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A Verdadeira Natureza da Gravidade

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Re: A Verdadeira Natureza da Gravidade

Mensagem por Robson Z. Conti em 29th Julho 2015, 00:49

Walter Lukschal Soares Jr escreveu:A alteração da temperatura (consequentemente também da densidade) de quaisquer atmosferas de quaisquer planetas, para mais ou para menos, alterará muito pouco a gravidade acima da superfície dos mesmos, pois além da ordem de grandeza destas alterações de temperatura/densidade ser pequena em relação à temperatura/densidade da massa do próprio planeta, os volumes destas atmosferas em relação aos volumes totais considerados, também são pequenos (veja exemplo no meu post anterior).
Agradeço os esclarecimentos complementares em relação a este detalhe.

Mas, de acordo com sua tese, o que ocorreria com corpos celestes de menor porte, do tamanho de cometas, por exemplo, cujas órbitas os colocam ciclicamente em posições muito próximas e muito afastadas do Sol? A aceleração gravitacional na superfície dos mesmos aumentaria nas proximidades do Sol e diminuiria drasticamente nos confins do sistema solar?

Um corpo celeste de menor porte, próximo ao Sol, terá temperatura bem mais elevada que o mesmo corpo celeste distante do Sol. Qual o efeito disto na aceleração gravitacional na superfície deste corpo celeste?

Cordiais abraços a todos

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Re: A Verdadeira Natureza da Gravidade

Mensagem por Walter Lukschal Soares Jr em 29th Julho 2015, 02:08

Em corpos celestes de menor porte não há atmosfera, sendo assim não há o que se esquentar/esfriar e nem o que adensar. Sendo assim a alteração da temperatura só se dará diretamente através da luz solar que incide em sua superfície. Isto altera sua interação com o campo gravitacional do Sol e consequentemente suas órbitas.
A Ciência inclusive já reconhece isto:

EFEITO YARKOVSKY: Já é aceito pela comunidade científica e está sendo medido em asteroides. É um pequeno “empurrão” que estes sofrem quando absorvem a luz solar e emitem calor, mostrando que a mudança de suas temperaturas altera a gravidade modificando suas órbitas.

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Re: A Verdadeira Natureza da Gravidade

Mensagem por Jonas Paulo Negreiros em 29th Julho 2015, 09:59

Robson Z. Conti escreveu:
Jonas Paulo Negreiros escreveu: Ao colega Robson,
A proposta do colega Casasanta sobre uma Terra isolada merece mais meditação. No meu entendimento, o funcionamento da gravidade, quer newtoniano, einsteniano ou originário de outra teoria, deveria continuar funcionando nessa hipotética situação.
O que quer dizer, neste caso, isolar a Terra? O restante do universo continuaria a existir ou não? Além disto, até onde eu tenha conhecimento, a gravidade não é isolável ou blindável. Você tem alguma informação a respeito disto?

Cordiais abraços a todos

Bem, Robson, como você mesmo afirma: tudo é igual?
Talvez não nos expressamos bem. Digamos que todo o universo resuma-se no planeta Terra.
Essa porção material, do modo como você enxerga a matéria, não seria suficiente para criar um ecossistema cósmico completo?
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Re: A Verdadeira Natureza da Gravidade

Mensagem por Jonas Paulo Negreiros em 29th Julho 2015, 10:02

Walter,

Você nada comentou sobre minha pergunta pertinente ao achatamento, calotas polares e varições gravitacionais da Terra.

O achatamento polar é uma deformação comum aos astros que giram em torno de seu próprio eixo?

Aliás, vale à pena pesquisar um pouco sobre anomalias gravitacionais na Terra e Lua.

_________________
Gráviton, onde tu estás que não te encontro Razz ?
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Re: A Verdadeira Natureza da Gravidade

Mensagem por Robson Z. Conti em 29th Julho 2015, 10:22

Muito Bom.
https://pt.wikipedia.org/wiki/Efeito_de_Yarkovsky escreveu:O efeito de Yarkovsky é uma consequência do fato de que a mudança de temperatura de um objeto aquecido por radiação leva um certo tempo para ocorrer e, da mesma forma, o corpo leva tempo para resfriar. Isso provoca uma diferença entre a direção da radiação recebida e a direção da radiação térmica retransmitida. Se a rotação é prógrada, a força resultante tende a afastar a órbita do corpo, fazendo-o espiralar gradualmente para longe do Sol. De forma similar, um corpo que possui rotação retrógrada espirala em direção à estrela.
[grifos meus]
Pelo que acima se observa, a alteração na interação gravitacional entre os corpos celestes de pequeno porte (não apenas deles) e o Sol depende da rotação (prógrada ou retrógrada) dos referidos corpos, de modo que a maior temperatura tanto pode aumentar quanto diminuir esta interação.

Se isto está correto, apesar das anistropias térmicas terem influência comprovada na interação gravitacional, o fator que determina o vetor (sentido) desta influência é o sentido de rotação do corpo orbitante, retirando, assim, do “desequilíbrio térmico entre a massa quente e o espaço frio que a rodeia” o controle da força gravitacional.

Desta maneira, o desequilíbrio térmico não seria efetivamente a causa primária da gravidade, como o nobre colega defende.

Como o nobre colega vê isto?

Cordiais abraços a todos
P.S.: Jonas, acabei de ver a sua postagem.
[]s.

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Re: A Verdadeira Natureza da Gravidade

Mensagem por Robson Z. Conti em 29th Julho 2015, 13:34

Caro Walter,

Complementado a postagem anterior, abordarei de modo mais detalhado a questão já tratada na mesma, de forma a especificar e fundamentar melhor a argumentação nela apresentada.

No exemplo apresentado (Efeito de Yarkovsk), quando o corpo celeste de pequeno porte se aquece, aumenta “o desequilíbrio térmico entre a massa quente e o espaço frio que a rodeia”.

Se esta fosse a causa primária da gravidade, conforme prevê a sua tese, então a força gravitacional deveria, sempre, em todas as vezes e em cada uma de todas as vezes, aumentar também.

Como, no Efeito de Yarkovsk, ocorre tanto aproximação quanto afastamento entre os corpos orbitado e orbitante quando há aquecimento do orbitante, então o aumento do desequilíbrio térmico entre o corpo quente e o espaço frio não aumenta a atração gravitacional em todas e em cada uma de todas as vezes.

Se estes dados estão corretos, podemos afirmar de forma categórica que, em função da observação de evidências objetivas, que “o desequilíbrio térmico entre a massa quente e o espaço frio que a rodeia” não pode ser a causa primária da gravidade.

Cordiais abraços a todos

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Re: A Verdadeira Natureza da Gravidade

Mensagem por Walter Lukschal Soares Jr em 29th Julho 2015, 15:37

Gostaria de salientar que não é apenas a alteração da temperatura da massa que altera sua interação com o campo gravitacional local, mas também a alteração da densidade desta massa.
Temperatura e densidade são indissociáveis, e ambas são responsáveis pela gravidade. Por isto no cálculo do Poder Gravitacional do corpo (P) e da aceleração da gravidade (g), temos:

P = T(temp. média) x D(densidade média)
e,
g = L(const. gravitacional real) x P(Poder Gravitacional)

Sobre o achatamento polar, creio que além da rotação do planeta, a maior proximidade destes pólos com o núcleo (que é mais quente) altera a gravidade e consequentemente a forma do mesmo.

Gostaria de deixar uma reflexão sobre a Radiação de Fundo Cósmico de Neutrinos:
Apesar de ser uma radiação que engloba todo Universo Material (uma espécie de "atmosfera cósmica" que envolve todos os astros), qual é o resultado da interação desta, com apenas 2,7 K, com as massas dentro da mesma?
Minha resposta é: A gravidade.

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Re: A Verdadeira Natureza da Gravidade

Mensagem por Robson Z. Conti em 29th Julho 2015, 18:45

Walter Lukschal Soares Jr escreveu:Gostaria de salientar que não é apenas a alteração da temperatura da massa que altera sua interação com o campo gravitacional local, mas também a alteração da densidade desta massa.
Temperatura e densidade são indissociáveis, e ambas são responsáveis pela gravidade.
Caro Walter,

O nobre colega propôs uma tese para explicação da gravidade, a qual em resumo sustenta que “A gravidade, na realidade, é apenas o desequilíbrio térmico entre a massa quente e o espaço frio que a rodeia”. Esta é a essência da tese, o que levaria à aceleração gravitacional ser diretamente proporcional à temperatura dos corpos celestes.

Para corroborar sua tese, foram apresentados alguns exemplos, todos com resultados coerentes com as nossas medições e com os cálculos feitos usando as equações de Newton.

Na primeira postagem que eu publiquei neste tópico em resposta ao seu desafio, eu comentei que a temperatura média dos corpos celestes que atingiram o equilíbrio hidrostático (todos os exemplos estão nesta categoria) é função da massa dos mesmos, com a temperatura média variando em função da força gravitacional.

Como a força gravitacional é diretamente proporcional à massa dos corpos, efeito desta portanto, a temperatura também o será, de modo que, quaisquer cálculos que levem em conta estas variáveis acabarão por produzir resultados coerentes, pois tanto força gravitacional quanto temperatura média serão efeitos da quantidade de massa de um corpo, o que inviabiliza a busca por diferenças entre os resultados dos cálculos usando massa ou temperatura/densidade. Eles sempre serão virtualmente idênticos, mas um deles é causa e o outro é efeito neste tipo de corpo celeste.

O modo de tentar sair deste dilema seria tentar verificar se o mesmo ocorreria em corpos celestes de menor porte, os quais não atingiram o equilíbrio hidrostático, e que devem sua temperatura à quantidade de energia que recebem do Sol. Ao ser comentado o assunto, o nobre colega nos informou que o Efeito de Yarkovsk  mostrava alteração na órbita de corpos celestes de pequeno porte com a alteração positiva da temperatura dos mesmos.

Só que a alteração na temperatura produz resultados que tanto aumentam quanto diminuem a força gravitacional com o aquecimento dos corpos, ou seja, com o aumento do “desequilíbrio térmico entre a massa quente e o espaço frio que a rodeia” observamos resultados opostos entre si.

O nobre colega agora está a nos dizer que não apenas a temperatura foi alterada, mas também a densidade. Só que, conforme o próprio colega nos informa, temperatura e densidade são indissociáveis e o nexo causal da alteração da densidade dos referidos corpos celestes, neste caso, é a alteração da temperatura em função da quantidade de energia recebida do Sol.

Ou seja, uma variou porque a outra variou e ambas variaram positivamente porque houve recebimento de mais energia.

Como os resultados da variação positiva da densidade/temperatura são discordantes e opostos, observa-se um quadro não coerente com a tese proposta, pois com o aumento do “desequilíbrio térmico entre a massa quente e o espaço frio que a rodeia” tivemos tanto aumento quanto diminuição da força gravitacional.

Se, para grandes corpos celestes, a comprovação/refutação da tese proposta poderia parecer menos possível pela predominância da força gravitacional em determinar a temperatura media de tais corpos, para pequenos corpos celestes, em que os efeitos da força gravitacional na temperatura dos mesmos são muito menos significativos, podemos afirmar que a essência da tese fica refutada.

Por mais que me agradasse ver um Prêmio Nobel (e em Física!) sair para um brasileiro, não há como sustentar que “A gravidade, na realidade, é apenas o desequilíbrio térmico entre a massa quente e o espaço frio que a rodeia” com a observação de resultados opostos entre si na interação gravitacional de corpos celestes com o aumento do “desequilíbrio térmico entre a massa quente e o espaço frio que a rodeia”.

Cordiais abraços a todos

PS: Jonas, estou cuidando da sua proposta. Já conversamos. O cenário proposto não é tão simples.

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Re: A Verdadeira Natureza da Gravidade

Mensagem por Bosco em 30th Julho 2015, 02:39

Sempre que um objeto material recebe uma radiação eletromagnética, sua energia de repouso E = mc² aumenta ( devido aos fótons recebidos), e com isto sua massa e gravidade aumentam proporcionalmente.
Sempre que um objeto material emite ondas eletromagnéticas, ele perde energia, e com isto massa e gravidade num efeito contrário ao exposto acima.
Porém isto não significa que é a temperatura ou quantidade de calor de um objeto, o causador de sua gravidade. Um neutrino, por possuir apenas campo gravitacional, e portanto não interagir eletromagneticamente (não poder trocar calor) com a matéria, é a prova de que não é a temperatura quem determina a gravidade na matéria.

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Re: A Verdadeira Natureza da Gravidade

Mensagem por Jonas Paulo Negreiros em 30th Julho 2015, 09:38

Walter,

Há um bom tempo procurava uma explicação alternativa para a origem das marés no planeta Terra.

A idéia era buscar outra causa para as marés sem fazer uso da gravidade, ao menos da forma como conhecemos.




As marés acontecem na atmosfera e hidrosfera (os oceanos), conforme gráfico abaixo:




Imaginei que a excentricidade da massa terrestre fosse suficiente para provocar o efeito:




Faltava apenas um detalhe:

O EFEITO YARKOVSKY

Dê um pulo na página abaixo e tire suas conclusões.

http://fisica2100.forumeiros.com/t1237p130-gravidade-acao-ou-reacao#8437
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Re: A Verdadeira Natureza da Gravidade

Mensagem por Jonas Paulo Negreiros em 30th Julho 2015, 09:48

Bosco escreveu:Sempre que um objeto material recebe uma radiação eletromagnética, sua energia de repouso E = mc² aumenta ( devido aos fótons recebidos), e com isto sua massa e gravidade aumentam proporcionalmente.
Sempre que um objeto material emite ondas eletromagnéticas, ele perde energia, e com isto massa e gravidade num efeito contrário ao exposto acima.
Porém isto não significa que é a temperatura ou quantidade de calor de um objeto, o causador de sua gravidade. Um neutrino, por possuir apenas campo gravitacional, e portanto não interagir eletromagneticamente (não poder trocar calor) com a matéria, é a prova de que não é a temperatura quem determina a gravidade na matéria.

Bosco,
Apesar do neutrino não interagir com outros corpos (até onde os cientistas imaginam), o movimento dessa partícula não é uma forma de entropia?
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Re: A Verdadeira Natureza da Gravidade

Mensagem por Jonas Paulo Negreiros em 30th Julho 2015, 11:27

Robson afirma:
Como a força gravitacional é diretamente proporcional à massa dos corpos, efeito desta portanto, a temperatura também o será, de modo que, quaisquer cálculos que levem em conta estas variáveis acabarão por produzir resultados coerentes, pois tanto força gravitacional quanto temperatura média serão efeitos da quantidade de massa de um corpo, o que inviabiliza a busca por diferenças entre os resultados dos cálculos usando massa ou temperatura/densidade. Eles sempre serão virtualmente idênticos, mas um deles é causa e o outro é efeito neste tipo de corpo celeste.

Jonas comenta:
O nobre colega Walter conseguiu transpor o dilema do ovo e da galinha para a questão da gravidade. E deixou-nos num beco sem saída. Uma sacada genial!



Robson afirma:
O nobre colega agora está a nos dizer que não apenas a temperatura foi alterada, mas também a densidade. Só que, conforme o próprio colega nos informa, temperatura e densidade são indissociáveis e o nexo causal da alteração da densidade dos referidos corpos celestes, neste caso, é a alteração da temperatura em função da quantidade de energia recebida do Sol.

Ou seja, uma variou porque a outra variou e ambas variaram positivamente porque houve recebimento de mais energia.

Como os resultados da variação positiva da densidade/temperatura são discordantes e opostos, observa-se um quadro não coerente com a tese proposta, pois com o aumento do “desequilíbrio térmico entre a massa quente e o espaço frio que a rodeia” tivemos tanto aumento quanto diminuição da força gravitacional.

Jonas comenta:
Ponto para a hipótese da gravidade radial  Razz !
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Re: A Verdadeira Natureza da Gravidade

Mensagem por Robson Z. Conti em 30th Julho 2015, 19:02

Jonas Paulo Negreiros escreveu:Apesar do neutrino não interagir com outros corpos (até onde os cientistas imaginam), o movimento dessa partícula não é uma forma de entropia?
Eu entendo que sim. Mas por qual motivo você vez esta colocação? O que o leva a desconfiar ou acreditar que seja desta maneira?
Jonas Paulo Negreiros escreveu:Talvez não nos expressamos bem. Digamos que todo o universo resuma-se no planeta Terra.
Essa porção material, do modo como você enxerga a matéria, não seria suficiente para criar um ecossistema cósmico completo?
Oi Jonas,

Conforme disse antes, este cenário não é tão simples como parece e a abordagem dele vai sair do escopo deste tópico (que é discutir “a verdadeira causa da gravidade” e de quebra responder ao cordial desafio que o nobre colega Walter Lukschal propôs).

Isto envolve muita coisa além da gravidade (já que estamos falando de um “ecossistema cósmico completo”, da validade da Segunda Lei da Termodinâmica e da luta cósmica entre a Gravidade e a Entropia). Em função disto, considero que a abertura de um tópico nas seções Conversa Geral ou Cosmologia poderia ser de mais adequado. Só o que eu já escrevi (e ainda não postei) é de bom tamanho e isto acabaria desvirtuando este tópico.

O que você acha?

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Re: A Verdadeira Natureza da Gravidade

Mensagem por Jonas Paulo Negreiros em 30th Julho 2015, 22:29

Robson Z. Conti escreveu:
Jonas Paulo Negreiros escreveu:Apesar do neutrino não interagir com outros corpos (até onde os cientistas imaginam), o movimento dessa partícula não é uma forma de entropia?
Eu entendo que sim. Mas por qual motivo você vez esta colocação? O que o leva a desconfiar ou acreditar que seja desta maneira?
Jonas Paulo Negreiros escreveu:Talvez não nos expressamos bem. Digamos que todo o universo resuma-se no planeta Terra.
Essa porção material, do modo como você enxerga a matéria, não seria suficiente para criar um ecossistema cósmico completo?
Oi Jonas,

Conforme disse antes, este cenário não é tão simples como parece e a abordagem dele vai sair do escopo deste tópico (que é discutir “a verdadeira causa da gravidade” e de quebra responder ao cordial desafio que o nobre colega Walter Lukschal propôs).

Isto envolve muita coisa além da gravidade (já que estamos falando de um “ecossistema cósmico completo”, da validade da Segunda Lei da Termodinâmica e da luta cósmica entre a Gravidade e a Entropia). Em função disto, considero que a abertura de um tópico nas seções Conversa Geral ou Cosmologia poderia ser de mais adequado. Só o que eu já escrevi (e ainda não postei) é de bom tamanho e isto acabaria desvirtuando este tópico.

O que você acha?

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Boa idéia, Robson.
Acho que todos nós podemos discutir esse assunto na secção de Cosmologia.
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Re: A Verdadeira Natureza da Gravidade

Mensagem por Walter Lukschal Soares Jr em 31st Julho 2015, 00:23

- A temperatura e densidade interna da própria massa de qualquer pequeno corpo celeste, são as grandezas que determinam sua órbita em torno do Sol.
As pequenas alterações de órbitas destes pequenos corpos, ocasionadas pela pequena radiação (sempre bem menor do que a temperatura interna) recebida em sua superfície pelo Sol, é o Efeito de Yarkovsk.

- A Radiação responsável diretamente pela gravidade é repleta de neutrinos, não à toa é chamada de Radiação de Fundo Cósmico de Neutrinos.

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Re: A Verdadeira Natureza da Gravidade

Mensagem por Jonas Paulo Negreiros em 31st Julho 2015, 09:39

Walter Lukschal Soares Jr escreveu:- A temperatura e densidade interna da própria massa de qualquer pequeno corpo celeste, são as grandezas que determinam sua órbita em torno do Sol.
As pequenas alterações de órbitas destes pequenos corpos, ocasionadas pela pequena radiação (sempre bem menor do que a temperatura interna) recebida em sua superfície pelo Sol, é o Efeito de Yarkovsk.

- A Radiação responsável diretamente pela gravidade é repleta de neutrinos, não à toa é chamada de Radiação de Fundo Cósmico de Neutrinos.

Walter,

Da mesma forma que chegam neutrinos do espaço e cruzam o interior da Terra, outros partem da Terra e vão para o espaço. Se as caraterísticas dessas partículas que partem do núcleo da Terra são isotrópicas, isto é: vão para todos os sentidos e direções em igualdade de aceleração, todos os vetores se anulariam  e não haveria a reação de movimento terrestre, conforme prevista e explicada por Newton.

Um neutrino, conforme reza a cartilha dos físicos oficiais, é capaz de atravessar uma bola de chumbo do tamanho do planeta Terra sem interagir com uma única partícula dessa imensa massa plúmbea.

Gostaríamos de saber como resulta uma força de atração entre corpos orbitais, simplesmente por estarem aquecidos em temperaturas diferentes. Além disso,  como seria essa força?

a) Força de ação à distância (um campo misterioso?)

b) Ou força de ação por contato (choques, colisões) ?

[s]
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Re: A Verdadeira Natureza da Gravidade

Mensagem por Walter Lukschal Soares Jr em 1st Agosto 2015, 16:29

Existem os neutrinos "presos" na matéria e que são "soltos" pelo espaço através de reações nucleares dentro de corpos celestes massivos, são estes que nos atravessam em várias e aleatórias direções, e que praticamente não interagem com a matéria que atravessam.
Já os neutrinos que estão "soltos" no espaço (que são muito mais numerosos que os "presos"), formam junto com fótons a Radiação de Fundo Cósmico de Neutrinos (também chamada de Radiação de Fundo Cósmico em Microondas) e é esta radiação a responsável pela gravidade.
Toda massa existente (em pequenos ou grandes corpos) está imersa nesta grande esfera de radiação (uma espécie de "atmosfera cósmica") que tem uma temperatura de apenas 2,725 K. A massa de qualquer destes corpos tem uma temperatura bem maior do que a Radiação de Fundo, com isto provoca um desequilíbrio térmico e atrai para o seu núcleo (ponto mais quente) parte desta radiação que tenta esfriá-los para reequilibrar o sistema. No caminho, esta radiação arrasta as massas em seu caminho, provocando a gravidade. Como a interação dos neutrinos com a matéria é muito pequena, não é à toa que a gravidade é a força primordial mais fraca. Na nossa atmosfera terrestre não é o desequilíbrio térmico que provoca todo o seu movimento? Extrapole isto para o espaço. Porque a Ciência não o leva em consideração no espaço e só dentro de atmosferas? Pense nisto: O equilíbrio térmico é simplesmente ignorado pela Ciência no espaço e este não é totalmente vazio.
Exemplo de como "funciona" a gravidade no nosso Sistema Solar:
O Sol que é o corpo mais quente por aqui, tem uma esfera de influência térmica que vai até a Nuvem de Oort (a partir daí tem-se outras esferas de influência térmica de outras estrelas próximas) com um raio de aproximadamente 01 ano-luz. Dentro desta esfera a maior parte desta Radiação de Fundo é atraída para o núcleo do Sol (seu ponto mais quente) e neste caminho "arrasta" todas as massas em seu caminho (planetas, cometas, asteroides, etc.) em direção ao seu centro.
OBS.: Quando a radiação atraída para o seu centro se encontra e se "choca" no seu ponto central, "alimenta" o campo eletromagnético do mesmo. Isto vale para todos os corpos celestes.
Cada planeta ou qualquer pequeno corpo, também tem uma esfera de influência térmica menor, que atrai menos Radiação de Fundo, provocando uma gravidade menor. A interação destas esferas de influência térmica resulta no "balé" do nosso Sistema Solar.
Atenciosamente.

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Re: A Verdadeira Natureza da Gravidade

Mensagem por Jonas Paulo Negreiros em 1st Agosto 2015, 22:50

Muito bom, Walter.

Ao acompanhar suas explicações, lembrei-me do Efeito Bernoulli.
Alguns físicos amadores acreditam que esse efeito é suficiente para explicar a gravidade.
O vento solar, por exemplo, atrairia os planetas que orbitam nesse sistema.
Você concorda?

Vídeo do Efeito Bernoulli:

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Re: A Verdadeira Natureza da Gravidade

Mensagem por Walter Lukschal Soares Jr em 2nd Agosto 2015, 00:12

Concordo que o Efeito Bernoulli, junto com outros, como o Efeito Yarkovsk, serão importantes na compreensão da verdadeira natureza da gravidade.
Já o vento solar que é produzido pelas reações nucleares no núcleo do Sol, portanto pela temperatura/densidade do mesmo, na realidade é uma reação à compressão que a gravidade do Sol produz em si mesmo. Finalizando, o vento solar é uma reação contrária à gravidade, subproduto da mesma.

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Re: A Verdadeira Natureza da Gravidade

Mensagem por casasanta em 2nd Agosto 2015, 07:56

Eu estou acompanhando tudo, e vejo que o Walter acabou de revelar na postagem do dia primeiro de agosto de 2015 às 11:29 (horário mostrado no post), o verdadeiro fator físico que determina, exatamente, o que seria a gravidade, propriamente dita, na tese dele. Não é a diferença entre a temperatura/densidade de corpo sólido e a temperatura/densidade do espaço, mas simplesmente o arrasto que os neutrinos provocam em todos os copos.

Walter Lukschal Soares Jr escreveu:Existem os neutrinos "presos" na matéria e que são "soltos" pelo espaço através de reações nucleares dentro de corpos celestes massivos, são estes que nos atravessam em várias e aleatórias direções, e que praticamente não interagem com a matéria que atravessam.
Veja que o Walter disse que neutrinos são presos na matéria e que estes são liberados pelas reações nucleares. E na próxima afirmação ele "diferencia" os neutrinos que se soltam da matéria com os neutrinos que formam junto com os fótons a Radiação de Fundo Cósmico de Neutrinos.


Walter Lukschal Soares Jr escreveu:Já os neutrinos que estão "soltos" no espaço (que são muito mais numerosos que os "presos"), formam junto com fótons a Radiação de Fundo Cósmico de Neutrinos (também chamada de Radiação de Fundo Cósmico em Microondas) e é esta radiação a responsável pela gravidade.
Talvez ele queira dizer que os neutrinos que se soltam das reações nucleares (do Sol) são em um número muito pequeno para serem destacados à causa da gravidade, mas os que estão soltos são em um número gigantescamente maior, suficientes para causar o arrasto dos corpos na direção em que há maior tráfego deles.

É uma tese muito simples. Com essa explicação sobre os neutrinos, ficou tudo claro, pois isso é "quase" tudo na tese dele. Mas falta uma coisa muito importante. E é o que achei de errado em tudo isso.

O Walter disse que os neutrinos que já estão soltos são "atraídos" pelos corpos quentes, mesmo que essa alta temperatura esteja dentro de uma camada de gelo.

Que tipo de atração é esta?

Como é que o neutrino se orienta na direção do "quente" se não há como uma informação sobre "em que direção está o quente" esteja onde o neutrino está e tenha a maneira de mudar sua direção para o quente, mesmo que por um pequeno desvio, estando o neutrino muito distante (algumas horas-luz), ou mesmo perto (alguns segundos-luz) do corpo quente.

Outra coisa:

A tese do Walter afirma que os neutrinos, vagando por direções aleatórias pelo espaço, atravessam nossos corpos e "empurram" ou "arrastam" nossos corpos por todas as direções, mas, estando aqui na superfície da Terra, por exemplo, nossos corpos são "empurrados" com menor força para cima, do que para qualquer outra direção, pois os neutrinos que nos atravessam, mas que antes passam pelo centro da Terra, são parcialmente aprisionados na matéria quente do centro da Terra. E é esse "empurrão" deficiente, somente de baixo para cima, que define a gravidade na tese do Walter. Entende-se, então, que a quantidade de neutrinos que se prendem no núcleo da Terra é algo muito superior que a quantidade dos que passam pela Terra, emitidos pelo Sol. Entretanto, para que a diferença causada pelo aprisionamento de neutrinos no núcleo da Terra seja necessária para resultar o "empurrão" dos corpos da superfície ao centro da Terra com a aceleração que conhecemos, qual seria essa diferença em termos de quantidade de neutrinos?

Que força de arrasto cada neutrino teria que exercer em nossos corpos?

Essa força não extrapolaria o valor energético que conhecemos de um neutrino?

Mas, como é esse "acúmulo" de neutrinos no centro da Terra?

Eles simplesmente se acumulam por lá?

Eles se combinam e se transformam em átomos?

Eles são soltos para o espaço sem reações nucleares?

E, se são soltos, não eliminariam a gravidade?
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casasanta
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Re: A Verdadeira Natureza da Gravidade

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