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Bosão de Higgs

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Será que o bosão de Higgs existe?

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Re: Bosão de Higgs

Mensagem por Saibot em 23rd Agosto 2011, 02:16

A melhor forma de entender o bosão de Higgs é a seguinte: existe um campo quântico por todo o universo, e a interação da energia com esse campo é que dá a massa às partículas, ou seja, a energia condensa-se em matéria ao interagir com o campo de Higgs. Como todos os campos quânticos têm uma partícula associada, a partícula do campo de Higgs é o bosão de Higgs. É o bosão de Higgs o responsável pela existência da matéria, pois sem ele tudo seria apenas energia no Universo.
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Re: Bosão de Higgs

Mensagem por Jonas Paulo Negreiros em 18th Outubro 2011, 21:42

"A ausência da evidência não é evidência da ausência"
A frase é de Carl Sagan e diz respeito à vida fora da Terra.

A afirmação vale também para o Boson e todas as divindades. Não há como prová-las, mas também não há como negá-las.

De qualquer modo, será muito ruim não encontrarem essa partícula. O desdobramento filosófico imediato da negação do Boson seria "o fim do indivíduo", pois não haveria mais nada "particular" no Universo Surprised
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Re: Bosão de Higgs

Mensagem por Pascoal em 15th Julho 2013, 03:21

Nós já perdemos uns 50 anos à procura do Bosão de Higgs, cerca de 40 à procura de outras partículas como o Gravitão.

Eu já cheguei mesmo a pensar que todo esse modelo estava correto, mas sejamos francos...
Nós QUEREMOS que estas partículas existam, assim teríamos uma resposta a muitas coisas, mas na realidade, continuamos sem respostas relevantes.

Alguma coisa está a escapar...

Eu acho que o Universo é algo mais simples do que aquilo que nós pensamos ser, mas convém que ele seja complexo (para dar mais pica ser cientista). Será que o Mundo subatómico é assim TÃO diferente como o Mundo à nossa escala? Ou será que somos só nós a complicar o caso (talvez por conveniência)?
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Re: Bosão de Higgs

Mensagem por Jonas Paulo Negreiros em 15th Julho 2013, 10:11

Pois é, Pascoal

A "carreira" do Acelerador do CERN foi marcada por incidentes. Esta máquina nunca chegou operar a 100% de potência. Sua missão principal é exatamente a de encontrar o Bóson de Higgs.
Por ora, o acelerador encontra-se parado para reformas.

A construção do acelerador tem semelhança à conquista da Lua: ambas exigiram esforço extremo ao desenvolvimento de novas tecnologias. Mas até hoje, não encontramos o Bóson e não sabemos a origem do astro-alvo.

Como a ciência puxa a tecnologia e vice-versa, e o avanço tecnológico tem desdobramentos "interessantes",  essa corrida não deve terminar por aqui.

Como o modelo padrão ainda não foi provado, nada impede a criação de teorias alternativas, que, por sinal, são sistematicamente combatidas pelo "establishment", "mainstream" ou "física oficial", como queiram.
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Re: Bosão de Higgs

Mensagem por Xevious em 23rd Julho 2013, 03:28

Concordo com Pascoal, a mais profunda elementariedade tem que ser simples.
E tenho notado mesmo em várias áreas da ciência, comprovações pra teorias, como massa escura, matéria escura, graviton e incluo o próprio relativismo como exemplos de fé científica.
E ainda mais, hoje em dia, há mais fé científica, doq fé religiosa..

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Re: Bosão de Higgs

Mensagem por Robson Z. Conti em 27th Julho 2013, 00:09

Pascoal escreveu:Eu acho que o Universo é algo mais simples do que aquilo que nós pensamos ser
Eu também. Para mim, é tudo igual, o que é a própria simplicidade, apenas em tamanhos e densidades diferentes.
”Pascoal” escreveu:Será que o Mundo subatómico é assim TÃO diferente como o Mundo à nossa escala?
Para mim são iguaizinhos. Veja em http://fisica2100.forumeiros.com/t1295-poeira-ejetada-de-buraco-negro-desafia-teorias#7204

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Re: Bosão de Higgs

Mensagem por Jonas Paulo Negreiros em 27th Julho 2013, 12:09

Qual é a menor coisa que existe no Universo?
Andy Parker - BBC - 26/07/2013


A física tem um problema com as coisas pequenas. Ou, para ser mais preciso, com as coisas infinitamente pequenas.

Nós imaginamos que podemos nos mover qualquer distância que queiramos, não importando quão pequena ela seja.

Esta percepção foi explorada por Zeno em um de seus famosos paradoxos. Aquiles nunca poderia realmente chegar a qualquer lugar já que a distância que ele teria que cobrir seria reduzida à metade um número infinito de vezes - na metade do caminho, então a meio caminho de novo, e assim por diante. Ele teria que dar um número infinito de passos cada vez menores para alcançar seu objetivo.

Os matemáticos têm explicado esse aparente paradoxo, e eles ficam totalmente confortáveis com números infinitos, bem como com as distâncias e objetos infinitamente pequenos. As respostas a que eles chegam são usadas na física para descrever o mundo interior do átomo.

Mas a natureza não parece se sentir tão confortável com isso.

Quando tentamos descrever algo como um "ponto" - um objeto infinitamente pequeno - então surgem alguns dos problemas mais difíceis em física.

Como toda a física de partículas se baseia em partículas do "tipo ponto", reagindo às forças em espaços minúsculos, pode-se perceber que os problemas surgem muito rapidamente.

Esses problemas aparecem sob a forma de respostas sem sentido quando as equações são usadas para as distâncias muito pequenas.

Desta forma, os físicos estão cada vez mais desconfiados dos pontos, e se perguntando se de fato a natureza tem um limite para o menor objeto possível, ou mesmo se há um menor espaço possível.


Cientistas acreditam que o superlaser ELI será suficiente para tornais reais as partículas virtuais. [Imagem: ELI]


Bonecas russas



A busca pelos menores blocos de construção da Natureza provavelmente remonta ao primeiro homem das cavernas que tentava fazer uma borda afiada em uma pedra.

Os gregos nos deram o conceito de átomos como bolas de bilhar que se unem para formar os materiais que vemos, e essa imagem continua na mente da maioria dos povos.

Mais de um século atrás, J.J. Thomson conseguiu extrair elétrons de átomos, e ele foi seguido em 1932 por Cockcroft e Walton, que separaram o núcleo atômico com um acelerador de partículas primitivo, mas inteligentemente concebido.

Estes acabaram por se mostrar serem apenas as primeiras bonecas russas.

Experimentos sucessivos, usando aceleradores mais e mais potentes, revelaram que o núcleo era composto de prótons e nêutrons, que por sua vez eram feitos de quarks.

Os sinais do bóson de Higgs gerados recentemente no LHC se tornaram a mais recente [evidência] das bonecas russas.

Mas todas as tentativas para dividir quarks ou elétrons, mesmo usando o incrível poder do LHC, falharam.

Incomodamente, os chamados blocos básicos de construção da natureza parecem ser pontos - certamente menores do que 0,0000000000000000001 metro de diâmetro.


A ignorância quântica estabelece que conhecer as partes não garante o conhecimento do todo. [Imagem: Vidick et al.]

Rumo ao infinito

Pode-se ver onde o problema surge. Todas as forças da natureza ficam mais fortes conforme as distâncias encurtam.

A famosa "lei do inverso do quadrado" da gravidade, de Newton, por exemplo, diz que a força da gravidade fica quatro vezes mais forte se você reduzir pela metade sua distância de um objeto.

Se imaginarmos partículas como sendo pontos, você pode fazer a distância entre duas delas tão pequena quanto queira, de forma que a força se torna infinita. Em última instância, isso iria quebrar o tecido do espaço, criando uma espuma de buracos negros, o que certamente faria Aquiles progredir ainda mais lentamente.

Os físicos normalmente conseguem contornar este problema usando a imprecisão contida na mecânica quântica, que permite que a matéria se comporte como partículas ou como ondas.

Você também pode ter ouvido falar do Princípio da Incerteza de Heisenberg, que não nos permite saber exatamente onde alguma coisa está. Assim, mesmo que uma partícula possa ser um ponto, a sua localização é incerta, e ela aparece nas equações como uma bola nebulosa - problema resolvido!

Bem, quase. Nós realmente não sabemos como aplicar a mecânica quântica à gravidade, e por isso ainda ficamos às voltas com previsões absurdas, como o colapso total do espaço se tentarmos descrever campos gravitacionais fortes, como os que estão dentro dos buracos negros.

Acontece que a mecânica quântica e a teoria da gravidade de Einstein não se misturam.

Várias soluções engenhosas têm sido propostas para este problema.

A mais óbvia é que há uma outra boneca russa, e as menores partículas são pequenas bolas de bilhar. Se for assim, um dia, talvez usando o LHC, veremos o tamanho dos menores objetos que podem existir.


Elas [as bonecas russas] teriam um comprimento finito, mas uma largura infinitamente pequena. Isso resolve o problema, já que você nunca pode estar à mesma distância de toda a corda - é por isso que a ideia é chamada de Teoria das Cordas.

Cordas podem vibrar, e isso nos permite explicar todas as estranhas partículas fundamentais que vemos como sendo diferentes vibrações das cordas - diferentes notas de um violino cósmico.

Parece simples, mas para explicar as partículas que conhecemos, as cordas precisam vibrar de muitas maneiras diferentes.

A Teoria das Supercordas permite que elas vibrem em um bizarro espaço com 11 dimensões - para cima, para baixo, para os lados, "transversalmente" e de 7 outras maneiras!

Experimentos no LHC estão procurando sinais de que você possa se mover "transversalmente". Se pudermos, poderia haver universos inteiros, tão grandes e maravilhosos como o nosso, bem ali na rua "transversal".

Questões de espaço e de tempo

Podemos ir mais longe ainda - talvez não devamos procurar pelo menor objeto, mas pela menor distância.

Se o espaço for composto por um monte de grânulos pequenos, então o problema pode ser resolvido desde que duas partículas não possam ficar mais perto uma da outra do que o tamanho de um grânulo.

Isso equivale a Aquiles podendo se mover ao longo de uma série de passos pequenos, mas finitos.

Olhando para as partículas que viajam distâncias enormes em todo o cosmos, podemos esperar ver o efeito acumulado de impactos sobre inúmeros pequenos grãos, e não o deslizar tranquilo através do espaço liso que se imagina.

No final, as respostas serão encontradas nos experimentos, não em nossas imaginações.

Talvez a coisa mais incrível que descobrimos seja o método científico, que nos permite colocar e responder questões como "Qual pequeno é o Universo?".

Nada mal para homens das cavernas ligeiramente evoluídos.

fonte:
http://www.inovacaotecnologica.com.br/noticias/noticia.php?artigo=menor-coisa-existe-universo&id=010130130726

Comentários:

"No final, as respostas serão encontradas nos experimentos, não em nossas imaginações."

Será?! Essa postura é de pura esperança e não se diferencia às crenças religiosas Razz !

O astrofísico Milo Wolff acredita que tudo é feito apenas de ondas. O grande desafio é saber o que é espaço, no qual estas ondas se propagam.

enlace:
http://fisica2100.forumeiros.com/t1052-entrevista-com-o-dr-milo-wolff
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Re: Bosão de Higgs

Mensagem por Robson Z. Conti em 29th Julho 2013, 18:06

Jonas Paulo Negreiros escreveu:Aquiles nunca poderia realmente chegar a qualquer lugar já que a distância que ele teria que cobrir seria reduzida à metade um número infinito de vezes - na metade do caminho, então a meio caminho de novo, e assim por diante. Ele teria que dar um número infinito de passos cada vez menores para alcançar seu objetivo.
É comum e muitas vezes necessário que usemos de abstrações, esquemas ilustrativos, figuras geométricas, equações e fórmulas ou modelos matemáticos para nos permitir representar (e entender de forma que a nós faça sentido) objetos, forças, fenômenos e eventos, ou seja, a realidade física. Só que tomar a representação da realidade, ou seja, o que convencionamos que ela seja, pela própria realidade, é sofismo, o que tem nos levado a equívocos dos mais grosseiros e ao consequente beco sem saída no qual nos encontramos em quase todas as áreas do conhecimento humano, inclusive na Física (se bem que perto do que a humanidade faz em outras áreas, o pessoal da Física é extremamente bem comportado).
Um exemplo dos mais elementares disto é o conceito de ponto. De acordo com Euclides o ponto não tem dimensão alguma. Ora, algo que não tem dimensão alguma não pode existir fisicamente, pois não pode ser de modo algum medido ou detectado, sendo efetivamente uma abstração que pode ter o tamanho que cada ser imaginar em cada momento, situação ou local, de forma absolutamente arbitrária e sem sustentação física alguma. Podendo ter ao mesmo tempo mais de um tamanho, viola um princípio elementar, o de que no mesmo período de tempo algo deve ter necessária e mandatoriamente o mesmo tamanho, o mesmo formato, ocupar exatamente a mesma região no espaço.
Alguns podem discordar de que o princípio acima descrito seja um princípio elementar e fundamental, apesar de jamais ter sido observada uma violação do mesmo na natureza. Quanto a isto nada posso fazer, pois quem está nesta condição viola também de forma aberrante o princípio do juízo mínimo, confirmando de forma inequívoca a sentença do meu amigo Einstein a respeito de existirem apenas duas coisas infinitas, o universo e a estupidez humana, tendo ressalvado que não tinha certeza quanto ao universo.
Se o ponto for apenas abstração, e pela definição só pode ser, então a divisão do espaço em uma quantidade infinita de pontos também o será (e segmentos imaginários de reta cada vez menores teriam o mesmo problema), de forma que Aquiles poderá alcançar a tartaruga, como de fato temos observado outros fazerem nestes milênios todos, com a realidade dando a última palavra e não raciocínios capciosos, por mais engenhosos que sejam.
Jonas Paulo Negreiros escreveu:Todas as forças da natureza ficam mais fortes conforme as distâncias encurtam. A famosa "lei do inverso do quadrado" da gravidade, de Newton, por exemplo, diz que a força da gravidade fica quatro vezes mais forte se você reduzir pela metade sua distância de um objeto. Se imaginarmos partículas como sendo pontos, você pode fazer a distância entre duas delas tão pequena quanto queira, de forma que a força se torna infinita.
O problema é que isto não é corroborado por observação alguma, pois jamais foi observado que algo tenha “grudado” definitivamente em outro algo em razão desta força supostamente infinita que as nossas fórmulas preveem. Como disse mais acima, as analogias que utilizamos para melhor compreender a realidade (inclusive as fórmulas) são apenas convenções e não podem se sobrepor às observações que fazemos da própria realidade.
Jonas Paulo Negreiros escreveu:Os físicos normalmente conseguem contornar este problema usando a imprecisão contida na mecânica quântica, que permite que a matéria se comporte como partículas ou como ondas.
A imprecisão que se observa quando se observa o microcosmo também é encontrada no mundo em nossa escala (e também no mundo astronômico). Alguém pode dizer a massa exata de uma simples e corriqueira nuvem? Ou se uma galáxia? E o tamanho exato delas? Quantas moléculas possui a nuvem? Quantas estrelas possui a galáxia? Alguém pode prever o momento exato em que teremos uma ejeção de massa coronal no Sol? Ou a sua massa? Ou a sua localização na “superfície” do Sol? O momento, o ponto exato e a potência/magnitude de um raio ou de um terremoto? Nos acostumamos a resolver questões simples e corriqueiras de dinâmica em nossa escala de tamanho com fórmulas que dificilmente alcançam uma equação de segundo grau e, quando não conseguimos aplicá-las a um ambiente de dificílima aquisição de dados de alta qualidade, inventamos uma nova física para este ambiente, esquecidos de que no nosso meio utilizamos “feitiçarias” como o princípio do caos para disfarçar a nossa incompetência em fazer previsões mais precisas quando o problema aumenta um pouco a complexidade.
Outro detalhe é que , onde se pode escolher no que se acredita é nas religiões e não na Ciência. Volto a referir-me ao princípio elementar acima exposto, o de que no mesmo período de tempo algo deve ter necessária e mandatoriamente o mesmo tamanho, o mesmo formato, ocupar exatamente a mesma região no espaço. Partícula é uma pequena parte de algo material e onda é uma perturbação que se propaga no espaço. As definições são incompatíveis. Ou é uma coisa ou é outra e NÃO DEPENDE DE NOSSA VONTADE DE VÊ-LA DE UMA OU DE OUTRA FORMA. Não é à toa que místicos adoram a mecânica quântica, em última instância ela diz que podemos mudar a realidade de acordo com nosso desejo.
Se observamos, como observamos, que alguns eventos podem ser explicados em parte se considerarmos algumas entidades como partículas, e em parte se as considerarmos como ondas, é muito mais simples e plausível entender que as referidas entidades podem ser partículas (ou conjuntos das mesmas com estruturação e mecanismo que lhes forneça coesão, produzindo os mesmos efeitos que partículas) que produzem ondas em algum fluido, do que partir para suposições tão liberais que têm levado algumas pessoas a achar que podemos definir a realidade objetiva a partir de nossas crenças (considero permitido lembrar que a crença que praticamente toda a humanidade tinha no modelo geocêntrico não alterou em absolutamente nada as órbitas dos planetas e nem o fará em relação ao ambiente intra-atômico).
Jonas Paulo Negreiros escreveu:Você também pode ter ouvido falar do Princípio da Incerteza de Heisenberg, que não nos permite saber exatamente onde alguma coisa está. Assim, mesmo que uma partícula possa ser um ponto, a sua localização é incerta, e ela aparece nas equações como uma bola nebulosa - problema resolvido!
Coincidentemente o meu modelo predileto propõe que tais entidades são efetivamente nuvens de partículas. Como disse mais acima, se nem no ambiente macroscópico podemos ter certeza das dimensões, massa, quantidade e tipo das moléculas, posição e limites de uma simples nuvem, como poderíamos fazê-lo em nuvens no ambiente intra-atômico?
Jonas Paulo Negreiros escreveu:Se o espaço for composto por um monte de grânulos pequenos, então o problema pode ser resolvido desde que duas partículas não possam ficar mais perto uma da outra do que o tamanho de um grânulo.
Durante algum tempo eu especulei a repeito do espaço ser feito de pequenas porções (“espações?”), mas depois abandonei a ideia pois tornei-me partidário de solução mais simples, a qual pode ser conferida em
http://ouniversosustentavel.blogspot.com.br/2011/10/pequena-conjectura-sobre-o_28.html

Jonas Paulo Negreiros escreveu:O astrofísico Milo Wolff acredita que tudo é feito apenas de ondas. O grande desafio é saber o que é espaço, no qual estas ondas se propagam.
Sendo onda uma perturbação que se propaga, elas devem necessariamente perturbar algo, de forma que o espaço não pode ser vazio. Há algo nele que é perturbado pelas ondas eletromagnéticas (por exemplo). Além disto, se tudo for onda, ainda restará explicar o efeito fotoelétrico apenas com elas (e não vai ser nada mole...).

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Re: Bosão de Higgs

Mensagem por Jonas Paulo Negreiros em 29th Novembro 2015, 12:53

Carlos Costa escreveu:
__gArY__ escreveu:perdoem a ignorancia, mas de que se trata exatamente esses Bosons? a unidade menor de matéria? e se é isso quais consequencias trará sua confirmaçao quando confrontado as teorias vigentes? relatividade, fisica quantica? e se não confirmado seria de fato mais incoerente com as teorias atuais?
se alguem tiver a paciencia de explicar
Olá Gary,

Bosões são partículas mediadoras. São as partículas que constituem a gravidade, electromagnetismo e forças nucleares. O Bosão de Higgs é a partícula que dá massa a todas as outras. Os electrões e protões, por exemplo, têm a massa que têm devido ao bosão de Higgs. Se ele for descoberto vamos ter a explicação, porque é que as partículas têm a massa que têm.

A natureza divide-se em fermiões e bosões. Os bosões são as partículas mediadoras das forças da natureza, como disse acima, e os fermiões são as partículas que constituem a matéria como os quarks, electrões, etc.

Os bosões são os gravitões (gravidade), gluões (força nuclear forte), fotões (electromagnetismo) e bosões vectoriais de Gauge (força nuclear fraca) e o... bosão de higgs (que dá massa aos fermiões).

Espero que a minha explicação te tenha ajudado. Wink

Abraço!

A propriedade mais importante que confere massa a um corpo é a inércia.

Encontrei na rede, um vídeo engraçado sobre "El Boson de Higgs".
A locução do vídeo é em castelhano.



O oceano de Higgs, conforme já comentado nesse fórum, é uma versão moderninha do éter.


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