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A veracidade da relatividade

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Re: A veracidade da relatividade

Mensagem por danilom em 7th Março 2012, 16:19

Jonas Paulo Negreiros escreveu:É difícil dizer o que é causa ou efeito num sistema em anel, ou círculo vicioso.

Um círculo vicioso, acabaria corroborando com ideias de tempo e causa necessária. Tempo porque admite uma retrocessão, admite que algo pode voltar, ser expresso em valores negativos. Causa necessária, porque admite que é necessário ter uma causa para que um efeito ocorra. Essa causa pode ser encontrada no ponto x onde o tempo para de retroceder e volta a correr positivamente. Podemos definir este, como o ponto inicial, onde as coisas param de correr do desorganizado para o organizado, e começam a ir do organizado para o desorganizado. E como admitimos um começo para este ciclo, admitimos uma causa inícial, que resultou no efeito deste início.

Agora, se decidirmos entender este ciclo como não tendo um começo, como ele poderia aceitar a ideia de tempo, mas não de causa? Isso é completamente absurdo, como já expliquei em posts anteriores.

Talvez, aceitar tempo mas não causalidade, fosse possível, se admitíssemos que o universo é um balão que incha e murcha. Sendo assim, a noção de tempo corre, para frente e para trás, apenas dentro dele. Isso tornaria o universo um sistema isolado (como aceito hoje em dia), mas esférico. Sem levarmos em conta essa noção questionável de esfericidade, vamos analisar apenas o meio em que esse balão se encontra.

Obviamente, o meio em que ele se encontra, não admitiria o tempo, já que é pressuposto que o balão/universo sempre existiu. Logo, estamos dentro de uma "máquina", mais complexa que o verdadeiro universo. O verdadeiro universo é um lugar sem tempo e com espaço infinito, sempre existiu e sempre existirá. Estamos apenas existindo em um sub-universo, talvez coexistindo com uma infinidade de universos. Se assim for, teríamos que encontrar uma maneira de desmentir a ideia de destino que esse sub-universo nos impõe.

Pressupomos que, por ser um sistema cíclico, tudo que fazemos, em breve retrocederá, como a flecha tornar ao arco. Para provarmos falsa esta teoria, bastaria provar que não estamos sujeitos ao destino. Para tal, utilize o seguinte exercício mental:

Imagine que você consiga calcular todas as variáveis do universo, de maneira tal que o efeito borboleta, possa ser completamente controlado por você. Se somos dominados por um destino, você certamente poderia calcular suas próximas ações. Calculadas, você toma conhecimento delas e decide fazer o contrário. Está quebrada a ideia de destino, logo, quebrada a ideia de universo cíclico, "voltavel".

Esta é a maneira que enxergo para duvidar da possibilidade de um universo cíclico. Compreendem minha ideia?

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Re: A veracidade da relatividade

Mensagem por Zé Luciano em 7th Março 2012, 21:32

De fato, entender como o universo ou a existência funciona é complicado e leva a vários paradoxos, não estou dizendo que o universo é isso ou aquilo, digo apenas que a relatividade é uma boa visão do que provavelmente acontece entre nós, é algo que vemos acontecer e tentamos explicar baseando-se apenas no que vemos. Toda teoria precisa de dados experimentais e quem disse que o que vemos é real, e se o que vemos não passa de uma ilusão? Talvez o universo não seja isso que vemos ou isso que acreditamos, mas o que fizemos até agora funciona perfeitamente para nós, é isso que importa, temos celulares, computadores, televisões, video games, tudo graças aos estudos feitos até hoje. Mesmo que o que sabemos esteja errado, funciona.

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Re: A veracidade da relatividade

Mensagem por Xevious em 9th Março 2012, 15:54

danilom escreveu:Imagine que você consiga calcular todas as variáveis do universo, de maneira tal que o efeito borboleta, possa ser completamente controlado por você. Se somos dominados por um destino, você certamente poderia calcular suas próximas ações. Calculadas, você toma conhecimento delas e decide fazer o contrário. Está quebrada a ideia de destino, logo, quebrada a ideia de universo cíclico, "voltavel".
Discordo

Neste caso, ele já teria previsto que iria mudar de idéia
portanto todo 'futuro' já estava traçado, incluíndo a mudança da idéia..

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Re: A veracidade da relatividade

Mensagem por danilom em 9th Março 2012, 17:09

Xevious escreveu:
danilom escreveu:Imagine que você consiga calcular todas as variáveis do universo, de maneira tal que o efeito borboleta, possa ser completamente controlado por você. Se somos dominados por um destino, você certamente poderia calcular suas próximas ações. Calculadas, você toma conhecimento delas e decide fazer o contrário. Está quebrada a ideia de destino, logo, quebrada a ideia de universo cíclico, "voltavel".
Discordo

Neste caso, ele já teria previsto que iria mudar de idéia
portanto todo 'futuro' já estava traçado, incluíndo a mudança da idéia..

Então ele decide fazer o contrário do que previu... Qualquer coisa que ele possa prever, ele pode escolher fazer diferente. Como explicas isso?

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Re: A veracidade da relatividade

Mensagem por Xevious em 10th Março 2012, 02:11

danilom escreveu:Então ele decide fazer o contrário do que previu... Qualquer coisa que ele possa prever, ele pode escolher fazer diferente. Como explicas isso?
É como ler um roteiro de um filme
já sabe tudo que o personagem vai fazer
mesmo que ele mude de idéia inúmeras vezes

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Re: A veracidade da relatividade

Mensagem por danilom em 10th Março 2012, 06:19

Xevious escreveu:
danilom escreveu:Então ele decide fazer o contrário do que previu... Qualquer coisa que ele possa prever, ele pode escolher fazer diferente. Como explicas isso?
É como ler um roteiro de um filme
já sabe tudo que o personagem vai fazer
mesmo que ele mude de idéia inúmeras vezes

Estás se esquecendo que nesse exemplo, não podemos tomar uma atitude filosófica. Se o mundo é determinista como pensamos, nosso destino está mais claro do que parece. Não precisamos que o destino se adeque a nossos desejos. Este é um exemplo recursivo difícil de entender. Tente da seguinte maneira: você lê o futuro de alguém e interfere quando achar necessário. Como o futuro não é seu, fica mais fácil entender a leitura.

Para entender este exemplo que dei, é preciso parar de pensar no destino, como algo místico. Como sabemos que um asteroide irá colidir com outro? Medimos seus deslocamentos em um determinado período e ficamos sabemos do seu futuro. Se o mundo for determinista como imaginamos, nossas ações são todas determinadas pelo movimento ordenado e previsível de matéria em nosso cérebro, que definirá nossas ações.

Se medimos e identificamos a trajetória, não tem como a história mudar para comportar o nosso novo desejo. Se assim for, estás assumindo que não conseguimos prever rotas de outras coisas, como planetas por exemplo. Deixe de pensar no destino como algo místico e tente entender este problema. Se o mundo for determinista e conseguirmos ler nosso futuro, não existe uma maneira de o destino já saber disso. Se tu calculou que a lua fará um eclipse, não tem como isso não acontecer...é matemática. O mesmo é com o destino. Se tu calculou, pensar que algo pode acontecer diferente, é supor que nenhuma previsão que fazemos é válida.

Consegue entender?

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