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A Verdadeira Natureza da Gravidade

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Re: A Verdadeira Natureza da Gravidade

Mensagem por Jonas Paulo Negreiros em 24th Agosto 2016, 07:48

Bosco escreveu:Acho que a água teria no final da inversão dos potes uma temperatura mais alta porque suas moléculas, por terem maior liberdade de movimento, se chocariam umas contra as outras, numa quantidade de vezes bem maior que no líquido mais viscoso.e portanto mais inerte. Mas isto é só um palpite.

Pois é, Bosco...

Dê uma olhada nessas tabelas:

http://gtglasslined.com.br/profile/material-viscosity/169398/0

https://www.google.com.br/search?q=densidade+do+mela%C3%A7o&oq=densidade&aqs=chrome.0.69i59j69i57j69i59j0l3.3283j0j8&sourceid=chrome&es_sm=93&ie=UTF-8

- A viscosidade do mel é três mil vezes maior que a da água;
- A densidade do mel é 1,25 vezes maior que a água.

Se desconsiderarmos a massa o pote e girarmos a água e o mel em seus respectivos centros de gravidade, o trabalho mecânico com o mel será maior. Logo, a temperatura final do mel deveria ser maior.

A quantidade de choques moleculares da água será maior que no mel; mas o atrito entre as diversas moléculas componentes do mel será maior.

Essa postagem é uma provocação ao colega Walter. Gostaria de conhecer a sua interpretação dada a esse problema, baseado na passagem de partículas frias sobre as duas substâncias, conforme reza o seu princípio de gravidade.

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Re: A Verdadeira Natureza da Gravidade

Mensagem por demetrioquina em 3rd Outubro 2016, 00:08

Então o que nos mantém presos a superfície da terram seria o deslocamento de massa de ar?

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Re: A Verdadeira Natureza da Gravidade

Mensagem por Jonas Paulo Negreiros em 3rd Outubro 2016, 09:24

demetrioquina escreveu:Então o que nos mantém presos a superfície da terram seria o deslocamento de massa de ar?

Oi, Demétrio!

A gravidade tambem existe na Lua, onde não há atmosfera.
A gravidade é a força mais estranha da natureza.

Nem Newton ou Einstein foram capazes de explicá-la. Esse dois geniais cientistas apenas "descreveram-na" através da linguagem matemática.

Le Sage foi o primeiro a apresentar uma teoria consistente para "justificar" as observações de Newton.

O trabalho do colega Walter tem muita similaridade com as idéias de Le Sage. Leia mais sobre essa série " A verdadeira Natureza da Gravidade desde o princípio.

Modestamente, temos uma alternativa para o problema. Digo "temos", pois essa alternativa está a ser desenvolvida por James Carter, All Zeeper, Kelton Gabriel e eu.  Para conhecê-la, visite essa página:

http://fisica2100.forumeiros.com/t1237-gravidade-acao-ou-reacao#6714

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Re: A Verdadeira Natureza da Gravidade

Mensagem por demetrioquina em 3rd Outubro 2016, 20:13

A primeira impressão é que a gravidade é melhor explicada quando é dada a temperatura maior destaque do que a massa, mas, eu costumo refutar minhas hipóteses pensando de fora para dentro, ou seja, pensando nos casos extremos mais notáveis, e caso a hipótese se adapte aos extremos ela com certeza será válida em todos os casos. No caso em questão, vamos ao caso extremo: BURACO NEGRO. Sabemos pouco sobre eles, porém, sabemos que essas anomalias gravitacionais não apresentam leituras de altas temperaturas, pelo contrário. Como fica nesse caso?

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Re: A Verdadeira Natureza da Gravidade

Mensagem por Jonas Paulo Negreiros em 3rd Outubro 2016, 23:22

demetrioquina escreveu:A primeira impressão é que a gravidade é melhor explicada quando é dada a temperatura maior destaque do que a massa, mas, eu costumo refutar minhas hipóteses pensando de fora para dentro, ou seja, pensando nos casos extremos mais notáveis, e caso a hipótese se adapte aos extremos ela com certeza será válida em todos os casos. No caso em questão, vamos ao caso extremo: BURACO NEGRO. Sabemos pouco sobre eles, porém, sabemos que essas anomalias gravitacionais não apresentam leituras de altas temperaturas, pelo contrário. Como fica nesse caso?

Vou responder sua pergunta baseado na hipótese de expansão radial, na qual todos os corpos continuam em processo de "big-bang".

Quanto maior o raio de um astro, maior será  velocidade de expansão radial. Logo, à partir de um certo raio, a superfície desse astro "atropela" todos os fótons gerados em sua superfície ou fótons que são capturados durante a sua expansão.

Deixo em aberto a mesma pergunta para o colega Walter, para ser explicada em bases de sua teoria.

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Re: A Verdadeira Natureza da Gravidade

Mensagem por NaoSabeNada em 4th Outubro 2016, 18:24

Robson Z. Conti escreveu:
Jonas Paulo Negreiros escreveu:Maxwell, com seu modelo eletromagnético, deu origem aos conflitos lógicos que hoje observamos na física relativista e quântica.
Data Vênia, nobre colega. Eu considero que Maxwell não fez nada isto. As fórmulas dele descreveram apenas como as coisas funcionam. Outras pessoas é que levantaram mirabolantes teorias para explicar o porquê disto. Até onde estou informado, Maxwell preferiu não levantar hipóteses que contrariam o bom senso (que não é o senso comum, este muito diferente e variável com a época e o local).
O grande mestre, Newton, foi ainda mais cauteloso, preferiu não levantar hipótese alguma a respeito da causa da gravidade, apesar de ter escrito em um exemplar do Principia de sua propriedade que “The unique hypothesis by which gravity can be explained is however of this kind, and was first devised by the most ingenious geometer Mr. N. Fatio”, referindo-se à atualmente considerada obsoleta (pelo mainstream) Teoria Gravitacional da Sombra-Empurrão de Nilolas Fatio(mais tarde desenvolvida por Le Sage).
Jonas Paulo Negreiros escreveu:O modelo de Maxwell é uma excelente ferramenta de engenharia, mas não é o único que pode explicar fenômenos eletromagnéticos.
Até onde estou informado não houve nem uma única observação que contrarie as equações de Maxwell, o que as torna irrefutáveis até o presente momento. As minhas teses, apesar de parecerem muito diferentes da visão atualmente majoritária na academia, não questionam Maxwell (nem Newton, Kelvin, Galileu ou Huygens).

Minhas teses na verdade os apoiam de forma muito mais firme e profunda, pois tentam explicar em detalhe como são, do que são constituídos, como se mantêm e como funcionam os campos eletromagnéticos, gravitacionais e nucleares, sem recorrer a malabarismos matemáticos incompreensíveis a não iniciados, ou seja, geometricamente, com descrição minuciosa e passo a passo de uma sequência consistente de eventos de causa e efeito muito bem definidos. As explicações são ilustradas com exemplos observáveis na natureza em todas as escalas, sem nenhuma mágica e sem a necessidade de recorrer a nenhuma entidade metafísica.

Caso você tenha conhecimento de alguma tese alternativa para explicar os fenômenos eletromagnéticos que contrarie Maxwell, eu lhe peço a gentileza e especial atenção em me permitir saber.

Cordiais abraços

Boa tarde sua tese podia explicar a radiação de um corpo negro? Ou o efeito fotoeletrico? Se sim gostava de saber como.
Obrigado

NaoSabeNada
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Re: A Verdadeira Natureza da Gravidade

Mensagem por Jonas Paulo Negreiros em 2nd Dezembro 2016, 14:41

Walter, mais uma questão na fila de espera:

Como você explicaria o "efeito gravitacional" obtido na balança de Cavendish?




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Re: A Verdadeira Natureza da Gravidade

Mensagem por Xevious em 2nd Dezembro 2016, 16:36

O físico Erik Verlinde, chegou a uma conclusão um pouco parecida com a minha, quando a explicação da gravidade.
Assim como a minha, ele afirma que a gravidade é "criada" por propriedades materiais.
Que segundo ele “uma força entrópica causada por mudanças na informação associada com as posições dos corpos materiais

Já na minha explicação ela é derivada da extração da energia, provocada por um evento externo.
Que expliquei aqui =>   Gravidade seria um efeito colateral da extração de energia do atomo

E ele também afirma, que não existe matéria escura, mas não chega a dar uma explicação de porque percebemos algo que chamamos de matéria escura.
Já eu cheguei a uma explicação, que esta aqui Matéria escura pode não estar neste Universo

A matéria de Erik Verlinde, pode ser vista nesta LINK

Ah, ele também contraria Einstein Smile

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Re: A Verdadeira Natureza da Gravidade

Mensagem por Robson Z. Conti em 7th Dezembro 2016, 18:27

Olá pessoal,

Após longa ausência deste espaço de discussão, acabei voltando rapidamente (ainda enferrujado e desatualizado) pois há alguns dias um pensamento muito simples veio aos poucos tomando corpo a respeito da natureza da gravidade e no pouco tempo que disponho vou tentar compartilhar com os nobres colegas.

Que a gravidade produz efeitos é sabido e a sua fórmula também, o problema é o que a leva a produzir os efeitos que observamos e que a ela são atribuídos.

Há várias propostas (conjecturas, hipóteses, teses, teorias) de como ela funciona, com algumas apontando-a como uma força atrativa, a qual seria, nesta tese, característica intrínseca de corpos constituídos de matéria bariônica e diretamente proporcional à quantidade desta em determinada região do espaço.

Há também grande aceitação para a tese de que a gravidade seja efeito do empenamento de um suposto “tecido do espaço-tempo”, empenamento este que seria produzido pela presença de corpos massivos (constituídos por matéria bariônica).

Já o nobre colega Walter Lukschal Soares Jr, autor do presente tópico, propõe que a mesma seja efeito de uma suposta necessidade de equalização de neutrinos entre regiões com diferentes temperaturas.

Há também a tese do nobre colega Jonas Paulo Negreiros, a qual propõe que a gravidade seja efeito de contínua e extraordinariamente regular expansão radial de todos os corpos massivos do nosso universo desde o Big-Bang.

Pessoalmente tenho considerado a força gravitacional como efeito da diferença de densidade de supostas partículas elementares de matéria (as quais denomino de “préons”, nome cunhado por Abdus Salam, Nobel de Física de 1979), as quais estariam presentes em todo o nosso universo, da mesma forma que moléculas dos gases são também presentes na atmosfera, o que tornaria a gravidade algo com natureza similar à da pressão, o que daria à força gravitacional uma característica centrípeta (mas não atrativa!).

Muitas outras hipóteses não foram acima tratadas e, caso algum colega tenha outra(s) como interessante(s), por gentileza, sinta-se a vontade para fazer as observações pertinentes.

Pois bem, o detalhe que tem me chamado a atenção é que corpos com massas mais ou menos similares orbitam centros de gravidade sem nenhuma massa, ou seja o espaço interplanetário, com o é o caso de uma quantidade imensa de sistemas binários. Como isto poderia ser explicado pelas diversas teses?

Em primeiro lugar vamos à ideia de que a causa primária da gravidade seja ela ser uma característica intrínseca de corpos massivos. Como explicar então que uma região sem virtualmente nenhuma massa possa ser causa de tal efeito, levando corpos massivos a serem atraídos por “nada”? Não consegui vislumbrar como as nossas observações de corpos celestes orbitando um centro de massa “vazio” poderia ser explicada se a força gravitacional for característica intrínseca de corpos massivos.

Caso a causa primária da força gravitacional seja considerada como efeito do empenamento do “tecido do espaço-tempo” pela presença de corpos massivos, também fiquei sem condição de captar como é que a região vazia entre dois corpos massivos poderia ter empenamento mais profundo do que cada um deles de forma a produzir tendência de movimento dos demais corpos em direção ao espaço vazio, como mostram nossas observações.

A tese da necessidade de equalização da densidade de neutrinos entre regiões com temperaturas diferentes sendo a causa primária da gravidade, os quais supostamente se dirigiriam de regiões mais frias para regiões mais aquecidas, produzindo um arrasto que conhecemos como força gravitacional (como sugere o nobre colega Walter) também não me pareceu conseguir explicar nossas observações, pois o espaço “vazio” tem temperatura muito menor que os corpos massivos e assim mesmo estaria a atraí-los.

Também a tese do nobre colega Jonas, da causa primária da gravidade ser produto da expansão radial dos corpos me pareceu sem condições de explicar como uma região sem nada para expandir apresentaria maior força gravitacional do que regiões com grande concentração de matéria bariônica.

Finalmente trato da minha humilde conjectura, a qual propõe que a causa primária da força gravitacional seria efeito da diferença de densidade de supostas partículas elementares de matéria (préons), densidade esta que seria alterada pela existência de fluxos de préons constituintes da matéria bariônica, produzindo arraste, tal qual no efeito Venturi. Também neste caso me pareceu difícil, pelo menos a princípio, explicar o motivo pelo qual uma região em que tais fluxos seriam menos densos poderia exercer efeito “atrativo” sobre estruturas massivas em que tais fluxos são mais densos.

Não tive condição de me deter muito em cada hipótese, e realmente considero que os defensores de cada uma delas (ou que estejam com maior conhecimento e familiaridade do que eu, enferrujado que estou) tenham explicações que pareçam razoáveis para este fenômeno, as quais eu gostaria de saber, caso seja da vontade dos nobres colegas aqui compartilhá-las.

Antecipadamente grato.

P.S.: [1] Tenho clareza de que o espaço interplanetário é preenchido por campos e que a interação entre os campos gravitacionais é que produz a tendência de movimento em direção ao centro de massa “vazio”. O problema é a definição de campo, que seria uma região no espaço sujeita aos efeitos de uma força (neste caso a gravitacional). Como não sabemos como e nem porque a força gravitacional produz este campo, o uso deste termo apenas disfarça a nossa falta de conhecimento, de forma que não tenho considerado o seu uso como explicação de causa primária e sim como descrição de efeitos observados, ou seja, o seu uso como explicação final ficaria prejudicado, a não ser que se explique de forma detalhada e sequencial o mecanismo pelo qual o “campo” gravitacional exerceria os efeitos por nós observados dentro da hipótese que se proponha a explicar a causa primária da gravidade.
[2] Pode ser que eu esteja avaliando de forma equivocada a posição que algum dos nobres colega defende ou propõe em razão de não estar acompanhado os debates. Neste caso agradecerei os esclarecimentos pertinentes.

Abraços a todos

Robson Z. Conti
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Re: A Verdadeira Natureza da Gravidade

Mensagem por Xevious em 7th Dezembro 2016, 18:44

Robson Z. Conti escreveu:corpos com massas mais ou menos similares orbitam centros de gravidade sem nenhuma massa, ou seja o espaço interplanetário, com o é o caso de uma quantidade imensa de sistemas binários.
Muito interessante sua observação

Existe um caso mais curioso ainda

Na órbita de qualquer planeta, incluindo a Terra
existem duas áreas que tem um acumulo gravitacional
(depois que vi o link da Wikipedia vi que são mais de dois pontos)

os Pontos de Lagrange


Nestes "acúmulos gravitacionais" costumam hospedar pequenos asteroides (no nosso caso, da Terra)

Mas queria finalizar com uma constatação
as únicas formas de energia, conhecidas na natureza que poderiam ter características similares
são as baseadas em energia, como magnetismo e a eletricidade

portanto esta constatação poderia servir como meio de filtrar, das várias propostas de teorias
quais que poderiam ser compreendidas como sendo uma forma de energia.

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Re: A Verdadeira Natureza da Gravidade

Mensagem por Robson Z. Conti em 7th Dezembro 2016, 18:55

NaoSabeNada escreveu:Boa tarde
Boa tarde. Desculpe a demora na resposta. Estive ausente por muito tempo.
NaoSabeNada escreveu:sua tese podia explicar a radiação de um corpo negro?
O nobre colega, por gentileza e especial atenção, poderia detalhar melhor o que gostaria que fosse explicado neste caso. Antecipadamente agradeço.
NaoSabeNada escreveu:sua tese podia explicar... o efeito fotoeletrico?
O efeito fotoelétrico ocorre quando um elétron altera seu nível de energia em decorrência da interação com a luz. Na minha sempre humilde opinião isto ocorre quando um fóton atinge um elétron, fornece energia ao mesmo e o faz “saltar”. Até aqui a minha “explicação” em pouco ou nada difere da apresentada por Einstein mais de um século atrás.

A diferença está em como a minha tese considera que seja estruturado e constituído o fóton, bem como o mecanismo pelo qual se dá a “transição” do elétron entre níveis de energia.

Na visão atualmente predominante no mundo acadêmico a luz pode ser tanto onda quanto partícula e cada pessoa pode arbitrariamente escolher como deseja vê-la, de acordo com a situação que está sendo analisada, de forma a podermos explicar melhor as nossas observações e experimentos.

Humildemente considero que onde podemos escolher no que acreditamos é nas religiões e não na Ciência. Este “engenhoso artifício” (que poderia também ser descrito como uma grande licença poética ou mesmo uma bela viagem da maionese) de considerar uma entidade FÍSICA como onda em um experimento e no minuto seguinte considerar esta MESMA entidade como partícula é disfarce para o nosso desconhecimento em relação à natureza intrínseca da entidade considerada, a qual é física, e não metafísica, onde qualquer um acredita (ou não) no que quer, quando quer e se quer. Se estamos tratando de física, do mundo concreto e objetivo, nós não podemos escolher de forma arbitrária e até solipsista a realidade de acordo com nossas conveniências momentâneas.

Vejamos a definição da natureza intrínseca e as características de cada tipo de entidade física (onda ou partícula) que atribuímos à MESMA entidade física (a luz):

- partícula é uma “pequena parte” de algo, a qual pode ser monolítica ou estruturada, mas com coesão suficiente entre suas partes constituintes, de forma e maneira que a virtual totalidade daquele conjunto se desloca simultaneamente de forma ordenada, ou seja, há o deslocamento (alteração da posição) da matéria que a constitui em relação às demais estruturas e entidades físicas deste universo.

- onda é uma perturbação que se propaga em um meio, de forma que não há deslocamento de matéria em relação à fonte de perturbação, apenas ocorrendo a propagação (mas não o deslocamento) de energia. O meio apenas é perturbado por ação algo que não faz parte do mesmo e retorna à condição de repouso assim que a fonte da perturbação deixa de produzir efeitos ali.

Estas definições são substancialmente diferentes, contraditórias, irreconciliáveis e mutuamente excludentes. Desta forma, a luz não poderá ser as duas: ou é uma, ou é outra.







Ou nenhuma das duas. Alguma vez paramos para pensar nisto: o que não é onda e nem partícula, existe fisicamente e produz efeitos que podem ser atribuídos aos dois tipos de entidade? Uma nuvem de partículas em movimento ordenado, imersa em um fluído (tal qual uma esquadrilha ou um tiro de escopeta se deslocam em nossa atmosfera, porém com um mecanismo que mantém coesas suas partes constituintes). É desta maneira que vejo um fóton, que seria uma estrutura coesa formada por partículas elementares de matéria (préons) que se desloca por um meio também repleto destas partículas, meio este com menor densidade, com as partículas desordenadas e sem coesão.

Tal estrutura, ao atingir um elétron, transfere para ele seu momento, fornece-lhe energia e o leva a alterar a sua condição estrutural de tal forma que, grosseiramente falando, o elétron “explode”, deixando de existir naquele nível de energia (foi postada explicação detalhado de como seria toda a sequência que levaria a este resultado em outro tópico, vou pesquisar e depois informo).

Isto ocorrendo, os préons constituintes do elétron são injetados violentamente na camada entre níveis energéticos, o que produz uma anisotropia (desequilíbrio) elevada o suficiente para produzir imediatamente outro sistema de equalização de entropia (outro elétron), em nível energético mais elevado do átomo, ou mesmo liberando o elétron.

Quanto aos efeitos da luz que só são explicáveis se ela tiver natureza ondulatória, estes seriam produto da perturbação do meio pela passagem dos fótons. O caso mais complicado, que seria o da experiência da dupla-fenda, pode ser descrito de forma muito simples: imaginemos nuvens de partículas atingindo as fendas e teremos os mesmos efeitos que observamos no experimento, ou seja, uma parcela dos préons passa por um dos orifícios, outra parcela passa pelo outro orifício, os préons interagem entre si após passarem pelos referidos orifícios e formam o famoso padrão de interferência, sem nenhum paradoxo.

Abraços a todos

P.S.: Devido ao elevado tempo de afastamento pode ser que existam outros questionamentos dos quais eu não tenha conhecimento (este comentário eu encontrei por acaso) neste e em outros tópicos deste fórum. Caso existam, por gentileza fiquem a vontade para me questionarem novamente.

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Re: A Verdadeira Natureza da Gravidade

Mensagem por Xevious em 7th Dezembro 2016, 19:22

Robson Z. Conti escreveu:Tal estrutura, ao atingir um elétron, transfere para ele seu momento, fornece-lhe energia e o leva a alterar a sua condição estrutural de tal forma que, grosseiramente falando, o elétron “explode”
Minha teoria é bastante similar a sua
com a diferença que na sua o momento definitivo seria o momento que o Fóton colide com o elétron
e na minha seria no momento que o Fóton é gerado pelo elétron

Expliquei de forma mais completa aqui => http://fisica2100.forumeiros.com/t1711-gravidade-seria-um-efeito-colateral-da-extracao-de-energia-do-atomo

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Re: A Verdadeira Natureza da Gravidade

Mensagem por Jonas Paulo Negreiros em 7th Dezembro 2016, 22:06

É um enorme prazer ter o nobre colega Robson de volta ao fórum Física2100.

Como bem lembrado, meu modelo de expansão radial deve uma boa resposta de como é possível satélites orbitarem a Terra em situações não-síncronas. Fiquei tentado em aplicar modelos espirais ou em vórtex, intuídos pelo colega Robson. Para salvar minhas hipóteses, terei muito trabalho pela frente  Embarassed ...

Em postagens passadas, fiz uma pergunta ao colega Walter e aguardo pela sua resposta.
Aproveito para formular a mesma pergunta ao colega Robson:

Como sua teoria explicaria o funcionamento da Balança de Cavendish?

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Re: A Verdadeira Natureza da Gravidade

Mensagem por Robson Z. Conti em 14th Dezembro 2016, 11:52

Xevious escreveu:as únicas formas de energia, conhecidas na natureza que poderiam ter características similares
são as baseadas em energia, como magnetismo e a eletricidade
Da mesma forma que fiz uma observação em relação à definição de “campo” (a qual descreve apenas os efeitos observados, mas não explica nem como e nem porque as coisas funcionam da maneira que observamos), o mesmo faço para a definição de “energia”.

Sem temos a energia apenas definida como “a condição de uma entidade em realizar trabalho”, ela deixa de ser, ao menos no nosso atual nível de conhecimento, “algo em si”, e se torna uma condição ou capacidade deste “algo” produzir determinados efeitos. Com isto, paramos mais uma vez nos efeitos. Não conhecemos, e muito menos podemos descrever em detalhe, as causas e os mecanismos que as levam a produzir aqueles efeitos observados.

Então, apesar das semelhanças dos efeitos da força gravitacional com os tipos de energia por você mencionadas (magnetismo e eletricidade), considero que seria de pouco valor esta comparação, a não ser que possamos definir como e porque o magnetismo e a eletricidade produzem os efeitos que produzem. Neste caso, seria interessantíssima a comparação. Vou até seguir a sua sugestão e ver se consigo encaixar a sua observação na minha forma de ver tais forças (gravitacional, magnética, elétrica) para ver se faz sentido esta analogia.
Xevious escreveu:portanto esta constatação poderia servir como meio de filtrar, das várias propostas de teorias
quais que poderiam ser compreendidas como sendo uma forma de energia.
Conforme disse logo acima, vou tentar fazer isto para ver o que acontece. Obrigado pela sugestão.
Xevious escreveu: Minha teoria é bastante similar a sua
com a diferença que na sua o momento definitivo seria o momento que o Fóton colide com o elétron
e na minha seria no momento que o Fóton é gerado pelo elétron
No meu modelo atualmente favorito, a colisão do fóton com o elétron apenas dispara uma série de eventos que levarão ao colapso daquele elétron e á formação de outro, em nível energético superior ou liberado do átomo (efeito fotoelétrico), ocasião em que também é emitido um fóton.
Jonas Paulo Negreiros escreveu:Para salvar minhas hipóteses, terei muito trabalho pela frente
Parece que não é só você que está com este problema, todos os modelos tiveram problemas.

Vou pensar mais um pouco nisto e ver se encontro uma saída, mais ou menos pela forma sugerida pelo nobre colega Xevious [comparação entre os meus atuais modelos favoritos de funcionamento das forças elétrica/magnética/gravitacional].
Jonas Paulo Negreiros escreveu:Como sua teoria explicaria o funcionamento da Balança de Cavendish?
Qual é a dúvida?

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Re: A Verdadeira Natureza da Gravidade

Mensagem por Xevious em 14th Dezembro 2016, 16:59

Robson Z. Conti escreveu:temos a energia apenas definida como “a condição de uma entidade em realizar trabalho”, ela deixa de ser, ao menos no nosso atual nível de conhecimento, “algo em si”, e se torna uma condição ou capacidade deste “algo” produzir determinados efeitos.
Mas eu venho com um novo conceito

Uma energia em potencial, que não teria sido ainda resultado de nada
mas ela pode causar resultados ao deixar de ser potencial para ser cinética

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Re: A Verdadeira Natureza da Gravidade

Mensagem por Jonas Paulo Negreiros em 15th Dezembro 2016, 21:03

Jonas Paulo Negreiros escreveu:Como sua teoria explicaria o funcionamento da Balança de Cavendish?

Qual é a dúvida?

Robson,
Em seu modelo (corrija-me se estiver errado) cada corpo mantêm-se a uma certa distância do centro da Terra em função da densidade de cada um;  todos os corpos são "empurrados" com direção e sentido do referido centro.

No experimento de Cavendish, verifica-se a lei de atração de corpos conforme descrita por Newton. Neste caso, as forças envolvidas na balança estão tangentes a curvatura terrestre
O que explicaria isso?  A atração das esferas tem ligação com o efeito Bernoulli?


Última edição por Jonas Paulo Negreiros em 19th Dezembro 2016, 14:40, editado 3 vez(es)

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Re: A Verdadeira Natureza da Gravidade

Mensagem por Xevious em 19th Dezembro 2016, 13:24

Xevious escreveu:O físico Erik Verlinde, chegou a uma conclusão um pouco parecida com a minha
A teoria de Erik Verlinde esta sendo posta a prova neste momento
detalhes aqui => http://hypescience.com/nova-teoria-da-gravidade-passa-por-seu-primeiro-teste/

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Re: A Verdadeira Natureza da Gravidade

Mensagem por Walter Lukschal Soares Jr em 22nd Dezembro 2016, 21:57

Prezados(as),

Quando postei meu trabalho e iniciei a interessantíssima discussão sobre o mesmo, e de outras idéias, tinha acabado de utilizar a mídia, e dinheiro, para chamar a atenção sobre o mesmo e atrair algum físico para aprimorá-lo e divulgá-lo no meio científico.
Como não consegui esta parceria, segui o conselho de alguns, pesquisei e estudei mais a fundo, fiz um artigo científico, traduzi para o inglês, enviei para várias revistas especializadas, físicos do CBPF, da USP, UFMG, UFRGS e outros, ainda aguardo uma resposta definitiva.
Copiei todo meu artigo abaixo (protegido na Biblioteca Nacional e em cartório) e gostaria de focar a discussão no mesmo, pois a opinião de todos é muito bem vinda. Gostaria de destacar que:

1- Não cria nenhuma hipótese de partículas, energia ou matéria ainda desconhecidos, e necessários para responder o que ainda não se conhece sobre a gravidade. Ao contrário, simplifica seu conhecimento, utilizando o que já é aceito pela Ciência, chegando aos mesmos resultados e, ao contrário de Newton, explicando-os.
2- A única "novidade" para a Ciência é a temperatura média das massas, que sempre existiu, mas foi ignorada pela mesma. Eu apenas a calculei, com os dados da própria Ciência e utilizei em meus cálculos. A densidade média das massas da Terra, Sol, Lua, etc., são conhecidas há muito tempo, mas a temperatura médias destas mesmas massas, não. Porquê? Não sei.
3- Utiliza a Matemática de uma maneira direta e simples. É impossível chegar ao mesmo resultado, com uma fórmula física que utiliza variáveis e constante diferentes, por simples coincidência. Uma das duas está "forçando a barra" para atingir o resultado certo e o problema é uma das constantes. Como até hoje, o valor da constante gravitacional (G) é modificado a cada medição mais precisa, mostrando que não é tão constante assim e o valor da nova constante de proporcionalidade (L) é 10.000 vezes maior, será muito fácil comprová-la, ou não, em laboratório. E além de tudo, explica em uma mesma fórmula simples, por que cai uma maçã e como se formam os buracos negros.

São 11 anos levando esta ideia em frente, e agora, quando ela está cada vez mais robusta, vou até o fim, até que me apoiem ou derrubem definitiva e inquestionavelmente o meu trabalho. Como já foi falado aqui, os caminhos convencionais para novas idéias na Física, são muito difíceis e como o conhecimento tem que ser divido:



A verdadeira natureza da gravidade
(a sintropia do Universo – o trabalho do frio)

Walter Lukschal Soares Jr.
Engenheiro civil, formado pela U.F.O.P.
E-mail: lukschal@gmail.com
Registrado na Biblioteca Nacional (registro nº 706.899, livro 1.366, folha 229) e em cartório (2º Ofício de Registro de Títulos e Docs. – BH; registro nº 1195876).
Resumo
O avanço tecnológico da Ciência permitiu medições e observações cada vez mais precisas, principalmente após a década de 90, com isto tem proporcionado muitas surpresas por mostrar uma realidade física incompatível com o conhecimento científico vigente. Para ajustar o que observavam com a Física atual, os cientistas ao invés de revisarem o que já se sabia para identificar o erro, criaram entes físicos imaginários para justificar a realidade do Universo. Com isto, a Física está se tornando cada vez mais Matemática, ilusória e ininteligível. O grande problema é que Einstein virou um intocável para a maioria dos cientistas e poucos têm a coragem de confrontá-lo. A contribuição dele para a Ciência é indiscutível quando mostrou soluções simples e diretas, mas, sua explicação para a gravidade, além de confusa e muito matemática, não exprime a realidade. Este trabalho mostra uma nova visão sobre a verdadeira natureza da gravidade e proporcionará respostas que eliminarão a necessidade da criação de falsos entes físicos para justificar a realidade física observada, como também, um caminho para integrar a gravidade e a mecânica quântica.
Palavras chave
Gravidade; temperatura; densidade; Radiação Cósmica de Fundo em Micro-ondas.
Introdução
Para entendermos a real natureza da gravidade precisamos retornar ao início do Universo, quando o mesmo estava comprimido dentro da singularidade original, com seu volume tendendo a 0 (zero) e sua temperatura e densidade tendendo ao infinito. Ou seja, toda a energia e matéria existentes dentro do Universo atual, comprimidas em um ponto muito pequeno.
Fica claro que no início do Universo ele possuía apenas 3 (três) propriedades físicas, as quais deram origem a todas as forças primordiais, toda energia e toda matéria existentes: volume, temperatura e densidade. O volume era uma esfera muito pequena, tendia a 0 (zero), mas não era 0 (zero); e a temperatura e densidade eram muito grandes, tendiam a infinito, mas não eram infinitas. Então podemos concluir que:
Temperatura = Energia dentro do pequeno volume
Densidade = Matéria dentro do pequeno volume
A importância do volume (Geometria) é fundamental, pois seu tamanho afeta tanto a temperatura, quanto a densidade dentro dele. Se ele for aumentado sua temperatura e densidade diminuirão, e se for diminuído, as mesmas aumentarão. Temperatura e densidade são indissociáveis e diretamente proporcionais, ambas dependentes do volume que ocupam.
Isto acontece com todas as massas, por exemplo: se o volume que a massa do Sol ocupa hoje no espaço diminuir, sua temperatura e densidade aumentarão; e se ao contrário aumentar, sua temperatura e densidade diminuirão.
Podemos então definir o conceito de massa: quantidade de temperatura e densidade dentro de um determinado volume.
Sabemos que a gravidade é uma propriedade da massa, mas, se uma mesma massa pode ocupar volumes diferentes, alterando a cada volume suas propriedades físicas, temperatura e densidade, não podemos dizer que a gravidade é diretamente proporcional à massa, e sim, à sua temperatura e densidade internas. Tanto é que, sempre que uma massa tem a sua temperatura alterada, altera também sua densidade e sua interação com o campo gravitacional local.

Radiação Cósmica de Fundo em Micro-ondas (Cosmic Microwave Background, sigla CMB)
Apesar de que a maior parte da energia do Universo está na Radiação Cósmica de Fundo e que a mesma envolve toda a matéria e demais energias presentes no Universo, a Ciência ainda não dá a esta radiação a importância que ela tem no funcionamento do Cosmos. Ela não serve apenas como um marcador de tempo em função da sua temperatura, interage com tudo dentro dela e faz mover o Universo. Além do mais, protege tudo dentro de sua esfera de densidade e temperatura baixas (mas existentes), do zero absoluto que existe fora dela, pois nem matéria, nem energia podem existir em contato direto com 0 K (zero Kelvin); e este não existe dentro da Radiação Cósmica de Fundo, ou seja, dentro do Universo.
Outra questão importante sobre esta radiação, é que a mesma não está se expandindo. A Ciência atual está discutindo, ainda, se as galáxias estão se afastando cada vez mais rapidamente ou não. Apesar de um Prêmio Nobel já ter sido dado sobre este assunto, existem vários questionamentos atualmente. Mas não vejo nenhum questionamento sobre a expansão da Radiação Cósmica de Fundo, que está além de qualquer galáxia e é o verdadeiro limite do nosso Universo.
Mecânica da gravidade
A gravidade é causada pelo desequilíbrio térmico e de densidade entre a massa (estrelas, planetas, asteroides, etc.) e o meio ao seu redor (Radiação Cósmica de Fundo em Micro-ondas). Este desequilíbrio “térmico-densídico” atrai de todas as direções a Radiação Cósmica de Fundo, que é mais fria e menos densa do que qualquer massa dentro dela, em direção ao local mais quente e denso da massa, que é o ponto central do núcleo.
Não é a massa que atrai outra massa instantaneamente, mas sim, o movimento (na velocidade da luz) da Radiação Cósmica de Fundo, que atraída por uma massa densa e quente, arrasta outra massa, menos densa e menos quente, na direção do seu núcleo. Esta radiação é composta por fótons e neutrinos. Quando ela encontra a massa menos quente e menos densa, a mesma absorve ou reflete os fótons, produzindo um minúsculo empurrão no processo, na direção do núcleo da massa mais quente e densa. Ao mesmo tempo, os neutrinos que atravessam a massa menos densa e quente, produzem um minúsculo arrasto na direção do núcleo da massa quente e densa. Como o número de fótons e neutrinos é enorme, a soma vetorial destes pequenos empurrões e arrastos, produz uma força na direção do núcleo da massa mais densa e quente, a força da gravidade.
A Radiação Cósmica de Fundo arrefece as massas no seu interior, contraindo-as. Gravidade é o trabalho de contração realizado pelo contato do sistema (massa) com o meio (Radiação Cósmica de Fundo), é a Sintropia do Universo, ou, o trabalho do frio.
Observações importantes:
1- Quando os neutrinos encontram-se no ponto mais quente e denso da massa, contribuem para o campo eletromagnético da mesma. Relação direta entre gravidade e eletromagnetismo dos corpos.
2- As lentes gravitacionais são formadas pela deformação da Radiação Cósmica de Fundo em volta de grandes massas. Creio que, se Einstein estivesse vivo quando foi confirmada a existência desta radiação, não teria inventado o tal espaço-tempo e explicaria a gravidade como ela é.
3- A Ciência sabe que a alteração da temperatura, consequentemente também da densidade, altera as outras 3 (três) forças fundamentais: força forte, força fraca e força eletromagnética. Porque não alteraria a gravidade?
Comprovação matemática da influência da temperatura e da densidade na gravidade
Sabendo que todas as forças fundamentais nasceram de um estado inicial (singularidade original) onde só havia 3 (três) propriedades físicas (volume, temperatura e densidade), podemos supor que todas estas forças estejam sujeitas diretamente a estas propriedades. Como a Radiação Cósmica de Fundo também possui estas 3 (três) propriedades (lembrando que o volume está representado dentro da densidade), a gravidade, na realidade, é a consequência do desequilíbrio de temperatura e densidade entre qualquer massa e a radiação à sua volta. Este desequilíbrio produz movimento nas massas, a aceleração da gravidade. Então, para calcularmos esta aceleração, dada em m/s², devemos saber qual a verdadeira constante de proporcionalidade que surge da interação da Radiação Cósmica de Fundo com as massas em seu interior. Lembrando que temperatura e densidade são diretamente proporcionais, para calcularmos a aceleração da gravidade (g) ocasionada por uma massa, teremos:

g = T x D x L
Onde:
g = aceleração da gravidade (m/s²)
T = temperatura média da massa (K)
D = densidade média da massa (kg/m³)
L = constante de proporcionalidade (m⁴/K x kg x s²)
Então:
L = g / T x D
Tomando como base os dados das características físicas do planeta Terra, pois são os mais confiáveis que temos em relação a outros astros, podemos calcular com boa precisão suas propriedades físicas, e com isto, determinarmos o valor da constante de proporcionalidade (L), ou seja, faremos da Terra nosso laboratório.
Podemos ver que temos os valores “g” (aceleração da gravidade na superfície terrestre) e “D” (densidade média da Terra) bem definidos e conhecidos, mas, a temperatura média da massa do planeta (T), não. Sabemos o tamanho e temperatura de cada camada da Terra em separado, do Núcleo até a Crosta, então podemos calcular a temperatura média (T) da massa da Terra, utilizando o mesmo processo usado no cálculo da já conhecida densidade média (D) terrestre.
Observações:
1- Todos os dados aqui utilizados são reais e foram pesquisados em sites de universidades e de instituições confiáveis. Não há nenhum valor que foge dos dados disponíveis para consulta.
2- O número de casas decimais foi o maior possível para uma melhor precisão dos cálculos. O número π, por exemplo, que é importantíssimo no processo, foi utilizado com 31 casas decimais.
Cálculo da temperatura média da Terra
Raio da Terra = 6.371,221 Km (raio da esfera com o mesmo volume do planeta)
V = 1.083.319.645.004,3183937929396628046 km³
* valor de π utilizado em todos os cálculos = 3,1415926535897932384626433832795
Dimensões das camadas abaixo da superfície:
Núcleo = 1.221 km (raio)
Núcleo Externo = 2.260 km (espessura)
Manto inferior = 2.190 km (espessura)
Manto Superior = 660 km (espessura)
Crosta = 40,221 km (espessura)
Volumes das camadas:
Núcleo = 7.624.925.436,9643104126364579589517 km³
Núcleo Externo = 169.060.480.711,11933373297402784132 km³
Manto Inferior = 587.269.195.440,77685415179086975779 km³
Manto Superior = 298.977.564.853,42309657596662527135 km³
Crosta = 20.387.478.562,0297989195716819752 km³
Proporções das camadas em relação ao volume total da Terra:
Núcleo = 0,007038482
Núcleo Externo = 0,156057800
Manto Inferior = 0,542101491
Manto Superior = 0,275982778
Crosta = 0,018819449
Com dados confiáveis das características físicas do interior do planeta, podemos calcular a já conhecida densidade média da massa da Terra, e com o mesmo conceito, a temperatura média desta mesma massa.
Densidade média:
Núcleo = 0,007038482 x 13.600 kg/m³ (densidade média da camada) =               95,723355 kg/m³
Núcleo Externo = 0,156057800 x 10.350 kg/m³ (densidade média da camada) =1.615,198230 kg/m³
Manto Inferior = 0,542101491 x 4.950 kg/m³ (densidade média da camada) =   2.683,402380 kg/m³
Manto Superior = 0,275982778 x 3.850 kg/m³ (densidade média da camada) = 1.062,533695 kg/m³
Crosta = 0,018819449 x 3105, 4225 kg/m³ (densidade média da camada) =         58,442340 kg/m³
                                                                                                       
                                                                                                 D = 5.515,300000 kg/m³
Temperatura média:
Núcleo = 0,007038482 x 6.273,15 K (temperatura média da camada) =               44,153453 K
Núcleo Externo = 0,156057800 x 4.523,15 K (temperatura média da camada) =  705,872838 K
Manto Inferior = 0,542101491 x 3.704,25 K (temperatura média da camada) = 2.008,079448 K
Manto Superior = 0,275982778 x 2.073,15 K (temperatura média da camada) =  572,153696 K
Crosta = 0,018819449 x 971,9895 K (temperatura média da camada) =               18,292307 K
                                                                                                    T = 3.348,551742 K
Com estas propriedades físicas do planeta Terra calculadas, podemos calcular o valor da constante de proporcionalidade (L).
Como:
L = g / T x D
E a aceleração da gravidade (g) = 9,806650 m/s² (valor considerado padrão na superfície terrestre)
Calculando L:
L = 9,80665 / 3.348,551742 x 5.515,3
L = 5,31 (±0,001) x 10‾⁷ m⁴ / K x kg x s²
Com esta nova equação e com esta nova constante, é possível calcular a aceleração da gravidade em qualquer lugar que se queira. Como exemplo, vamos calcular a aceleração da gravidade em diversas altitudes na nossa atmosfera e verificar com os resultados hoje aceitos pela Ciência.
500 m (0,5 km):
Para calcularmos a aceleração da gravidade a 500 m de altura, temos que considerar toda massa dentro de uma esfera, que tem como raio a distância do centro da Terra até o ponto que estamos analisando nesta altitude. Ou seja, a esfera analisada tem um raio de: 6.371,221 km + 0,5 km = 6.371,721 km
Volume da esfera analisada: 1.083.574.714.950,2215794389551250507 km³ (este é o volume total que compararemos com os volumes das camadas)
Volume da camada (0,0 - 0,5 km) = 255.069.945,9031856460154622461013 km³
Temperatura média da atmosfera na superfície (0,0 km) = 288,15 K
Temperatura média da atmosfera na altura de 1,0 km = 281,65 K
Temperatura média da camada (0,0 – 0,5 km) =
{ (288,15+281,65) ÷ 2 ] + 288,15 } ÷ 2 = 286,525 K
Densidade média da atmosfera na superfície (0,0 km) = 1,225 kg/m³
Densidade média da atmosfera na altura de 1,0 km = 1,112 kg/m³
Densidade média da camada (0,0 – 0,5 km) =
{ [(1,225 + 1,112)/2] + 1,225 } ÷ 2 = 1,19675 kg/m³
Proporções das camadas em relação ao volume da esfera analisada:
Núcleo = 0,007036825
Núcleo Externo = 0,156021065
Manto Inferior = 0,541973882
Manto Superior = 0,275917812
Crosta = 0,018815019
0,0 - 0,5 km = 0,000235397
Temperatura média da esfera analisada:
Núcleo = 0,007036825 x 6.273,15 K =               44,143059 K
Núcleo Externo = 0,156021065 x 4.523,15 K =  705,706680 K
Manto Inferior = 0,541973882 x 3.704,25 K = 2.007,606752 K
Manto Superior = 0,275917812 x 2.073,15 K =  572,019012 K
Crosta = 0,018815019 x 971,9895 K =               18,288001 K
0,0 - 0,5 km = 0,000235397 x 286,5250 K =        0,067447 K
                                                            T = 3.347,830951 K

Densidade média da esfera analisada:
Núcleo = 0,007036825 x 13.600 kg/m³ =                95,700820 kg/m³
Núcleo Externo = 0,156021065 x 10.350 kg/m³ = 1.614,818023 kg/m³
Manto Inferior = 0,541973882 x 4.950 kg/m³ =    2.682,770716 kg/m³
Manto Superior = 0,275917812 x 3.850 kg/m³ =   1.062,283576 kg/m³
Crosta = 0,018815019 x 3.105,4225 kg/m³ =           58,428583 kg/m³
0,0 - 0,5 km = 0,000235397 x 1,19675 kg/m³ =         0,000282 kg/m³
                                                                  D = 5.514,002000 kg/m³
g = T x D x L
Então:
g = 3.347,830951 K x 5.514,002000 kg/m³ x 5,31 x 10‾⁷ m⁴/K x kg x s²
g = 9,802232 m/s² (valor igual ao aceito atualmente pela Ciência para a mesma altitude a uma latitude de aproximadamente 42°)
1.000 m (1,0 km)
Raio da esfera analisada = 6.371,221 km + 1,0 km = 6.372,221 km
Volume da esfera analisada = 1.083.829.824.930,8285337325925136377 km³
Volume da camada (0,5 – 1,0 km) = 255.109.980,60695429363738858696384 km³
Temperatura média da atmosfera na superfície (0,0 km) = 288,15 K
Temperatura média da atmosfera na altura de 1,0 km = 281,65 K
Temperatura média da camada (0,5 – 1,0 km) =
{ [ (288,15+281,65) ÷ 2 ] + 281,65 } ÷ 2 = 283,275 K
Densidade média da atmosfera na superfície (0,0 km) = 1,225 kg/m³
Densidade média da atmosfera na altura de 1,0 km = 1,112 kg/m³
Densidade média da camada (0,5 – 1,0 km) =
{ [(1,225 + 1,112)/2] + 1,112 } ÷ 2 = 1,14025 kg/m³
Proporções das camadas em relação ao volume da esfera analisada:
Núcleo = 0,007035169
Núcleo Externo = 0,155984341
Manto Inferior = 0,541846314
Manto Superior = 0,275852867
Crosta = 0,018810590
0,0 - 0,5 km = 0,000235341
0,5 – 1,0 km = 0,000235378
Temperatura média da esfera analisada:
Núcleo = 0,007035169 x 6.273,15 K =               44,132670 K
Núcleo Externo = 0,155984341 x 4.523,15 K =  705,540572 K
Manto Inferior = 0,541846314 x 3.704,25 K = 2.007,134209 K
Manto Superior = 0,275852867 x 2.073,15 K =  571,884371 K
Crosta = 0,018810590 x 971,9895 K =               18,283696 K
0,0 – 0,5 km = 0,000235341 x 286,5250 K =        0,067431 K
0,5 – 1,0 km = 0,000235378 x 283,2750 K =        0,066677 K
                                                             T = 3.347,109626 K
Densidade média da esfera analisada:
Núcleo = 0,007035169 x 13.600 kg/m³ =                95,678298 kg/m³
Núcleo Externo = 0,155984341 x 10.350 kg/m³ = 1.614,437929 kg/m³
Manto Inferior = 0,541846314 x 4.950 kg/m³ =    2.682,139254 kg/m³
Manto Superior = 0,275852867 x 3.850 kg/m³ =  1.062,033538 kg/m³
Crosta = 0,018810590 x 3.105,4225 kg/m³ =          58,414829 kg/m³
0,0 – 0,5 km = 0,000235341 x 1,19675 kg/m³ =       0,000282 kg/m³
0,5 - 1,0 km = 0,000235378 x 1,14025 kg/m³ =       0,000268 kg/m³
                                                                D = 5.512,704398 kg/m³

g = T x D x L
Então:
g = 3.347,109626 K x 5.512,704398 kg/m³ x 5,31 x 10‾⁷ m⁴/K x kg x s²
g = 9,797813 m/s² (valor igual ao aceito atualmente pela Ciência para a mesma altitude a uma latitude de aproximadamente 38,5°)
1.500 m (1,5 km)
Raio da esfera analisada = 6.371,221 km + 1,5 km = 6.372,721 km
Volume da esfera analisada = 1.084.084.974.949,280849327441621804 km³
Volume da camada (1,0 – 1,5 km) = 255.150.018,45231559484910816625414 km³
Temperatura média da atmosfera na altura de 1,0 km = 281,65 K
Temperatura média da atmosfera na altura de 2,0 km = 275,15 K
Temperatura média da camada (1,0 – 1,5 km) =
{ [ (281,65+275,15) ÷ 2 ] + 281,65 } ÷ 2 = 280,025 K
Densidade média da atmosfera na altura de 1,0 km = 1,112 kg/m³
Densidade média da atmosfera na altura de 2,0 km = 1,007 kg/m³
Densidade média da camada (1,0 – 1,5 km) =
{ [(1,007 + 1,112)/2] + 1,112 } ÷ 2 = 1,08575 kg/m³
Proporções das camadas em relação ao volume da esfera analisada:
Núcleo = 0,007033513
Núcleo Externo = 0,155947628
Manto Inferior = 0,541718785
Manto Superior = 0,275787942
Crosta = 0,018806163
0,0 - 0,5 km = 0,000235286
0,5 – 1,0 km = 0,000235323
1,0 – 1,5 km = 0,000235360
Temperatura média da esfera analisada:
Núcleo = 0,007033513 x 6.273,15 K =               44,122282 K
Núcleo Externo = 0,155947628 x 4.523,15 K =  705,374514 K
Manto Inferior = 0,541718785 x 3.704,25 K = 2.006,661809 K
Manto Superior = 0,275787942 x 2.073,15 K =  571,749772 K
Crosta = 0,018806163 x 971,9895 K =               18,279393 K
0,0 – 0,5 km = 0,000235286 x 286,5250 K =        0,067415 K
0,5 – 1,0 km = 0,000235323 x 283,2750 K =        0,066661 K
1,0 – 1,5 km = 0,000235360 x 280,0250 K =        0,065907 K
                                                            T = 3.346,387753 K
Densidade média da esfera analisada:
Núcleo = 0,007033513 x 13.600 kg/m³ =                95,655777 kg/m³
Núcleo Externo = 0,155947628 x 10.350 kg/m³ = 1.614,057950 kg/m³
Manto Inferior = 0,541718785 x 4.950 kg/m³ =    2.681,507986 kg/m³
Manto Superior = 0,275787942 x 3.850 kg/m³ =  1.061,783577 kg/m³
Crosta = 0,018806163 x 3.105,4225 kg/m³ =          58,401082 kg/m³
0,0 – 0,5 km = 0,000235286 x 1,19675 kg/m³ =       0,000282 kg/m³
0,5 - 1,0 km = 0,000235323 x 1,14025 kg/m³ =       0,000268 kg/m³
1,0 - 1,5 km = 0,000235360 x 1,08575 kg/m³ =       0,000256 kg/m³
                                                                D = 5.511,407178 kg/m³

Como:
g = T x D x L
Então:
g = 3.346,387753 K x 5.511,407178 kg/m³ x 5,31 x 10‾⁷ m⁴/K x kg x s²
g = 9,793395 m/s² (valor igual ao aceito atualmente pela Ciência para a mesma altitude a uma latitude de aproximadamente 36°)
Note que, a cada altitude analisada, temos que considerar toda massa dentro de uma esfera cada vez maior, que engloba toda a massa da Terra junto com a massa da atmosfera terrestre correspondente aquela altitude. Sendo assim, a temperatura média e a densidade média dentro da esfera vão diminuindo a cada aumento de altitude, como também vai diminuindo a aceleração da gravidade.
Determinação da latitude do raio de 6.371,221 km
É importante a determinação da latitude deste valor de raio utilizado nos cálculos, pois é o mesmo valor do raio da esfera com o mesmo volume da Terra, sendo assim, será mais uma ferramenta para mostrar a coerência dos valores obtidos neste trabalho para a aceleração da gravidade em altitudes diferentes.

R(ᴓ) = RAIZ QUADRADA DE   (a² cosᴓ)² + (b² senᴓ)²
                                                    (a cosᴓ)² + (b senᴓ)²

Onde:
R(ᴓ) = raio que se quer saber a latitude = 6.371,221 km
a = raio equatorial da Terra = 6.378,160 km
b = raio polar da Terra = 6.356,77472 km
Substituindo:
6.371,221 = RAIZ QUADRADA DE  (6.378,160² cosᴓ)² + (6.356,77472² senᴓ)²
                                                           (6.378,160 cosᴓ)² + (6.356,77472 senᴓ)²
OBS.: Desculpem-me o "raiz quadrada de", não consegui colar direito.

Calculando teremos um valor de ᴓ = 34,84° (latitude do raio que melhor representa o volume terrestre).
Podemos observar que as latitudes das acelerações da gravidade calculadas acima, para as altitudes de 500, 1000 e 1500m, estão dentro de uma faixa entre 36° e 42°, próximas da latitude do raio de 6.371,221 km.
Com a evolução da tecnologia, teremos dados cada vez mais precisos das características físicas da Terra e de sua atmosfera. Com isto, os resultados dos cálculos apresentados serão aprimorados e a faixa entre as latitudes cada vez mais se estreitará.
Cálculo da temperatura média do Sol
Como o Sol é o segundo astro com dados mais confiáveis sobre suas características físicas, iremos utilizá-lo para testar esta nova equação da gravidade e a nova constante de proporcionalidade (L).
Aceleração da gravidade na superfície (g) = 274 m/s²
Densidade média (D) = 1.408 kg/m³
L = 5,31 x 10‾⁷ m⁴/K x kg x s²
g = T x D x L
T = g / D x L
T = 274 / 1.408 x 5,31 x 10‾⁷
T = 366.482,6 K
Valor totalmente factível e coerente pela sua ordem de grandeza, o que podemos ver nos exemplos abaixo utilizando dados confiáveis sobre o interior do Sol.
Raio(R) = 695.750 km (raio da esfera com o mesmo volume do Sol)
Volume = 1.410.744.137.930.686.369,5349282409477 km³
1ª Opção:
Núcleo = 0,20R ; Zona de Radiação = 0,40R ; Zona de Convecção = 0,40R
Dimensões das camadas:
Núcleo = 0,20 x 695.750 km = 139.150 km (raio)
Zona de Radiação = 0,40 x 695.750 km = 278.300 km (espessura)
Zona de Convecção = 0,40 x 695.750 km = 278.300 km (espessura)

Volumes das camadas:
Núcleo = 11.285.953.103.445.490,956279425927582 km³
Zona de Radiação = 293.434.780.689.582.764,86326507411713 km³
Zona de Convecção = 1.106.023.404.137.658.113,715383740903 km³
Proporções das camadas em relação ao volume total do Sol:
Núcleo = 0,008
Zona de Radiação = 0,208
Zona de Convecção = 0,784
Temperatura média do Sol:
Núcleo = 0,008 x10.000.000,00 K (temperatura média da camada) =                 80.000,0000K
Zona de Radiação = 0,208 x 1.200.000,00 K (temperatura média da camada) = 249.600,0000K
Zona de Convecção = 0,784 x 47.044,15 K (temperatura média da camada) =     36.882,6136 K
                                                                                                           T = 366.482,6136 K
Arredondando: T = 366.482,6 K
2ª opção:
Núcleo = 0,20R ; Zona de Radiação = 0,35R ; Zona de Convecção = 0,45R
Dimensões das camadas:
Núcleo = 0,20 x 695.750 km = 139.150 km (raio)
Zona de Radiação = 0,35 x 695.750 km = 243.512,5 km (espessura)
Zona de Convecção = 0,45 x 695.750 km = 313.087,5 km (espessura)
Volumes das camadas:
Núcleo = 11.285.953.103.445.490,956279425927582 km³
Zona de Radiação = 223.426.602.844.772.453,7750942601601 km³
Zona de Convecção = 1.176.031.581.982.468.424,80355455486 km³
Proporções das camadas em relação ao volume total do Sol:
Núcleo = 0,008000
Zona de Radiação = 0,158375
Zona de Convecção = 0,833625
Temperatura média do Sol:
Núcleo = 0,008000 x 11.000.000,00 K (temperatura média da camada) =                88.000,0000 K
Zona de Radiação = 0,158375 x 1.300.000,00 K (temperatura média da camada) = 205.887,5000 K
Zona de Convecção = 0,833625 x 87.083,65 K (temperatura média da camada) =     72.595,1077 K
                                                                                                                T = 366.482,6077 K
Arredondando: T = 366.482,6 K
Cálculo da temperatura média da Lua e dos planetas do Sistema Solar
Utilizando dados atuais da Ciência das acelerações da gravidade na superfície destes corpos e também das suas densidades médias, podemos calcular as temperaturas médias dos mesmos.
Lua
Aceleração da gravidade na superfície (g) = 1,622 m/s²
Densidade média (D) = 3.340 kg/m³
T = g / D x L
T = 1,622 / 3.340 x 5,31 x 10‾⁷
T = 914,5551 K
Mercúrio
Aceleração da gravidade na superfície (g) = 3,70 m/s²
Densidade média (D) = 5.427 kg/m³
T = g / D x L
T = 3,70 / 5.427 x 5,31 x 10‾⁷
T = 1.283,9478 K

Vênus
Aceleração da gravidade na superfície (g) = 8,87 m/s²
Densidade média (D) = 5.204 kg/m³
T = g / D x L
T = 8,87 / 5.204 x 5,31 x 10‾⁷
T = 3.209,9023 K
Marte
Aceleração da gravidade na superfície (g) = 3,711 m/s²
Densidade média (D) = 3.933 kg/m³
T = g / D x L
T = 3,711 / 3.933 x 5,31 x 10‾⁷
T = 1.776,9389 K
Júpiter
Aceleração da gravidade na superfície (g) = 24,79 m/s²
Densidade média (D) = 1.326 kg/m³
T = g / D x L
T = 24,79 / 1.326 x 5,31 x 10‾⁷
T = 35.207,7670 K
Saturno
Aceleração da gravidade na superfície (g) = 10,44 m/s²
Densidade média (D) = 687 kg/m³
T = g / D x L
T = 10,44 / 687 x 5,31 x 10‾⁷
T = 28.618,6564 K
Urano
Aceleração da gravidade na superfície (g) = 8,69 m/s²
Densidade média (D) = 1.270 kg/m³
T = g / D x L
T = 8,69 / 1.270 x 5,31 x 10‾⁷
T = 12.886,1011 K
Netuno
Aceleração da gravidade na superfície (g) = 11,15 m/s²
Densidade média (D) = 1.638 kg/m³
T = g / D x L
T = 11,15 / 1.638 x 5,31 x 10‾⁷
T = 12.819,3631 K
Pode-se verificar que todos os resultados das temperaturas médias aqui obtidas, baseados nos mesmos dados das características físicas dos corpos utilizados hoje pela Ciência, são coerentes e dentro de uma ordem de grandeza lógica.
Gravidade no interior da Terra
Vamos “descascar” a Terra, tirando camada por camada e verificar o que acontece com a aceleração da gravidade na superfície de cada camada exposta. Primeiro retiraremos a Crosta, deixando exposta a superfície do Manto Superior e calcularemos a nova aceleração da gravidade nesta superfície, assim sucessivamente, até expormos o Núcleo.
Superfície do Manto Superior:
Raio da esfera analisada = 6.331 km
Volume da esfera analisada = 1.062.932.166.442,2835948733679808294 km³
Proporções das camadas em relação ao volume da esfera analisada:
Núcleo = 0,007173483
Núcleo Externo = 0,159051053
Manto Inferior = 0,552499222
Manto Superior = 0,281276242

Temperatura média:
Núcleo = 0,007173483 x 6.273,15 K (temperatura média da camada) =               45,000335 K
Núcleo Externo = 0,159051053 x 4.523,15 K (temperatura média da camada) =  719,411770 K
Manto Inferior = 0,552499222 x 3.704,25 K (temperatura média da camada) = 2.046,595243 K
Manto Superior = 0,281276242 x 2.073,15 K (temperatura média da camada) =  583,127841 K
                                                                                                         T = 3.394,135189 K
Densidade média:
Núcleo = 0,007173483 x 13.600 kg/m³ (densidade média da camada) =                 97,559369 kg/m³
Núcleo Externo = 0,159051053 x 10.350 kg/m³ ( densidade média da camada) = 1.646,178399 kg/m³
Manto Inferior = 0,552499222 x 4.950 kg/m³ ( densidade média da camada) =    2.734,871149 kg/m³
Manto Superior = 0,281276242 x 3.850 kg/m³ ( densidade média da camada) =  1.082,913532 kg/m³
                                                                                                            D = 5.561,522449 kg/m³
Como:
g = T x D x L
g = 3.394,135189 x 5.561,522449 x 5,31 x 10‾⁷
g = 10,023453 m/s²
Superfície do Manto Inferior:
Raio da esfera analisada = 5.671 km
Volume da esfera analisada = 763.954.601.588,86049829740135555807 km³
Proporções das camadas em relação ao volume da esfera analisada:
Núcleo = 0,009980862
Núcleo Externo = 0,221296502
Manto Inferior = 0,768722636
Temperatura média:
Núcleo = 0,009980862 x 6.273,15 K (temperatura média da camada) =                62,611444 K
Núcleo Externo = 0,221296502 x 4.523,15 K (temperatura média da camada) = 1.000,957273 K
Manto Inferior = 0,768722636 x 3.704,25 K (temperatura média da camada) =  2.847,540824 K
                                                                                                          T = 3.911,109541 K
Densidade média:
Núcleo = 0,009980862 x 13.600 kg/m³ (densidade média da camada) =               135,739723 kg/m³
Núcleo Externo = 0,221296502 x 10.350 kg/m³ (densidade média da camada) = 2.290,418796 kg/m³
Manto Inferior = 0,768722636 x 4.950 kg/m³ (densidade média da camada) =    3.805,177048 kg/m³
                                                                                                           D = 6.231,335567 kg/m³
g = T x D x L
g = 3.911,109541 x 6.231,335567 x 5,31 x 10‾⁷
g = 12,941233 m/s²
Superfície do Núcleo Externo:
Raio da esfera analisada = 3.481 km
Volume da esfera analisada = 176.685.406.148,08364414561048580028 km³
Proporções das camadas em relação ao volume da esfera analisada:
Núcleo = 0,043155378
Núcleo Externo = 0,956844622
Temperatura média:
Núcleo = 0,043155378 x 6.273,15 K (temperatura média da camada) =               270,720160 K
Núcleo Externo = 0,956844622 x 4.523,15 K (temperatura média da camada) = 4.327,951752 K
                                                                                                           T = 4.598,671912 K
Densidade média:
Núcleo = 0,043155378 x 13.600 kg/m³ (densidade média da camada) =               586,913141 kg/m³
Núcleo Externo = 0,956844622 x 10.350 kg/m³ (densidade média da camada) = 9.903,341838 kg/m³
                                                                                                         D = 10.490,254979 kg/m³

g = T x D x L
g = 4.598,671912 x 10.490,254979 x 5,31 x 10‾⁷
g = 25,616099 m/s²
Superfície do Núcleo:
Temperatura média = 6273,15 K
Densidade média = 13.600 kg/m³
g = T x D x L
g = 6.273,15 x 13.600 x 5,31 x 10‾⁷
g = 45,302180 m/s²
É assim que acontece no processo de formação de supernovas e buracos negros, onde, apesar de perderem massa, a gravidade aumenta. Na gravidade newtoniana, ao contrário, se a Terra perdesse massa quando fosse “descascada”, diminuiria sua gravidade até zerar no centro.
Para finalizar as comprovações físicas e matemáticas deste trabalho, veremos que o problema da constante cosmológica, que consiste no fato de que as teorias quânticas de campo preveem um valor muito maior para esta constante, a partir do cálculo da energia do vácuo quântico; também é respondido aqui:
TEMPERATURA DE PLANCK x DENSIDADE DE PLANCK =
= 1,41679 x 10³² K x 5,155 x 10⁹⁶ kg/m³ =
= 7,30355245 x 10¹²⁸ K . kg/m³
Conclusão
Este trabalho explica a gravidade de uma maneira simples e direta, desde a queda de uma maçã, até o surgimento de um buraco negro, tudo isto sem a necessidade de “muletas” físicas e matemáticas. Também abre caminho para explicar vários fenômenos físicos ainda não compreendidos e que têm em comum acontecerem em temperaturas baixíssimas, como: Condensado de Bose-Einstein, supercondutividade e outros.
Fenômenos quânticos serão melhores compreendidos quando a verdadeira interação da matéria e energia com a Radiação Cósmica de Fundo for considerada pela Ciência.
Fenômenos atmosféricos ainda não totalmente compreendidos serão esclarecidos.
Os problemas com voos espaciais, que até hoje ainda são comuns, diminuirão ou desaparecerão.
A mecânica quântica começou com o estudo da temperatura de um corpo negro, este trabalho mostra a importância da temperatura na gravidade. Aí está um claro elo de ligação para a Ciência atual chegar a tão sonhada Teoria de Tudo.
Palpite: Talvez, as outras 3 (três) forças fundamentais obedeçam a mesma fórmula física da gravidade, ou, só mude a constante de proporcionalidade, sendo uma diferente para cada.
Experimentos científicos sugeridos
- Aumente a temperatura do ar dentro de um balão, com isto você alterará apenas duas propriedades físicas do ar dentro do balão, sua temperatura e densidade; e ele subirá. Isto prova que, alterando apenas a temperatura e consequentemente a densidade de uma massa (o ar dentro do balão), ela muda a sua interação com o campo gravitacional local.
- Coloque água em uma panela e aqueça-a no fogão. Você alterará apenas duas propriedades físicas da água, sua temperatura e densidade; e ela subirá em forma de vapor. Isto prova que, alterando apenas a temperatura e consequentemente a densidade de uma massa (a água dentro da panela), ela muda a sua interação com o campo gravitacional local. Qualquer massa que tenha sua temperatura alterada, e consequentemente a sua densidade, alterará sua interação com o campo gravitacional ao qual esteja submetida.

- Olhe para cima e veja como nossa atmosfera se comporta, perceba como a diferença de temperatura e de densidade conduz todo nosso clima. Como é similar o formato de nuvens de furacões com o formato das galáxias expirais, como a formação das gotas de chuvas podem ser comparadas com a formação de estrelas dentro de nuvens moleculares, etc.
- Meça a aceleração da gravidade no fundo de uma mina subterrânea muito profunda e verificará que a mesma aumentará, ao invés de diminuir como prevê a gravidade newtoniana.
- Em um laboratório de física, com uma balança de precisão, meça o peso de uma massa metálica na temperatura ambiente. Esquente esta massa o máximo possível e meça novamente o peso. Repita o processo esfriando o máximo possível a massa. Você verificará que, quanto mais fria a massa maior será o seu peso e vice-versa. Isto mostra como a temperatura altera o peso (gravidade).
.Referências
Um pouco de Newton e de Einstein, dados fidedignos da Ciência atual e meu cérebro.[/right]


Última edição por Walter Lukschal Soares Jr em 22nd Dezembro 2016, 23:12, editado 1 vez(es)

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Re: A Verdadeira Natureza da Gravidade

Mensagem por Jonas Paulo Negreiros em 22nd Dezembro 2016, 22:11

Walter,

É um prazer ter você de volta ao Física2100!

De sua última postagem, faço citação desse trecho:

Lua
Aceleração da gravidade na superfície (g) = 1,622 m/s²
Densidade média (D) = 3.340 kg/m³
T = g / D x L
T = 1,622 / 3.340 x 5,31 x 10‾⁷
T = 914,5551 K

Minha especulação sobre a Gravidade Radial aponta para uma aceleração gravitacional lunar em torno de 2,6 m/s^2; tudo que se sabe todos os astros atualmente são projeções derivadas das teorias oficiais.

O dia em que fizerem uma medição objetiva da gravidade em solo lunar poderá ocorrer uma revolução na física. E quase tudo que se escreveu sobre gravidade poderá ir para o lixo.

Quem viver, verá.

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Re: A Verdadeira Natureza da Gravidade

Mensagem por Walter Lukschal Soares Jr em 22nd Dezembro 2016, 23:20

Jonas,
Grato pelo cumprimento.
Como deixei claro, não inventei, nem modifiquei nenhum dado oficial atual da Ciência, apenas os utilizei com uma nova visão sobre a gravidade. Lógico que as medições serão aprimoradas e os resultados dos cálculos também, mas a fórmula será a mesma.


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