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Como construir um disco (ou aro) voador

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Re: Como construir um disco (ou aro) voador

Mensagem por Jonas Paulo Negreiros em 22nd Junho 2014, 12:59

A fim de ilustrar o problema do túnel toroidal com maior clareza, preparei uma maquete rústica do planeta, com a indicação de corpos e forças envolvidas.


Nesta figura (acima) , as bolinhas fazem as seguintes representações:

- A bolinha azul representa o polo norte;

- As bolinhas vermelhas indicam o sentido da gravidade em cada ponto de onde pode estar assentado o túnel toroidal .

- Desconsiderar a presença das bolinhas branca verde-escuro e amarela.

Nota: as funções de cores e bolinhas mudam pelas limitações do "ensaio fotográfico"  Razz !

O exemplo do motociclista sobe o equador



Versus...




As bolinhas brancas (acima) representam, ao mesmo tempo, duas posições de trajeto do motociclista, o "fim do tunel" e o vetor da ação gravitacional.  Desconsiderar as bolinhas que estão sobre o paralelo norte.

Exemplo do motoclista sobre um paralelo no hemisfério norte.



Versus...



As bolinhas vermelhas representam duas posições de trajeto do motociclista num toroide assentado sobre um paralelo norte (círculo vermelho).  A bolinha vermelha "mais distante" pode representar "o fim do túnel".  Isso é válido enquanto o motociclista caminha em baixa velocidade.

Assim que o motociclista alcançar a velocidade orbital e o tunel toroidal desaparecer instantâneamente, a "órbita" do motociclista derverá seguir o círculo azul.



Outra foto (acima) quando o "desaparecimento" do tunel acontece à direita da foto. a "órbita" do motociclista deverá seguir o círculo azul.

.
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.


Se o motociclista viaja sobre o equador em velocidade de escape (foto abaixo), a ação gravitacional terrestre (em vermelho, apontada para o nariz do leitor), coincide com o "prumo" do motociclista em relação ao solo.


Mas a viajem do motociclista será feita com as "rodas da motocicleta para cima" e a cabeça do motociclista estará apontada para o centro da Terra.

Se o túnel toroidal desaparecer, o motociclista escapará da atração terrestre. Enquanto o túnel não desaparecer, as rodas da motocicleta vão pressionar o teto do túnel.

Neste caso, a somatória de forças do gás (que, ao contrário do
motociclista, está distribuído em todo o túnel) será totalmente nula.

OUTRO DETALHE IMPORTANTÍSSIMO:



Quando o túnel toroidal  é posto sobre o equador, se este tiver uma rigidez infinita, a resultante da força gravitacional sobre o túnel será zero.

.
.
.






Considereremos a rota sobre o paralelo norte (acima).

Desconsiderar as bolinhas que estão sobre o equador.

A bolinha amarela faz o papel da gravidade e aponta para o centro da Terra. A bolinha branca faz a função da força centrífuga sobre o gás e é tangente aos plano que corta o paralelo norte da Terra.

A bolinha verde-escura aponta para direção resultante da soma da força centrífuga e ação gravitacional.

Notar a semelhança das projeções de força (abaixo)  :



Acredito que o grande problema a ser resolvido é:

-Quando devemos considerar as forças centípetas e centrífugas?
-Quando elas devem fazer parte do problema?

Bem, a natureza já deve ter estas respostas...  Rolling Eyes !
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Re: Como construir um disco (ou aro) voador

Mensagem por Jonas Paulo Negreiros em 27th Junho 2014, 10:30

A Wikipedia está ao meu favor  cheers  cheers  cheers :




Um aspecto um pouco contraintuitivo da velocidade de escape é que ela é independente de direção, então "velocidade" é um termo incorreto; é uma quantidade escalar e seria melhor descrita como "rapidez para escape" ou "velocidade escalar de escape". A forma mais simples de derivar a fórmula da velocidade de escape é usar a conservação de energia, assim: para poder escapar, um objeto tem que ter pelo menos tanta energia cinética quanto o acréscimo de energia potencial resultante de mover-se para uma altura infinita.

fonte:


http://pt.wikipedia.org/wiki/Velocidade_de_escape
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Re: Como construir um disco (ou aro) voador

Mensagem por Jonas Paulo Negreiros em 6th Outubro 2018, 10:40

Relatividade Especial: Campo Protegional

Nos estudos científicos sobre eletricidade, descobriu-se que eletricidade e magnetismo estão relacionados. Se você muda ou move a eletricidade, você faz magnetismo, e se você mudar ou mover o magnetismo, você faz eletricidade novamente. Essa transformação entre eletricidade e magnetismo é usada para fazer seu automóvel funcionar. A eletricidade da bateria do seu carro é de apenas doze volts, não forte o suficiente para ligar as velas de ignição. Esta eletricidade de baixa voltagem é usada para criar magnetismo na bobina de faísca. O magnetismo temporariamente armazenado na bobina é então liberado muito rapidamente quando os pontos se abrem. Este campo magnético que muda rapidamente gera as poderosas faíscas de alta voltagem usadas pelas velas de ignição. Ao usar o campo magnético como uma etapa intermediária, os engenheiros automotivos descobriram uma maneira de converter forças elétricas fracas em forças elétricas fortes.

A Teoria da Gravidade de Einstein diz que a gravidade se comporta da mesma maneira que a eletricidade. Se você pegar uma massa e o campo de gravidade que a envolve, e mover a massa muito rapidamente, você pode criar um novo campo, o equivalente gravitacional do magnetismo. Não é magnetismo, mas um campo completamente novo (campo de proteção). Se você puder fazer com que esse novo campo seja alterado, você poderá criar um campo de gravidade mais forte do que começou. Mais importante, pode-se fazer com que o campo gravitacional mais forte apareça em um lugar onde não há massa e pode ser feito atraente ou repulsivo.





Movendo um campo elétrico (Q) faz um fluxo de carga (I), que faz um campo magnético (B).
Mover ou mudar um campo magnético faz um campo elétrico.
Mover um campo gravitacional (M) faz um fluxo de massa (T), que faz um campo de proteção (P).
Mover ou mudar um campo de proteção faz um campo gravitacional.



Conceitualmente, existem várias maneiras de se fazer tal máquina gravitacional. Uma ideia é enrolar um tubo oco para formar uma bobina longa, como o fio enrolado de um telefone. [Veja a Figura 10.] Em seguida, dobramos a bobina longa até que as duas extremidades se encontrem para formar um anel fechado encaracolado.



Figura 10
Máquina anti-gravidade baseada na relatividade especial
Correntes de massa em aceleração produzem um campo de proteção crescente, que produz campo gravitacional ascendente constante

P = Campo Protegional (Lense - Thirring)
T = Acelerando a corrente de massa
G = campo de gravidade
Se os canos estiverem cheios de líquido volumoso e o líquido for movido para frente e para trás nos canos com rapidez suficiente, será gerado um campo de gravidade alternado push-pull no centro do anel. Se a máquina fosse grande o suficiente, e o líquido fosse suficientemente denso e se movesse rápido o suficiente, então teríamos uma catapulta por gravidade que poderia lançar e recuperar naves espaciais por sua gravidade, repulsão e atração.

Quão grande? Quão densa? Quão rápido? Infelizmente, a máquina tem que ser tão grande quanto a distância sobre a qual você deseja que os efeitos de gravidade operem (ou seja, a faixa do campo de gravidade é aproximadamente igual ao diâmetro da bobina). O líquido tem que ser tão denso ou mais denso que o material anã branco (1 × 109 kg / m3), e a velocidade do fluxo tem que ser tão alta que o líquido ultradenso se aproximará da velocidade da luz em poucos milissegundos. (implicando que os requisitos de energia serão astronômicos, e talvez implicando que o campo de gravidade só pode ser gerado por alguns milissegundos).

Temo que demore algum tempo até termos toda essa tecnologia gravitacional à mão. Mas nós temos a teoria necessária para projetar nossa catapulta por gravidade, e em algum tempo no futuro longínquo teremos aulas universitárias cheias de estudantes brilhantes fazendo seu primeiro curso em Engenharia Gravitacional, estudando o fluxo turbulento em matéria ultradensa e produzindo cada vez mais projetos eficientes para as intensidades do feixe de atrito e repulsor gravitacional para minimizar o desconforto do passageiro durante o lançamento ou a recuperação de um navio de passageiros interestelar.

fonte:
http://www.projectrho.com/public_html/rocket/antigravity.php

Comentário:

Desconfio que uma das metas do acelerador do CERN seja exatamente esta Razz .

_________________
Gráviton, onde tu estás que não te encontro Razz ?
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Re: Como construir um disco (ou aro) voador

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