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Interpretação de Copenhague

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Interpretação de Copenhague

Mensagem por NGC346 em 20th Outubro 2016, 22:41

Considerando que a interpretação de Copenhague pode ser resumida a:

1) As previsões probabilísticas feitas pela mecânica quântica são irredutíveis no sentido em que não são um mero reflexo da falta de conhecimento de hipotéticas variáveis escondidas. No lançamento de dados, usamos probabilidades para prever o resultado porque não possuímos informação suficiente apesar de acreditarmos que o processo é determinístico. As probabilidades são utilizadas para completar o nosso conhecimento. A interpretação de Copenhague defende que em Mecânica Quântica, os resultados são indeterminísticos.

2) A Física é a ciência dos resultados de processos de medida. Não faz sentido especular para além daquilo que pode ser medido. A interpretação de Copenhague considera sem sentido perguntas como "onde estava a partícula antes de a sua posição ter sido medida?".

3) O ato de observar provoca o "colapso da função de onda", o que significa que, embora antes da medição o estado do sistema permitisse muitas possibilidades, apenas uma delas foi escolhida aleatoriamente pelo processo de medição, e a função de onda modifica-se instantaneamente para refletir essa escolha.

Minha opinião sobre a interpretação de Copenhague:

1) Acho incorreto considerar que as previsões probabilísticas não são o resultado de nossa limitação em saber o que de fato acontece na escala atômica, pois, ferramentas probabilísticas são usadas exatamente porque não temos certeza sobre o que de fato acontece e por querermos diminuir o grau de incerteza sobre algo. Se soubéssemos o que de fato acontece, não haveria a necessidade de usar ferramentas probabilísticas.

Acho que em um lançamento de dados temos informações suficientes sobre ele, pois sabemos todas as possibilidades de resultados. O que não sabemos é qual será o resultado em um lançamento, mas, sabemos que os resultados possíveis só podem ser 1,2,3,4,5 ou 6, e isto é determinado, não há outras possibilidades além destes números em um dado de 6 faces.

Acho também que a probabilidade não é utilizada para completar nosso conhecimento, pois ela não oferece certezas. Acho que a probabilidade é utilizada para diminuir o grau de incerteza sobre algo, ou seja, aproximar o quanto for possível da certeza.

2) Discordo desta interpretação, pois acho que a ciência avança quando se formula teorias, baseadas em fatos, que são possibilidades com diferentes graus de incerteza. Acho que a teoria científica é uma especulação sobre a realidade que pode estar além ou não da capacidade humana de medi-la. Acho, citando apenas um exemplo, que se não fizesse sentido especular além do que pode ser medido, o modelo padrão não existiria, pois, na época em que foi proposto não havia tecnologia suficiente para testar todas as possibilidades de partículas previstas pelo modelo.

3) Discordo desta interpretação, pois, acho que esta hipótese não se baseia em fatos, mas, na imaginação de quem a formulou. Baseado em que afirma-se que as partículas estão em múltiplas possibilidades de estados, e somente quando são observadas é que um destes estados é escolhido aleatoriamente?

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Re: Interpretação de Copenhague

Mensagem por NaoSabeNada em 21st Outubro 2016, 18:48


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Re: Interpretação de Copenhague

Mensagem por NaoSabeNada em 21st Outubro 2016, 18:53

NGC346 escreveu:Considerando que a interpretação de Copenhague pode ser resumida a:

2) Discordo desta interpretação, pois acho que a ciência avança quando se formula teorias, baseadas em fatos, que são possibilidades com diferentes graus de incerteza. Acho que a teoria científica é uma especulação sobre a realidade que pode estar além ou não da capacidade humana de medi-la. Acho, citando apenas um exemplo, que se não fizesse sentido especular além do que pode ser medido, o modelo padrão não existiria, pois, na época em que foi proposto não havia tecnologia suficiente para testar todas as possibilidades de partículas previstas pelo modelo.

3) Discordo desta interpretação, pois, acho que esta hipótese não se baseia em fatos, mas, na imaginação de quem a formulou. Baseado em que afirma-se que as partículas estão em múltiplas possibilidades de estados, e somente quando são observadas é que um destes estados é escolhido aleatoriamente?

2) O modelo padrão permitia ser testado pois não existe nenhuma lei natural que o proibisse. Diferentemente, medir a posição e velocidade de uma particula sub-atomica ao mesmo tempo é proibido pelas leis naturais, E =hf e p = h/lambda.

3) Remeto para o link que postei anteriormente.

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Re: Interpretação de Copenhague

Mensagem por NGC346 em 21st Outubro 2016, 20:29

NaoSabeNada escreveu: O modelo padrão permitia ser testado pois não existe nenhuma lei natural que o proibisse.

Acho este argumento errado, pois, não existir leis naturais que proíbam o teste não é a mesma coisa que conseguir fazer o teste. Acho que para se fazer testes devem haver instrumentos adequados e capazes de fazê-los. Se a tecnologia instrumental não permite testar determinada teoria, então, a teoria não pode ser testada, mesmo que todas as leis naturais o permitam. É por isto que eu acho que o modelo padrão é um exemplo de especulação sobre a realidade que estava além do que poderia ser medido na época em que foi proposto. Ninguém sabia na época o quanto a tecnologia avançaria e o quanto do modelo poderia ser testado, por isto, não se pode afirmar que o modelo padrão permitia ser testado com base apenas nas leis naturais e não considerando a capacidade instrumental para testar tal teoria.

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Re: Interpretação de Copenhague

Mensagem por NaoSabeNada em 21st Outubro 2016, 21:14

Para o modelo Padrão existia a possibilidade de ser medido, para a medição da posição e velocidade essa possibilidade não existe! Não consigo ser mais claro que isto, se não compreender é apenas por teimosia e lamento pois mais uma vez se perde uma boa discussão!

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Re: Interpretação de Copenhague

Mensagem por NGC346 em 21st Outubro 2016, 22:37

NaoSabeNada escreveu: Para o modelo Padrão existia a possibilidade de ser medido, para a medição da posição e velocidade essa possibilidade não existe! Não consigo ser mais claro que isto, se não compreender é apenas por teimosia e lamento pois mais uma vez se perde uma boa discussão!

NaoSabeNada, acho que existem dois tipos de possibilidades, a teórica e a prática. Acho que a possibilidade que você considera em seu comentário é apenas a teórica, enquanto que a possibilidade que a interpretação de Copenhague considera são os dois tipos. A possibilidade teórica do modelo padrão ser testado é uma coisa, enquanto que a possibilidade prática é outra. Acho incorreto considerar apenas a possibilidade teórica, e desconsiderar a possibilidade prática, para afirmar que o modelo padrão permitia ser testado, pois, somente a possibilidade teórica não fornece a certeza de que a teoria um dia será testada. Apenas a possibilidade teórica não podendo fornecer a certeza de que a teoria será algum dia testada, acho que se não fizesse sentido especular além do que pode ser testado, o modelo padrão não existiria, pois, na época em que foi proposto não havia a possibilidade prática para testar a existência de todas as partículas previstas pelo modelo.

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Re: Interpretação de Copenhague

Mensagem por NaoSabeNada em 22nd Outubro 2016, 05:20

NGC346 escreveu:
NaoSabeNada escreveu: Para o modelo Padrão existia a possibilidade de ser medido, para a medição da posição e velocidade essa possibilidade não existe! Não consigo ser mais claro que isto, se não compreender é apenas por teimosia e lamento pois mais uma vez se perde uma boa discussão!

NaoSabeNada, acho que existem dois tipos de possibilidades, a teórica e a prática. Acho que a possibilidade que você considera em seu comentário é apenas a teórica, enquanto que a possibilidade que a interpretação de Copenhague considera são os dois tipos. A possibilidade teórica do modelo padrão ser testado é uma coisa, enquanto que a possibilidade prática é outra. Acho incorreto considerar apenas a possibilidade teórica, e desconsiderar a possibilidade prática, para afirmar que o modelo padrão permitia ser testado, pois, somente a possibilidade teórica não fornece a certeza de que a teoria um dia será testada. Apenas a possibilidade teórica não podendo fornecer a certeza de que a teoria será algum dia testada, acho que se não fizesse sentido especular além do que pode ser testado, o modelo padrão não existiria, pois, na época em que foi proposto não havia a possibilidade prática para testar a existência de todas as partículas previstas pelo modelo.


Sem duvida! Agora no modelo padrão, a natureza permitia nos testar essa hipotese. Medir a posição e momento simultaneamente, não é uma questão pratica. Não é por não termos a tecnologia suficientemente desenvolvida que não conseguimos testar a hipotese de conseguirmos medir ambas as quantidades simultaneamente. Esta impossibilidade é devida as leis da natureza, a natureza não nos permite , com o mesmo aparato experimental, ter conhecimento de ambas as quantidades por mais avançada que seja a nossa tecnologia.
Segundo as leis da natureza essa hipotese nunca poderá vir a ser testada.
Podes discurdar dessas leis mas em mais de 100 anos de experiencias realizadas elas nunca foram violadas e pelo contrario foram sempre confirmadas com um grau de precisão sem precedentes na historia da fisica.

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Re: Interpretação de Copenhague

Mensagem por NaoSabeNada em 22nd Outubro 2016, 05:29

NGC346 gosto de discutir contigo e se me é permitido dar te um conselho. Deixa algum ceticismo infundado que tens e aprende o que realmente é a mecanica quantica. Vais ser que apartir dai o mundo está cheio de possibilidades e vais poder usar toda a tua creatividade no progresso do conhcimento Humano, até la não vai passar de imaginação e retoria e nunca descobrirás algo novo que te faça sentir realmente que deste um contributo para a Humanidade Wink.

Se algum dia inverdades por esse caminho estarei aqui para te ajudar e até discutir novas abordagens para problemas que ainda não foram respondidos.

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Re: Interpretação de Copenhague

Mensagem por NGC346 em 23rd Outubro 2016, 13:01

NaoSabeNada escreveu: Sem duvida! Agora no modelo padrão, a natureza permitia nos testar essa hipotese.

Acho que esta permissão da natureza é teórica, ou seja, acho que é uma hipótese com base em resultados experimentais. Certeza de que a natureza permitia, acho que ninguém tinha e ainda tem até que o experimento seja feito e todas as partículas previstas pelo modelo sejam observadas.

NaoSabeNada escreveu: Medir a posição e momento simultaneamente, não é uma questão pratica.

Acho que você se baseia em hipóteses para chegar a tal conclusão, pois, o fato é que nenhum instrumento conseguiu medir simultaneamente posição e velocidade de partículas atômicas, o que é diferente de as partículas não terem posição e velocidade simultaneamente definidos. Acho que qualquer conclusão baseado em hipóteses é também uma hipótese, por isto, ninguém ter certeza se a posição e velocidade poderão ser medidas simultaneamente algum dia.


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Re: Interpretação de Copenhague

Mensagem por NGC346 em 29th Outubro 2016, 21:20

NaoSabeNada, você está certo em duas coisas: A primeira é que o meu ceticismo científico foi infundado. Sei que jamais terei certeza sobre muitas coisas na ciência e que gostaria de poder realizar todos os experimentos científicos possíveis para ter certeza de que as informações divulgadas são verdade, mas, as coisas não são assim. Nós somos limitados e temos que fazer escolhas a partir das informações que temos. O importante é ter bons motivos, ou seja, que sejam coerentes, para achar que algo é verdade e seguir por este caminho. Tenho bons motivos para achar que a ciência é a melhor forma de sabermos sobre algo.
A segunda é que o meu entendimento sobre os diversos assuntos científicos é de certa forma superficial comparado a quantidade de informações científicas existentes e infelizmente não tive a calma necessária para me informar melhor sobre as coisas. Cito uma frase do Richard Feynman que resume o que eu escrevi: " Não satisfeito em aprender física em 4 anos, quer aprender em 4 minutos? ".
Agradeço o seu conselho.

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