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O Tempo absoluto e os Tempos sensoriais

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O Tempo absoluto e os Tempos sensoriais Empty O Tempo absoluto e os Tempos sensoriais

Mensagem por casasanta em 3rd Março 2014, 16:00

O tempo absoluto não é rápido, nem lento e nem “mais ou menos”.

E quem determina a "quantidade" de tempo é o sistema mecânico do funcionamento atômico. A química está subordinada a ele. O funcionamento do cérebro, que nos dá as sensações, também.

O que dizer, então, da noção do fluxo do tempo? Afinal, tudo isso é química

Mas esse tempo determinado pela mecânica do átomo é o tempo que temos na percepção.

Isso significa que um relógio atômico que estiver em uma nave que está se movendo com uma extrema velocidade enquanto nós estamos praticamente parados, funciona lentamente enquanto que outro idêntico que está aqui funciona mais rápido.

Não importa onde a nave está - se está se aproximando ou se está se distanciando de nós, ou passando ao longe - o relógio que está na nave trabalha lentamente. E o astronauta, mesmo sabendo dessa artimanha da física do universo, não percebe a lentidão de seu relógio atômico, pois todos os átomos que estão compondo a nave como um todo, (nave, relógio, astronauta, etc.), estão na mesma condição em que o relógio está, a qual faz tudo ali trabalhar mais lento.

Assim, e ao contrário do que a Relatividade diz, o astronauta diz: "O relógio que está na Terra está trabalhando mais rápido que o que está aqui na nave". E isso (segundo minha teoria) é verdade, pois a velocidade da nave em questão se refere ao tão famoso e real éter. A Terra, se movendo pelo mesmo referencial por baixíssimas velocidades, tem seu átomos trabalhando mais rápidos.

Essa lentidão de tempo vivido pelo astronauta é devido a um fenômeno que ocorre com o funcionamento mecânico do átomo muito simples de se entender. Trata-se da distância que as partículas subatômicas têm que percorrer para realizarem seus devidos trabalhos dentro do sistema mecânico do átomo.

Quando se adquire a noção do "tempo absoluto", e percebendo, assim, que ele existe, tem-se uma visão muito esclarecida desse outro tempo percebido por nós (o tempo sensorial). Assim se vê que a dilatação do tempo acontece de forma tão simples e natural quanto qualquer mero evento do nosso dia a dia, apesar de haverem certos mistérios por de trás deles, mas, quando falo em simplicidade e naturalidade só me refiro à nossa simples e natural aceitação deles serem o que são, sem espanto algum, apoiando-nos em lógicas.

A distância do trajeto que cada partícula subatômica realiza nos ciclos do sistema mecânico do átomo é o menor quando o átomo está parado no éter, e torna-se mais longo quando o átomo se move através do éter, sendo mais longo quanto maior for a velocidade do átomo pelo éter. Mas, como a partícula não se move mais depressa, pois ela tem sua própria velocidade determinada pela sua relação com o éter, os ciclos da mecânica do átomo se tornam mais lentos, sendo, pois, mais lentos quanto maior for a velocidade do átomo pelo éter.

O tempo absoluto é aquele em que devemos estar para "enxergar" essas variações dos ciclos da mecânica dos átomos em função do movimento do átomo pelo éter, ou pelos átomos estarem em campos gravitacionais das mais diversas intensidades. Estando neste tempo absoluto, vemos um universo sempre funcionando como um todo na absoluta simultaneidade.

O tempo absoluto é melhor visualizado na determinação natural da velocidade da partícula através do éter. Sendo o éter muito variável, e com isso varia a velocidade da partícula através dele, a “relação de velocidade” entre todas as partículas do universo, onde cada partícula responde às forças que a atingem, segue uma única determinação (lei) de velocidade de ação. Isto é; todo o universo funciona com “velocidade relativa” entre todas as suas partículas. Em outras palavras; a velocidade de ação de uma partícula, em relação às velocidades de todas as demais do universo, considerando todos os aspectos de condições de cada uma, é sempre a mesma, pois, havendo um motivo para tal partícula agir com maior ou menor velocidade, esse motivo fará parte das condições em que se encontra tal partícula.

Desculpem-me, mas este parágrafo acima está muito complicado para se entender. Não se preocupem, pois é de pouca importância em relação aos demais. Noutra hora destilarei o que nele foi informado.

E o fluxo do tempo absoluto não tem em si a qualidade de ser rápido ou lento. O ser que "vive", vive em um fluxo de tempo determinado pelo ciclo de funcionamento dos átomos que compõem seu corpo, e esses ciclos é o que determina a quantidade do trabalho químico do corpo material do ser, dando-lhe a noção de um fluxo de tempo percebido (tempo sensorial) em decorrência do ritmo de trabalho atômico.

É por isso que o astronauta volta e chega mais jovem que o esperado por “Newton”.


Última edição por casasanta em 3rd Março 2014, 18:42, editado 3 vez(es)
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O Tempo absoluto e os Tempos sensoriais Empty Re: O Tempo absoluto e os Tempos sensoriais

Mensagem por Xevious em 3rd Março 2014, 17:27

casasanta escreveu:"O relógio que está na Terra está trabalhando mais rápido que o que está aqui na nave". E isso (segundo minha teoria) é verdade, pois a velocidade da nave em questão se refere ao tão famoso e real éter.
Eu cheguei a uma conclusão similar e cheguei a conjecturar uma explicação para isto.

No caso haveria uma energia potencial de reação química-atômica.
E haveria um relacionamento com o Eter na forma que eles provocasse um atrito atrasando as reações.

Com o aumento da velocidade, haveria um aumento de incidência do éter interferindo e provocando atrito nas reações.
Ao ocorrer o atrito, haveria uma perda de força, e com isto uma diminuição na velocidade nas reações químico-atômicas e com isso uma redução das velocidade das reações.
A que podemos traduzir como diminuição da velocidade do tempo.

Esta explicação acima é compatível com o experimento realizado, com relógios e satélites em alta velocidade, que teriam servido para comprovar a teoria de Einstein sobre a relatividade do tempo.

Mas o experimento realizado não foi completo, pois na teoria de Einstein ocorreria diminuição de velocidade no deslocamento em certo sentido e aumento proporcional em deslocamento em outro sentido.
Como a experiência era relativo a uma orbita não foi possível medir quanto ao sentido de deslocamentos.

Já eu e creio que Casasanta também diremos que sempre ocorrerão diminuições na velocidade, seja qual for o sentido e nunca aceleração.
Oq é compatível com a ideia de atrito do Eter nas reações físico-químicas.

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Mensagem por Dionísio em 16th Março 2014, 04:37

A percepção de tempo está indissoluvelmente ligada à noção de espaço. "Antes estava aqui e depois lá".

Pesquisadores deixados por muitas horas sem relógios em cavernas, longe de ruídos externos e luz do dia, modificam seus hábitos de sono e jornada de vigília. Perdem a noção dos dias e horas, perdem a "noção do tempo" mas não perdem a noção de tempo, pois continuam a saber o que era antes e o que é depois de qualquer evento.

Mesmo uma pessoa absolutamente imóvel, num ambiente totalmente escuro, antes de ensandecer saberá perceber o próprio fio de pensamento como um fluxo de tempo (cuja duração não saberá estabelecer ou comparar), mas terá ainda a ideia do antes e do depois. Basta contar mentalmente a partir de 1 e saberá que estando em 100 terá passado um tempo impreciso, mas terá passado.

Esta última noção é um aprendizado obtido do mundo sensível que nos ensinou, observando o movimento que deu origem à ideia de tempo, que mesmo os pensamentos se sucedem entre eventos no tempo.

Não sei dissociar tempo de espaço embora os tenha como coisas associadas, mas não da mesma natureza. É por isso que o têrmo "continum espaço-tempo" a mim me parece confortante e adequado.

Acho que um mundo absolutamente estático e sem observadores vivos, não terá decurso de tempo. Tempo é uma relação estabelecida entre pontos diferentes do espaço e requer mudança na relação entre coisas (corpos, partículas ou ondas) e espaço.

Contar o tempo com o uso de relógios nos acostumou tanto com o aparelho medidor que chegamos a tomar uma coisa pela outra. Uma clepsidra ou ampulheta mede o escoamento de uma quantidade de água ou areia fina, cujos início e fim de evento são tornados unidades de medida tempo. Mais do que isso a alternância de dias e noites e de estações do anos foram tomados como unidades de tempo. Sempre eventos de posição e espaço.

É bem mais fácil e, mais pragmático, descrever e medir coisas do que saber o que elas são. Não sabemos o que é tempo, não sabemos o que é espaço, não sabemos o que é energia, não sabemos o que é gravidade. Temos adquirido razoável competência em medí-los, descrevê-los e mesmo prever alguns comportamentos e evolução de sistemas.

Saber o que são é, sem dúvida, um campo que só pode ser abarcado convenientemente pela Filosofia, ou pelo pensamento puro e abstrato.


Última edição por Dionísio em 16th Março 2014, 06:53, editado 1 vez(es) (Razão : corrigir pontuação)

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Mensagem por Jonas Paulo Negreiros em 16th Março 2014, 05:59

É bem mais fácil e, mais pragmático, descrever e medir coisas do que saber o que elas são. Não sabemos o que é tempo, não sabemos o que é espaço, não sabemos o que é energia, não sabemos o que é gravidade. Temos adquirido razoável competência em medí-los, descrevê-los e mesmo prever alguns comportamentos e evolução de sistemas.

Muito bom, Dionísio.

Medir é progredir. Mão sabemos o que são todas essas coisas, mas somos capazes de discerni-las e medi-las, cada vez com maior exatidão.

Quanto à gravidade, acho que é uma variação de energia mecânica. Ela põe ordem ao universo. Mas somos completamente incapazes de anulá-la, desviá-la ou escravizá-la, a fim de que ela "trabalhe" ao nosso favor.

Como já disse nosso moderador:

"A gravidade é uma fatalidade"  Razz !
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O Tempo absoluto e os Tempos sensoriais Empty Re: O Tempo absoluto e os Tempos sensoriais

Mensagem por Carlos Costa em 16th Março 2014, 18:06

Jonas Paulo Negreiros escreveu:Como já disse nosso moderador: "A gravidade é uma fatalidade"
Estava a ser filosófico nesse meu post. Não é para levar à letra, não foi uma observação científica. Foi uma observação puramente filosófica.

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O Tempo absoluto e os Tempos sensoriais Empty Re: O Tempo absoluto e os Tempos sensoriais

Mensagem por Xevious em 17th Março 2014, 02:05

Jonas Paulo Negreiros escreveu:Quanto à gravidade, acho que é uma variação de energia mecânica. Ela põe ordem ao universo. Mas somos completamente incapazes de anulá-la, desviá-la ou escravizá-la, a fim de que ela "trabalhe" ao nosso favor.
Mas nós conseguimos faze-la trabalhar pra nós

Hidrelétricas por exemplo.

Também descobriram recentemente uma forma de transformar a gravidade diretamente em energia
mas esta tecnologia ainda não esta disponível comercialmente.
infelizmente não localizei referências

Xevious
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O Tempo absoluto e os Tempos sensoriais Empty Re: O Tempo absoluto e os Tempos sensoriais

Mensagem por Jonas Paulo Negreiros em 17th Março 2014, 09:35

Xevious escreveu:
Jonas Paulo Negreiros escreveu:Quanto à gravidade, acho que é uma variação de energia mecânica. Ela põe ordem ao universo. Mas somos completamente incapazes de anulá-la, desviá-la ou escravizá-la, a fim de que ela "trabalhe" ao nosso favor.
Mas nós conseguimos faze-la trabalhar pra nós

Hidrelétricas por exemplo.

Também descobriram recentemente uma forma de transformar a gravidade diretamente em energia
mas esta tecnologia ainda não esta disponível comercialmente.
infelizmente não localizei referências

Oi, Xevious!

A "energia" da gravidade não produz nada, apenas "devolve" aquilo que lhe foi dada.
Energia produzida em hidroelétricas é apenas energia solar.

Se realmente conseguiram transformar gravidade em energia, tenho que rever os meus conceitos.
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O Tempo absoluto e os Tempos sensoriais Empty Re: O Tempo absoluto e os Tempos sensoriais

Mensagem por Xevious em 17th Março 2014, 16:45

Jonas Paulo Negreiros escreveu:Se realmente conseguiram transformar gravidade em energia, tenho que rever os meus conceitos.
Não é tão diretamente assim..

Mas é mais diretamente que no caso das HidroElétricas pelo menos..

Xevious
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