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Movimento Retilíneo Utópico

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Movimento Retilíneo Utópico

Mensagem por Jonas Paulo Negreiros em 24th Dezembro 2011, 17:26

MRU - Movimento Retilíneo Utópico

Para quem estuda cinemática, MRU é uma sigla relacionada a Movimento Retilíneo Uniforme.

Sobre este movimento, Einstein construiu a Teoria da Relatividade Restrita.

Quando alguém está numa nave com as janelas fechadas, ou no porão de um navio que singra as águas de um lago tranquilo, não há meios para tripulante saber se a nave está parada ou em movimento.

Mas, até em que ponto o movimento retilíneo uniforme pode ser comprovado?



Ao observar a cena acima, pode o observador afirmar se o trem está em MRU?

E quanto ao maquinista, sem olhar no velocímetro, pode afirmar que o trem está em MRU?





Bem, a Terra é redonda. A sensação de MRU só seria possível desta maneira:




Se o trem, de fato, estivesse executando um MRU, o perfil da estrada de ferro seria assim:

Em r1, o trem estaria descendo a ladeira, pois está aproximando-se do centro da Terra;

Em r2, o trem teria terminado a descida.

À partir de r2 até r3, o trem estaria subindo a ladeira, pois distancia-se do centro da Terra.





Voltando ao observador terrestre, para que ele acompanhe toda a trajetória do trem, será necessário que movimente a sua cabeça. A distância entre os olhos do observador e o trem varia com essa trajetória.




Se o observador não pôde analisar a estrada de ferro antes de ser perguntado sobre o que vê, ele terá a impressão de que a linha forma um arco de aproximadamente 180 graus, pois ele vê a imagem do trem, durante o seu percurso, girar em ângulo semelhante.




Quem viaja de trem ou ônibus tem sensação semelhante. Os objetos próximos movimentam-se em alta velocidade, enquanto objetos distantes quase ficam parados. Notar os traços verdes, proporcionais as velocidades relativas. Ao observar todo o conjunto ao mesmo tempo, o viajante terá a percepção de movimento angular.




Mesmo o maquinista, sem consultar o velocímetro, terá dificuldades em avaliar a uniformidade do movimento do trem, pois os dormentes próximos parecem mais velozes que os mais distantes.




Esta sensação pode ser melhor constatada em pouso de aviões. Objetos próximos ao cockpit dão a impressão de "desmancharem-se". Somente objetos distantes são claramente observados.

Einstein, quando fazia suas experiências mentais, gostava "evocar" trens e ferrovias.
A experiência da gravidade foi baseada num elevador com o cabo de aço quebrado.

Essas eram as máquinas disponíveis na época de construção de suas teorias.
Aviões biplanos já existiam, mas voavam em velocidades mais baixas.

Até que ponto Einstein considerou a "interferência angular" em seus experimentos mentais?

Reservei dois filmetes sobre o desenvolvimento das idéias de Einstein:

Video do Trem


Paradoxo dos Gêmeos
http://www.youtube.com/watch?v=9K2u9sZWTYo

Justificativa das Edições Recentes:
Perda das ilustrações do antigo Blog SBTVD PAL-M.
Inserção recente, obtidas de arquivos do fórum de física do IFUFF


Última edição por Jonas Paulo Negreiros em 21st Junho 2017, 23:28, editado 10 vez(es)
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Re: Movimento Retilíneo Utópico

Mensagem por Jonas Paulo Negreiros em 26th Dezembro 2011, 10:13

O que o primeiro vídeo mostrou:



Albert vê a trajetória do fóton do relógio de Hendrik aumentar

O que o primeiro vídeo não mostrou:



Acima:

Como Albert vê o relógio de Hendrik

Abaixo:

Como Hendrik vê o relógio de Albert.

Pergunta:

Qual dos dois relógios atrasou-se efetivamente?


Última edição por Jonas Paulo Negreiros em 3rd Outubro 2015, 10:31, editado 4 vez(es)
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Re: Movimento Retilíneo Utópico

Mensagem por danilom em 9th Março 2012, 21:23

O mais chato, é que ninguém nunca consegue responder essas perguntas aqui no fórum. Defendem pra caramba a relatividade de Einstein, mas parece que não a compreendem.

Quando os dois irmãos se encontrarem, os relógios estarão sincronizados, mas Albert envelheceu mais. Agora me respondam: quem estava mais rápido: Albert ou o irmão dele? Em relação a quem vocês dizem que o irmão de Albert estava mais rápido? Quem garante que a Terra não estava se afastando e o planeta estranho se aproximando? Se a Terra estava se afastando, era Albert quem ficaria mais novo.

E tem mais, como o próprio nome da teoria indica, tudo é relativo, dependendo de um ponto referencial. Em relação a quem o irmão de Albert estava mais rápido? Em relação a Terra? Se for, quem disse que a terra não está em movimento? E se a viagem de Bertrand, foi contra a direção de movimento da Terra? Se isso acontecer, Bertrand ficará mais velho, já que em relação ao centro do universo, Albert está mais rápido.

Aí vem um fiel seguidor do ALbert e diz: mas a velocidade da luz é a mesma em todos os referenciais! A sim, com certeza! Baseado em que ele considerou isso como verdade? A sim, o éter não é detectável então ele o excluiu da jogada. Como sem o éter, não tinha mais o "referencial privilegiado", tomou a luz como referencial, já que sem um referencial absoluto, nada poderia ser mais rápido. Bom, já tenho um referencial que determinei ser absoluto, então em que variável eu posso mexer para os cálculos continuarem corretos? Ah sim! Tem o tempo e fecha direitinho. Pronto, aqui está a teoria da relatividade!

Será que alguém já pensou por conta própria a respeito disso? Já viram a macacada que fizeram, só porque consideraram que a única coisa possível de ser considerada como referencial absoluto era o éter? E sabem o por que isso aconteceu? Eles não sabiam do bigbang naquela época.

Tudo bem que uma sonda tenha comprovado a inexistência de um centro (de todas, a pior (repito) a PIOR caca que já fizeram), mas se a terra está em movimento, ela está de acordo com um referencial e certamente, as galáxias não podem ser este referencial. Agora, falando a respeito do centro do big bang...o argumento para provar sua inexistência, foi o fato da radiação de fundo vir de todos os lados (até onde sei). Agora, quando tu liga a chama de um forno, a radiação vem apenas dela? No início sim, a primeira onda de radiação, sai dela e se espalha pelo forno. Mas e depois? Depois as partículas de radiação vem de todos os cantos do forno. POR QUÊ RAIOS eles não admitem esta possibilidade quanto a radiação de fundo? Mad Mehhh

Percebem que simplesmente é impossível determinar quem está mais rápido que quem de acordo com o verdadeiro referencial absoluto? Sem um referencial absoluto, mesmo a relatividade vira conto de fadas. Os antigos é que entendiam quando disseram que nada pode ser considerado verdade, fora de um referencial absoluto.

Espaço dilatável? Perfeitamente aceitável e lógico. Tempo dilatável? Preferem dilatar o tempo ao invés da velocidade? É bem mais simples dilatar o tempo, né? É mais fácil de entender, mais lógico... Navalha de Occam fez o seu trabalho nessa teoria, né? E o pior, é que NINGUÉM se da ao trabalho de testar as fórmulas com o tempo absoluto e a velocidade variável.

Se parassem de babar no Einstein e fossem pensar por si mesmos, veriam que as fórmulas batem. Cambada cega e fanática essa ciência, viu? Mad

Anteontem, enquanto despendia algum tempo bolando partes da minha teoria da relatividade com um olhar clássico, procurei na internet e acabei encontrando um trabalho muito completo. Este Gilberto realmente entendeu como as coisas funcionam, quem se interessar: http://www.deducoeslogicas.com/relatividade/relatividade.html
Como o trabalho dele está bem avançado, tendo atendido a todos os pontos contraditórios entre relatividade restrita e newtoniana, vou partir do ponto onde ele parou. Para os que não são fanáticos e cegos, pensem por si mesmos e deem uma olhada nesse magnífico trabalho.

Passar bem. Wink

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Re: Movimento Retilíneo Utópico

Mensagem por Jonas Paulo Negreiros em 9th Março 2012, 22:04

Danilom, não perca a esportiva!
Einstein, apesar de desfrutar de grande reputação em vida, de presenciar várias provas à favor de sua teoria, sabia que bastaria uma prova ao contrário para demolir todo o seu trabalho. Na ciência não há lugar para dogmas.
No entanto, temo que com o fim da TR, poderão surgir teorias mais malucas que esta...
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Re: Movimento Retilíneo Utópico

Mensagem por danilom em 9th Março 2012, 23:11

Jonas Paulo Negreiros escreveu:Danilom, não perca a esportiva!
Einstein, apesar de desfrutar de grande reputação em vida, de presenciar várias provas à favor de sua teoria, sabia que bastaria uma prova ao contrário para demolir todo o seu trabalho. Na ciência não há lugar para dogmas.
No entanto, temo que com o fim da TR, poderão surgir teorias mais malucas que esta...
É com base nesse seu argumento que as pessoas continuam apoiando a relatividade. As pessoas estão provando a sua matemática e não o seu real funcionamento. Einstein utilizou uma falácia para constituir sua teoria: referencial espacial absoluto não existe.
Ele pressupôs que existir o éter, era condição necessária para existir referencial absoluto. Quando foi provada a inexistência do éter, logo supôs que não existia referencial, então utilizou a constante C como tal. O certo era considerar a existência do éter, apenas como condição suficiente. Se existe o éter, existe o referencial. Se não existe, alguma outra coisa deve servir como tal. Ainda não achamos este outro referencial e isso virou prova a favor da constância da luz.

A ausência de evidência, não é evidência da ausência.(Carl Sagan)
Quebraram uma das regras principais do método científico.

Friso mais uma vez: todos os testes que fizerem, matematicamente funcionarão. A fórmula facilmente comporta a variabilidade da luz ou do tempo, são intercambiáveis. Para entender isto, basta apenas olhar para a fórmula, muito simples. Preferiram acusar a falsidade do postulado sobre referencial absoluto e utilizar a não descoberta do éter como prova da inexistência do referencial para erguer uma teoria. Conseguem ver como ela foi fundada sobre falácias? O método científico deveria ter barrado-a.

Como se não bastasse, o fato de conhecerem o fóton e terem medido velocidades superluminais, não foi suficiente para aniquilá-la. Então não venha me dizer que basta apenas uma evidência, porque ela já foi dada. Sabe por que ela não foi desclassificada, mesmo sabendo dessas velocidades? Porque eles ainda não tem mais nada que possibilite o cálculo do periélio de mercúrio, ou preveja com exatidão a órbita dos vários planetas.

E se alguém for me dizer que a velocidade superluminal é possível porque é feita por energia e não matéria, releia meu post acima onde explico o problema da proporção entre tempo/velocidade.

A relatividade perdura, porque responde algumas perguntas. Enquanto isso, vão se entupindo de retalhos de teoria. Que marmelada. Bastaria unicamente acreditar em um referencial absoluto. SÓ ISSO.

Evidências? Não, esse não é o motivo.

E não entenda o que digo como um ataque pessoal Jonas, o que falo aqui, é contra a hipocrisia científica que faz pessoas como você, acreditarem que:

Jonas Paulo Negreiros escreveu:Na ciência não há lugar para dogmas.

Eu acredito numa ciência imparcial, livre de preconceitos, crenças e dogmas. Essa ciência nunca existiu, não existe e talvez nunca existirá.

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Re: Movimento Retilíneo Utópico

Mensagem por Jonas Paulo Negreiros em 10th Março 2012, 09:48

Eu acredito numa ciência imparcial, livre de preconceitos, crenças e dogmas. Essa ciência nunca existiu, não existe e talvez nunca existirá.

Aí está a chave do problema, Danilom. Não existe ciência pura.

A brilhante teoria da gravitação de Newton serviu muito bem ao interesse de governos absolutistas.

Einstein transformou-nos à todos em burros, com um discurso incompreensível, mas que funciona.

Tudo é relativo. Isso lembra bem o discurso do lobo e o cordeiro.

Governos poderosos atacam países distantes, em prol de sua defesa ou na defesa de seus interesses. Isso não é justo, mas é justificado.

Mas ainda não perdi a esperança. Se a teoria do Big-Bang sair vitoriosa, teremos um ponto de partida, um referencial absoluto.


Última edição por Jonas Paulo Negreiros em 3rd Outubro 2015, 10:26, editado 3 vez(es)
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Re: Movimento Retilíneo Utópico

Mensagem por danilom em 10th Março 2012, 15:05

Jonas Paulo Negreiros escreveu:
A brilhante teoria da gravitação de Newton serviu muito bem ao interesse de governos absolutistas.

Ciência imparcial no sentido de posição oficial e não opinião do cientista ou de quem usa a ciência. Eu seria hipócrita se dissesse que sou imparcial. TODOS pendemos para um lado de raciocínio e isso é normal. Nossas crenças que nos movem para uma determinada direção. Mas me refiro a posição oficial da ciência quanto ao que diz respeito a verdade.

Nossa ciência moderna está comendo o próprio rabo, entrando em contradição com pressupostos anteriores. Não é segredo de ninguém que a ciência sempre pressupôs existir uma lógica para tudo. Tanto que as descobertas, sempre vinham inferidas de fatos anteriores. Se entra em lógica com o fato anterior, então é verdade. Hoje em dia, no entanto, isso já não é um padrão para nós.

Passamos a ver coisas que não conseguimos explicar. E ao invés de continuarmos numa busca pela lógica, sem afirmar uma posição "oficial", partimos logo para as afirmações. A dilatação temporal não é algo racional. A constância da luz não é algo racional, mas como essa teoria é a única a responder o que precisamos, adotamos TODA ela como verdade e criamos uma segunda ciência.

Newton funciona até aqui e a partir daqui, é Einstein. Com isso, ganhamos uma ciência retalhada. E por que? Porque todos estão ávidos por respostas. Não importa se a resposta é lógica e racional ou não, queremos uma explicação. Hoje as pessoas e cientistas estão mais preocupados com a explicação do que com a verdade. Isso é o que distingue a ciência clássica da moderna.

Nós bem sabemos que as evidências falam mais alto que os exercícios mentais, mas nunca, eu disse nunca, se pode quebrar uma inferência. Premissas falsas ou não inferidas, nunca podem resultar numa conclusão verdadeira. A ciência esqueceu disso.

E o principal problema não é querer dar uma explicação pra tudo. O pior, é ser cegado pela falsa sensação de verdade. Hoje em dia, tudo que é explicado, torna-se verdade (vide a própria relatividade). Eles não cogitam a ideia de outra teoria, em conformidade tanto com as leis de Newton quanto com os cálculos de Einstein para explicar a relatividade. Qualquer coisa que surge nesse sentido, é descartada.

Quer me fazer acreditar que a ciência não tem dogmas? Pff... Posso deduzir com facilidade que nunca se envolveu com o meio acadêmico.

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Re: Movimento Retilíneo Utópico

Mensagem por Jonas Paulo Negreiros em 10th Março 2012, 16:52

Newton funciona até aqui e a partir daqui, é Einstein. Com isso, ganhamos uma ciência retalhada. E por que? Porque todos estão ávidos por respostas. Não importa se a resposta é lógica e racional ou não, queremos uma explicação. Hoje as pessoas e cientistas estão mais preocupados com a explicação do que com a verdade. Isso é o que distingue a ciência clássica da moderna.

Pois é, Danilom. Sua afirmação se encaixa perfeitamente para a Mecânica Quântica. A louca MQ, tecida na primeira metade do século vinte é resultado da corrida pela bomba atômica. Não importa os meios, importam os fins.


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Re: Movimento Retilíneo Utópico

Mensagem por danilom em 10th Março 2012, 17:45

Jonas Paulo Negreiros escreveu:Não importa os meios, importam os fins.
Falou e disse. Há os que estudam pelos fins (engenheiros/pesquisadores) e os que estudam pelos meios (cientistas/pesquisadores). Mas hoje em dia está tudo tão misturado que não vejo mérito em entrar nessas discussões a respeito de definição. Eu estudo pelo prazer de ler o "livro da vida". Conhecer a verdade é o que me faz feliz. Os fins, só tem algum valor se forem para ajudar o próximo. Fora isso, de pouco importam, senão para conseguir dinheiro e poder.

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Re: Movimento Retilíneo Utópico

Mensagem por Bosco em 6th Abril 2012, 23:51

Oi Jonas, estamos na área. É um prazer ver que você também está por aqui.

Oi Danilom, tenho lido algumas trechos onde você comenta sobre a falta de um referencial absoluto na teoria da relatividade, que pudesse discernir de forma convincente e justificável, quais dos irmãos gêmeos envelhece mais rápido.
Sua percepção é muito correta, mas nào sua crítica contra a Relatividade por este motivo, pois este problema é bastante discutido e leva o nome de Paradoxo dos Gêmeos. Veja aqui: http://pt.wikipedia.org/wiki/Paradoxo_dos_g%C3%AAmeos
A solução do paradoxo dos gêmeos ou dos relógios, está no fato de que aquele que viaja, sofre uma aceleração para esta finalidade, enquanto que o o outro não. Quem não sofre a aceleração envelhece mais rápido.
Penso que você é bom de intuição por cobrar algum aspecto absoluto capaz de indicar a diferença entre estas duas situações, mas precipitado neste caso, pois a solução já é conhecida. Perceba que toda aceleração é absoluta, tal como você sabiamente exige, pois sempre pode ser identificada e medida, embora não possa garantir a condição de movimento do objeto acelerado.
Newton também exigia um referencial absoluto para explicar alguns efeitos observados na sua experiência conhecida como "Balde de Newton". É uma bela experiência. Ninguém ainda conseguiu explicá-la.
http://www.fflch.usp.br/df/opessoa/FiFi-10-Cap06.pdf




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Re: Movimento Retilíneo Utópico

Mensagem por danilom em 7th Abril 2012, 05:39

Olá Bosco. Gostaria muito de continuar esta discussão por um longo período, mas não será possível. Me ausentarei por 2 anos, a partir deste Domingo. O que pudermos conversar, será de hoje para amanhã.

Bosco escreveu:
Sua percepção é muito correta, mas nào sua crítica contra a Relatividade por este motivo, pois este problema é bastante discutido e leva o nome de Paradoxo dos Gêmeos. Veja aqui: http://pt.wikipedia.org/wiki/Paradoxo_dos_g%C3%AAmeos
Conheço o problema, mas discordo de sua explicação, pelo simples fato de não explicar o que propõe.

Bosco escreveu:
A solução do paradoxo dos gêmeos ou dos relógios, está no fato de que aquele que viaja, sofre uma aceleração para esta finalidade, enquanto que o o outro não. Quem não sofre a aceleração envelhece mais rápido.
Independente de existir aceleração ou não, ela ainda trás a mesma dúvida: quem está acelerando? Para a nave, a terra acelera no sentido de distanciar-se e depois acelera no sentido de aproximar-se. Sem um referencial absoluto, não temos como definir quem está acelerando. Para sabermos, recorremos a outros referenciais, como outros planetas e estrelas. Com isso, temos que sempre precisaremos de outro referencial para atestar o primeiro.

Bosco escreveu:
Penso que você é bom de intuição por cobrar algum aspecto absoluto capaz de indicar a diferença entre estas duas situações, mas precipitado neste caso, pois a solução já é conhecida. Perceba que toda aceleração é absoluta, tal como você sabiamente exige, pois sempre pode ser identificada e medida, embora não possa garantir a condição de movimento do objeto acelerado.
Com esta explicação, pude perceber que não entendeste o que realmente alego sobre referencial absoluto. A ideia de "aceleração absoluta", é em partes, aceitável, quando usamos apenas 2 "objetos", na comparação. Agora, peço que consideres um exemplo com 3 objetos, A, B e C. O objeto A, é o nosso "referencial verdadeiro", está parado. O objeto B está em movimento em relação a A e pudemos detectar e medir sua aceleração. O objeto C está em movimento em relação a B, mas a uma velocidade inferior a A. Se estivermos em A, enxergaremos B mais rápido que C. Mas se estivermos em B, C estará a uma velocidade maior que a medida a partir de A.

Onde podemos observar estas características? Imagine a Terra como A, um trem andando da esquerda para a direita como B e outro, C, andando da direita para esquerda sobre B. A partir da Terra, o trem C parecerá parado, enquanto que a partir de B, parecerá em movimento. E todos tiveram sua aceleração medida e estão comprovadamente em movimento.

Outro exemplo é imaginar o Sol como A, a Terra como B e um satélite como C. Horas o satélite tem sua velocidade somada a da Terra, em relação ao Sol. Outra hora, esta velocidade é subtraída, quando o satélite faz o caminho contrário.

Em relação a qual referencial o tempo deve dilatar? Num exemplo com 3 objetos, se analisarmos apenas A e C, parecerá existir uma desaceleração por parte de C, até que em relação a A, fique parado. Se analisarmos apenas B e C, passaremos a identifica uma aceleração, até que chegue a uma velocidade x.

E por último, se a Terra (objeto A) estiver em movimento de rotação e estivermos olhando de fora dela, perceberemos que o movimento real é o de C, que está parado em relação a Terra, mas acompanha seu movimento de rotação. Já B, parecerá parado, se estiver correndo contra o movimento de rotação.

É fácil, com os exemplos que dei, perceber que a partir de outro referencial, tudo pode mudar. Acredito que o exemplo com 3 referenciais, onde todos estão realizando movimentos diferentes, seja muito mais correto e fácil de perceber como o paradoxo dos gêmeos é problemático e está longe de ser resolvido.

Bosco escreveu:Newton também exigia um referencial absoluto para explicar alguns efeitos observados na sua experiência conhecida como "Balde de Newton".
Quero deixar claro aqui, que referencial absoluto não é o mesmo que "único referencial verdadeiro". A rigor, não existe um referencial absoluto universal, contendo todos os outros referenciais, mas existe um referencial absoluto, para um conjunto universo restrito. No experimento de Newton, seu referencial absoluto é o que continha todas as propriedades de seu experimento: Terra. Porque seu experimento analisado a partir do Sol, o movimento absoluto passaria, em certo momento, a ser interpretado como relativo e vice-versa.

O que quero dizer com referencial absoluto, é que para cada experimento, existe um referencial que abranja todos os referenciais do dito experimento. Para o homem medieval, que conhecia apenas a Terra, este era seu referencial absoluto. Para nós, hoje, se realmente aconteceu um big bang, nosso referencial passa a ser o centro da explosão, onde a resultante das forças de expansão é nula.

Mas olhando no aspecto de outros universos, outro referencial absoluto deve ser adotado.

É fácil identificarmos que o referencial absoluto de Newton, como um éter estático, não existe. Como identificamos isso? Primeiro, coloque o balde com água sobre uma plataforma girante, ao invés da corda. Coloque a plataforma para girar e verá a forma parabólica da água. Depois coloque esta plataforma, sobre outra plataforma que gire no sentido contrário e mesma velocidade. Em relação a Terra, o balde estará parado, tanto que a forma parabólica sumirá. Com isso deduzimos que a Terra é o referencial absoluto, já que a forma parabólica só aparece, quando o movimento é em relação a ela. MAS, um trem andando na mesma velocidade que a rotação da terra, em sentido contrário, estará completamente parado em relação ao espaço. E se o ar fosse estático, como o suposto éter, sem correntes de vento, o trem não perceberia o ar passando, tal como o balde. Isso nos faria acreditar que o espaço seria o referencial absoluto, já que apenas em relação a ele, que percebemos o vento "correr".

Então a Terra, considerada como referencial absoluto pelo experimento do balde, falha com o experimento do trem, deixando claro que não existe um éter como referencial absoluto, existindo unicamente, um referencial absoluto para cada experimento.

Mais uma vez te pergunto, Bosco: como explicas o experimento dos gêmeos, depois de imaginá-los pelo prisma de um terceiro referencial? E sob o prisma do meu referencial absoluto? Lembra-te de que Eistein formulou sua teoria sob o postulado da constância da luz, postulado este que nunca foi provado, exceto pela ausência de evidência. Segundo Carl Sagan, ausência de evidência, não é evidência da ausência, caracterizando o postulado da constância da luz, como uma falácia.

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Re: Movimento Retilíneo Utópico

Mensagem por Jonas Paulo Negreiros em 7th Abril 2012, 16:15

Quando um relógio é acelerado, este sofre uma influencia que um relógio não acelerado não sofre. Um relógio é apenas um mecanismo. Este instrumento não é capaz de quantizar o tempo.

Se não é igual, é diferente. Se é diferente, não pode ser igual! Razz

Isso é conhecido como falácia da concretude deslocada, quando um mero objeto de medição temporal substitui uma grandeza supostamente abstrata.

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Re: Movimento Retilíneo Utópico

Mensagem por danilom em 7th Abril 2012, 22:43

Jonas Paulo Negreiros escreveu:Quando um relógio é acelerado, este sofre uma influencia que um relógio não acelerado não sofre. Um relógio é apenas um mecanismo. Este instrumento não é capaz de quantizar o tempo.
Se formos levar em consideração a Relatividade Restrita, o tempo só pode ser medido em relação a outro objeto em movimento. Faríamos isso colocando dois relógios atômicos sincronizados nos dois objetos e mediríamos a quantidade de dessincronização. E se isso realmente fosse possível, poderíamos colocar relógios em diversos pontos do universo, em diversas velocidades e sentidos e veríamos qual relógio está mais acelerado. Este relógio, estaria no referencial mais "parado".

Mas a própria Relatividade Restrita descarta a possibilidade de um referencial mais "especial" que outro. É uma confusão danada, feita apenas para corroborar com um postulado que nunca foi comprovado: constância da luz no vácuo, independente do referencial.

Jonas Paulo Negreiros escreveu:
Se não é igual, é diferente. Se é diferente, não pode ser igual! Razz

Isso é conhecido como falácia da concretude deslocada, quando um mero objeto de medição temporal substitui uma grandeza supostamente abstrata.
Não entendi o que quiseste dizer aqui. Estás se referindo a que?

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Re: Movimento Retilíneo Utópico

Mensagem por Bosco em 8th Abril 2012, 02:53

danilom escreveu: ...Agora, peço que consideres um exemplo com 3 objetos, A, B e C. O objeto A, é o nosso "referencial verdadeiro", está parado. O objeto B está em movimento em relação a A e pudemos detectar e medir sua aceleração. O objeto C está em movimento em relação a B, mas a uma velocidade inferior a A. Se estivermos em A, enxergaremos B mais rápido que C. Mas se estivermos em B, C estará a uma velocidade maior que a medida a partir de A.

Onde podemos observar estas características? Imagine a Terra como A, um trem andando da esquerda para a direita como B e outro, C, andando da direita para esquerda sobre B. A partir da Terra, o trem C parecerá parado, enquanto que a partir de B, parecerá em movimento. E todos tiveram sua aceleração medida e estão comprovadamente em movimento.
Neste caso do trem, como dos Gêmeos, é necessário primeiramente sincronizar os relógios e os dinamômetros capazes de identificar as possíveis acelerações dos vários sistemas (exceto acelerações gravitacionais que são compreendidas com auxilio da TRG).
O ideal ou aconselhável é tentar compreender o problema a partir de uma sincronização em repouso entre todos os referenciais, depois afastá-los, ou aproximá-los à vontade e à qualquer velocidade. Finalmente coloque-os novamente em repouso entre si, e nas mesmas posições em que se encontravam no momento da partida. Feito isto confirme que aquele que fez maior uso da aceleração indicada pelo próprio dinamômetro, também tem o relógio mais atrasado.
Outras combinações de movimentos entre referenciais são apenas variações idênticas ao que foi descrito acima, e portanto dispensando a necessidade de um referencial preferencial que valide esta operação.




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Re: Movimento Retilíneo Utópico

Mensagem por Bosco em 9th Abril 2012, 02:08

Jonas Paulo Negreiros escreveu:Quando um relógio é acelerado, este sofre uma influencia que um relógio não acelerado não sofre. Um relógio é apenas um mecanismo. Este instrumento não é capaz de quantizar o tempo.
Oi Jonas,
Um relógio é matéria, matéria é energia, energia cinética é uma forma de energia da matéria. Isto me faz crer que um relógio submetido a variações de energia cinética, apresenta sim variações respectivas no ritmo de seus indicadores.

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Re: Movimento Retilíneo Utópico

Mensagem por Jonas Paulo Negreiros em 10th Abril 2012, 00:37

Jonas Paulo Negreiros escreveu:

Se não é igual, é diferente. Se é diferente, não pode ser igual!

A situação de cada relógio é diferente. Quando um relógio sofre uma aceleração, altera o seu movimento. Não é por aí que a TR será provada.

Sobre a Falácia da Concretude Deslocada.


Princípio Número Onze (da NPA - Natural Philosophy Alliance)
Evitar A Falácia da Concretude Deslocada.(1)

Reinvidicar que o tempo é ratificado por um relógio nas mãos é apenas uma das diversas maneiras em que a física contemporânea corre até um beco sem saída, por cometer esta falácia que envolve atribuir propriedades concretas para coisas que não têm substância, tais como o tempo, espaço e sistemas de coordenadas abstratas.

Dizer que o espaço curva-se ou se torce, não pode ter validade como ciência real porque o espaço é vazio, é o recipiente que contém todas as coisas concretas, e ainda sem substância em si. Somente uma substância concreta, uma linha ou superfície dela integrada, podem curvar-se ou se torcer. Inúmeras incursões recentes na teoria especulativa nunca teriam decolado, se este critério fosse respeitado e observado.

Ambos os postulados da Relatividade Especial reivindicam de que a velocidade da luz depende de um sistema de coordenadas abstrato (SC). Mas cada Sistema de Cordenadas consiste em nada além de linhas e pontos abstratos, dos quais nenhum é capaz de exercer força, sobre a luz ou qualquer outra coisa.

Apenas o primeiro postulado [da Relatividade Restrita], o princípio da relatividade de Galileu, pode ser resgatado a partir desta situação, através da reformulação e adicionando condições, o segundo [postulado] é totalmente impossível.

(1) Falácia da Concretude Deslocada
origem: http://en.wikipedia.org/wiki/Alfred_North_Whitehead
Reificação (também conhecido como hypostatisation, concretismo, ou a falácia da concretude deslocada), é uma falácia de ambigüidade, quando uma abstração (resumo crença ou construção hipotética) é tratada como se fosse concreta, o evento real, ou entidade física. Em outras palavras, é o erro de tratar como uma "coisa real " algo que não é uma coisa real, mas apenas uma idéia. A gênese do processo filosófico de Whitehead pode ser atribuída ao fato de ter testemunhado o colapso chocante da física newtoniana, devido principalmente ao trabalho de Albert Einstein.
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Jonas Paulo Negreiros
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Re: Movimento Retilíneo Utópico

Mensagem por Jonas Paulo Negreiros em 4th Outubro 2015, 22:42

Por falar em estradas de ferro...


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Gráviton, onde tu estás que não te encontro Razz ?
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