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A Origem das Leis da Física

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A Origem das Leis da Física

Mensagem por jocax em 5th Junho 2013, 19:20

Aqui está uma teoria que explicaria como surgiram as leis da Física:
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II.3- O Nada Jocaxiano

João Carlos Holland de Barcellos

O "Nada Jocaxiano" (NJ) é o “Nada” que existe. É um sistema físico desprovido não apenas de elementos físicos e de leis físicas, mas também de regras de quaisquer tipos.[1]

Para tentarmos entender e intuir o NJ como sendo um “nada existente”, podemos construí-lo mentalmente da seguinte forma: do nosso universo retiramos toda a matéria, a energia e os campos que elas geram. Agora podemos retirar a energia escura e a matéria escura. O que sobrou é algo que não é o inexistente. Vamos continuar nosso experimento mental e continuar suprimindo elementos de nosso universo: agora vamos retirar as leis físicas e as dimensões espaciais. Se não esquecemos de retirar mais nada o que sobrou é um NJ: Um nada existente.

O NJ é diferente do Nada em que normalmente se pensa. O nada em que normalmente se pensa, e que podemos chamar de "Nada Trivial" para distingui-lo do NJ, é algo do qual dele, nada pode surgir, ou seja, “o Nada Trivial” segue uma regra: ”Nada pode acontecer”. Dessa forma o “Nada Trivial”, o nada no qual as pessoas pensam ao falar sobre um “nada”, não é o nada mais simples possível, ele possui pelo menos uma regra de restrição.

Jocax não definiu o NJ como algo em que não existe nada. Tal definição é dúbia e encerra algumas contradições como: ”Se no nada não existe nada, então ele mesmo não existe”. Não. Primeiro Jocax definiu o que seja existir: “Algo existe quando tem as propriedades que o definem satisfeitas dentro da realidade”. Assim, o NJ foi definido como algo que:

1-Não possui elementos físicos de nenhuma espécie (partículas, energia, espaço etc.).

2-Não possui nenhuma lei (principalmente a lei embutida no “Nada Trivial”).


Assim, o NJ pode ter fisicamente existido. O NJ é uma construção que se diferencia do "nada trivial" por não conter a regra "Nada pode acontecer". Desta forma, jocax livra seu NJ de paradoxos semânticos do tipo: “Se ele existe, então ele não existe”. E afirma que este nada é ALGO que pode ter existido. Ou seja, o “NJ” é a estrutura física mais simples possível, algo como o estado minimal da natureza. E também o candidato natural para a origem do universo.

Não devemos confundir a definição do NJ com regras a serem seguidas. A definição do NJ é apenas a declaração de um estado. Se a natureza se encontrar no estado definido pelas condições 1 e 2 acima, dizemos que ela é um “Nada-Jocaxiano”. O estado de um sistema é algo que pode mudar, é diferente de uma regra que o sistema deve obedecer (caso contrário não seria uma regra). Assim, por exemplo, o estado “não possui elementos físicos” é um estado e não uma regra, pois, eventualmente, este estado poderá mudar. Se fosse uma regra, não poderia mudar (a menos que outra regra eliminasse a primeira).

Por ser livre de quaisquer elementos, o NJ não pressupõe a existência de qualquer coisa existente, apenas a existência dele próprio, e, pela "Navalha de Ocam” [2], deve ser o estado mais simples possível da natureza, portanto sem necessidade alguma de explicações sobre sua origem. O NJ, claro, não existe atualmente, mas pode ter existido num passado remoto. Ou seja, o NJ seria o próprio universo – definido como o conjunto de tudo o que existe - em seu estado minimal. Dessa forma, podemos também dizer que o Universo (como sendo um NJ) sempre existiu.

O NJ, assim como tudo que é entendido pela lógica, deve seguir a tautologia: "pode ou Não Acontecer". Essa tautologia-verdade lógica absoluta- como veremos, possui também um valor semântico no NJ: permite (ou não) que coisas possam acontecer.

Não podemos afirmar que num NJ eventos devam, necessariamente, ocorrer. Eventualmente pode não ocontecer nada mesmo, isto é, o NJ pode continuar ‘indefinidamente’ ( o tempo não existe num NJ) sem mudar de seu estado inicial e sem que nada ocorra. Mas existe a possibilidade de que fenômenos aleatórios possam decorrer desse nada absoluto. Essa conclusão segue logicamente da análise de um sistema sem premissas: como o NJ, por definição, não possui leis, isso significa que ele pode ser modelado como um sistema lógico SEM PREMISSAS.

Devemos parar um pouco para abrirmos um pequeno parêntese explicativo: estamos lidando com dois tipos de “Nada-Jocaxiano”: o objeto físico denominado “NJ”, que era o universo em seu estado minimal, com as propriedades descritas acima, e a teoria que analisa este objeto, o NJ-Teoria. O NJ-Teoria, a teoria sobre o NJ-objeto, (este texto) utiliza regras lógicas para entendermos o NJ-Objeto. Mas o NJ-objeto, ele próprio, não segue regras lógicas, por não existirem leis a que deva obedecer. Entretanto, não creio que deixaremos escapar possibilidades ao NJ-Objeto se o analisarmos segundo a lógica clássica. Contudo, deveremos estar cientes que esta analise lógica (NJ-Teoria) poderá, talvez, limitar alguma potencialidade do NJ-Objeto.

Em um sistema sem premissas, não podemos concluir que algo não possa acontecer. Não existem leis para que possamos tirar esta conclusão. Ou seja: não existe a proibição de que qualquer coisa possa acontecer. Se não existe a proibição de que algo possa acontecer, então, eventualmente, algo pode acontecer. Ou seja, as tautologias lógicas continuam verdadeiras num sistema sem premissas: “algo acontece ou não acontece”. Se, eventualmente, algo acontecer, este algo não deverá obedecer a leis, e, portanto, seria algo totalmente aleatório e imprevisível.

[Isso tudo pode parecer muito estranho, e na verdade é mesmo, mas posso colocar uma evidência clara de que o NJ não é um absurdo: procure, primeiramente, num sistema de busca da Internet pelo texto: “partículas virtuais” ou no singular: “partícula virtual”. As partículas virtuais ocorrem em nosso universo como criação espontânea, a partir do vácuo quântico, de uma partícula e sua anti-partícula. A geração deste par de partículas é considerada, pela ciência, como um evento sem causas físicas, algo genuinamente aleatório. Isso é fato científico e pode ser explicado pela mecânica quântica. Agora vamos sair um pouco dos fatos e imaginar que cada uma dessas partículas encerra um ultra-micro-pico-universo em miniatura. Assim, nesta experiência mental, temos um indício, uma pequena evidência, de que o surgimento de um universo do nada não está tão fora de propósito como poder-se-ia acreditar...].

Chamamos de Esquizo-Criações as primeiras aleatorizações do NJ. As esquizo-criações, por provirem de algo sem leis, seriam totalmente aleatórias e, se pudéssemos observá-las, parecer-nos-iam completamente “esquizofrênicas”. Claro que, com as primeiras aleatorizações, o NJ deixa de ser o NJ original por possuir algo, ou seja, o NJ se transforma. Como o NJ não é limitado por nenhuma lei, eventualmente pode também gerar leis, nas quais seus elementos – agora ele próprio – tenham de obedecer.

Vamos mostrar como a geração aleatória de leis pode produzir um universo lógico: suponha que leis sejam geradas aleatoriamente em seqüência. Se uma nova lei é gerada e não entra em conflito com outras leis, todas podem permanecer incólumes no conjunto de leis geradas. Entretanto, se surge uma nova lei que entra em conflito com outras leis já geradas, a nova lei substitui (mata) as leis anteriores que são incompatíveis com ela, já que, por ser uma lei, ela deve ser obedecida (até que outra, mais nova, se oponha a ela). Assim, numa verdadeira “seleção natural” de leis, acabaria sobrando apenas um conjunto de leis que não fossem incompatíveis entre si, e isso pode responder a uma questão filosófica fundamental de nosso universo: “Por que o universo segue regras lógicas?”.

Dessa forma o Nada-Jocaxiano é o candidato natural para a origem do universo, já que é o estado mais simples possível que a natureza poderia apresentar: um estado de tal simplicidade que não haveria necessidade de explicação para sua existência. E, por conseqüência lógica deste estado, qualquer coisa poderia (ou não) ser aleatorizada. Até mesmo nossas leis físicas e nossas partículas elementares.

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Re: A Origem das Leis da Física

Mensagem por jocax em 5th Junho 2013, 19:42

F.A.Q. do “Nada Jocaxiano”
(Perguntas mais freqüentes sobre o Nada-Jocaxiano “NJ”)
Jocax, Fev/2009



1- O que é o Nada-Jocaxiano (NJ)?

R: O NJ, diferente do inexistente, é algo (ser) que apresenta as seguintes propriedades:
P1-Não existem elementos físicos de nenhum tipo (matéria, espaço, ou energia).
P2-Não existem leis de nenhum tipo.

2- O NJ existe?

R: Podemos dizer que o NJ existe se existir algo que tenha as propriedades de um NJ (P1 e P2 acima). Atualmente o NJ não existe mais, mas pode ter existido num passado remoto, antes do "Big-Bang".

3-O NJ é "ser"?

R: Sim. Uma vez que ele possui propriedades ele deveria existir para ser receptor destas propriedades.

4-A característica do "Nada-Jocaxiano" não possuir regras ou leis não seria, ela própria, uma regra?

R: Não. Uma regra estabelece alguma forma de restrição. Por exemplo: "meu carro precisa ser vermelho" é uma regra, mas “meu carro é vermelho” não é uma regra e sim um ESTADO do carro. Eventualmente o carro pode ser pintado de azul e mudar de cor. Estabelecer que o estado da natureza no qual não existam regras é definido como sendo o "Nada-Jocaxiano" também não é uma regra a ser seguida e sim um possível estado da natureza, que poderia (ou não) mudar.

5-Dizer que tudo pode acontecer não seria uma regra? Uma imposição ao "Nada-Jocaxiano"?

R: Seria. Mas se observarmos ao texto eu friso que do nada Jocaxiano tudo pode OU NÃO acontecer. E isso não é uma regra, mas sim uma TAUTOLOGIA lógica-, uma verdade absoluta em quaisquer circunstâncias ou cenários. Isso implica que o "Nada-Jocaxiano", como tudo, segue uma tautologia (uma verdade absoluta) e não uma regra.

6-O "Nada-Jocaxiano" não possui elementos físicos nem leis, mas ele possui alguma POTÊNCIA, ou não?

R: Se chamarmos de "potência" como sendo a possibilidade de se transformar, a resposta é sim. Porém, devemos lembrar que possibilidade não é certeza, e eventualmente ele jamais se transformaria ou geraria alguma ou qualquer outra coisa.

7-O Nada-Trivial, onde nada pode acontecer, não seria algo mais provável que o "NJ"?

R: Não! O nada que as pessoas normalmente imaginam, e que eu chamei de “nada trivial” (NT), é infinitamente mais improvável de acontecer como origem do universo do que o NJ. Isso porque o "nada-trivial" possuiria, embutidas nele, INFINITAS regras a serem seguidas, por exemplo: ele não poderia gerar campos, não poderia gerar espaço, não pode gerar uma cadeira; não pode gerar leis físicas; ele não pode gerar deus; ele não pode gerar um Big-Bang; ele não pode gerar vida; ele não pode gerar partículas, etc.

8-O “Nada Inexistente” não é mais “puro” que o NJ?

R: O “Nada Inexistente” (NI) é um “nada” onde nada existe, nem ele mesmo!
Ele é, portanto, intrinsecamente contraditório, pois se ele mesmo não existe, ele não poderia ter propriedades, mas se ele possui a propriedade de não conter nada, ele deveria existir. Assim, se o “NI” existe, ele não pode ser inexistente, e se ele for inexistente, ele não pode existir. É algo contraditório, e por isso não foi utilizado como gerador do cosmo.

9- Qual a diferença de “Universo” e “Cosmo”?

R: Universo é o conjunto de tudo o que existe. Assim cada possível “Universo bolha” ou “Multi-Universo” são, na verdade, partes do mesmo Universo. Por isso é mais correto denominar cada “Universo bolha” de “Cosmo-bolha”. Um Cosmo, portanto, seria uma região do universo regido por suas próprias leis físicas, isolado e sem interconexão com outros cosmos.

10-O NJ é o Universo ou deu origem ao Universo?

R: A rigor, pela definição de Universo, como sendo o conjunto de tudo o que existe, o NJ seria o próprio universo. Seria o universo em seu estado “minimal”, o estado mais simples possível. Portanto, o NJ não poderia originar o universo, pois ele seria o próprio universo, onde o tempo não existiria. Posteriormente ele poderia ter aleatorizado um ou mais cosmos.

11- O NJ não estaria limitado à nossa lógica? Ele poderia ser ilógico?

R: Devemos perceber que existem dois conceitos sobre o Nada Jocaxiano que estão inter-relacionados: O Objeto Nada-Jocaxiano (NJ-Objeto), e a Teoria sobre este NJ-Objeto (NJ-Teoria). O NJ-Objeto é definido como algo que possui as propriedades referentes ao NJ (P1 e P2) descrito acima. A teoria sobre o NJ (NJ-Teoria) é uma teoria baseada na lógica, que explica como o NJ-Objeto poderia aleatorizar nosso cosmo. Pode-se argumentar que se o NJ-Objeto não possui leis então também não precisaria obedecer à lógica, e isso, de fato, é correto. Entretanto, ao analisarmos o NJ-Objeto com a nossa lógica clássica, não estaremos incluindo novas possibilidades ao NJ-Objeto, mas, sim o oposto: poderemos estar, na verdade, limitando as possibilidades do NJ-Objeto, o que significa, talvez, que ele possa ser ainda mais "toti-potente" do que possamos imaginar.

12- O NJ, ao aleatorizar algo, deixa de ser um NJ, e perderia assim a capacidade de aleatorização?

R: As aleatorizações do NJ são chamadas de “esquizo-criações”. O Universo estava na forma de um NJ. A primeira esquizo-criação do NJ faz com que o NJ deixe de ser um NJ, pois agora o universo tem, ao menos, um elemento: sua primeira esquizo-criação. Se esta primeira esquizo-criação não for uma lei que o impeça de aleatorizar outras coisas, como por exemplo, uma lei que o torne um “nada-trivial”, então esta esquizo-criação, que é o NJ evoluído (NJE), poderia, eventualmente, continuar gerando suas esquizo-criações. Apenas a geração de leis que restrinjam a própria geração de leis poderia impedir novas esquizo-criações.

13- Poderíamos isolar uma porção do cosmo e torná-lo um NJ?

R: Dificilmente. Uma vez que o nosso cosmo já está “banhado” por leis físicas, para criarmos um NJ teríamos que retirar todas as leis físicas daquela região. Ninguém ainda sabe se isso é possível e muito menos como isto poderia ser feito.

14-Para haver seleção natural de leis, as leis não teriam que ser ordenadas temporalmente, isto é, o tempo já não teria que ser pré-requisito?

R: Se for necessário que haja alguma “lei do tempo” ou o próprio “tempo” para que possamos ordenar as leis que são aleatorizadas pelo NJ então isso não seria um grande problema. Bastaria “esperar” que uma das “esquizo-criações” fosse uma lei temporal. A partir de então as novas leis estariam ordenadas e sofreriam “seleção natural”.

15-Quais as evidências que o nosso cosmo veio de um NJ?

R: As evidências seriam um universo lógico, onde não haveria contradições físicas entre os elementos deste universo.

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