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Investigadores identificam novo agente de contraste para uso na ressonância magnética

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Investigadores identificam novo agente de contraste para uso na ressonância magnética

Mensagem por Carlos Costa em 8th Julho 2008, 22:44


Carlos Geraldes

Uma investigação na área das nanopartículas permitiu identificar um novo composto susceptível de ser usado como agente de contraste na ressonância magnética, melhorando o diagnóstico - revelou hoje a Faculdade de Ciências e Tecnologia da Universidade de Coimbra (FCTUC).

Coordenada pelo catedrático do Departamento de Bioquímica da FCTUC Carlos Geraldes, a investigação foi realizada no grupo de Espectroscopia de Ressonância Magnética Nuclear do Centro de Neurociências e Biologia Celular da Universidade de Coimbra, em colaboração com grupos da Universidade de Aveiro e da Universidade Técnica de Delft (Holanda).

Segundo uma nota divulgada hoje pela FCTUC, "o facto de representar grandes avanços para a Medicina" fez com que a revista científica inglesa Dalton, publicação de referência na área da Química Inorgânica, fizesse manchete, na edição de 7 de Maio, com a investigação.

O composto identificado pelo grupo de investigadores pode tornar-se "num óptimo agente de contraste, fundamental para aplicação na Medicina, ao permitir aumentar significativamente a definição de imagens médicas, possibilitando maior clareza para o diagnóstico" - adianta.

De acordo com o comunicado, o grupo de materiais da Universidade de Aveiro desenvolveu "uma família de materiais zeolíticos, denominados LnAV-9, constituídos por silicatos modificados de modo a conterem iões lantanídeos na sua estrutura que substituem os iões alumínio, que normalmente aparecem nessas estruturas microporosas, verificando-se a existência de propriedades ópticas interessantes para aplicações práticas".

Em paralelo, em Coimbra "estudaram-se os efeitos das propriedades paramagnéticas de nanopartículas desses materiais contendo os vários iões lantanídeos".

"Verificou-se terem essas nanopartículas propriedades físicas muito interessantes que permitem considerar a sua aplicação futura como agentes de contraste em imagem médica por ressonância magnética", lê-se no texto.

Em colaboração com o grupo da Universidade Técnica de Delft, foi desenvolvida uma nova teoria que "permitiu explicar os resultados experimentais obtidos, incluindo o seu comportamento em campos magnéticos elevados".

"Esta teoria permitirá optimizar ainda mais a eficácia destas partículas e de outras deste tipo. Para uma futura aplicação prática, as partículas deverão ser revestidas de um material polimérico e derivatizadas com funções químicas adequadas, que lhes permitam concentrarem-se eficazmente à superfície de células de tecidos patológicos, por exemplo em tecidos tumorais, permitindo a sua melhor visualização e terapia específica", afirma Carlos Geraldes.

"A terapia guiada pela imagem molecular é, de facto, uma área de investigação com enorme interesse e potencial porque a Medicina moderna exige o uso de técnicas de diagnóstico de patologias cada vez mais sofisticadas, o que levou, nos últimos anos, a um grande esforço de investigação com vista ao desenvolvimento da imagem médica", acrescenta o cientista.

De acordo com o professor catedrático da FCTUC, trata-se de "um trabalho científico ainda na fase académica", e a investigação vai prosseguir.

Carlos Costa
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