Física2100
Olá visitante!

Por favor, faça login ou crie uma conta se ainda não estiver registado.

Instrumentos para o pensamento cético

Ver o tópico anterior Ver o tópico seguinte Ir em baixo

Instrumentos para o pensamento cético

Mensagem por Carlos Costa em 27th Fevereiro 2011, 15:27

- Sempre que possível deve haver uma confirmação independente dos «factos»;

- Encorar o debate substantivo das provas por parte dos proponentes de todos os pontos de vista;

- Os argumentos apresentados por autoridades na matéria têm pouco peso - as «autoridades» - já cometeram erros no passado e voltarão a cometê-los no futuro. Talvez uma maneira melhor de dizer isto seja afirmar que em ciência não há autoridades; quando muito há «especialistas»;

- Use mais que uma hipótese. Se há qualquer coisa a explicar, pense em todas as maneiras diferentes de o fazer. Depois pense em testes através dos quais possa sistematicamente refutar cada uma das alternativas. O que subsiste, a hipótese que resiste à refutação nesta selecção Darwiniana entre «hipóteses de trabalho múltiplas», tem uma probabilidade muito maior de ser a resposta certa do que se se tivesse simplesmente aceitado a primeira ideia de que nos agradou;

- Tente não ficar muito preso a uma hipótese só porque ela é sua, pois ela não passa de uma estação de paragem no caminho da procura de conhecimento. Pergunte a si mesmo porque lhe agrada a ideia. Compare-a com as alternativas. Veja se consegue encontrar motivos para a rejeitar. Se não consegue, outros conseguirão;

- Quantifique. Se o que está a explicar tem alguma medida, se envolve alguma quantidade numérica, estará muito mais bem equipado para discriminar entre as várias hipóteses possíveis. O que é vago e qualitativo está aberto a muitas explicações. Claro que há verdades a serem procuradas nas muitas interpretações qualitativas que somos obrigados a confrontar, mas encontrá-las ainda é mais estimulante;

- Se há uma cadeia de argumentos, cada elo da cadeia tem de funcionar - (incluindo a premissa) - e não apenas a maioria deles;

- A Navalha de Occam. Esta excelente regra prática incita-nos quando confrontados com duas hipóteses que explicam os dados igualmente bem, a escolher a mais simples;

- Pergunte sempre se a hipótese pode ser, pelo menos em príncipio, refutada. As proposições que são impossíveis de verificar e de refutar não valem grande coisa. Considere a ideia grandiosa de o nosso universo e tudo o que este contém serem apenas uma partícula elementar - por exemplo um electrão - num cosmo muito maior. Mas, se é possível que nunca venhamos a obter informações exteriores ao nosso universo, será a ideia susceptível de refutação? Você tem de ser capaz de verificar a validade das afirmações. Os cépticos inveterados têm de ter oportunidade de seguir o seu raciocínio, de repetir as suas experiências e de ver se estas obtêm o mesmo resultado.

Carlos Costa
Administrador

Mensagens : 2172
Idade : 34
Localização : Porto, Portugal

http://torredebabel.blogs.sapo.pt

Voltar ao Topo Ir em baixo

Ver o tópico anterior Ver o tópico seguinte Voltar ao Topo


Permissão deste fórum:
Você não pode responder aos tópicos neste fórum