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Antimatéria

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Antimatéria

Mensagem por Tânatos em 8th Setembro 2011, 15:31

Tanto quanto sei, quando a antimatéria reage com a matéria é libertada uma grande quantidade de energia! Existe ou poderá existir uma forma de guardar e reutilizar essa energia?

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Re: Antimatéria

Mensagem por Xevious em 8th Setembro 2011, 17:32

Tânatos escreveu:poderá existir uma forma de guardar e reutilizar essa energia?
Só não existe, porque não temos condições de criar as condições de gerar uma quantidade economicamente prática de anti-matéria

Mas a forma de armazenamento até existe.
Seria o aproveitamento do calor que geraria nessa explosão.
E poderíamos usa-la do mesmo modo que fazemos com a energia nuclear.

Engana-se se alguém pensa que utilizamos as particulas iônicas desprendidas das reações atômicas.
Utilizamos apenas o calor.
E da mesma forma como já usamos a séculos a energia do carvão.

O calor, aquece a agua.
A agua evapora, e a pressão da expansao dela, move uma turbina.
Esta turbina, em rotação, gera energia elétrica..

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Re: Antimatéria

Mensagem por Tânatos em 9th Setembro 2011, 15:14

Eu já tinha ouvido falar dessa capacidade já existente! A exepriência Alpha, e também sei que só conseguiram ter antimatéria armazenada durante mais ou menos 16 segundos, mas podiam haver descobertas mais recentes!
Muito obrigado!

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Re: Antimatéria

Mensagem por Saibot em 9th Setembro 2011, 16:13

Estima-se que custaria triliões de euros só para produzir uma grama de antimatéria! O LHC produz alguma antimatéria, mas para criar uma grama seriam necessários séculos de experimentos!
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Re: Antimatéria

Mensagem por Xevious em 9th Setembro 2011, 17:13

Saibot escreveu:para criar uma grama seriam necessários séculos de experimentos!
O máximo que foi criado foi 38 atomos, e duraram 17 minutos

mas existe uma grande possível fonte de anti-matéria, não muito londe de nós

Olhem essa matéria
A Terra tem Anéis? e de Anti-Matéria?

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Re: Antimatéria

Mensagem por Tânatos em 16th Setembro 2011, 10:33

Mas se se conseguisse utilizar esses antiprotões, de alguma maneira, como fonte de energia seria um feito incrível ...

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Re: Antimatéria

Mensagem por Xevious em 16th Setembro 2011, 15:03

Tânatos escreveu:Mas se se conseguisse utilizar esses antiprotões, de alguma maneira, como fonte de energia seria um feito incrível ...

Seria mesmo a grande sacada, a grande salvação da humanidade em termos de produção de energia.

E poderíamos utilizar o lixo como matéria prima.

Porque a matéria que seria jogada em direção da anti-matéria poderia ser qualquer uma.

E existem alguns tipos de lixos como hospitalares, que não podem ser reciclados, nem jogados em algum lixão, devem ser acondicionados em lugares com alta segurança e talz, melhor seria se podessemos apenas desintegra-los, e com a anti-matéria eles seriam desintegrados, formando uma enorme quantidade de energia.

Hoje mesmo estava conversando com meus colégas, falando em como que os carros elétricos estão ficando bons, e logo teremos muitos nas nossas estradas.
Mas a necessidade de produção de energia seria muito maior doq agora.
E o dominio da tecnologia de produção de energia atravéz da anti-matéria, viria muito a calhar.

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Re: Antimatéria

Mensagem por Tânatos em 19th Setembro 2011, 15:10

De facto era uma solução incrível, mas usar a antimatéria também tem as suas desvantagens! Se não fosse feito num clima devidamente preparado podia dar origem a acontecimentos muito infelizes!

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Re: Antimatéria

Mensagem por Gauss em 19th Setembro 2011, 20:54

Primeiro vamos apontar para a fusão que tem ainda problemas mas que é também extramente rentável.

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Re: Antimatéria

Mensagem por Tânatos em 21st Setembro 2011, 12:28

Fusão?

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Re: Antimatéria

Mensagem por Xevious em 21st Setembro 2011, 16:39

Tânatos escreveu:Fusão?
As usinas atômicas que temos hoje, utilizam a técnica da FISSÃO nuclear.
Que é o desmembramento de atomos de Plutônio em Atomos menores, e com isso libera energia na forma de calor.

A Fusão é o sistema que existe no Sol, em que se fundi dois atomos de Hidrogênio.
E até hoje se tenta fazer uma usina de fusão nuclear, que tenha uma praticidade comercial.

As vantagens da usina de Fusão são várias.
Primeiro que se conseguiria bem mais energia.
Depois que a matéria-prima é vastíssima em se comparando com o Urânio que é raro.
E não há o problema do lixo nuclear.

Mas as condições pra que uma usina dessa possa existir, são dificílimas.
Tanto que uma das técnicas consiste explodir uma bomba atômica dentro da usina, de forma controlada, em que essa explosão serviria como ignição para o funcionamento da fusão.

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Re: Antimatéria

Mensagem por Jonas Paulo Negreiros em 30th Novembro 2011, 08:52

NEUTRINOS E O SUMIÇO DA ANTI-MATÉRIA*

Neutrinos roubam a cena mais uma vez

Experimento internacional, com participação brasileira, identifica o estranho sumiço e a transformação dessas partículas e define com precisão um parâmetro que pode ajudar a entender mistério da formação do universo.

Por: Sofia Moutinho

Os neutrinos estão com tudo. Depois de chamarem a atenção de cientistas de todo o mundo ao serem detectados supostamente em velocidade maior que a da luz, essas partículas voltam à cena com os primeiros resultados do experimento Double Chooz, colaboração internacional, com participação brasileira, que tem por objetivo observar o seu estranho comportamento.

O experimento mostrou, com sucesso, o curioso desaparecimento de neutrinos e conseguiu encontrar um valor para o parâmetro físico que explica esse fenômeno.

Neutrinos são partículas subatômicas sem carga que de tão pequenas conseguem passar através de sólidos sem causar alterações. De fato, somos atravessados por neutrinos emitidos pelo Sol toda hora.

Existem três tipos de neutrinos: os do elétron, do tau e do múon. Recentemente, descobriu-se que essas partículas têm a curiosa propriedade de se transformar uma na outra durante sua propagação.

Os neutrinos também são produzidos, artificialmente, durante a fissão do urânio em reatores nucleares ou em aceleradores, como o Grande Colisor de Hádrons (LHC, na sigla em inglês). Desde março deste ano, um detector de neutrinos do elétron está em funcionamento na usina de Chooz, na França, medindo as partículas que são emitidas e as que chegam a 1 km do reator.


Depois de 100 dias de medição, os pesquisadores envolvidos no projeto observaram o desaparecimento dos neutrinos do elétron, o que significa que, em sua viagem do reator até o ponto onde está localizado o detector, eles devem ter se transformado em neutrinos do tau ou do múon, não identificáveis pelo equipamento usado.

Em reunião realizada no Centro Brasileiro de Pesquisas Físicas (CBPF) em outubro, pesquisadores do mundo inteiro compararam a quantidade de partículas emitidas pelo reator com o número de partículas que sumiram e chegaram ao valor mais preciso já obtido até hoje para o chamado “ângulo de mistura teta 13” (lê-se ‘um três’), um importante parâmetro envolvido na transformação dos neutrinos em curtas distâncias.

Alguns experimentos com aceleradores, como o japonês T2K, recentemente sugeriram valores para o teta 13, mas não com a precisão de 92% obtida pelo Double Chooz. “Quando falamos desse ângulo de mistura, estamos falando de medir algo muito pequeno, por isso sempre foi muito difícil encontrar esse valor”, conta o físico João dos Anjos, coordenador da equipe do CBPF no projeto.

Chance de Nobel

A medida precisa do teta 13 é necessária para se chegar ao valor de outra incógnita de nome complicado na física de partículas, a chamada violação de carga paridade, que pode ajudar a explicar o mistério do sumiço da antimatéria, prevista na teoria do Big Bang sobre a origem do universo.

E o fim desse mistério pode estar próximo. Em meados do ano que vem, o Double Chooz já terá um ano inteiro de medições, o que pode tornar o valor de teta 13 mais preciso ainda.

A medida do teta 13 é necessária para se chegar ao valor de uma incógnita da física que pode ajudar a explicar o mistério do sumiço da antimatéria

Esses resultados devem ser apresentados durante o congresso de Neutrinos 2012 em julho, em Tóquio, Japão, e espera-se que eles ajudem os pesquisadores do experimento T2K a encontrar o valor do parâmetro que pode explicar o sumiço da antimatéria.

“São dois experimentos complementares que usam técnicas diferentes e agora eles podem usar o nosso valor para descobrir esse importante fator”, diz dos Anjos. O físico acredita que, se bem-sucedida, a experiência pode até render um Nobel aos japoneses, que já levaram o prêmio por estudos com o neutrino em 2002.


Sofia Moutinho
Ciência Hoje On-line

fonte:
http://cienciahoje.uol.com.br/noticias/2011/11/neutrinos-roubam-a-cena-mais-uma-vez/view

*Gosto de grafar anti-matéria em separado, até a decisão final do destino do hifen.
Antimatéria escrita sem o hifen pode aniquilar-se mutuamente Very Happy .
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Re: Antimatéria

Mensagem por Jonas Paulo Negreiros em 10th Dezembro 2011, 21:14

Confirmado el exceso de antimateria cósmica

Artículo publicado por Geoffrey Koch el 22 de noviembre de 2011 en Science NOW

Nota:
Estranhamente, a imprensa lusófona, dos dois lados do Atlântico, desapercebeu-se deste interessante caso. Peço perdão aos colegas. O texto está na língua de Cervantes, mas acho que é compreensivel à maioria dos frequentadores do Fórum Física2100.

En 2008, el satélite italiano PAMELA captó una señal inusual: un pico en las partículas de antimateria que surcan el espacio. El descubrimiento, controvertido en su momento, dio pistas a los físicos de que podrían estar cerca de detectar la materia oscura, una enigmática sustancia que se cree que cuenta con el 85% de la materia del universo. Ahora, nuevos datos procedentes del Telescopio Espacial de Rayos Gamma Fermi de la NASA, confirman el pico. Por desgracia, también socavan su interpretación como una señal de energía oscura.

Los teóricos normalmente creen que cuando colisionan dos partículas de materia oscura deberían aniquilarse para producir partículas ordinarias, tales como electrones y su gemelo de antimateria, el positrón. Gracias a la famosa equivalencia de Einstein entre energía y masa, E=mc2, cada una de esas partículas debería surgir con una energía básicamente igual a la masa de la partícula original de materia oscura. Por lo que, cuando PAMELA vio un pico en la proporción de positrones respecto a los más abundantes electrones en una porción particular del espectro de energía, algunos físicos se emocionaron. Quizá PAMELA estaba viendo pruebas de tales aniquilaciones.



Materia oscura y común en el universo © Crédito: Argonne National Laboratory


Sin embargo, debido a que los positrones se producen en todo el universo, incluyendo los púlsares y estrellas de neutrones, el resultado era, en el mejor caso, poco concluyente – aunque generó una agitación frenética. En una conferencia donde se presentaron los datos preliminares de PAMELA, algunos físicos usaron teléfonos móviles para tomar fotografías de las transparencias del equipo italiano, y luego escribieron y publicaron artículos en Internet sobre el significado de la materia oscura en los datos, todo antes de que los resultados estuviesen preparados para su envío a una revista revisada por pares.

La trama aumentó en 2009, cuando el equipo de Fermi publicó datos de las observaciones de su propio satélite sobre el espectro de rayos cósmicos, el cual demostró que no había señales fuera de lo común. Sin embargo, en dicho análisis, el grupo de Fermi consideró la suma total de todas las partículas cargadas, electrones y positrones. Esto se debe a que el telescopio se diseñó para medir los rayos gamma neutros y no tenía imanes a bordo para distinguir los electrones cargados negativamente de los positrones cargados positivamente.

Los físicos esperan poder usar los datos acumulados de antimateria para estudiar la masa de las partículas masivas de interacción débil (WIMP), que se cree que son las partículas fundamentales de la materia oscura. La señal esperada sería un continuo aumento de positrones en un rango dado de energías, seguido por una súbita caída. Apuntando el nivel de energía – los físicos miden esto en miles de millones de electrón volts – a la que cae la señal de positrones, permitiría a los físicos calcular la masa de las WIMPs.

Después del entusiasmo generado por el resultado de PAMELA, los físicos de la Universidad de Stanford Stefan Funk y Justin Vandenbroucke querían centrarse en la señal del positrón. Encontraron una forma de hacerlo, usando la propia Tierra como filtro de partículas. “Básicamente, puedes mirar en ciertas direcciones, a partir de las cuales, sólo pasarán electrones o positrones a través del campo magnético de la Tierra”, dice Vandenbroucke.

El método de Funk y Vandenbroucke, que se ha enviado a Physical Review Letters, confirmó el resultado italiano. Es decir, que la abundancia relativa de positrones parece aumentar de 20 000 millones a 100 mil millones de electrón volts. Y, por primera vez, los investigadores demostraron que la señal sigue siendo fuerte por encima de 200 000 millones de electrón volts. Si lo que ven son remanentes de muertes de materia oscura, entonces la masa de las WIMP tendría que ser de al menos 100 veces la de un protón, lo que está dentro de muchas predicciones teóricas.

“Como hazaña técnica, es maravillosa”, dice el físico de la Universidad de Harvard Doug Finkbeiner. Aun así, dice que es demasiado pronto para decir si los nuevos datos dicen algo sobre la materia oscura. Un vistazo más cercano a los resultados de PAMELA y Fermi sugieren que la señal de positrón probablemente sigue haciéndose más fuerte a energías más altas, dice Finkbeiner, incluso más allá del extremo superior de la última medida de Fermi. Es decir, puede que no sea un pico distintivo, sino una tendencia amplia en el espectro de rayos cósmicos, la fuente de los cuales es imposible de determinar. El nuevo artículo es una “maravillosa confirmación del resultado de PAMELA”, dice, “sin embargo la señal de positrón probablemente estará ahí, tanto si los positrones proceden de la aniquilación de materia oscura, de púlsares, o del Ratoncito Pérez”.

“Confirmar el aumento de positrones es bueno, significa que hay algo nuevo en marcha”, añade el cosmólogo de la Universidad de Chicago Michael Turner, cuyo artículo de 1990 junto a Frank Wilczek, teórico en el Instituto Tecnológico de Massachusetts en Cambridge, sugirió por primera vez buscar positrones como prueba de las aniquilaciones de WIMPs. “Pero sin la súbita bajada, no tenemos la prueba definitiva”.

La búsqueda de la “prueba definitiva” por parte de Turner cuenta ahora con otro detector, el Espectrómetro Magnético Alfa (AMS-02), de 2200 millones de dólares, patrocinado internacionalmente, que se transportó a la Estación Espacial Internacional en mayo. AMS-02 incluye un potente imán para separar los rayos cómicos y debería ser capaz de estudiar el exceso de positrones, y la súbita caída, a energías significativamente más altas de las que puede manejar el telescopio Fermi. “AMS-02 debería ser capaz de dar un veredicto final sobre esto”, dice Funk. “Es algo que todos estamos esperando ansiosamente”.

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