Física2100
Olá visitante!

Por favor, faça login ou crie uma conta se ainda não estiver registado.

Se o tempo dilata, porque o atraso nos satélites é sempre constante?

Ver o tópico anterior Ver o tópico seguinte Ir em baixo

Se o tempo dilata, porque o atraso nos satélites é sempre constante?

Mensagem por danilom em 26th Março 2012, 06:25

Pessoal, estava pensando sobre a relatividade especial e a dilatação do tempo e acabei não entendendo o por que de o tempo não dilatar de maneira diferente do que medimos. Para explicar minha dúvida, vou utilizar o atraso no tempo de satélites.

É sabido, através da teoria da relatividade especial de Einstein, que quanto mais rápido um corpo está, mais lento o tempo correrá para ele. Teoricamente isso foi provado com o atraso observado nos satélites, mas não concordo que a dilatação devesse ser igual a que medimos. Vejam porque:



Esse é o modelo que temos e imaginamos, onde o satélite tem uma velocidade com relação a terra. Medimos essa velocidade, aplicamos a fórmula da dilatação do tempo e conseguimos o tempo exato de atraso. A primeira coisa a se considerar aqui, é que essa velocidade não está em relação com o movimento de rotação da Terra, visto que se assim o fosse, o atraso nos satélites seria diferente para os que vão no sentido contrário a este movimento. Com isso, a velocidade do satélite, é medida de um outro referencial, um onde seja possível enxergar a Terra parada, sem a velocidade de translação ao redor do Sol. Podemos também saber a velocidade de rotação, calculando o ângulo de movimento do satélite em relação a terra e excluir, na proporção com o ângulo, essa velocidade adicional. Enfim, sabendo a velocidade do satélite, podemos calcular com tranquilidade o quanto será atrasado.

Sabemos que o tempo no satélite corre mais lentamente que o tempo na Terra. Agora, se formos para o Sol, perceberemos que o tempo no satélite é menor ainda. A velocidade do satélite é somada a velocidade da Terra, isso faz com que ele tenha um tempo mais lento que o da Terra. A Terra, no entanto, tem seu tempo mais lento que o do Sol.



Agora, o problema começa quando deixamos o satélite andar algumas horas e o sentido do movimento se altera:



Nesse ponto, a velocidade do satélite em relação ao Sol diminui, fazendo com que o tempo dê uma acelerada. Com isso, temos que o tempo no satélite oscila, hora mais rápido e hora mais lento, de acordo com o sentido do seu movimento em relação ao Sol. E isso começa a ficar complexo quando analisamos esse movimento em relação a galáxia e depois até o universo. No entanto, não medimos uma oscilação no tempo do satélite, além de que a fórmula da dilatação, nem tem conhecimento dessa variação de acordo com o referencial.

Se essa oscilação não ocorre, posso pressupor que a dilatação não ocorre em relação ao Sol, mas apenas em relação a Terra. E por que não posso medir essa oscilação a partir do Sol? Isso me faz pensar que o objeto que terá seu tempo dilatado, não sofrerá interferência do "vagão". É como se só enxergássemos a dilatação de dentro do vagão de Einstein. Se tentarmos medir pelo lado de fora, não funcionará. Então tudo bem, conseguimos entender que o vagão não causa interferência na dilatação do tempo do objeto interno.

Pressupor isto, é o mesmo que aceitar que o relógio dentro do satélite, não sofrerá dilatação, já que está dentro de um vagão e parado em relação a este. É o mesmo que aceitar que se estivermos em um avião a jato e atirarmos um relógio como se fosse uma bala, o seu tempo seria dilatado apenas de acordo com a velocidade que saiu do cano em relação ao avião, porque a velocidade do avião não afetaria a distorção.

Como podemos perceber, é uma ideia descabida, já que medimos um atraso no satélite. Então como medimos este atraso, se o relógio está parado em relação ao satélite? Visto que o relógio não mede a dilatação em relação ao Sol, porque deveria medir em relação a Terra?

Mas também podemos assumir outra interpretação dos fatos. Se não medimos a oscilação na dilatação do tempo no Sol, de certo seja porque não exista um referencial absoluto. A dilatação ocorre relativamente, diferente em cada referencial. Se este for o caso, vamos programar o satélite para em um dado momento, medir o seu tempo e emitir essa informação para todo o universo. Depois, captamos essa informação no Sol, na Lua, no centro da galáxia...e vemos que a informação que chegou, é a mesma em todos os pontos. Isso porque não existe uma maneira de transformar a informação no meio do caminho.

Ou seja, o tempo do satélite foi o mesmo, independente do referencial em que eu me encontrava. Então quer dizer que essa medição funciona apenas na Terra?

E outra, se assumirmos que não existe um referencial absoluto, como medimos a velocidade? Já vimos que o tempo não altera de acordo com o referencial, porque medimos com o experimento mental, então como saber em qual referencial o tempo vai se basear para ser dilatado?

Com isso, posso concluir o seguinte:
1) Se a dilatação ocorre de acordo com a velocidade, preciso de um referencial, para calcular tal velocidade.
2) Se tenho um referencial, este referencial terá outros referenciais, mas estes não podem ser utilizados para calcular uma dilatação.
3) A dilatação do tempo não é relativa de acordo com outros referenciais. Se o fosse, a informação emitida, contendo o tempo do satélite, seria diferente para cada referencial que captasse tal informação, aceitaríamos que informação foi alterada.
4) A dilatação ocorre apenas usando a Terra como referencial. Mas o relógio está parado em relação ao satélite e este em movimento em relação a Terra. Existe dilatação e isso contradiz a conclusão 2.
5) Se a dilatação não é relativa de acordo com o referencial, o exemplo do trem de Einstein é falho, logo, toda a explicação que Einstein deu para suas fórmulas, é igualmente falha.

Somos especiais? Esse é o motivo de, através desse experimento mental, concluirmos que só vemos a dilatação ocorrer aqui? Será que o erro primordial não está em aceitar que o tempo é flexível? Como podem ver, vários paradoxos aparecem.
Qual a opinião de vocês a respeito disso? Se cometi algum erro, peço encarecidamente que me corrijam.
Abraço.


Última edição por danilom em 26th Março 2012, 06:30, editado 1 vez(es)

danilom
Membro Regular
Membro Regular

Mensagens : 109

Voltar ao Topo Ir em baixo

Re: Se o tempo dilata, porque o atraso nos satélites é sempre constante?

Mensagem por rodrigo torri de araujo em 20th Maio 2012, 00:16


Danilon tudo bem com vc?
Acredito que o atraso na mensuração do tempo em um relógio dentro de um objeto acelerado em relação a outro inercial, se de deve a aceleração deste objeto em relação ao espaço, considerando-se que o espaço para o referencial inercial encontra-se parado.
Espero ter me feito compreendido.
Qual a sua opinião desta possibilidade?
Abraços
Rodrigo

rodrigo torri de araujo
Membro Regular
Membro Regular

Mensagens : 60
Idade : 51
Localização : Belo Horizonte

http://rodrigotorri@terra.com.br

Voltar ao Topo Ir em baixo

Re: Se o tempo dilata, porque o atraso nos satélites é sempre constante?

Mensagem por rodrigo torri de araujo em 20th Maio 2012, 00:53

Danilon:
Acredito que a situação pode se complicar ainda mais quando o referencial inercial encontra-se próximo ao sol em relação a outro referencial em movimento em um satélite ao redor da terra.
Nesta situação o referencial próximo ao sol estará subjugado a um forte campo gravitacional e por este motivo a mensuração do tempo se dará de forma mais lenta em relação a um referencial fora deste campo gravitacional.
Sendo que atraso por atraso então não haveria atraso na mensuração do tempo de um em relação ao outro, os dois relogios marcariam o mesmo tempo.
É complicada a situação... Smile
Qual a sua opinião?
Abraços
Rodrigo


Última edição por rodrigo torri de araujo em 20th Maio 2012, 01:40, editado 2 vez(es)

rodrigo torri de araujo
Membro Regular
Membro Regular

Mensagens : 60
Idade : 51
Localização : Belo Horizonte

http://rodrigotorri@terra.com.br

Voltar ao Topo Ir em baixo

Re: Se o tempo dilata, porque o atraso nos satélites é sempre constante?

Mensagem por rodrigo torri de araujo em 20th Maio 2012, 01:33

Em tempo
Danilon:
Observo que em suas descrições, você nem sempre se preocupa em descrever com clareza os dois referencias envolvidos, o que dificulta acompanhar o seu raciocínio.
Na teoria da relatividade, o próprio nome já diz relativo, ou seja: um referencial em relação ao outro.
Sendo assim estas diferenças na mensuração do tempo de um referencial em relação a outro só faz sentido ao se descrever com clareza e na mesma frase (ideal) os dois referenciais envolvidos e a situação de um em relação ao outro.
Para cada par de referenciais a diferença na mensuração de tempo entre eles se dará de forma diferente tendo em vista as particularidades de um em relação ao outro.
Estou meio confuso ainda e nem entendi o que escrevi, mas faz algum sentido para você?
Abraços!
Rodrigo

rodrigo torri de araujo
Membro Regular
Membro Regular

Mensagens : 60
Idade : 51
Localização : Belo Horizonte

http://rodrigotorri@terra.com.br

Voltar ao Topo Ir em baixo

Re: Se o tempo dilata, porque o atraso nos satélites é sempre constante?

Mensagem por Xevious em 22nd Maio 2012, 16:36

Eu a pouco tempo iniciei uma teoria de que não ocorre essa dilatação do tempo
inclusive porque o tempo não seria "algo" mas sim uma "impressão"
o tempo seria um sintoma de uma transformação

danilom escreveu:A primeira coisa a se considerar aqui, é que essa velocidade não está em relação com o movimento de rotação da Terra, visto que se assim o fosse, o atraso nos satélites seria diferente para os que vão no sentido contrário a este movimento.
considerando essa proto-teoria, o atraso nos relógios seriam em relação a velocidade, mas não em relação a uma referência e outra
mas sim a um outro fator, um elemento que causaria uma inércia nas reações, portanto uma diminuição das ações do tempo
este outro fator, teria o nome conhecido como "Eter" além de outros nomes que já foram dados, a um "elemento" que preencheria todo o universo

Xevious
Físico Amador
Físico Amador

Mensagens : 681

Voltar ao Topo Ir em baixo

Re: Se o tempo dilata, porque o atraso nos satélites é sempre constante?

Mensagem por rodrigo torri de araujo em 23rd Maio 2012, 06:41

Xevious compartilho de sua ideia referente a presença de um Meio em nosso universo.

No passado esta ideia foi refutada pela dificuldade em se definir uma natureza para este Meio bem como dele não ter alterado a velocidade da luz ao se utilizarem do aparelho de interferômetro.

Diga-se mais precisamente que o meio não alterou sim mensuração da velocidade da luz, sendo esta mensuração realizada por nos imersos no meio.

Isto se deveu ao fato de que o Meio interfere em nossa percepção do tempo acelerando ou desacelerando o movimento de cada uma de nossas estruturas mais elementares, fazendo que nossos reações químicas e nossos relógios mensurem o tempo mais rápido ou mais devagar, na mesma proporção da aceleração ou desaceleração em que a luz estaria sujeita tendo em vista o deslocar do meio.

A natureza deste meio seria na nossa percepção ao próprio vácuo ou espaço ao que o autor da teoria em questão atribuiu a responsabilidade das propriedades da luz, mas que não a explicitou como sendo ao Meio ou Éter Luminifero.

São estas ideias que você esta a desenvolver em sua teoria?
Afinal o que esta pensando?

Abraços
Rodrigo Torri

rodrigo torri de araujo
Membro Regular
Membro Regular

Mensagens : 60
Idade : 51
Localização : Belo Horizonte

http://rodrigotorri@terra.com.br

Voltar ao Topo Ir em baixo

Ver o tópico anterior Ver o tópico seguinte Voltar ao Topo


Permissão deste fórum:
Você não pode responder aos tópicos neste fórum