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Colisão entre asteróides

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Colisão entre asteróides Empty Colisão entre asteróides

Mensagem por Carlos Costa em 21st Outubro 2010, 15:26

Fenómeno que confundiu cientistas da NASA e da ESA já está esclarecido

O telescópio Hubble, da Agência Espacial Norte-Americana Nasa, captou pela primeira vez imagens do resultado de uma colisão entre asteróides. Pode ver-se um bizarro objecto em forma de X que deixa atrás de si um rasto que faz lembrar o de um cometa. Quando começaram a seguir o objecto, em Janeiro de 2010, os astrónomos acreditavam que se tratava de uma colisão recente.

Só cinco meses depois, chegaram à conclusão de que esta se tinha dado no início de 2009. Os cálculos desta equipa foram confirmados pelos dados da sonda Rosetta, da Agência Espacial Europeia – ESA, que situaram a colisão entre Fevereiro e Março do ano passado. Os estudos estão agora publicados na «Nature».

Os cientistas estavam à espera que o campo de destroços se expandisse de uma forma muito acentuada, como “estilhaços de uma granada de mão”, explica no comunicado da NASA o astrónomo David Jewitt, da Universidade da Califórnia em Los Angeles, responsável pelas observações do Hubble. O que aconteceu foi exactamente o contrário: a expansão estava a ser muito lenta.

O objecto, designado por A2 P/2010, foi encontrado quando cruzava a Cintura de asteróides, que se situa entre Marte e Júpiter. Estima-se que asteróides de tamanhos modestos choquem uma vez por ano. Quando colidem, projectam pó para o espaço. No entanto, até agora, os cientistas baseavam-se apenas em modelos para prever a frequência dessas colisões e a quantidade de pó produzido.

Observar asteróides a colidir é extremamente difícil, pois os grandes impactos são raros, enquanto os pequenos como o A2 P/2010 são demasiado fracos. Os dois asteróides que compõem o A2 P/2010 eram desconhecidos antes da colisão. De resto, o choque propriamente dito não foi observado devido à posição dos asteróides em relação ao Sol.

Só dez meses depois, em Janeiro de 2010, o Lincoln Near-Earth Asteroid Research (que tem como objectivo observar os asteróides próximos da Terra) descobriu a mancha que o choque produziu. Mas só o Hubble conseguiu mostrar que não era não se tratava de um cometa.

Os cálculos indicam que um dos asteróides teria entre três e cinco metros e ou outro seria substancialmente maior. A velocidade da colisão - 18 mil quilómetros por hora – destruiu o pequeno e reduziu o tamanho do grande para os seus actuais 120 metros.

Fonte: http://cienciahoje.pt/index.php?oid=45610&op=all

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Carlos Costa
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