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Massa inercial não existe

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Re: Massa inercial não existe

Mensagem por Bosco em 31st Outubro 2016, 20:01

As balanças possuem geralmente um único eixo sobre o qual recai todo o peso da plataforma. Este eixo transmite para o sensor da balança a força realizada sobre ele. Uma balança não possui sensores distribuídos pela superfície da sua plataforma para medir pressão em cada um deles conforme você argumenta. Reflita melhor, faça testes e reconheça a realidade.
A mola de um dinamômetro é constituída de um fio, na extremidade do qual se pendura o objeto a ser medido. Mesmo que este objeto seja extenso e seja necessário pendurá-lo através de vários outros fios que se prendem num único ponto da mola, mesmo assim o peso continua o mesmo.
Mas o mais importante é que eu gostaria de convencê-lo de que peso é o resultado da interação do campo gravitacional dos objetos, com o campo gravitacional terrestre, independente do material, e da forma que ele é feito.

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Re: Massa inercial não existe

Mensagem por Parsec em 5th Novembro 2016, 11:54

Bosco escreveu: Hipótese: Massa inercial não existe, existe apenas a massa gravitacional.

Inércia: Objetos que estão em repouso ou em MRU tendem a permanecer naturalmente em repouso ou em MRU.
Massa: Razão entre a força resultante aplicada sobre um objeto e sua aceleração adquirida.

Se há uma força resultante aplicada e uma aceleração adquirida, então, há massa, qualquer que seja.

Bosco escreveu: Quando amparamos um objeto com as nossas mãos, evitando que ele caia ao chão, nós dizemos que experimentamos a sua inércia ou a sua massa gravitacional.

Quando sustentamos um objeto com as mãos, nós estamos exercendo uma força em sentido contrário e de mesma intensidade que a força peso do objeto, portanto, o que sentimos é a força peso do objeto, que é diferente de inércia e massa.

Bosco escreveu: Esta resistência que sentimos se deve ao campo gravitacional do objeto que é "atraído" pela gravidade da Terra. Tudo se passa como se o campo da Terra quisesse arrancar o campo do objeto já que este está impedido pela nossa mão, de cair ao chão.

O campo gravitacional é a região em que a interação gravitacional pode ocorrer, ou seja, cada partícula que possui massa está imersa em um campo gravitacional em que interações gravitacionais podem ocorrer. Não é o campo gravitacional do objeto que é atraído pela Terra, mas, o próprio objeto que continua imerso em seu campo gravitacional.
O campo gravitacional da Terra, ou qualquer outro, não tenta ou arranca outros campos gravitacionais, pois são apenas regiões espaciais. A Terra tem um campo gravitacional em que interações atrativas irão ocorrer se o objeto estiver ao alcance deste campo.

Bosco escreveu: Quando empurramos um objeto, percebemos uma resistência e dizemos que experimentamos a sua massa inercial. Errado! O que experimentamos é a sua massa gravitacional.

Quando empurramos um objeto e sentimos uma resistência, é por causa da força de atrito entre o objeto e a superfície em que ele está. A força de atrito origina-se de forças interatômicas, ou seja, a força gravitacional não é a responsável por esta resistência, portanto, o que experimentamos é a resistência devido à forças interatômicas.

Bosco escreveu: Hipótese: Empurrar um objeto significa apenas empurrar o seu campo gravitacional, por isto a resistência que aparece tem que ser atribuída ao campo gravitacional.

Empurrar um objeto é superar uma resistência, ou seja, uma força em sentido contrário à força aplicada. Tal força é devido às interações interatômicas, ou seja, não é de origem gravitacional. Campo gravitacional não se empurra.

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Re: Massa inercial não existe

Mensagem por Jonas Paulo Negreiros em 27th Fevereiro 2017, 12:00

Agora, force a palma da mão contra a superfície desta mesma balança e verá que o valor medido será diferente. Se a balança medisse o peso, o valor não poderia mudar, pois, a massa gravitacional do objeto e a aceleração gravitacional local não mudaram.

NGC,
Se você estiver sobre a base de uma balança de farmácia (no qual normalmente apoiam-se os pés), você poderá agachar-se e pressionar a base da balança com as palmas da mãos e perceberá que a medida de massa (ou peso) não se modificará.

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Re: Massa inercial não existe

Mensagem por Jonas Paulo Negreiros em 27th Fevereiro 2017, 12:11

Bosco,

Encontrei um artigo científico de Jorge António Valadares, publicado em duas partes, que discorre sobre o conceito de massa.

Vale à pena dar uma lida:

http://www.sbfisica.org.br/rbef/pdf/vol15a13.pdf

https://repositorioaberto.uab.pt/bitstream/10400.2/1336/1/vol15a14.pdf

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Re: Massa inercial não existe

Mensagem por Gauss em 27th Fevereiro 2017, 14:25

A TRG nunca conseguiu explicar que o conceito seja equivalente mas foi inspirado dessa forma Bosco! O Einstein tornou-se obcecado em fazer seguir a ideia de Mach em que a inércia era uma resistência aos campos gravitacionais médios do Universo. Por estas e por outras é que apesar de resultados experimentais favoráveis, Einstein passou uma bora porção da sua vida a tentar disprovar a sua própria teoria.

Eu concordo consigo Bosco no sentido em que não existe uma definição precisa de massa inercial e esta tem que ser derivada dos campos gravitacionais. Não vejo no entanto como prová-lo.

A única forma que me ocorre é considerar a gravidade como um efeito viscoso mas não compreendo como podemos ter efeitos viscosos em referenciais não inerciais mas fluidos em referenciais sem aceleração. É um puzzle.

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Re: Massa inercial não existe

Mensagem por Gauss em 27th Fevereiro 2017, 14:30

Eu tenho a forte suspeita que (como sabem eu defendo a TRG até uma experiência que a exclua totalmente) o grande erro da TRG é considerar o espaço-tempo localmente plano em vez de localmente fractal. Eu acho que esta geometria estilo caminho Browniano conseguiria explicar a matéria escura e esta resistência.

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Re: Massa inercial não existe

Mensagem por Bosco em 28th Junho 2017, 21:44

Gauss escreveu:A única forma que me ocorre é considerar a gravidade como um efeito viscoso mas não compreendo como podemos ter efeitos viscosos em referenciais não inerciais mas fluidos em referenciais sem aceleração. É um puzzle.
Gauss, não me parece tão difícil conceber uma solução plausível:
Vamos tentar demonstrar em duas etapas
Primeira Etapa - Em MRU
Considere uma partícula e o seu campo de gravidade distribuído de forma esférica e simétrica à sua volta.
Por partícula vamos considerar que esta seja apenas a região central de origem deste campo gravitacional.
Quando esta partícula estiver situada no vácuo, bem longe de tudo, um observador ideal junto a ela, poderá afirmar que esta se encontra em repouso porque seu campo gravitacional está distribuído simetricamente à volta da origem.
Já numa segunda observação neste mesmo local, digamos que o observador esteja desta vez se aproximando da partícula em MRU. Neste caso ele poderá dizer que  a partícula continua em repouso porque seu campo gravitacional continua distribuído de forma simétrica em volta da partícula. Porém, sabedor da TRR, o observador também considera que por relatividade ele pode se considerar em repouso e que a partícula agora está em MRU, embora seu campo continua distribuído simetricamente à sua volta, como se ela ainda estivesse sendo considerada em repouso.
Numa terceira verificação, o observador considera que agora existe um campo gravitacional distante atraindo a partícula que começa a se deslocar em direção ao centro de tração de forma acelerada. Mas como o campo de gravidade que traciona a partícula, afeta toda a região, então tanto a origem quanto o seu campo respectivo são tracionados de igual forma, o que faz o observador perceber que mesmo nesta condição, na presença de aceleração, o campo continua distribuído de forma simétrica em volta da partícula. Aqui temos então uma partícula acelerada mas que pode ser considerada em repouso.
Assim é o que diz o Princípio de equivalência: Estar em repouso no vácuo distante de tudo, é idêntico a se estar em MRU ou caindo num campo gravitacional.
Nesta primeira fase o "meio" parece fluido e sem viscosidade conforme o Gauss sugeriu acima, porque a origem do campo sempre está em repouso em relação ao seu campo, apesar do movimento relativo e até acelerado em relação ao observador.
Perceba também que nesta experiência foi feito uso apenas da massa gravitacional.
Segunda Etapa - Em MRUV.
Voltemos ao início onde o observador estava em repouso diante da partícula. Nesta condição agora, o hábil observador aplica uma força constante na partícula, que adquire uma determinada aceleração. Então ele percebe que com o aumento da velocidade da partícula, o campo gravitacional dela fica com dificuldade de se recompor imediatamente à volta da sua origem, porque agora a partícula muda de posição a cada instante. Neste caso se observa que o campo não se distribui mais de forma simétrica em volta da partícula, devido a força que age como que quisesse separá-la do seu campo.
É parecido com a dificuldade do rabo que tenta acompanhar o gato, se este rabo fosse muito extenso. E por mais rápido que o gato salte, ele não fica sem o rabo. Onde o gato vai, o rabo vai atrás.
Devido a este atraso ou delay na velocidade de interação do campo gravitacional (atraso este já previsto pela TRR, que afirma que a máxima velocidade de interação é c), surge a inércia à qual damos o nome de massa, e que se trata desta resistência ou dificuldade que o campo gravitacional tem de acompanhar a sua origem, que não têm mais uma posição fixa devido a força nela aplicada.
Matematicamente falando ficaria assim:
Na expressão E=mc² temos apenas uma constante que é o atributo c, que em nosso universo tem o valor de 300.10³ km/s, que indica o limite da velocidade das interações físicas.
Isto significa que uma energia de repouso E sempre apresenta uma inércia de valor m.
Porém e supostamente, se considerarmos um outro universo onde a velocidade da luz fosse por hipótese igual a 600.10³ km/s, que é o dobro do normal, qualquer energia E neste local apresentaria inércia quatro vezes menor que aquela que estamos habituados.
Neste universo hipotético os objetos seriam quatro vezes mais leves, e assim por diante.
Portanto aquela "viscosidade" do meio apresentada pelo Gauss, pode ser interpretada como sendo dependente da velocidade máxima para as interações físicas, que impõem um limite de deslocamento para os campos gravitacionais. De forma análoga, uma esfera de metal afunda com mais dificuldade num tonel de óleo, que num tonel de água.
Para finalizar a segunda fase, vamos considerar que o nobre observador volta ao seu estado de repouso em relação á partícula. Em seguida, percebe que aquele campo gravitacional distante volta a atrair a partícula, que é amparada imediatamente por ele através de uma força aplicada novamente na origem. Mas desta vez, apenas para amparar, e impedir que a partícula entre em queda livre. Feito isto, o observador verifica que todo o campo gravitacional em volta da partícula, também está sendo igualmente atraído pelo campo de origem distante, que tenta acelerar a partícula que é impedida por estar presa, e refém da força aplicada na origem. Neste caso a força aplicada experimenta a inércia ou massa gravitacional da partícula, e também se observa que o campo não se distribui mais de forma simétrica em volta da partícula devido a ação da outra fonte gravitacional distante.
Veja que esta é uma forma de demonstrar que o Princípio de Equivalência pode utilizar-se apenas de um conceito adequado de massa gravitacional, para justificar o motivo da equivalência, e também, que o valor intrínseco da massa ou inércia dos objetos materiais, só depende da velocidade máxima para as interações físicas.

MCU
Não foi citado o MCU, que se trata do movimento circular uniforme, e portanto dotado de aceleração, por não ser essencial para o entendimento daquilo que aqui foi exposto. Porém para aqueles que se interessarem, aqui detalhamos aspectos essenciais do comportamento do campo gravitacional em relação à sua origem neste tipo de movimento.

Gauss escreveu:...o grande erro da TRG é considerar o espaço-tempo localmente plano ...
Gauss, não entendi porque você diz que é localmente plano e não curvo.

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Re: Massa inercial não existe

Mensagem por Gauss em 29th Junho 2017, 14:09

A TRG baseia-se num resultado matemático chamado variedade topológica. Uma variedade é um objecto geométrico que quado visto de muito perto é plano. Por exemplo uma esfera. Uma esfera quando vista muito próxima da superfície parece que estamos a olhar para um espaço plano.

A TRG parte deste princípio por uma questão de facilidade. Assim você pode calcular trajectórias e fenómenos locais sem grandes problemas. A TRG pode ser generalizada usando o conceito de espaços fractais por exemplo.

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Re: Massa inercial não existe

Mensagem por Bosco em 29th Junho 2017, 16:55

Interessante!

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Re: Massa inercial não existe

Mensagem por Xevious em 29th Junho 2017, 18:52

Gauss escreveu:Uma esfera quando vista muito próxima da superfície parece que estamos a olhar para um espaço plano.
Ok, este conceito é antigo, é do tempo do descobrimento de formulas como a de Limites e Derivadas.
Mas na verdade esta errada..

Ao se ampliar ou dar zoom numa esfera, nunca chegaremos a uma reta.
Sempre a algo que parece ser uma reta, apenas.. mas que tem uma ínfima curvatura.

(sou muito chato pra coisas imprecisas..)

e o pior é que existe toda uma ampla de conceitos e aplicações matemáticas, baseadas nesta falsidade..

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