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Onde Moramos?

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Onde Moramos?

Mensagem por Robson Z. Conti em 17th Outubro 2013, 23:59

Onde Moramos?

Sob diferentes aspectos, moramos no disco de acresção de buraco negro, sobre as nuvens de um furacão e no cogumelo de uma explosão de supernova. Simultaneamente! Como se não bastasse, moramos também sobre as lavas solidificadas de vulcões e, paradoxalmente, também na base de um imenso ciclone de dimensões planetárias. E, além disto, cada um de nós é também um universo em si.

Pode a alguns (ou a quase todos) parecerem descabidas estas afirmações, mas uma boa olhada no que a comunidade científica produziu em termos de conhecimento considerado adequado e coerente com nossas observações pode nos mostrar que, dependendo da escala e da posição, moramos em todos estes locais simultaneamente.

Antes de passar a tratar deste assunto com mais profundidade, eu gostaria de nos levar a um questionamento a respeito do que pode haver de comum entre buracos negros, supernovas, furacões, vulcões, ciclones, galáxias, sistemas planetários, planetas, nebulosas, estrelas, átomos e partículas subatômicas. Na minha humilde opinião, todas possuem basicamente a mesma estruturação e princípio de funcionamento, o que as leva a apresentarem aparência essencialmente idêntica, o que pode ser conferido nos links a seguir.

Buracos negros
http://www.nasa.gov/centers/goddard/images/content/96552main_jet_schematic.jpe
http://www.nasa.gov/images/content/153309main_hidden_blackhole_lg.jpg

Supernovas
http://moiseslima.files.wordpress.com/2011/12/supernova.jpg

Furacões e ciclones
http://kids.britannica.com/comptons/art-167810/In-a-tropical-cyclone-also-known-as-a-hurricane-or
http://upload.wikimedia.org/wikipedia/commons/a/a6/Coupe_Supercellule.PNG

Vulcões
http://upload.wikimedia.org/wikipedia/commons/thumb/2/27/Oceanic_spreading.svg/600px-Oceanic_spreading.svg.png

Galáxias
http://www.inovacaotecnologica.com.br/noticias/imagens/010130120602-bolha-via-lactea.jpg
http://csep10.phys.utk.edu/astr162/lect/active/ngc4261-large.jpg
http://www.if.ufrgs.br/oei/cgu/cmna/radiogal3c219.jpg

Sistemas planetários e planetas
http://herschel.jpl.nasa.gov/images/kuiper_oort.jpg
http://www.nasa.gov/images/content/126296main_pia03550_detail.jpg
http://photojournal.jpl.nasa.gov/jpegMod/PIA01627_modest.jpg

Nebulosas
http://upload.wikimedia.org/wikipedia/commons/7/7c/EtaCarinae.jpg
http://upload.wikimedia.org/wikipedia/commons/d/dc/Boomerang_HST_big.jpg
http://apod.nasa.gov/apod/image/9712/m2-9_hst_big.jpg
http://www.spacetelescope.org/static/archives/images/screen/opo9607a.jpg

Estrelas (em diferentes estágios de evolução)
http://f.i.uol.com.br/folha/ciencia/images/11349281.jpeg
http://www.nobelprize.org/nobel_prizes/physics/laureates/1993/illpres/magnetic.gif

Átomos
http://daugerresearch.com/orbitals/Orbital.320.small.gif
http://upload.wikimedia.org/wikipedia/commons/thumb/2/23/Helium_atom_QM.svg/2000px-Helium_atom_QM.svg.png

Acima não foram mostrados links para estruturas de partículas subatômicas como prótons...
http://upload.wikimedia.org/wikipedia/commons/9/92/Quark_structure_proton.svg
...por exemplo, pois apenas temos figuras ilustrativas, as quais não podem ser conferidas por nos faltarem meios de investigação confiáveis. O que existe é referente apenas a teses sem comprovação por observação, o que é uma informação que considero sem a isenção necessária para ser tomada como confiável no atual estágio do conhecimento humano. Ainda assim, o resultado que obtemos através da representação geométrica das funções de onda das referidas partículas aparenta-me revelador.
http://www.inovacaotecnologica.com.br/noticias/imagens/010130111124-funcao-onda-eletron.jpg
http://ultrastudio.org/upload/HydrogenOrbitalApplet2D-1.0s.jar-29212149.jpg
http://illiweb.com/fa/pbucket.gif

Quanto a este universo, há uma quantidade de figuras que o retratam sob diferentes aspectos...
http://map.gsfc.nasa.gov/media/060915/060915_320.jpg
http://universe-review.ca/I02-31-inflation.jpg
http://www.nasa.gov/centers/goddard/images/content/433217main_Dark_Flow_map.jpg
http://astro.uchicago.edu/~andrey/misc/lss-cfa/PICTURES/3D-GALLERY/cfa-map-big.gif
http://www.nasa.gov/centers/goddard/images/content/276172main_darkflow_clusters_HI.jpg

Estas estruturas todas, apesar das diferenças aparentes, em essência apresentam o mesmo formato e mecanismo, do que pretendo apresentar o que entendo serem evidências em outras postagens.

[]s


Última edição por Robson Z. Conti em 22nd Fevereiro 2015, 14:46, editado 1 vez(es)

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Re: Onde Moramos?

Mensagem por Carlos Costa em 18th Outubro 2013, 15:48

Bom tópico Robson, vou acompanhar, promete alterar a forma como vemos o Universo. Smile 

Existe uma imagem do Universo em larga escala, que deixo abaixo, onde este se assemelha a uma gigantesca teia de aranha. O que vemos a brilhar na imagem não são galáxias nem aglomerados de galáxias, mas sim superaglomerados de galáxias, cada um contendo milhares de galáxias. Desafia a nossa imaginação!


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Re: Onde Moramos?

Mensagem por Robson Z. Conti em 20th Outubro 2013, 12:11

Vamos começar pelo mais simples e facilmente verificável aqui na Terra mesmo. Pelo que as figuras observáveis nos links...
http://en.wikipedia.org/wiki/File:Tectonic_plate_boundaries.png
http://2.bp.blogspot.com/_NMuQt3t0tFs/So6cFFnFFDI/AAAAAAAAKBQ/FQXwWhI1d44/s320/010125090821-sobolev_2_gross.jpg
... nos mostram, moramos sobre lavas solidificadas de vulcões (submarinos).

É largamente conhecido e aceito que em locais conhecidos como dorsais (ridge), localizadas nos oceanos, há a emissão ininterrupta de magma basáltico, o que produz um fenômeno conhecido como expansão do fundo oceânico (Seafloor spreading), produzindo com isto a deriva continental e o afastamento dos continentes. Este material é depois “devolvido” ao manto terrestre em regiões de reabsorção (ou subducção) em fendas (trench), o que torna este processo um ciclo convectivo, o que também pode ser conferido na figura do link...
http://upload.wikimedia.org/wikipedia/commons/thumb/2/27/Oceanic_spreading.svg/600px-Oceanic_spreading.svg.png

Como se pode também verificar nas figuras acessáveis nos links...
http://upload.wikimedia.org/wikipedia/commons/8/8a/Plates_tect2_en.svg
http://www.ngdc.noaa.gov/mgg/image/crustageposter.gif
... isto produz  o afastamento dos continentes e também uma gradação nas idades do leito oceânico, as quais vão de zero a aproximadamente 200 milhões de anos de idade (a crosta que forma os continentes possui até 4 bilhões de anos de idade, pois não é reabsorvida, formando supercontinentes a cada 250 milhões de anos aproximadamente).

Apesar de não percebermos o ciclo convectivo a olho nu, devido a fatores que incluem a baixa velocidade do mesmo em relação à vida humana ou mesmo à idade da própria humanidade, o nosso diminuto tamanho em relação a ele e à maior parte dele se passar onde não podemos ver (debaixo de nossos pés, no interior da Terra), uma análise mais detalhada o torna evidente. Um detalhe interessante é que mesmo a crosta continental se move em curva (mais claramente perceptível nas derivas da América do Norte e da Eurásia), típico de sistemas convectivos, e não em movimento retilíneo como se poderia esperar, o que pode ser verificado pela figura acessável em...
http://upload.wikimedia.org/wikipedia/commons/8/85/Global_plate_motion.jpg
 
Nas demais postagens pretendo fornecer evidências obtidas de fontes fiáveis de que, além de morarmos sobre as lavas solidificadas de vulcões, moramos também na base de um imenso ciclone de dimensões planetárias, no disco de acresção de um buraco negro e em outros locais que jamais desconfiaríamos até que os nossos pesquisadores nos forneceram dados em quantidade e qualidade suficientes para que passássemos a ter o que considero evidências de uma regularidade observável.

[]s


Última edição por Robson Z. Conti em 22nd Fevereiro 2015, 14:48, editado 1 vez(es)

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Re: Onde Moramos?

Mensagem por Robson Z. Conti em 25th Dezembro 2013, 16:26

Carlos Costa escreveu: Existe uma imagem do Universo em larga escala, que deixo abaixo, onde este se assemelha a uma gigantesca teia de aranha. O que vemos a brilhar na imagem não são galáxias nem aglomerados de galáxias, mas sim superaglomerados de galáxias, cada um contendo milhares de galáxias. Desafia a nossa imaginação!
A imagem apresentada é interessante, mas apenas mostra o que reluz, as estrelas. Da mesma forma, quando olhamos para as imagens acessáveis nos links...
http://upload.wikimedia.org/wikipedia/commons/thumb/9/97/The_Earth_seen_from_Apollo_17.jpg/599px-The_Earth_seen_from_Apollo_17.jpg
...apenas vemos a superfície do nosso planeta e algumas nuvens. Já se olharmos as figuras em...
http://upload.wikimedia.org/wikipedia/commons/6/6d/Earth_Global_Circulation.jpg
http://www.srh.noaa.gov/jetstream//global/images/jetstream3.jpg
http://upload.wikimedia.org/wikipedia/commons/6/6b/Jetstreamconfig.jpg
http://commons.wikimedia.org/wiki/File:AtmosphCirc2.png
http://earth.nullschool.net/
...poderemos “ver” os fluxos dos gases que compõem a nossa atmosfera, apesar de nos serem invisíveis.

O mesmo ocorre com os fluxos de gases, poeira e partículas elementares que existem nos espaços entre as estrelas, galáxias e aglomerados.
http://universe-review.ca/I04-09-cluster.jpg
http://universe-review.ca/I04-09-cycle.jpg
No caso particular das galáxias, as mesmas se distribuem de uma maneira muito interessante (e emblemática, conforme pretendo tratar mais tarde), a qual pode ser verificada no link...
http://universe-review.ca/I03-01-galaxies.jpg

Em breve pretendo retomar as postagens e tentar apresentar evidências observáveis de que moramos em locais ainda mais interessantes do que até então julgávamos.

[]s

Feliz Natal a todas e a todos

[Desculpem-me pela demora na resposta]

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Re: Onde Moramos?

Mensagem por Jonas Paulo Negreiros em 26th Dezembro 2013, 10:59

Tal como o filho pródigo, eis que o querido colega Robson retorna ao fórum.

Bom regresso!

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Re: Onde Moramos?

Mensagem por Robson Z. Conti em 3rd Abril 2015, 16:58

Apesar da falta de tempo para acompanhar e principalmente para participar das discussões por aqui, volto apressadamente para tratar de um detalhe que me chamou a atenção em um artigo que encontrei na rede...
http://mensageirosideral.blogfolha.uol.com.br/2014/11/27/um-muro-invisivel-contra-radiacao/
... no qual somos informados da existência de um “muro invisível”, ou seja, “um campo de força invisível e impenetrável, a cerca de 11 mil km da superfície da Terra, protege nosso planeta de doses letais de radiação”. Também é relatado que “a descoberta é até agora inexplicada e que "foi feita por uma dupla de satélites da Nasa e reportada na edição de hoje da revista científica britânica “Nature”.”
Há alguns anos eu tenho sugerido uma conjectura que, em síntese, propõe a existência de uma estruturação fractal deste universo, o que implica em que as estruturas mais estáveis, de prótons ao próprio universo, passando por átomos, sistemas solares, galáxias, conglomerados e superaglomerados delas, sejam cópias estruturais umas das outras (estrutura esta que seria a de vórtices ciclônicos autossustentados), conforme se pode verificar nas postagens anteriores deste mesmo tópico. Além disto, é proposta a estruturação em camadas, as quais seriam, na conjectura proposta, separadas por fronteiras adiabáticas (do grego, impenetrável), fronteiras estas que seriam produto de diferentes composições, densidades, velocidades e sentidos de rotação de cada camada em relação às suas vizinhas.
Os exemplos mais conhecidos destas fronteiras talvez sejam a tropopausa, que separa a troposfera (camada da atmosfera terrestre na qual vivemos) da estratosfera, e as descontinuidades de Mohorovicic (entre a litosfera e o manto), de Gutenberg (entre o manto e o núcleo externo da Terra) e de Lehmann (entre o núcleo interno – sólido - e o externo – líquido, da Terra). Estas fronteiras, apesar de serem aparentemente as mais conhecidas, ainda assim são desconhecidas do grande público, talvez pelo fato de nenhuma delas ser visível. Nos links...
http://earthobservatory.nasa.gov/Features/Hurricanes/Images/hurricane_structure_new.jpg

http://upload.wikimedia.org/wikipedia/commons/thumb/2/27/Oceanic_spreading.svg/600px-Oceanic_spreading.svg.png

http://www.inovacaotecnologica.com.br/noticias/imagens/010130111124-funcao-onda-eletron.jpg

http://ultrastudio.org/upload/HydrogenOrbitalApplet2D-1.0s.jar-29212149.jpg

http://csep10.phys.utk.edu/astr161/lect/earth/atmosphere.html

... podemos observar a existência destas camadas (e suas fronteiras) em estruturas de diversas escalas.
Estas fronteiras podem parecer ineficientes por serem invisíveis e facilmente ultrapassáveis por objetos de elevada densidade, mas são extremamente eficazes na contenção das substâncias que constituem as camadas que delimitam, a ponto da tropopausa, por exemplo, ser uma das condições absolutamente necessárias para a formação de furacões e capaz de conter os ventos de qualquer um deles, por mais fortes que sejam.
http://earthobservatory.nasa.gov/Features/Hurricanes/Images/hurricane_section.gif

Quando li a respeito da abrupta interrupção da viagem dos elétrons de alta energia relatada no artigo acima citado, a ponto de um dos pesquisadores ter-se referido ao fato dizendo que “É quase como se esses elétrons estivessem trombando com uma parede de vidro no espaço”, e tendo em vista a inexplicabilidade do fenômeno pelas teorias atualmente conhecidas, passei a considerar plausível que este fato possa ter como explicação a existência de uma fronteira do mesmo tipo no limite entre os dois cinturões de Van Allen, os quais, conforme consta no link do mensageiro sideral...
http://mensageirosideral.blogfolha.uol.com.br/2014/11/27/um-muro-invisivel-contra-radiacao/
... têm uma descontinuidade coincidentemente na altitude em que os elétrons de alta energia são barrados. Assim como a tropopausa, apesar de imaterial (por ser uma descontinuidade), é capaz barrar os mais fortes ventos, mesmo de furacões, também esta descontinuidade entre os dois cinturões, poderia ser capaz de barrar os elétrons de alta energia.

Outro detalhe que me chamou a atenção foi que o cinturão mais próximo da superfície da Terra é constituído por prótons de alta energia, o que, a princípio, o levaria a ser capaz de atrair os elétrons de alta energia e a detê-los. Mas como este cinturão termina a 10 mil Km e os elétrons de alta energia são detidos a 11 mil Km, parece que esta não poderia ser a explicação.

Cordiais abraços a todos.

Robson Z. Conti
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Re: Onde Moramos?

Mensagem por Robson Z. Conti em 4th Abril 2015, 02:08

Tendo em vista a oportunidade e o tempo (raramente) disponível, aproveito para também tratar de mais um dos pequenos detalhes que, com o passar do tempo, vão se agregando (como as muitas peças de um grande quebra cabeças) e me levando a desconfiar que minha humilde conjectura (que propõe um universo formado por vórtices, camadas e barreiras adiabáticas entre estas) poderá vir a descrever a realidade de forma mais completa do que a sua simplicidade nos poderia fazer crer a princípio, pois as novas descobertas e observações têm, a meu ver, se mostrado coerentes com as previsões que esta conjectura produz.

Há pouco tempo verifiquei no link...
http://super.abril.com.br/ciencia/matematica-444712.shtml
... que, “De acordo com a teoria de Thomson, o Universo é formado por um imenso oceano de um fluido invisível chamado “éter”. Os átomos seriam como vórtices nesse fluido. Cada vórtice seria como um nó. Os elementos químicos seriam então os diferentes tipos de nós. O átomo de carbono não passaria de um nó trevo, o oxigênio seria um nó oito e assim por diante.
Era uma teoria interessante, que fez sucesso por algumas décadas. Vinte e cinco anos depois, nasceria o dinamarquês Niels Bohr, o físico que ganhou o prêmio Nobel de 1922 pela criação daquele modelo atômico que estudamos no colégio, com elétrons girando sem parar em volta de núcleos formados de nêutrons e prótons. Bohr mostrou que não havia nó nenhum no coração da matéria. Thomson ficaria na história – não com seu nome de batismo, mas com o título de nobreza que recebeu em 1866 da rainha Vitória, da Inglaterra: lorde Kelvin. Ele foi um pioneiro da termodinâmica, concebeu a lei de conservação de energia e criou a escala de temperatura absoluta – depois batizada de escala Kelvin. Mas sua teoria dos nós passou bem longe do alvo. E, depois disso, foi esquecida pelos físicos.
...
Mas outra descoberta chocou ainda mais os cientistas – em especial os físicos, aqueles mesmos que renegaram a teoria dos nós de Kelvin. Sabe quando um comentarista esportivo dispara o clichê “essas coisas só acontecem no futebol”, como quando um sujeito marca um gol contra e, logo em seguida, salva seu time com o gol de empate? Pois então, a história que segue é um daqueles casos “que só acontecem na ciência mesmo”. Tem a ver com os quanta (plural de quantum), a base da física quântica. Os quanta são a menor quantidade de qualquer coisa possível no Universo – sua existência nunca foi verificada experimentalmente, mas é prevista pela teoria. Eles são ainda mais básicos – e menores – que os elétrons, prótons e nêutrons que compõem o modelo de átomo de Niels Bohr.
Pois uma dupla de cientistas – C.P.N. Yang e R.J. Baxter – , um estudando grupos quânticos, outro procurando entender o comportamento dos gases, descobriu independentemente uma mesma equação: a equação de Yang-Baxter, que ajuda a explicar os movimentos desses misteriosos quanta. Pois bem, os dois chegaram à conclusão de que esses movimentos são idênticos a um daqueles descritos pelo matemático alemão Reidemeister nos anos 1920. Ou seja: os quanta se comportam como nós!


Ou seja, apesar dos experimentos de Michelson e Morley (e outros que os seguiram) não terem detectado o éter, os quanta (que substituíram os nós/vórtices de Kelvin na corrente majoritária da comunidade científica) se comportam como vórtices de gases, efetivamente obedecendo à mesma equação. Se obedecem à mesma equação é porque obedecem à mesma lógica, ou seja, funcionam de idêntica maneira e com os mesmos princípios, têm a mesma estruturação e forma de funcionamento. Só não têm como ter a mesma constituição, pois os vórtices de gases são constituídos de átomos de matéria bariônica, enquanto os quanta, que se comportam como nós/vórtices, são eles os próprios átomos, prótons e elétrons. Não podendo ser vórtices de si mesmos, hão de ser vórtices de algo muito menor que eles, mas que não podem ser o malfadado éter luminífero, como desconfiava Kelvin.

Se os vórtices de gases são constituídos de partículas (átomos) muito menores que si mesmos e os quanta também havendo de ser constituídos de partículas muitos menores, mas que não podem ser de éter luminífero (posto a falha em detectá-los mesmo com as mais modernas técnicas), do que poderiam ser? Na minha humilde opinião, de partículas elementares de matéria em movimento. Mas que partículas seriam estas e por que não as detectamos?

Na minha sempre humilde opinião estas partículas não são detectadas por serem muito pequenas (o que impede observação direta) e por estarem em movimento constante, já que fazem parte de vórtices, o que inescapavelmente implica em movimento não nulo (o que impediu a sua observação indireta, pois os experimentos para detectar o éter luminífero procuraram por partículas em repouso). Apenas percebemos os seus efeitos, ou seja, a matéria bariônica e os campos eletromagnéticos que a mesma apresenta, também estes apenas regiões menos densas dos vórtices das mesmas partículas elementares de que seria a referida matéria constituída na minha humilde opinião.

Cordiais abraços a todos.

Robson Z. Conti
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Re: Onde Moramos?

Mensagem por Jonas Paulo Negreiros em 4th Abril 2015, 12:26

Olá, Robson!´

É muito bom tê-lo por aqui.

Sobre sua teoria, que vem dando sinais de consistência pelos relatos recentes dos pesquisadores, nela há a necessidade da existência do big-bang, onde tudo surge do nada?

Ou big-bang está sempre começando?

O que existe, sempre existiu, existirá sempre ?

Voltamos para o positivismo ou criacionismo?


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Re: Onde Moramos?

Mensagem por Robson Z. Conti em 6th Abril 2015, 14:09

Jonas Paulo Negreiros escreveu:Sobre sua teoria... nela há a necessidade da existência do big-bang, onde tudo surge do nada?
Do nada, nada surge. Muito menos o tudo.

Se houve uma grande explosão, algo existia para poder explodir. Jamais houve absolutamente nenhuma observação de que algo que não existia explodiu. Este é um dos maiores deslizes conceituais de que eu tenha conhecimento em qualquer área do conhecimento ou atividade humana. Onde já se viu, algo que sequer existia explodir...  era só o que faltava.

Antes que alguém cite o caso das supostas partículas virtuais que afirma-se aparecem e desaparecem no vácuo, sugiro lembrarmos que, caso isto efetivamente ocorra (pois não temos NENHUMA evidência objetiva disto, elas jamais foram observadas, são apenas existentes nos cálculos e previstas, com sua suposta existência sendo utilizada para como causa PROVÁVEL para alguns efeitos observados e ainda inexplicados, como o Efeito Casimir), elas não surgiriam do nada.

Este universo já existe há alguns bilhões de anos pelo menos, de forma que antes já existiam espaço, tempo (ou espaço-tempo, para os que assim preferirem), energia, matéria bariônica, matéria degenerada, (supostas) matéria e energia escuras, fótons, radiação (de diversos tipos), neutrinos (de pelo menos três tipos – aliás, centenas de trilhões de neutrinos nos atravessam por segundo, dia e noite, de modo que mesmo o vácuo sempre estará repleto deles), mésons, múons, múltiplas partículas e suas antipartículas, planetas, estrelas (de variados tipos), aglomerados de estrelas, galáxias, aglomerados de galáxias, superaglomerados de galáxias, raios-cósmicos, buracos negros estelares, buracos negros supermassivos, quasares, rádio-galáxias e muito mais, ou seja, um universo inteiro, inclusive com seres vivos, alguns deles dotados de consciência e intelecto que lhes permitiu desenvolver tecnologia suficiente para TENTAR observar as referidas partículas virtuais. Ou seja, já existia (e existe) o tudo, e não o nada.
Jonas Paulo Negreiros escreveu:Ou big-bang está sempre começando?
Na minha opinião, o que existe é proveniente da transformação (ou mais propriamente, da reciclagem) do que anteriormente existia.
Jonas Paulo Negreiros escreveu:O que existe, sempre existiu, existirá sempre?
Na minha humilde opinião o que existe está sendo sempre reciclado. Altera a forma, mas a matéria prima original (partículas elementares de matéria) é sempre a mesma. Como diria nosso amigo Lavoisier (no que foi antecipado em mais de uma década por Mikhail Lomonossov), na natureza nada se cria, nada se perde, tudo se transforma.
Jonas Paulo Negreiros escreveu:Voltamos para o positivismo ou criacionismo?
Isto já é parte da metafísica e não mais da física. Apenas considero que, a passar a considerar que algo pode efetivamente surgir do nada e dar a este deslize ares de conhecimento científico, melhor seria esquecer a pesquisa científica e voltar a acreditar em contos de fadas ou no coelhinho da Páscoa (que deve ter aparecido nestes dias em muitos lares mundo afora) e outras estórias com a mesma coerência e consistência.
A impressão que me fica ao observar este tipo de debate é que os extremos se encontraram e até se ultrapassaram: o que atualmente é considerado como conhecimento científico solidamente embasado pela corrente majoritária da comunidade científica, notadamente no caso da Física, em muito ultrapassou o que afirmam as mais fantasiosas lendas de nossos ancestrais. As lendas ao menos não jogam na lata de lixo o princípio da causalidade, pois nos falam de eventos, apesar de extremamente fabulosos, nos quais a causa de cada efeito [1]existe e [2]os antecede, mesmo que esta causa seja também extremamente fabulosa e decorrente de grande liberdade poética. Mas a causa de cada efeito, apesar de muitas vezes misteriosa, jamais é inexistente. No máximo é desconhecida da maioria, situação muito mais razoável do que afirmar categoricamente que o tudo surgiu milagrosamente do nada e sem ao menos um mágico dos bons para operar o milagre dos milagres.
Jonas Paulo Negreiros escreveu:Sobre sua teoria, que vem dando sinais de consistência pelos relatos recentes dos pesquisadores
Pelo que estou percebendo cada vez mais, a minha teoria predileta, a qual tenho divulgado e tentado fornecer evidências objetivas verificáveis por qualquer pessoa através de links para fontes independentes e consideradas fiáveis de informação científica, não é efetivamente minha.
Apesar de tê-la desenvolvido de forma independente, ao passar a ter cada vez mais conhecimento das ideias que antecederam as teorias com maior aceitação na atualidade, verifico que na realidade a minha teoria predileta é de gigantes imortais e não minha, pois ela é de Newton, Maxwell e Kelvin.
Na minha sempre humilde opinião as novas descobertas e observações de abnegados pesquisadores aos poucos nos permitirão perceber que a física clássica, que aqueles ilustres cavalheiros propuseram, com a inestimável contribuição de outros gigantes do porte de Arquimedes, Galileu, Huygens, Faraday, Planck, Schroedinger e Lorentz, será capaz de descrever o mundo sem apelar para a fertilíssima imaginação com que atualmente a corrente majoritária da comunidade científica tenta fazê-lo, sem arranhar os princípios do bom senso mínimo e, principalmente, sem jamais sonhar em admitir ou muito menos afirmar categoricamente que algo pode surgir do nada, principalmente se este algo for pura e simplesmente o tudo.
Aos imortais acima citados junto mais um nome, inesperado a princípio, o de Immanuel Kant, o qual, em seu livro "História Natural Geral e Teoria dos Céus" (1755) também propõe um universo hierárquico, onde é defendida a tese da existência de um princípio de identidade entre o mundo clássico e o cósmico, ou seja, uma mesma física é proposta para governar a Terra e os céus (apesar de Kant não abranger o mundo subatômico, da mesma maneira que eu o faço).
Esta física que tudo governa, na minha sempre humilde opinião, é a física clássica de Newton, Maxwell e Kelvin, deixando-me a impressão cada vez mais forte de que os que imaginam que estes gigantes imortais estavam enganados podem estar na realidade muito mais equivocados que eles. Salve Newton, Salve Maxwell, Salve Kelvin.

Mais abraços, mais cordiais ainda, a todos.

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Re: Onde Moramos?

Mensagem por Xevious em 3rd Maio 2015, 16:52

Robson Z. Conti escreveu:Não podendo ser vórtices de si mesmos
Eu já acho que isso é possível e ainda mais que seja a explicação

A energia, em estado de vórtice de si mesma, passaria a ter um comportamento de partícula.

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Re: Onde Moramos?

Mensagem por Robson Z. Conti em 15th Maio 2015, 12:44

Xevious escreveu:A energia, em estado de vórtice de si mesma
A própria definição de vórtice (ou, se formos mais exigentes, a estrutura, o mecanismo e a sequência de eventos que produzem a formação e sustentação dos mesmos) exige (conditio sine qua non, portanto) que sejam constituídos por um conjunto de partes, evidentemente de dimensões físicas menores que o vórtice em si, que rotacione em torno ou em direção a uma região central. Isto posto, a lógica já torna inviável um vórtice ser formado de si mesmo, não havendo também nenhuma evidência objetiva (observação direta) que corrobore tal hipótese. Outro detalhe é que, até onde estou informado, todos os casos observados de vórtice envolvem um fluído.

Poder-se-ia obstar que isto supostamente não valeria para a energia, principalmente quando se trata da assim chamada “energia pura”. Só que este conceito, o de energia pura, no meu entender é destituído de sustentação científica, pois jamais foi diretamente observado por absolutamente ninguém e pode muito bem ser o flogisto de nossa era. É uma construção abstrata, jamais observada, que se presta a esboçar alguma explicação para o que na verdade não sabemos em relação ao funcionamento último do mundo e de suas coisas.

Vou retornar aqui a um detalhe já tratado no passado, quando afirmei que “se queremos dizer que sabemos como funciona o mundo, nós temos de ter a capacidade de explicá-lo sem jamais utilizar as palavras campo, força, massa, gravidade, elétrica, magnética, nuclear, elétron, próton, fóton, nêutron, energia, princípio, lei, tendência, fórmula, equação ou palavras que tenham o mesmo sentido que estas na explicação, e sim como algo a ser explicado” e o nobre colega Bosco reclamou de dificuldades ao não poder usar tal vocabulário, argumentando que termos por mim utilizados, tais como préons e vórtices, poderiam também ser enquadrados na mesma situação.

Na ocasião eu respondi que “que podemos definir préon de uma maneira bem simples, elementar mesmo (uma partícula indivisível, esférica, de extrema rigidez e de dimensões muito reduzidas, como se fossem pequeníssimas bolas de biliar). O mesmo pode-se fazer com os vórtices e redemoinhos, os quais são de todos conhecidos, inclusive nos ralos de nossas pias. A visualização mental e a apreensão da ideia a ser transmitida é simples e imediata, de forma que não mais pode ser reduzida a elementos ainda mais simples. Já estruturas e conceitos como os que são definidos por palavras como campo, força, massa, gravidade, elétrica, magnética, nuclear, elétron, próton, fóton, nêutron, energia, princípio, lei, tendência e outros termos carregados de informação especializada, exprimem conceitos complexos, que permitem redução a entidades mais simples que permitam apreensão imediata pela mente de não especialistas”, tendo eu complementado que “podemos usar a analogia do esquema de um circuito [eletrônico]. Ele pode ser feito usando diagrama de blocos, que o entendimento vai ser bom do que se passa. Se desejarmos saber mais, vamos abrir cada bloco e ver os chips e componentes discretos dentro dos mesmos. Se quisermos saber ainda mais, vamos para o esquema de cada chip e os detalhes construtivos de cada semicondutor discreto, inclusive suas folhas de dados. Se formos mais curiosos podemos estudar a física do estado sólido, bandas de valência e entender as técnicas de dopagem de semicondutores e outros detalhes, podendo ir até uma profunda investigação da estrutura da matéria.

Pois bem, algumas palavras [tais como energia, no nosso caso] são grandes blocos, o que nos permite entender o funcionamento básico do circuito, mas nem de longe nos permitem compreender o mecanismo que em última instância faz com que o que aquele circuito funcione da maneira que funciona. E é NISTO que eu estou interessado, em saber de forma minuciosa como funciona o mundo, da mais profunda intimidade da matéria ao conjunto de tudo o que existe, o Universo.


É por isto que eu tenho alguma dificuldade (e resistência) à forma que alguns termos (neste caso, “energia”) são usados, pois carregam significado complexo, que é definido pela interpretação que cada pessoa, grupo ou corrente de pensamento faz deles, ou seja, passa do campo da observação direta (Ciência, Física) para o da interpretação (abstração) pessoal ou coletiva. Da forma que a “energia” (principalmente quando é definida como energia pura) é tratada e interpretada atualmente por uma importante parcela de especialistas e mesmo de leigos, ela passou de grandeza física a entidade metafísica/espiritual, o que, mesmo com o respeito que tenho pela diversidade de pensamento, passa a se distanciar do escopo deste espaço (Física) e, principalmente, do que entendo ser um os grandes objetivos da Ciência, se é que não é o seu objetivo maior: explicar  o mundo (ou tentar fazê-lo) sem recorrer a entidades metafísicas/espirituais.

Cordial abraço a todos.

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Re: Onde Moramos?

Mensagem por Xevious em 15th Maio 2015, 19:03

Robson Z. Conti escreveu:A própria definição de vórtice (ou, se formos mais exigentes, a estrutura, o mecanismo e a sequência de eventos que produzem a formação e sustentação dos mesmos) exige (conditio sine qua non, portanto) que sejam constituídos por um conjunto de partes
Tem razão, fui muito simplísta na minha fala, o caso não seria VORTICE mas sim um CILINDRO TORUS

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Re: Onde Moramos?

Mensagem por Jonas Paulo Negreiros em 16th Maio 2015, 11:41

Vou retornar aqui a um detalhe já tratado no passado, quando afirmei que “se queremos dizer que sabemos como funciona o mundo, nós temos de ter a capacidade de explicá-lo sem jamais utilizar as palavras campo, força, massa, gravidade, elétrica, magnética, nuclear, elétron, próton, fóton, nêutron, energia, princípio, lei, tendência, fórmula, equação ou palavras que tenham o mesmo sentido que estas na explicação, e sim como algo a ser explicado” e o nobre colega Bosco reclamou de dificuldades ao não poder usar tal vocabulário, argumentando que termos por mim utilizados, tais como préons e vórtices, poderiam também ser enquadrados na mesma situação.

Na ocasião eu respondi que “que podemos definir préon de uma maneira bem simples, elementar mesmo (uma partícula indivisível, esférica, de extrema rigidez e de dimensões muito reduzidas, como se fossem pequeníssimas bolas de bilhar). O mesmo pode-se fazer com os vórtices e redemoinhos, os quais são de todos conhecidos, inclusive nos ralos de nossas pias.

Robson,

O seu conceito de "préon" é similiar ao ao conceito de "átomo", dos antigos filósofos gregos.

Q1:
O seu modelo cósmico pretende buscar "a verdade" ou apenas oferecer uma teoria na qual as coisas podem ser explicadas sem conhecimento especializado?

Q2:
Você acredita que, através de experimentos em colisores, descobriremos a partícula indivisível?

Q3:
Seria o préon o neutrino?

Q4:
Como a gravidade pode ser explicada  pelo modelo cosmológico de vórtices?

Q5:
E quanto ao desvio para o vermelho, como explicá-lo através do modelo de vórtices?
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Re: Onde Moramos?

Mensagem por Xevious em 16th Maio 2015, 19:38

Jonas Paulo Negreiros escreveu:E quanto ao desvio para o vermelho, como explicá-lo através do modelo de vórtices?
Pela interferência da Luz com Neutrinos, com com a própria luz mesmo, ou seja, a explicação é a interferência.
Ela retira energia do sistema, e o resultado fica parecido com o do afastamento.

O afastamento também causa desvio para o vermelho.
Mas ele participa com uma parte de todo desvio para o vermelho, o maior componente é a interferência.

Hoje em dia se concluiu que o universo se expande para todos os lados.
Mas oq ocorre é que há interferência em todas as direções.

Seria difícil separar do desvio para o vermelho, quanto é devido a interferência e o quanto é devido ao afastamento.
Difícil mas não impossível, métodos indiretos poderão definir uma taxa de interferência, que seria ainda diferente em regiões diferentes.
Pela lógica, áreas com mais radiação proporcionam desvios maiores, devido a interferências.

É uma pena que hoje em dia se acredita assim tão firmemente no afastamento em todas direções.
Isto é um problema porque existe uma certa inércia quanto as mudanças de conceitos.

Outro problema é que o desvio para o vermelho é utilizado para definir as distâncias em relação a nós.
E as distâncias teriam que ser todas revistas.
Oq provoca mais uma inercia quanto a mudança de conceitos.

Nem todos são como Stephen Walking, que é capaz de afirmar veementemente um conceito e logo em seguida se contradizer e afirmar um ao contrário, tudo em nome da ciência, a maioria quer manter seu Status Quo.

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Re: Onde Moramos?

Mensagem por Robson Z. Conti em 2nd Junho 2015, 15:16

Jonas escreveu:O seu conceito de "préon" é similar ao conceito de "átomo", dos antigos filósofos gregos.
Pode ser. Atualmente o conceito de átomo é a menor parcela de um elemento químico que, se dividida ou alterada, deixa de ser aquele elemento.
Jonas escreveu:O seu modelo cósmico pretende buscar "a verdade" ou apenas oferecer uma teoria na qual as coisas podem ser explicadas sem conhecimento especializado?
A minha conjectura foi produzida com a intenção de oferecer uma contribuição para uma explicação mais ampla e menos sujeita a paradoxos de como funciona a natureza (física, em grego), ou seja, o mundo que convencionalmente observamos de forma direta.
Quando me refiro a explicações menos sujeitas a paradoxos, estou me referindo à ausência (de preferência total) de [1]entidades metafísicas, [2]constantes arbitrariamente definidas, [3]dimensões extras, [4]interpretações que contradizem e se chocam frontalmente com princípios fundamentais (como a causalidade) e leis naturais (principalmente a Segunda Lei da Termodinâmica –entropia crescente- e a Terceira Lei de Newton –ação e reação), [5]explicações que em última instância nada mais são do que “porque sim” (caso de algumas das mais populares interpretações da Mecânica Quântica) ou [6]que produzem cenários que jamais são confirmados ou derivados de observação direta alguma.
Jonas escreveu:Você acredita que, através de experimentos em colisores, descobriremos a partícula indivisível?
Temo que não. Não temos condição de verificar a existência de entidades físicas da ordem de grandeza do comprimento de Planck e a partícula indivisível pode estar muito próxima disto.
Jonas escreveu:Seria o préon o neutrino?
Não, não seria. Aliás, há vários tipos de neutrino que “oscilam” (se alteram) de Neutrinos do Elétron para Neutrinos do Múon e do Tau no percurso entre o Sol e a Terra. Isto os obrigaria a serem estruturas e não partículas.
A constatação de que neutrinos solares evoluem de Neutrinos do Elétron (<2,2 eV/c²) para Neutrinos do Múon (<170 KeV/c²) e para Neutrinos do Tau (<15,5 MeV/c²) durante o trajeto entre o Sol e a Terra nos traz uma questão de peso. Pois a massa de alguns neutrinos sai do Sol com máximos 2,2 eV e chega aqui em torno de 77272 vezes maior (170 KeV), em um dos casos, e mais de sete milhões de vezes maior (15,5 MeV), no outro.
Isto seria um milagre se ele não capturasse o material que se incorpora a ele no meio no meio que se considera o “vazio” do espaço interplanetário. Ou seja, esta região demonstra ser tudo menos vazia. Ela há de ser preenchida com muita coisa para poder agregar material a uma estrutura qualquer que por lá transite. O que nos fornece mais uma evidência objetiva de que o vácuo não é o nada e sim apenas espaço com quantidade extremamente rarefeita de matéria (que não poderia ser tão rarefeita assim, se pode aumentar a massa de uma estrutura em sete milhões de vezes em apenas oito minutos. E que passa por lá virtualmente na velocidade luz!).
Jonas escreveu:Como a gravidade pode ser explicada pelo modelo cosmológico de vórtices?
Na minha humilde opinião a força gravitacional, que em geral definimos como algo de natureza centrípeta*, é resultado da diferença de densidade de matéria bariônica entre diferentes regiões, algumas tão densas que são consideradas “corpos” ou “objetos”, e outras tão rarefeitas que são consideradas vácuo (pelos que considero mais exigentes em termos conceituais) ou mesmo “nada” (pelos que considero menos exigentes conceitualmente).
De forma mais precisa, a conjectura prevê que todas as forças fundamentais são reflexos de uma mesma, a qual produz diferenças na densidade entre regiões do espaço (newtoniano). A favor desta tese observe-se que interação forte é 102 vezes mais forte que a força eletromagnética e cerca de 1039 maior que a gravidade, coincidente e emblematicamente a mesma diferença de densidade entre as regiões por elas dominadas.

*[Philosophiae Naturalis Principia Mathematica, Livro I, definição V: Força centrípeta é a que por efeito da qual os corpos são atraídos, ou são impelidos, ou de qualquer forma comunique tendência em direção a um ponto qualquer, como para um centro. Deste gênero é a gravidade, por efeito da qual os corpos tendem ao centro da Terra; Força magnética, pela qual ferro tende para magnetos; e aquela força, qualquer que seja, sem a qual os planetas constantemente reentrariam em movimento retilíneo, e para linhas curvas das órbitas são compelidos.” ( “Vis centripeta est qua corpus versus punctum aliquod tanquam ad centrum trahitur, impellitur, vel utcunq; tendit. Hujus generis est gravitas, qua corpus tendit ad centrum Terræ: Vis magnetica, qua ferrum petit centrum Magnetis, et vis illa, quæcunq; sit, qua Planetæ perpetuo retrahuntur a motibus rectilineis, et in lineis curvis revolvi coguntur” tradução livre e grifos meus)]
Jonas escreveu:E quanto ao desvio para o vermelho, como explicá-lo através do modelo de vórtices?
O desvio para o vermelho é explicado pelo modelo de vórtices ao considerarmos que o universo observável é, em si, apenas uma parcela de um descomunal vórtice. Nesta conjectura, o universo observável estaria no topo de um cogumelo (daqueles que se formam da detonação artefatos nucleares), ou seja, seria parte de algo muito maior, o que tenho chamado de “célula cósmica”, produzida pela detonação de uma imensa supernova, mais ou menos como se pode observar no link...

http://upload.wikimedia.org/wikipedia/commons/0/08/BigBangAtomBomb.png

Estando na região superficial de um imenso cogumelo ainda em expansão, o universo observável se expandiria e produziria o desvio para o vermelho. Não descarto que parte deste desvio possa ser (e provavelmente é) produzido pela interação dos fótons com o meio interestelar e intergaláctico, como prevê a Teoria do Fóton Cansado (Tired Light Theory).**

**Ironicamente, Erwin Hubble, atualmente apontado como o descobridor da expansão cósmica, era partidário da Teoria do Fóton Cansado (“Hubble, A Expansão do Universo”, Augusto Damineli, Odysseus Editora, páginas 93 e 104, ISBN 85-88023-28-8 ).
Xevious escreveu:o caso não seria VORTICE mas sim um CILINDRO TORUS
O cilindro toroidal é produzido na natureza quando algo (tipicamente uma quantidade relativamente elevada de um fluído) em movimento “vertical” dobra-se sobre si mesmo após atingir um limite que não pode ultrapassar (como a tropopausa, no caso de furacões) ou quando é obrigado a retornar sob efeito de uma força (gravitacional, no caso dos chafarizes perpendiculares em relação à superfície) e retorna à região de origem (ou de emissão). O cilindro toroidal é formado na região entre a “superfície” mais distante do ponto de emissão do fluido e a “superfície” que rodeia o referido ponto.
Ou seja, na natureza, e os quanta fazem parte da natureza, para terem a forma sugerida pelo nobre colega Xevious (com a qual concordo parcialmente, pois entendo que além da rotação “vertical” –que produz os cilindros toroidais- haveria também a rotação “horizontal” -a que produz os vórtices-, produzindo uma estrutura à qual tenho chamado de “Vórtice Ciclônico Auto Sustentado”), também necessitariam serem efeito do movimento de um fluído formado por partículas extremamente pequenas o que, novamente, nos levaria a uma condição mandatória (conditio sine qua non, portanto), que exigiria serem tais cilindros estruturas complexas, formadas por muitas partes muito pequenas (ou seja, partículas), formadas e mantidas coesas em função de movimento combinado (horizontal e vertical) das referidas partículas.
Para que os quanta terem um destes formatos apenas por “coincidência”, haveríamos de ter um milagre (e mais uma vez reitero no meu entender a Ciência deve tentar explicar o mundo sem recorrer a eles).

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Re: Onde Moramos?

Mensagem por Jonas Paulo Negreiros em 5th Junho 2015, 03:52

Jonas escreveu:
Como a gravidade pode ser explicada pelo modelo cosmológico de vórtices?

Robson escreveu:
Na minha humilde opinião a força gravitacional, que em geral definimos como algo de natureza centrípeta*, é resultado da diferença de densidade de matéria bariônica entre diferentes regiões, algumas tão densas que são consideradas “corpos” ou “objetos”, e outras tão rarefeitas que são consideradas vácuo (pelos que considero mais exigentes em termos conceituais) ou mesmo “nada” (pelos que considero menos exigentes conceitualmente).
De forma mais precisa, a conjectura prevê que todas as forças fundamentais são reflexos de uma mesma, a qual produz diferenças na densidade entre regiões do espaço (newtoniano). A favor desta tese observe-se que interação forte é 10^2 vezes mais forte que a força eletromagnética e cerca de 10^39 maior que a gravidade, coincidente e emblematicamente a mesma diferença de densidade entre as regiões por elas dominadas.

Robson,

Acompanho seu trabalho há muito tempo. Sua luta em simplificar as coisas merece o nosso respeito.

A física oficial está tornando-se cada vez mais hermética.

Como dizem os velhinhos transviados da NPA (Aliança da Filosofia Natural), a física teórica  está a distanciar-se tanto da física experimental, que a primeira está a converter-se em "pura mitologia"!

Quanto ao seu modelo gravitacional bariônico, este concorda ou diverge com o princípio de equivalência de Einstein?

A hipótese do big-bang pode ajudar a construir uma teoria unificadora para o micro e macro-cosmos?
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Re: Onde Moramos?

Mensagem por Robson Z. Conti em 17th Junho 2015, 14:15

Jonas Paulo Negreiros escreveu:Sua luta em simplificar as coisas merece o nosso respeito.
Obrigado Jonas. Mas, na minha sempre humilde opinião, eu não estou tentando simplificar as coisas. Apenas as percebo como simples e assim as apresento, como o cuidado de fornecer o que considero evidências objetivas que sustentem esta visão simples que tenho das coisas.
De uma forma mais abrangente considero que a densidade da matéria (de todos os tipos: bariônica, degenerada e elementar/primordial, esta última constituída pelos próprios préons enquanto não agrupados em nenhuma estrutura estável tais como prótons, elétrons e demais partículas) governa o mundo (a gravidade incluída).
Da maneira como vejo o mundo, os próprios campos (gravitacional, elétrico, magnético [eletromagnético], nuclear fraco e nuclear forte) das forças fundamentais são, em essência, fluxos de préons que fazem parte de Vórtices Ciclônicos Autossustentados (VCAS) e mantêm as partículas (prótons, elétrons, etc) que os emanam coesas (e estáveis, portanto). A interação destes fluxos determina atração, repulsão, penetrabilidade, maleabilidade e demais efeitos que observamos quando da interação de objetos, estruturas e partículas.
Jonas Paulo Negreiros escreveu:A física oficial está tornando-se cada vez mais hermética.
A Física, assim como todas as demais disciplinas e áreas de atividade humana, acaba por refletir a nossa maneira de ser. E dentre nós há desde pessoas apaixonadas e abnegadas pelo que fazem, agindo com extrema seriedade, até pessoas cuja real motivação não vai muito além de seus interesses pessoais. Tendo em vista como humanos são (ou seja, como NÓS somos), chego a considerar que uma parcela destes humanos está cuidando prioritariamente é da manutenção de seus empregos (o que não é nenhum crime, apesar de não ser exatamente isto o que deveríamos esperar de quem se dispôs a investigar o funcionamento último do mundo). Afinal, se o mundo se tornar tão simples que mesmo crianças possam entendê-lo, muito prestígio, muita verba e muitos bons empregos vão evaporar em instantes.  É evidente que há muita gente séria e que, sendo os mais doutrinados os próprios doutrinadores, uma significativa parcela da comunidade acadêmica efetivamente acredita no que ensina.
Isto poderia ficar assim, sem grandes consequências, se não fosse o triste fato de que deste desconhecimento deriva grande parcela de nossos problemas, pois o nosso atraso em termos de conhecimento fundamental nos impõe frustrantes limitações em termos de melhoria do nível de vida de toda a humanidade.
Neste tipo de situação, eu entendo que os empregos e a reputação de uma ínfima parcela da população (os valorosos físicos) são menos valiosos que o bem estar da esmagadora maioria da humanidade e mesmo dos seres vivos em geral, de forma que, apesar das dificuldades, continuo a inglória tentativa de fornecer argumentos a favor da elegante simplicidade intrínseca da natureza, a qual é sempre a mais simples possível (complicados somos nós) e extremamente eficiente, exatamente em função desta simplicidade.
Jonas Paulo Negreiros escreveu:Quanto ao seu modelo gravitacional bariônico, este concorda ou diverge com o princípio de equivalência de Einstein?
Foi bom você ter tocado neste ponto. Veja isto...
https://www.facebook.com/tucerebrodigital/videos/963504436994345/
Ao que me parece, principalmente pelo que pode ser observado após os 9:50 do vídeo acima, há extrema semelhança entre a sua teoria gravitacional com o princípio de equivalência proposto pelo meu amigo Einstein.
Já a minha maneira de ver isto é muito mais simples. Ela [simplesmente] necessita que admitamos que regiões [tipicamente em um fluido*] com menor densidade de matéria passam a ser ocupadas por matéria que está a ocupar regiões com maior densidade. Só isto e mais nada. Desta maneira, regiões que separam corpos massivos (com alta densidade de matéria) se tornam atrativas para os mesmos. Apesar de simples, este efeito não ocorre “por milagre”, mas em decorrência de condições que levam a este resultado, o que, caso necessário pode posteriormente ser mais bem explicado.

* Em termos mais abrangentes, levando-se em conta as distâncias [astronomicamente grandes em relação ao volume das partículas] que separam prótons, nêutrons e elétrons, mesmo a matéria mais densa é um fluido. E, levando-se em conta a liberdade assintótica existente nos próprios núcleos atômicos, mesmo lá, temos fluídos.
Jonas Paulo Negreiros escreveu:A hipótese do big-bang pode ajudar a construir uma teoria unificadora para o micro e macro-cosmos?
O link a seguir mostra a maneira como entendo que o Big-Bang tenha se desenvolvido e levado à formação do universo observável...
http://commons.wikimedia.org/wiki/File:UniversosParalelos.png
[Notem que, de acordo com esta conjectura, outro universo teria se formado no lado diametralmente oposto da grande explosão]

A seguir temos o link com o modo como entendo que os prótons são estruturados...
http://commons.wikimedia.org/wiki/File:CelulaBipolarProtonQuarks.png
[os jatos polares mostrados seriam constituídos de partículas elementares de matéria – os préons]

Na minha humilde opinião, todo o universo observável (e a parte do nosso universo não observável a nós) é apenas uma parcela de um quark UP, que por sua vez poderia fazer parte de um singelo próton em outro universo muito maior (talvez seja mais adequado chamá-lo de multiverso).

Ou seja, haveria uma analogia muito estreita entre o microcosmo e o macrocosmo.

Além disto, como entendo que a mesmas leis naturais valem para todas as escalas, este tipo de estruturação é o encontrado em virtualmente todas as estruturas com alguma estabilidade diretamente observadas em nossa escala de mundo, como se pode verificar nos links...
http://upload.wikimedia.org/wikipedia/commons/c/c1/Hurricane-profile-pt.svg

http://apod.nasa.gov/apod/ap021125.html

http://www.nasa.gov/images/content/153309main_hidden_blackhole_lg.jpg

http://moiseslima.files.wordpress.com/2011/12/supernova.jpg

http://upload.wikimedia.org/wikipedia/commons/a/a6/Coupe_Supercellule.PNG

http://upload.wikimedia.org/wikipedia/commons/thumb/2/27/Oceanic_spreading.svg/600px-Oceanic_spreading.svg.png

http://www.inovacaotecnologica.com.br/noticias/imagens/010130120602-bolha-via-lactea.jpg

http://csep10.phys.utk.edu/astr162/lect/active/ngc4261-large.jpg

http://www.if.ufrgs.br/oei/cgu/cmna/radiogal3c219.jpg

http://upload.wikimedia.org/wikipedia/commons/7/7c/EtaCarinae.jpg

http://upload.wikimedia.org/wikipedia/commons/d/dc/Boomerang_HST_big.jpg

http://apod.nasa.gov/apod/image/9712/m2-9_hst_big.jpg

http://www.spacetelescope.org/static/archives/images/screen/opo9607a.jpg

http://f.i.uol.com.br/folha/ciencia/images/11349281.jpeg

http://www.nobelprize.org/nobel_prizes/physics/laureates/1993/illpres/magnetic.gif

http://daugerresearch.com/orbitals/Orbital.320.small.gif

http://upload.wikimedia.org/wikipedia/commons/thumb/2/23/Helium_atom_QM.svg/2000px-Helium_atom_QM.svg.png


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Re: Onde Moramos?

Mensagem por Jonas Paulo Negreiros em 17th Junho 2015, 23:11

Grato pelas detalhadas e esclarecedoras explicações, Robson!

Quanto ao espaço de seu modelo cosmológico, seria vazio e infinito?

Quanto ao efeito de gravidade dinâmica, teria alguma semelhança ao efeito Bernoulli?
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Re: Onde Moramos?

Mensagem por Robson Z. Conti em 21st Junho 2015, 19:06

Jonas Paulo Negreiros escreveu:Quanto ao espaço de seu modelo cosmológico, seria vazio e infinito?
Newtoniano.

Vazio, jamais!!!

O princípio de conservação de massa,
o princípio de conservação de energia e
o (atualmente desacreditado) princípio de conservação de um mínimo de juízo,

proíbem terminantemente...

a - que o tudo se torne nada; ou
b - que nada se torne tudo.

Eu ia dizer que os três princípios acima proíbem também que

“o tudo seja considerado nada” [e vice-versa].

Mas como o “princípio de conservação de um mínimo de juízo” está absolutamente desacreditado em alguns grupos, eu temo que para algumas pessoas (mais distraídas, imagino eu) a diferença entre o nada e o tudo seja nula.
Jonas Paulo Negreiros escreveu:Quanto ao efeito de gravidade dinâmica, teria alguma semelhança ao efeito Bernoulli?
Eu tenho defendido a tese de que a densidade governa o mundo. Pressão e densidade, principalmente em fluidos, são intrinsecamente ligados e dependentes da velocidade dos fluidos, o que leva ao efeito Bernoulli ter participação decisiva em uma imensa quantidade de fenômenos, de maneira que eu considero a gravidade também relacionada à densidade dos fluidos em que os corpos celestes (e qualquer outro objeto ou partícula) estão mergulhados.
A região entre corpos ou objetos constituídos de matéria bariônica (a qual, na minha sempre humilde opinião, é constituída de estruturas, na forma de Vórtices Ciclônicos Autossustentados, com alta densidade de partículas de matéria elementar, às quais tenho chamado de préons, conforme já tratado em postagens anteriores), tem menor densidade que a região fora deles, de forma que são empurrados uns contra os outros pela pressão externa aos mesmos.
A pressão (e com ela o efeito Bernoulli) tem grande participação, pois nas proximidades de matéria bariônica (formada por vórtices ciclônicos, ou seja, por fluxos de matéria elementar), os fluxos com elevadíssimas velocidades produzem diminuição da pressão.

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Re: Onde Moramos?

Mensagem por Robson Z. Conti em 21st Junho 2015, 19:38

Em última instância, o que eu tentando dizer é que se as estruturas que são encontradas no microcosmo e no macrocosmo são (elegantemente) idênticas às encontradas no mundo clássico, então as causas (leis naturais, princípios de funcionamento, formas de construção e manutenção) que lhes dão origem também são as mesmas. Como as regras e regularidades (leis naturais) da física clássica (mundo cotidiano) são mais simples e produzem estruturas idênticas, por que esperar que necessitamos de regras muito mais complexas para fazer simplesmente a mesmíssima coisa nos mundos micro e macro, para os quais postulamos outras leis?

Em relação ao mundo micro, quando os átomos de um material são alinhados, o objeto se torna similar a um átomo gigante, nos revelando suas características e peculiaridades. Quando este alinhamento se mantém nós produzimos imãs, cuja ação é apenas produto do alinhamento e correspondente amplificação dos efeitos dos campos de cada átomo. As linhas destes campos podem ser visualizadas simplesmente colocando limalha de ferro em torno do imã e apresentam aquela forma característica, que poderia ser, grosso modo, descrita como o formato de uma maçã. Isto nos indica que a forma de um singelo átomo é a mesma.
https://upload.wikimedia.org/wikipedia/commons/5/57/Magnet0873.png

https://upload.wikimedia.org/wikipedia/commons/0/0c/VFPt_cylindrical_magnet_thumb.svg?uselang=de

Se na natureza diretamente observável (mundo clássico, do dia a dia) temos o mesmo formato produzido por Vórtices Ciclônicos Auto Sustentados, conforme links fornecidos nas postagens anteriores, então os átomos dificilmente deixarão de também ter o mesmo tipo de estrutura, elegantemente simples, resultado das mesmas leis que regem o nosso mundo cotidiano, leis naturais (ou seja, regularidades observadas) estas que foram descobertas antes do início do século XX por Newton, Maxwell e Kelvin principalmente (se bem que Arquimedes e Galileu nos deram uma bela prévia de como seriam muito antes disto).

Restaria o mundo cósmico, para o qual usamos atualmente outra física, a do meu amigo Einstein, para calcular o elusivo espaço-tempo, cuja ilustração mais confiável pode ser esta...
http://map.gsfc.nasa.gov/media/060915/060915_CMB_Timeline300nt.jpg

Apesar de mais confiável, esta ilustração é inexata, pois entre o Big-Bang e os dias de hoje esta figura mostra o tempo, e não o espaço. Aliás, alguém já viu alguma coisa assim na vida cotidiana, algo explodir com tempo no meio em vez de espaço e matéria? Alguém já viu um objeto separado de outro por algo que não seja espaço, ou por outro objeto ou substância material, a qual sempre conterá espaço entre seus átomos?
Como as coisas observáveis que explodem acabam produzindo estruturas como estas
https://moiseslima.files.wordpress.com/2011/12/supernova.jpg

http://www.universetoday.com/wp-content/uploads/2010/12/Atom-Bomb.jpg

...as quais são podem ser perfeitamente ilustradas e até fotografadas, pergunto também se a grande explosão que produziu o nosso universo não poderia simplesmente ter produzido algo do mesmo tipo, como isto...
https://commons.wikimedia.org/wiki/File:EstruturaUniversoSustentavelExpandindo.png

Outro detalhe que me leva a desconfiar que este universo seja mais parecido com a figura verificável no último link do que com a encontrada no link “CMB_Timeline” (mais acima) é que a teoria do meu amigo Einstein exige um universo homogêneo e o nosso não o é, tendo inclusive uma região, descoberta há alguns anos por um astrofísico da NASA, Alexander Kashlinsk, na qual galáxias estão se movendo em taxas diferenciadas em relação ao restante do universo. Esta região é denominada de Fluxo Escuro (Dark Flow).
http://www.nasa.gov/centers/goddard/images/content/276172main_darkflow_clusters_HI.jpg

http://www.nasa.gov/centers/goddard/images/content/433217main_Dark_Flow_map.jpg

Como as medições ainda são imprecisas, não se sabe se as galáxias estão “entrando em um ralo” ou “saindo de uma fonte”. De qualquer forma, se este universo possui uma região diferenciada, ele deixa de ser homogêneo (nem necessitaria disto, a existência de regiões supervazias e supercheias já torna este universo não homogêneo). O cenário que a minha conjectura produz indica que a região do fluxo escuro seria a fonte de energia e matéria deste universo, ou seja, tudo estará se afastando desta região, da mesma forma que as nuvens no topo de um furacão se afastam do olho do mesmo.
Se um modelo pode ser avaliado pela sua condição de produzir previsões, este modelo (esta simples conjectura) pode ser testado desta forma: ele prevê que as galáxias estão se afastando do ponto central desta região. Outro detalhe interessante é que esta conjectura, que prevê uma região central e diferenciada para todas as estruturas estáveis (como o olho de um furacão) foi produzida antes de eu ter conhecimento da existência desta região, de maneira que este modelo a previu.
Assim como no mundo cotidiano as leis naturais clássicas produzem este tipo de estrutura sem apelar para explicações mais complicadas, mais uma vez eu questiono se o mesmo tipo de estrutura, ao abranger elegantemente todo o nosso universo, necessitaria ser menos simples para produzir a mesma coisa.

Cordiais abraços a todos

http://universe-review.ca/I03-01-galaxies.jpg
http://universe-review.ca/I04-09-cluster.jpg
http://universe-review.ca/I04-09-cycle.jpg

Robson Z. Conti
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