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Exército de robôs vai invadir Titã

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Mensagem por Carlos Costa em 30th Outubro 2010, 18:09

Exército de robôs vai invadir Titã Robot_explorers_Armada_640x350
Armada de robôs exploradores invade Titã, lua de Saturno. Crédito: NASA/JPL/Caltech
Uma verdadeira armada de robôs poderá um dia voar sobre os cumes das montanhas de Titã, lua de Saturno, cruzar suas vastas dunas e navegar em seus mares.

Wolfgang Fink, físico do Instituto de Tecnologia da Califórnia em Pasadena, EUA, diz que estamos à beira de uma grande revolução científica na exploração planetária e que a próxima geração de exploradores robóticos não será em nada parecida como vemos atualmente.

“A maneira pela qual iremos explorar outros mundos amanhã irá ter um gosto diferente de qualquer bebida que já tenhamos experimentado”, disse Fink, recentemente nomeado como Professor Notável Edward e Maria Keonjian em microeletrônica da Universidade do Arizona em Tucson, EUA. “Nós estamos saindo das abordagens tradicionais de espaçonaves robóticas únicas [como a Opportunity em Marte] sem redundâncias e comandadas [pelos engenheiros] aqui na Terra e estaremos adotando novos modelos que permitem levar consigo múltiplos robôs de baixo custo, auto-comandados ou que comandam outros robôs, para explorar vários locais ao mesmo tempo”.

Fink e os membros de sua equipe da Caltech, do USGS (U.S. Geological Survey) e da Universidade do Arizona, estão desenvolvendo software de inteligência artificial e construíram uma plataforma de ensaio robótica que pode simular um robô-geólogo ou um robô-astronauta, capazes de trabalhar independentemente e como parte de um grupo maior de robôs. Este software permitirá a um robô pensar por si próprio, identificar problemas e possíveis riscos, determinar áreas de interesse e priorizar alvos para estudos mais detalhados.

Hoje a exploração robótica funciona da seguinte forma: os engenheiros enviam uma seqüência de comandos a um jipe-robô-explorador ou uma sonda, para executar certas tarefas e depois esperam que sejam executadas. Eles têm pouca ou nenhuma flexibilidade na mudança do seu “plano de jogo” à medida que os eventos se desenrolam em tempo real. Por exemplo, nos cenários de observação de um desmoronamento em ação, de uma erupção criovulcânica à medida que ela se desenvolve ou para investigar um evento de liberação de metano.

Um time de robôs em Titã?

Exército de robôs vai invadir Titã Missao-a-Titan-nave-mãe-balão-sonda-e-capsula
Componentes da missão a Titã: Nave mãe, balão sonda e cápsula de exploração dos mares
“No futuro, os múltiplos robôs estarão no lugar do piloto da missão”, afirma Fink. Estes robôs partilharão as informações pertinentes à missão quase em tempo real. Este tipo de exploração poderá um dia ser usada em uma missão em Titã, Marte ou em outros mundos. As propostas atuais para Titã, já mostradas aqui em Eternos Aprendizes, sugerem o uso de uma sonda, um balão de ar aquecido e um jipe-robô-explorador ou sondas aquáticas.

Neste cenário de exploração multifuncional, uma sonda orbitará Titã obtendo uma visão global da lua, um balão de ar ou dirigível seguirá flutuando nos céus para capturar um “olhar de pássaro” das cadeias montanhosas, lagos e desfiladeiros. No chão, um jipe-robô-explorador ou uma cápsula aquática poderá explorar os cantos e recantos da lua. A sonda se comunicará diretamente com o balão de ar e mandá-lo-ia voar por cima de certas regiões para uma visão mais apurada. Este dirigível estaria em contacto com vários pequenos jipes-robôs-exploradores no chão e enviaria ordens para conduzi-los para as áreas identificadas previamente a partir do céu.

“Este tipo de exploração é conhecido como reconhecimento escalável em camadas”, comenta Fink. “É como comandar um pequeno exército de robôs operando simultaneamente no espaço, no ar e no chão”.

Cooperação múltipla entre robôs inteligentes

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Robô Opportunity trafega sobre as dunas marcianas guiado pela MRO e sua câmera HiRISE (NASA/HiRISE/Universidade do Arizona)
Assim, um jipe-robô-explorador poderá relatar a observação de rochas macias em sua vizinhança, enquanto o balão ou a sonda orbital poderia confirmar se o jipe-robô-explorador está transitando sobre um leito seco de um rio extinto. Isto representará um avanço em relação às missões atuais, que focam apenas através da visão global a partir da sonda orbital e não conseguem proporcionar informação em escala local para dizer se o jipe-robô-explorador está de fato situado efetivamente no meio de um antigo leito de rio ou não, ou ainda se está transitando em outro tipo de solo.

Um exemplo atual deste tipo de colaboração exploratória acontece em Marte, no qual os dados obtidos pelos jipe-robô-exploradors Spirit e Opportunity são enviados para as sonda MRO (Mars Reconnaissance Orbiter), atualmente operando na órbita de Marte e depois retransmitidos para a Terra. No entanto, essa informação é apenas retransmitida, os dados não são partilhados entre as sondas ou usados para controlá-las diretamente. A cooperação entre a MRO (via sua fantástica câmera de alta resolução HiRISE) e os jipes-robôs-exploradores marcianos é feita ‘manualmente’ pelos operadores do centro de controle.

“Estamos agora basicamente caminhando para a construção de robôs que comandam outros robôs”, disse Fink, diretor do Laboratório de Pesquisa de Sistemas de Exploração Visual e Autônoma no Caltech, onde este trabalho tem sido desenvolvido.

“Um dia, uma frota inteira de robôs será comandada de forma autônoma de uma só vez. Esta armada de robôs será os nossos olhos, ouvidos, braços e pernas no espaço, no ar, e no chão, capaz de responder ao seu ambiente sem nossa intervenção direta, atuando para explorar e compreender o desconhecido”, completou Fink.

Os artigos que descrevem esta nova exploração foram publicados na revista “Computer Methods and Programs in Biomedicine” e também nos Procedimentos do SPIE.

O JPL (Jet Propulsion Lab) é gerenciado pela NASA através do Caltech (California Institute of Technology).


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Mensagem por Carlos Costa em 30th Outubro 2010, 18:15

Os cientistas pensam que poderá existir vida em Titã

Os espectógrafos da Voyager 1 deram a conhecer a existência de moléculas orgânicas, e em particular de hidrocarbonetos já complexos de metano, que já tinham sido detectados a partir da Terra, mas também de acetileno e outros compostos num mundo que se revelou interessante para os exobiologos. Foi também descoberto ácido cianídrico (HCN), uma molécula um tanto simples composta por três átomos, mas que são as bases azotadas do DNA, o código com que se "escreve" a vida.

Como existe metano e monóxido de carbono em quantidade suficiente e Titã está suficientemente próximo do Sol, o planeta pode ser afectado pela luz ultravioleta. As radiações mais fortes do Sol, na alta atmosfera de Titã, leva a que as moléculas do Metano (CH4) formem moléculas mais complexas. Os hidrocarbonetos mais pesados aglomeram-se e produzem as opacas camadas de aerossol alaranjado com 200 km de altura, até serem demasiado pesados e, assim, descem à superfície. Lentamente e durante a história desta lua, uma contínua camada orgânica foi cobrindo toda a superfície até, pelo menos, centenas de quilómetros. Devido a isto, Titã tem semelhanças com a Terra primordial. Titã tem sido visto como uma Terra primitiva no congelador, com o embrião da vida congelado.

A existência de criovulcanismo em Titã tem importantes implicações na exobiologia, já que expõe os orgânicos da superfície à água líquida. A química aquosa permite que os hidrocarbonetos formem espécies pré-bióticas mais evoluídas e oxidadas, tais como aminoácidos. Num modelo feito, e como uma abóbada de apenas 1 km de altura levaria 5 x 10³ anos a se congelar com lava feita inteiramente de água líquida, e levaria até 12 x 10³ anos caso fosse de amónia desidratada, permitindo a que a química pré-biótica evolua bem mais do que foi experimentado em laboratórios na Terra.

Assim, Titã tal como a lua Europa e o planeta Marte, está no topo da lista dos corpos celestes onde se pode encontrar formas de vida primitiva. Daqui a 5 bilhões de anos quando o Sol ampliar 50 vezes o seu tamanho, Titã vai receber a mesma quantidade de energia solar que a Terra recebe hoje. Hipoteticamente e por um curto período de tempo, o satélite poderia tornar-se num mundo oceânico onde a vida prospera.

Wikipédia


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Mensagem por meson em 31st Outubro 2010, 18:41

uau interessante este ultimo texto... Smile
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Mensagem por Xevious em 7th Novembro 2010, 02:26

também acho que tem grandes chances por lá...

mas interessante o lance de que esses robos podem enviar dados de forma a gente que esta aqui como que sentir que estivessemos lá, ia ser tri

pena que não daria pra ser em tempo real, mas ainda assim seria tri

sabe, aqueles malucos que vendem pedaços da lua
da lua não me interessaria em ter um pedaço, mas de Titã sim Very Happy

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Mensagem por Carlos Costa em 7th Novembro 2010, 17:06

Titã é muito parecido com a Terra: tem lagos, rios, mares, chuva, etc. Um meteorologista gostaria de prever o tempo lá. O mais engraçado é que o líquido em Titã é metano e não água. Como esse satélite tem menos gravidade que a Terra, ao nadarmos nos lagos de metano de titã poderiamos saltar como os golfinhos. Precisavamos era de um fato de banho protetor dado que as temperaturas são muito piores do que na Sibéria!

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Exército de robôs vai invadir Titã Empty Re: Exército de robôs vai invadir Titã

Mensagem por Carlos Costa em 27th Janeiro 2012, 16:11

Novos dados sobre as dunas de Titã: http://cienciahoje.pt/index.php?oid=52748&op=all

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