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Conta de luz atrasada - E agora CERN?

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Re: Conta de luz atrasada - E agora CERN?

Mensagem por Jonas Paulo Negreiros em 28th Setembro 2014, 19:19

Prezado Jonas,

Parabéns pelo insight. Você foi genial.

Ainda não consigo lhe dizer se o giro da roldana ocorre. Tudo me faz crer que sim, pois a metade dela, que se desloca por fora da curva tem maior quantidade de movimento e tende a frear por conta disto.
Se isto ocorre, então, como você mesmo concluiu, esta seria uma forma de provar inconsistência na equivalência do principio de Einstein, a menos que o mesmo ocorra num sistema submetido apenas à força gravitacional, mas se isto ocorresse já teria sido observado.
Neste momento, e sobre este assunto, tenho as mesmas dúvidas e convicções que você.
Você tem algo que fale sobre esta inércia do movimento circular, para que a gente possa analisar melhor?
Os satélites artificiais deveriam apresentar este torque, mas nas pesquisas que fiz, falam apenas de torque por influência de campo magnético.
Ao meu ver, uma roda gigante (ideal), estrategicamente colocada sobre a linha do equador, devido ao momento, também gira espontaneamente no sentido contrário ao da Terra. A Lua também deveria girar. Acho que talvez ela não gire, devido as forças de maré, que provavelmente anulam os efeitos deste momento.Esta foi sem dúvida alguma, a sua melhor tacada, até agora, mesmo sem sabermos o resultado.
Gostei muito, continue assim.

Bosco,

Muito obrigado, amigo!

Sinto-me feliz pelas suas palavras de elogio e encorajamento.

Um "insight", como você observou, pode ser um mergulho na luz ou nas trevas...

Vou buscar mais material sobre o assunto, e, se possível, por um experimento em prática.

Quem sabe, os suíços poderão dar-nos uma mãozinha Very Happy ?
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Re: Conta de luz atrasada - E agora CERN?

Mensagem por Jonas Paulo Negreiros em 6th Março 2015, 15:59

Cientistas Europeus vão tentar testar o princípio de equivalência no espaço:

Teste da Relatividade Geral ao modo de Galileu

Adrian Cho

Cerca de 425 anos atrás, Galileo Galilei supostamente deixou cair um par de bolas de tamanhos e materiais diferentes, a partir da Torre Inclinada de Pisa, para mostrar que todos os objetos aceleram no mesmo ritmo sob a atração gravitacional.

Agora, os físicos vão realizar várias versões deste experimento clássico (que Galileo provavelmente nunca fez) para testar uma premissa básica da teoria da gravidade, ou a relatividade geral de Einstein, chamado princípio da equivalência.

Em abril de 2016, um satélite francês vai decolar para ver se dois cilindros flutuantes de diferentes materiais vão orbitar a Terra exatamente na mesma altitude.

Outra equipe de físicos tem como objetivo reproduzir experimento de queda livre de Galileu com dois tipos diferentes de átomos. Essa experiência compara a massa inercial de um objeto, o que determina o quanto ele resiste em movimento quando submetidos a uma força, e sua massa gravitacional, que determina a força da gravidade puxa a coisa.

A equivalência [entre massa inercial e gravitacional] explica o experimento de Galileu. De acordo com a relatividade geral, esta equivalência deve se manter exatamente idêntica. Se isso não acontecer, a relatividade geral não pode ser a teoria definitiva da gravidade.

Comentário:

Nem da hipótese da expansão radial  Razz !

fonte:
http://news.sciencemag.org/physics/2015/03/feature-drop-testing-general-relativity-galileo-s-way

Mais comentários:

O problema é que vão usar uma mini balança de Cavendish, cuja fita de suspensão é feita de quartzo, material piezoelétrico que pode gerar tensões elétricas que interferem na medição gravitacional...


Última edição por Jonas Paulo Negreiros em 21st Março 2015, 11:05, editado 2 vez(es)
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Re: Conta de luz atrasada - E agora CERN?

Mensagem por Jonas Paulo Negreiros em 17th Março 2015, 22:23


Resumo:

A constância da velocidade da luz no espaço livre é um dos pilares da física moderna. No entanto, os feixes de luz transversais têm tamanho finito, o que leva a uma modificação de seus vetores de onda, resultando em uma mudança de fase e grupos de velocidades. Estudamos a velocidade de grupos de fótons individuais medindo uma mudança em sua hora de chegada, o que resulta da mudança da estrutura espacial transversal.
(...)
Nosso trabalho destaca que, mesmo em um espaço livre,
a invariância da velocidade da luz só se aplica a ondas planas.
(...)


Documento completo:

http://arxiv.org/ftp/arxiv/papers/1411/1411.3987.pdf
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Re: Conta de luz atrasada - E agora CERN?

Mensagem por Jonas Paulo Negreiros em 21st Março 2015, 11:47

Sobre os testes do princípio de equivalência no espaço, encontrei esse interessante documento na rede:

http://eotvos.dm.unipi.it/ESAsmallmission2012/GGproposalPublic.pdf

E o nosso, feito dentro de um trem:


O teste que propomos parece bem mais simples, não acham Razz ?
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Re: Conta de luz atrasada - E agora CERN?

Mensagem por Jonas Paulo Negreiros em 16th Abril 2015, 11:35



Provando ou negando o Princípio de Equivalência de Einstein

Utilizar um tubo em forma de bobina. Usar água colorida como nível marcador.



Substituir a roldana pelo tubo de água colorida

Se, ao subir uma rampa, cessar o impulso que imprime o carrinho à subida,
o nível da água deve desequilibrar-se. Se o princípio de equivalência for falso,
nada acontecerá.
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Re: Conta de luz atrasada - E agora CERN?

Mensagem por Jonas Paulo Negreiros em 21st Agosto 2015, 09:23

Bosco escreveu:Jonas, veja as figuras:



O que o Princípio de Equivalência afirma, é que os dois foguetes da esquerda (voando) são respectivamente equivalentes aos dois foguetes da direita (pousado) em termos de aceleração, ou seja, A=C e B=D. Não existe portanto nenhuma medição que o astronauta possa fazer, que lhe torne capaz de discernir se a origem da aceleração é gravitacional ou inercial (por motores).

Perceba que é esta análise que permite concluir que a gravidade deve ser então uma curvatura espaço tempo.

Bosco,

Volto a referenciar-me à sua exposição sobre o princípio de Equivalência de Einstein.

Se o astronauta supor que a nave está em movimento acelerado e permanecer muito tempo dentro dela, esse "viajante" poderá calcular o momento em que a velocidade da nave ultrapassará a velocidade da luz.

Ah, o relógio vai parar e o astronauta nunca poderá provar isso...

O astronauta fica congelado. Não tem como perceber que está no espaço. Mas, se estiver na Terra, saberá.

Reconheça, Bosco:

A Relatividade é uma "teoria-sabonete"!
Não dá para prová-la, mas dá para negá-la em 50% tongue !
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Re: Conta de luz atrasada - E agora CERN?

Mensagem por Bosco em 21st Agosto 2015, 17:13

Jonas Paulo Negreiros escreveu:
O astronauta fica congelado. Não tem como perceber que está no espaço. Mas, se estiver na Terra, saberá.
Não! Pense bem! O astronauta também não sabe quando está pousado na superfície da Terra.

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Re: Conta de luz atrasada - E agora CERN?

Mensagem por Jonas Paulo Negreiros em 21st Agosto 2015, 21:42

Bosco escreveu:
Jonas Paulo Negreiros escreveu:
O astronauta fica congelado. Não tem como perceber que está no espaço. Mas, se estiver na Terra, saberá.
Não! Pense bem! O astronauta também não sabe quando está pousado na superfície da Terra.

Oi, Bosco!

Pegue a velocidade da luz e divida pelo aumento de velocidade de 9,8 m a cada segundo:

Em [300.000.000 m/s] / [9,8 m/s^2] = 30.612.244 segundos,
ou seja: em 354,30 dias, o astronauta perceberá que está na Terra, se estiver na Terra, é claro.

Logo, o princípio de equivalência de Einstein está 50% certo. E 50% errado Embarassed !

Mais um detalhe: 354 dias e 8 horas - quase um ano - É de arrepiar a espinha Razz !
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Re: Conta de luz atrasada - E agora CERN?

Mensagem por Bosco em 23rd Agosto 2015, 03:07

Jonas Paulo Negreiros escreveu:
Pegue a velocidade da luz e divida pelo aumento de velocidade de 9,8 m a cada segundo:

Em [300.000.000 m/s] / [9,8 m/s^2] = 30.612.244 segundos,
ou seja: em 354,30 dias, o astronauta perceberá que está na Terra, se estiver na Terra, é claro.

Ledo engano!

Jonas, você está distraído.

1- Primeiramente, uma aceleração não significa aumento de velocidade. Na presença de aceleração, pode estar acontecendo diminuição de velocidade. É o que ocorre quando se freia relativamente, e até se inverte o sentido da velocidade. Isto ocorre porque não existe referencial absoluto, base do Princípio de Relatividade. Nada garante que alguém acelerado a 9,8 m/s^2 atinja a velocidade C de forma absoluta, em 355 dias.

2- Não há como o astronauta saber, depois de 355 dias, que ele ainda está pousado em terra, se a nave não tem janelas que permitem esta observação, e esta afirmação só pode depender de instrumentos que são utilizados igualmente nas duas naves que estão sendo comparadas.

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Re: Conta de luz atrasada - E agora CERN?

Mensagem por Jonas Paulo Negreiros em 23rd Agosto 2015, 05:43

Bosco escreveu:
Jonas Paulo Negreiros escreveu:
Pegue a velocidade da luz e divida pelo aumento de velocidade de 9,8 m a cada segundo:

Em [300.000.000 m/s] / [9,8 m/s^2] = 30.612.244 segundos,
ou seja: em 354,30 dias, o astronauta perceberá que está na Terra, se estiver na Terra, é claro.

Ledo engano!

Jonas, você está distraído.

1- Primeiramente, uma aceleração não significa aumento de velocidade. Na presença de aceleração, pode estar acontecendo diminuição de velocidade. É o que ocorre quando se freia relativamente, e até se inverte o sentido da velocidade. Isto ocorre porque não existe referencial absoluto, base do Princípio de Relatividade. Nada garante que alguém acelerado a 9,8 m/s^2 atinja a velocidade C de forma absoluta, em 355 dias.

1 - Concordo com você em partes, Bosco.




Num movimento circular uniforme, podemos manter a velocidade escalar e velocidade angular constantes e "gerar" uma aceleração centrípeta idêntica a aceleração terrestre. Mas não é isso que Einstein propõe em seu "experimento mental". Seria impossível "enganar" o astronauta dentro da nave, pois nessa condição, antes desse mecanismo estabilizar o movimento angular, o astronauta sentiria a ação de uma aceleração transversal à sua nave. Se o astronauta dormisse até o início do experimento, ainda poderia detetar o efeito Coriolis, ao "subir" ou "descer" dentro dessa nave.

Quanto a aceleração negativa, esta pode dar origem a um movimento relativamente retrógrado ao original. À partir de um movimento retrógrado, isto é: movimento retilíneo uniformemente acelerado, podemos inferir que um objeto nessa condição ( e em bases newtonianas) também poderá atingir a velocidade da luz.

Nada garante que alguém acelerado a 9,8 m/s^2 atinja a velocidade C de forma absoluta, em 355 dias.

P1 - Pois muito bem, que sejam 710 dias! Um corpo em aceleração constante vai aumentar sua velocidade constantemente em relação ao vazio (pois Einstein negou o éter) até quando?

P2 - Ou, em relação a um "falso nada", por total ignorância de um observador,  um objeto pode estar a uma velocidade constante superior à C?

P3 - Fisicamente, é possível provar que C (velocidade do fóton) é realmente constante para qualquer referencial?

P4 - Ou C constante trata-se apenas de um postulado?
" A falta de evidência do éter não é evidência da sua falta..."

Note, Bosco, como filosoficamente o éter é tão importante para discutir questões de movimento...
Sem a admissão de um éter, não há como prosseguir a discussão em bases racionais. Que o diga Lorentz, contrariado, quando seu aluno Einstein relativizou o "éter"...

MAS...

Por ser a nave u'a máquina baseada em princípios de ação e reação, podemos dizer que o material expelido pelos seus foguetes durante a sua viajem, poderá servir de referência ao movimento progressivo da própria nave.

P5 - Nestes termos, à que velocidade chegará ao foguete, em relação às primeiras partículas expelidas pelo seu motor, no comecinho da viagem?

2- Não há como o astronauta saber, depois de 355 dias, que ele ainda está pousado em terra, se a nave não tem janelas que permitem esta observação, e esta afirmação só pode depender de instrumentos que são utilizados igualmente nas duas naves que estão sendo comparadas.

Se o astronauta estiver no espaço em movimento retilíneo uniformemente acelerado e distancia-se da Terra a razão de 9,8 m/s^2, em algum momento da história chegará à velocidade C em relação à Terra. Logo, em relação à Terra estará congelado. Seus instrumentos estarão congelados e não terá condições de continuar suas observações. Isso não acontecerá se o astronauta estiver com sua nave parada em relação ao solo terrestre e se tiver um relógio, um calendário, um acelerômetro e uma calculadora.


Ah, o astronauta que distancia-se em MRUA (movimento retilíneo uniformemente acelerado) da Terra, e sabe que isso está a acontecer, poderá dizer que, em relação à sua nave, o astronauta que está na Terra (e não sabe disso) e os instrumentos dessa nave, seguramente estarão congelados após 365 dias de viagem...

Bosco, dê a mão a palmatória! A relatividade, nestes termos, é absolutamente irracional!
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Re: Conta de luz atrasada - E agora CERN?

Mensagem por Bosco em 23rd Agosto 2015, 16:19

Jonas Paulo Negreiros escreveu:
Note, Bosco, como filosoficamente o éter é tão importante para discutir questões de movimento...
Sem a admissão de um éter, não há como prosseguir a discussão em bases racionais. Que o diga Lorentz, contrariado, quando seu aluno Einstein relativizou o "éter"...
Lógico que não Jonas, primeiramente Galileu, e depois Einstein, compreenderam e nos alertaram de que em nosso universo só faz sentido falar em movimento relativo, pois não possuímos referencial absoluto. Isto sim é filosoficamente correto.
Se você não concorda com esta postura, então critique Galileu, que foi quem criou esta ideia, e não Einstein ou a Relatividade que apenas formalizaram o raciocínio dele.
Posso saber porque neste aspecto, você nunca critica Galileu? Me parece pura picuinha contra Einstein.

Jonas Paulo Negreiros escreveu:Se o astronauta estiver no espaço em movimento retilíneo uniformemente acelerado e distancia-se da Terra a razão de 9,8 m/s^2, em algum momento da história chegará à velocidade C em relação à Terra. Logo, em relação à Terra estará congelado. Seus instrumentos estarão congelados e não terá condições de continuar suas observações. Isso não acontecerá se o astronauta estiver com sua nave parada em relação ao solo terrestre e se tiver um relógio, um calendário, um acelerômetro e uma calculadora.
Não sei o que você quer dizer com congelado.
Alguém que se aproxima relativamente de C, pára no tempo (você diz congela), mas não percebe que está "congelado", justamente porque este é um aspecto que é válido apenas em relação ao referencial adotado, e considerado em repouso.
Você está afirmando que se alcança a velocidade C de forma absoluta, e isto não é verdade.
Um astronauta que se afasta da Terra, acelerando sua nave a 9,8 m/s^2, pode não alcançar a velocidade C (em relação à Terra) até mesmo em 710 dias, se considerarmos, por exemplo que durante seu percurso de ida, ele passa por um campo gravitacional que possua uma aceleração, digamos igual e inversa a dele. Neste caso, embora o astronauta sinta a aceleração inicial, sua nave entrará em repouso, por tempo indeterminado, em relação á Terra.
Mesmo que nada impeça que a nave atinja a velocidade C em 345 dias (na verdade ela se aproxima, mas não alcança), mesmo assim, nem o astronauta ou os instrumentos conseguem detectar esta ocorrência, porque ela não é absoluta, é apenas relativa. Quando o tempo pára, ninguém percebe. Nosso tempo pode, neste momento, estar oscilando entre um ritmo mais rápido, e outro bem mais lento, sem que possamos perceber estas alterações.


Última edição por Bosco em 23rd Agosto 2015, 16:50, editado 1 vez(es)

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Re: Conta de luz atrasada - E agora CERN?

Mensagem por Jonas Paulo Negreiros em 23rd Agosto 2015, 16:42

Lógico que não Jonas, Einstein e Galileu compreenderam e nos alertaram de que em nosso universo só faz sentido falar em movimento relativo pois não possuímos referencial absoluto. Isto sim é filosoficamente correto.

Obrigado, Bosco, pela sua argumentação.

A questão do referencial é crucial para qualquer raciocínio que envolve movimentos.

Mas o que dizer do experimento do balde de Newton?
Essa não é uma "pista" de que pode existir, de fato, um referencial absoluto?

Se você não concorda com esta postura, então critique Galileu, que foi quem criou esta ideia, e não Einstein ou a Relatividade que apenas formalizaram o raciocínio dele.
Posso saber porque neste aspecto, você nunca critica Galileu?

Porque Newton entendeu muito bem a visão de Galileu e apresentou uma justificativa razoável para essa questão.

Não sei o que você quer dizer com congelado.
Alguém que se aproxima relativamente de C, pára no tempo (você diz congela), mas não percebe que está "congelado", justamente porque este é um aspecto que é válido apenas em relação ao referencial adotado, e considerado em repouso.

"Congelado" é uma expressão usada no cinema. Significa paralisação de movimento.

Você está afirmando que se alcança a velocidade C de forma absoluta, e isto não é verdade.
Um astronauta que se afasta da Terra, acelerando sua nave a 9,8 m/s^2, pode não alcançar a velocidade C (em relação à Terra) em 710 dias, se considerarmos, por exemplo que durante seu percurso de ida, ele passa por um campo gravitacional que possua uma aceleração, digamos igual e inversa a dele. Neste caso, embora o astronauta sinta a aceleração inicial, sua nave entrará em repouso, por tempo indeterminado, em relação á Terra.

Me desculpe, Bosco. Esse raciocínio eu não entendi. Dá para melhorá-lo?

Volto a perguntar:

Se uma nave está livre de qualquer ação gravitacional próxima, e acelera a 9,8 m/s^2 em relação às partículas ejetadas pelos seus motores, abandonadas no início da viajem, não farão o astronauta pensar que está numa situação análoga ao colega estacionado na Terra?

Estou tentando entender a essência da TR há anos.

Se não existe interação entre o foguete e o espaço, pois ele é desprovido de um referencial absoluto, seria possível admitir a interação do foguete e seu próprio jato?

A interação entre a massa do foguete e a massa expelida pelos seus motores podem ser suficientes para levar esse foguete acima da velocidade da luz em relação às próprias partículas abandonadas?
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Re: Conta de luz atrasada - E agora CERN?

Mensagem por Bosco em 23rd Agosto 2015, 16:57

Jonas Paulo Negreiros escreveu:A interação entre a massa do foguete e a massa expelida pelos seus motores podem ser suficientes para levar esse foguete acima da velocidade da luz em relação às próprias partículas abandonadas?
Tanto a Terra, referencial de partida, como as partículas ejetadas, servem como referencial inercial, mas isto não significa que eles vão medir uma velocidade C ou maior da nave que afasta, porque o tempo relativo muda, de forma que próximo à velocidade limite, o tempo deixa de passar e os comprimentos tendem a zero. Einstein concluiu desta maneira porque se não fosse assim, a luz poderia ser utilizada para contrariar a relatividade dentro da nave de Galileu, e para que isto não ocorresse o tempo e o espaço deveriam teoricamente depender da velocidade relativa. Neste raciocínio ou descoberta de Einstein, está implícito que a luz tem um vinculo ou um comportamento específico e universal em relação à matéria e à energia, que permitiram a ele este insight genial, pois mesmo sem saber ao certo como a luz funcionava, o seu comportamento lhe permitia tal conclusão.

Quanto ao parágrafo que você não entendeu:
Considere que uma nave viaje com uma aceleração constante de 9,8 m/s^2 pelo espaço, quando de repente passa entre dois corpos celestes cuja aceleração gravitacional contrária somada, se equivale à da nave. A nave ficará ali estacionada sem que o astronauta perceba que está em repouso em relação àqueles referenciais que havia adotado.

Deu para entender?


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Re: Conta de luz atrasada - E agora CERN?

Mensagem por Jonas Paulo Negreiros em 23rd Agosto 2015, 19:52

Quanto ao parágrafo que você não entendeu:
Considere que uma nave viaje com uma aceleração constante de 9,8 m/s^2 pelo espaço, quando de repente passa entre dois corpos celestes cuja aceleração gravitacional contrária somada, se equivale à da nave. A nave ficará ali estacionada sem que o astronauta perceba que está em repouso em relação àqueles referenciais que havia adotado. Deu para entender?

Grato, Bosco. Agora ficou claro.




Tanto a Terra, referencial de partida, como as partículas ejetadas, servem como referencial inercial, mas isto não significa que eles vão medir uma velocidade C ou maior da nave que afasta, porque o tempo relativo muda, de forma que próximo à velocidade limite, o tempo deixa de passar e os comprimentos tendem a zero.

Nesses termos, Bosco, o astronauta continuará a "sentir a gravidade artificial" conforme reza o princípio de equivalência? Como o astronauta poderá perceber isso, se estará "relativamente" com seus ciclos vitais paralisados?

Einstein prevê que nesta condição haverá aumento de aumento de massa do viajante e da astronave.

Isso não deixa de ser conflitante...

Para acelerar, o foguete queima combustível e perde massa. Ao acelerar o foguete ganha massa. Chegamos ao moto contínuo ?

Meu caro amigo Bosco,
Tenha um pouco mais de paciência comigo...
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Re: Conta de luz atrasada - E agora CERN?

Mensagem por Jonas Paulo Negreiros em 25th Agosto 2015, 11:53

Bosco,

Se todos os movimentos estelares que conhecemos são cíclicos, podemos afirmar que a somatória de todos eles resultam zero.

Isso não é um sinal que podemos ter um referencial absoluto?

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Re: Conta de luz atrasada - E agora CERN?

Mensagem por Jonas Paulo Negreiros em 23rd Setembro 2015, 12:22

Jonas Paulo Negreiros escreveu:
Jonas Paulo Negreiros escreveu:
Bosco escreveu:Quis dizer que comparar um elevador em queda livre, por estar relativamente acelerado, com um foguete que está absolutamente acelerado, não está de acordo com o Princípio de Equivalência, que prevê que estas duas situações são distintas, não se equivalem.

Grato, Bosco.

Essas duas experiências não são equivalentes pelas bases da relatividade geral einsteniana.

Os dois casos são absolutamente equivalentes pela relatividade galileana, desde que adotemos as bases (em construção) da expansão radial do cosmos. Afinal, os dois veículos são acelerados, pois não?

Pressinto que a TRR e  a TRG estão dando seus últimos suspiros. Que digam os neutrinos superluminais.

Recebi o comentário de um colega do fórum de foguetes australiano:

Não, não é. No caso de o elevador em queda, a gravidade atua sobre o elevador e o ocupante, de modo que não é necessário um estar em contacto com o outro. No caso de o foguete, o impulso do motor é apenas sob o foguete. Se empuxo do motor também pudesse agir simultaneamente sobre o ocupante sem a necessidade de fazer contato, o resultado seria indiscernível do elevador em queda.

Muito boa explicação do colega Mattew.



Mas esta condição resolve o problema...

Mais comentários

De acordo com Einstein, a gravidade é resultado da deformação espaço-tempo, próxima a um corpo qualquer.

Por exemplo, um astronauta que está em órbita terrestre não sente a atração gravitacional da Terra; é como se o astronauta estivesse caminhando em linha reta.

Mas, de acordo com as bases da expansão radial de todos os corpos, inclusive da energia de cada um,
o astronauta caminha em linha reta mesmo!

O único detalhe é que, ao abandonar a Terra, o corpo do astronauta "guarda" o momento angular da Terra, isto é: também gira 360 graus a cada 24 horas em relação ao centro de gravidade de seu corpo.

fonte:
http://www.ausrocketry.com/forum/viewtopic.php?f=8&t=4513&p=54189#p54189

Se o astronauta dá um pulo dentro da nave do foguete que simula a gravidade, momentaneamente o foguete perde aceleração.

Assim que o astronauta fica acima do piso da nave, pela perda instantânea de carga, o foguete ganha mais aceleração.

Assim que o piso da nave "alcança" os pés do astronauta, o foguete perde aceleração, mas continua no mesmo regime de aumento de velocidade, antes do pulo, como se nada tivesse acontecido.

Possíveis conclusões:

a) A gravidade é uma forma de energia;

b) Energia não é nada.
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Re: Conta de luz atrasada - E agora CERN?

Mensagem por Bosco em 23rd Setembro 2015, 15:51

Você e o Mattheu estão confundindo o Princípio de equivalência.

A veracidade deste princípio é confirmada apenas pelos observadores enclausurados na nave.

Portanto, quando a nave cai acelerada no campo gravitacional terrestre, o observador situado em seu interior, flutua, da mesma que também flutua o astronauta da nave que esta viajando, mas que teve seus motores subitamente desligados. Estas duas situações são equivalentes para os observadores enclausurados, e eles podem fazer o teste que quiserem, que não conseguirão discernir em qual das situações se encontram.

Da mesma forma, é equivalente a situação onde a nave está pousada na Terra, e o observador dentro dela sente o peso do seu próprio corpo, e se conclui que também assim se sente, o astronauta que viaja com um foguete acelerado a 9,8 m/s². Não há instrumento capaz de diferenciar as duas situações.

Embora possa ser contestado, um princípio é como um axioma, não se prova, se aceita.

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Re: Conta de luz atrasada - E agora CERN?

Mensagem por Jonas Paulo Negreiros em 23rd Setembro 2015, 16:56


Jonas afirma:

a) A gravidade é uma forma de energia;

b) Energia não é nada.

Bosco,

Alguma vez você já pensou seriamente nestas afirmações?
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Re: Conta de luz atrasada - E agora CERN?

Mensagem por Bosco em 23rd Setembro 2015, 18:21

Eu penso assim;

Se considerarmos que a massa m tem como energia de repouso E = mc², então o campo gravitacional que é diretamente proporcional a m, também tem energia E= mc², não por este motivo, mas porque m é apenas a inércia deste campo. Em outras palavras, não existe matéria, pois esta é apenas um efeito da gravidade.


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Re: Conta de luz atrasada - E agora CERN?

Mensagem por Jonas Paulo Negreiros em 23rd Setembro 2015, 23:22

Bosco escreveu:Eu penso assim;

Se considerarmos que a massa m tem como energia de repouso E = mc², então o campo gravitacional que é diretamente proporcional a m, também tem energia  E= mc², não por este motivo, mas porque m é apenas a inércia deste campo. Em outras palavras, não existe matéria, pois esta é apenas um efeito da gravidade.

Muito bom, colega!
Sua visão é ultra-reducionista. Afinal, o que sobrevive, ou em outras palavras, de que é feito seu modelo cósmico ?


Última edição por Jonas Paulo Negreiros em 27th Setembro 2015, 04:21, editado 1 vez(es)
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