estas poderiam relacionar-se com alguma amiguinha viajante acima de C?

Observe o estrago que a falta do éter faz !

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