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Sr. Einstein, onde está meu erro?

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Re: Sr. Einstein, onde está meu erro?

Mensagem por Jonas Paulo Negreiros em 28th Abril 2014, 23:06

Grato, Casasanta.

Se fosse eu o único a discordar da TRR, considerar-me-ia mais burro que Einstein. Pouco se fala dos que não concordam. Cito um exemplo recente:

EINSTEIN OU NEWTON
 
Emil Gigov
newabsolute@abv.bg,
Bulgária
15.08.2012
 


  Resumo.
 
  "Na Teoria da Relatividade, há contradições internas fundamentais. A mais gritante delas há uma equação desigual cuja intenção é a transformação do tempo.  Estas contradições provam que esta teoria é absolutamente errada."

Emil Gigov  
 
  "Mas, na medida em que [a teoria de] Einstein é analisada, eu vejo em todos os pontos de seu artigo de 1905 uma constante falta de consistência lógica. Estudei pacientemente este trabalho há quase um ano completo. Estou certo de que se você fizer a mesma coisa, você vai encontrar um desfile contínuo de "vandalismos" lógicos "

Francisco Muller

Mais detalhes em:

http://www.gsjournal.net/Science-Journals/Essays-Relativity% 20Theory/Download/4265


Última edição por Jonas Paulo Negreiros em 29th Abril 2014, 10:41, editado 1 vez(es)
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Re: Sr. Einstein, onde está meu erro?

Mensagem por Bosco em 29th Abril 2014, 03:04

É ruim em?

Eu, é que não devo duvidar de Einstein, para crer em Emil Gigov, Francisco Muller, ou Mané das Couves.

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Re: Sr. Einstein, onde está meu erro?

Mensagem por Dionísio em 29th Abril 2014, 04:08

Isso chega a ser hilariante!! O camarada tem um drama pessoal em "ser mais burro do que Einstein" e sai atrás de seus assemelhados dando marradas contra a teoria cujas comprovações empíricas só fazem se acumular no último quase século desde a sua genial formulação.

O "mané da couves" da Bulgária deve ser muito mais genial que, por exemplo, Stephen Hawking...

Tem gente que passa atestado público.

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Re: Sr. Einstein, onde está meu erro?

Mensagem por Jonas Paulo Negreiros em 29th Abril 2014, 10:32

Bosco escreveu:É ruim em?
Eu, é que não devo duvidar de Einstein, para crer em Emil Gigov, Francisco Muller, ou Mané das Couves.  

Dionísio escreveu:Isso chega a ser hilariante!! O camarada tem um drama pessoal em "ser mais burro do que Einstein" e sai atrás de seus assemelhados dando marradas contra a teoria cujas comprovações empíricas só fazem se acumular no último quase século desde a sua genial formulação.

O "mané da couves" da Bulgária deve ser muito mais genial que, por exemplo, Stephen Hawking...

Tem gente que passa atestado público.

Acredito em Deus. Por que devo "acreditar" em Einstein?
Afinal, ciência não é religião. Uma teoria deve ser objeto de críticas, provas e revisões constantes.

Há uma legião de pensadores que vêm estudando com afinco a TRR. Pensadores normalmente pensam... Pensar não é privilégio entre os racionais. Muita gente discorda da TRR:

http://fisica2100.forumeiros.com/t1231-a-lista-mundial-de-cientistas-dissidentes

Sokolov é um "mané das couves"?

Clique e refute esse texto que foi versado para o português:

http://fisica2100.forumeiros.com/t1328-a-essencia-da-relatividade-especial

Stephen Hawking desconfia que os buracos negros previstos por Einstein não existem.

À propósito: alguém consegue refutar a proposta da postagem do enderço abaixo?

http://fisica2100.forumeiros.com/t1394-como-construir-um-disco-ou-aro-voador#8028

Quem não entendeu, faça perguntas. Newton é suficiente para explicar o que pode acontecer.

Onde ficam os gravitons de Einstein nessa situação?
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Re: Sr. Einstein, onde está meu erro?

Mensagem por casasanta em 30th Abril 2014, 21:22

Dionísio escreveu: ...contra a teoria cujas comprovações empíricas só fazem se acumular no último quase século desde a sua genial formulação.

O que comprovou empiricamente o tempo relativístico?
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Re: Sr. Einstein, onde está meu erro?

Mensagem por Bosco em 30th Abril 2014, 22:18

casasanta escreveu:O que comprovou empiricamente o tempo relativístico?
"Uma aplicação prática da Relatividade é a calibragem dos satélites do GPS, que orientam aviões e navios. Pela Relatividade Especial, sabe-se que a velocidade de 14 mil km/h dos satélites faz seus relógios internos atrasarem 7 milionésimos de segundo por dia em relação aos relógios da Terra. Mas, segundo a Relatividade Geral, eles sentem menos a gravidade (pois estão a 20 mil km de altitude) e adiantam 45 milionésimos de segundo por dia. Somando as duas variáveis, dá um adiantamento de 38 milionésimos por dia, que precisa ser acertado no relógio do satélite. Portanto, se não fosse pela teoria de Einstein, o sistema acumularia um erro de localização de cerca de 10 quilômetros por dia."

Extraído daqui

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Re: Sr. Einstein, onde está meu erro?

Mensagem por casasanta em 30th Abril 2014, 23:32

Bosco escreveu:"Uma aplicação prática da Relatividade é a calibragem dos satélites do GPS, que orientam aviões e navios. Pela Relatividade Especial, sabe-se que a velocidade de 14 mil km/h dos satélites faz seus relógios internos atrasarem 7 milionésimos de segundo por dia em relação aos relógios da Terra. Mas, segundo a Relatividade Geral, eles sentem menos a gravidade (pois estão a 20 mil km de altitude) e adiantam 45 milionésimos de segundo por dia. Somando as duas variáveis, dá um adiantamento de 38 milionésimos por dia, que precisa ser acertado no relógio do satélite. Portanto, se não fosse pela teoria de Einstein, o sistema acumularia um erro de localização de cerca de 10 quilômetros por dia."

Eu não disse que o "tempo" marcado pelos relógios é absoluto e igual para todos. Eu estou falando da existência de uma comprovação do tempo relativístico.

Os dados que são mostrados não contêm os detalhes de posições e movimentos e suas respectivas diferenças temporais. Simplesmente é dito que tudo o que ocorre está de acordo com as afirmações da TRR. No final das contas, o que fica "no ar" é a expressão "acredite se quiser".

Existe uma tabela grande e complexa que foi resultado do experimento com os aviões. Muitas "fofocas" nisso tudo não foram devidamente dissipadas e esclarecidas.
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Re: Sr. Einstein, onde está meu erro?

Mensagem por casasanta em 1st Maio 2014, 15:01

Aliás, Bosco; não querendo fugir do assunto da comprovação ou não da TR, você calculou esses 38 milionésimos de segundo por dia com esses 10 quilômetros por dia?

Ou simplesmente viu esses números e os aceitou cegamente?

Durante 38 milionésimos de segundo, a superfície da Terra, na linha do equador, se desloca menos que 2 centímetros em relação a um ponto parado em relação à rotação dela.

Isso significa que para haver tal erro de 10 quilômetros, seria necessário o acúmulo durante mais de 500000 dias, ou seja; mais de mil e trezentos anos.

Alguém sabe onde foi que eu errei?
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Re: Sr. Einstein, onde está meu erro?

Mensagem por Dionísio em 1st Maio 2014, 20:27

Essas suas continhas nem chegam perto do problema. Se quer todos os cálculos leia atentamente:

https://www.inesul.edu.br/revista/arquivos/arq-idvol__1380819054.pdf




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Re: Sr. Einstein, onde está meu erro?

Mensagem por Bosco em 2nd Maio 2014, 01:28

Eu não conhecia este artigo sugerido pelo Dionísio onde se lê bem no final:

" Para o Dr. Odylio Denys de Aguiar, a relatividade restrita ocasiona
um atraso de cerca de 7 microssegundos, e a relatividade geral ocasiona um
adiantamento de cerca de 45 microssegundos, tendo como resultante uma adiantamento
de 38 microssegundos por dia.
Para a Ms. Ângela Cristina Cararo, o desvio resultante é de 38
microssegundos, o que ocasionaria um erro de aproximadamente 11km por dia."

Diante da evidência, acho melhor rever seus cálculos.

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Re: Sr. Einstein, onde está meu erro?

Mensagem por casasanta em 2nd Maio 2014, 01:52

Dionísio escreveu:Essas suas continhas nem chegam perto do problema. Se quer todos os cálculos leia atentamente:


Dionísio. Se você prestar um pouco mais a sua atenção no que eu disse, talvez descubra que eu me referi a uma questão que não é abordada nas contas apresentadas nesta página em PDF que você indicou.

Aliás, também não há nesta página conta alguma que resulta nesses aproximadamente 11 quilômetros por dia de erro.

Se você, que parece querer demonstrar que entendeu tudinho o que foi dito nesta página, me apresentasse, não só uma frase dizendo que o erro pela "diferença relativística" de um único dia é de aproximadamente 11 quilômetros, mas as contas que mostram esse resultado, eu ficaria grato.

Dionísio. Não há essas contas por lá. Lá se fala dos 11 quilômetros, mas não há contas que resulta nisso.

Aliás, as contas lá dizem diferenças de 10 metros por ano, 28 milímetros por dia, 1 milímetro por hora e 2 centésimos de milímetro por minuto, mas essas distâncias se referem às que o satélite percorre em sua órbita durante as diferenças de cada duração de tempo considerada, e causadas apenas pela dilatação do tempo do movimento do satélite em órbita.

Só que eu li e entendi de "aonde vem" esses aproximadamente 11 quilômetros definidos como "O ERRO" acumulado em cada dia para o caso de não forem feitas as correções relativísticas no sistema GPS.

Quero que você diga; Dionísio; O que são esses aproximadamente 11 quilômetros citados na tal página que você tão bem apresentou como sendo a que eu devo ler para saber um pouco do que você sabe.

E você, Bosco? Sabe o que são esses aproximadamente 11 quilômetros?
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Re: Sr. Einstein, onde está meu erro?

Mensagem por casasanta em 2nd Maio 2014, 23:36

Eu quero esclarecer a vocês que eu concordo que os satélites devam ser constantemente corrigidos em seus relógios, pois eu defendo que seja fato a dilatação do tempo. Entretanto, defendo que "a coisa toda" seja diferente da maneira que a Relatividade afirma.

Defendo que o campo gravitacional tenha efeito contrário e predominante sobre os efeitos da dilatação do tempo decorrida dos movimentos orbitais dos satélites. Defendo também que se não ocorrerem as devidas correções nos relógios, as discrepâncias entre eles evoluiriam constantemente, comprometendo a precisão do sistema num prazo relativamente curto.

Ora! Que briga é essa minha, então? Quero esclarecer que tenho um motivo muito forte para acreditar que as correções realizadas nos relógios seguem um padrão diferente do que é afirmado pela Relatividade. Elas assim são feitas, mas o sistema por qual elas seguem não é divulgado. Em vez disso é exposto, como sendo o sistema adotado, o sistema da TRR, da TRG e certos detalhes como os atrasos, desvios para o vermelho e os desvios para o azul dos sinais transmitidos entre todos os pontos do sistema.

Falando curto e grosso, creio que a física moderna encontrou um grande segredo acerca das coisas físicas, tornando toda a Teoria da Relatividade um amontoado de asneiras, comprometendo também toda a Mecânica Quântica, mas toda a organização de físicos cientes disso não se encontra em condições de acender esse pavio, pois não se sabe ainda o tamanho que tem essa bomba. Isto é; Divulgar uma suposta notícia dessas desencadeará grande caos indomável por todo o planeta. Não estamos preparados para isso.
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Re: Sr. Einstein, onde está meu erro?

Mensagem por Bosco em 3rd Maio 2014, 01:13

"Dr. Odylio Denys de Aguiar: Existe um artigo "Einstein no dia-a-dia" que saiu na
Scientific American Brasil numero 29 (que você pode encontrar em uma boa
biblioteca), de outubro de 2004, paginas 90 a 95, que trata muito bem deste assunto.
Segundo este artigo, os GPS que se compram nas lojas tem precisão de cerca de 15 metr
os. Para eles conseguirem isto, precisam utilizar correções da teoria da relatividade, tant
o da especial, quanto da geral. Se não incorporassem, a precisão seria de 30 metros ou p
ior. "Segundo a teoria da relatividade, relógios atômicos no espaço, movendo-se a 14
mil Km por hora, como os do GPS, atrasam cerca de 7 microssegundos por dia em
relação aos estacionários.” Portanto, a primeira correção é da relatividade especial, na
questão da velocidade dos satélites. A outra correção é a da relatividade geral, na
questão da altitude na qual se encontra o satélite. Isto por causa da gravidade. Na
altitude média dos satélites, de 20 mil Km, “os satélites GPS experimentam um quarto
da atração gravitacional que teriam no solo. Como resultado, os relógios a bordo rodam
mais depressa em cerca de 45 microssegundos por dia. Portanto, é preciso levar em
conta um desvio geral de 38 microssegundos no GPS."


É importante observar que os 45 microsegundos se referem aos efeitos da TRG, devido à diferença de gravidade entre os relógios da superfície terrestre e os relógios colocados em órbita. Estes últimos adiantam em relação aos primeiros.
Já os efeitos decorrentes da TRR, devido à velocidade dos relógios situados em terra, em comparação à velocidade dos relógios em órbita, chega aos 7 microsegundos de atrazo. Portanto este efeito na verdade atenua a diferença imposta pela gravidade.

Quanto ao cálculo que determina os 45 microsegundos, sei que resulta da diferença de gravidade de 9,8m/s² da superfície terrestre, para um quarto deste valor, nas altitudes das órbitas consideradas (20.000 km). Este valor é obtido diretamente da TRG. Poderia tentar determina-lo mas não estou certo se consigo.

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Re: Sr. Einstein, onde está meu erro?

Mensagem por Bosco em 3rd Maio 2014, 01:26

casasanta escreveu:Falando curto e grosso, creio que a física moderna encontrou um grande segredo acerca das coisas físicas, tornando toda a Teoria da Relatividade um amontoado de asneiras, comprometendo também toda a Mecânica Quântica, mas toda a organização de físicos cientes disso não se encontra em condições de acender esse pavio, pois não se sabe ainda o tamanho que tem essa bomba. Isto é; Divulgar uma suposta notícia dessas desencadeará grande caos indomável por todo o planeta. Não estamos preparados para isso.
Posto desta forma fica parecendo Teoria de Conspiração.

Qualquer especialista em TRG tem que ser capaz de calcular a diferença do passar do tempo entre um local com aceleração 9,8 m/s² e outro com 2,45 m/s². Pensando bem, acho que já deveria haver uma tabela, para as mais diferentes acelerações com seus respectivos tempos e comprimentos respectivos em relação à superfície terrestre.


Última edição por Bosco em 3rd Maio 2014, 02:03, editado 1 vez(es)

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Re: Sr. Einstein, onde está meu erro?

Mensagem por casasanta em 3rd Maio 2014, 01:47

Bosco; O que significa os 11 Km/dia ditos nas páginas 16 e 28 do documento abaixo?
https://www.inesul.edu.br/revista/arquivos/arq-idvol__1380819054.pdf
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Re: Sr. Einstein, onde está meu erro?

Mensagem por Bosco em 3rd Maio 2014, 02:25

casasanta escreveu:Bosco; O que significa os 11 Km/dia ditos nas páginas 16 e 28 do documento abaixo?
https://www.inesul.edu.br/revista/arquivos/arq-idvol__1380819054.pdf
Sem sombras de dúvidas, este valor que deve ser determinado pela TRG, decorre apenas da influência do campo gravitacional, no ritmo dos relógios.

Não fosse a necessidade de se considerar também os efeitos determinados pela TRR, este valor seria ainda maior, 13 Km/dia.

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Re: Sr. Einstein, onde está meu erro?

Mensagem por Dionísio em 3rd Maio 2014, 07:07

Para esses cálculos é preciso, antes de mais nada, ter uma idéia de como funciona o sistema de posicionamento GPS. Um satélite GPS envia sinais regulares em frequências controladas pelo seu relógio atômico. Esse sinal viaja a 300.000 km/s. Uma estação receptora ao medir a diferença de tempo entre a emissão (informação do relógio do satélite) e a recepção do sinal (informação do seu próprio relógio), calcula a distância em que se encontra o satélite. Essa é a importância da sincronização dos relógios.

Um êrro de 38 nanossegundos (38.10-6s) redunda num êrro de

3.105 x 38.10-6 = 11,4km

na posição do satélite. Esse é o cálculo fácil do erro de posição. O cálculo da correção do tempo é aquele mais sofisticado e baseado nas relatividades, além de outras correções como excentricidade de órbita, efeitos da atmosfera, etc. Essas correções efetuadas resultam numa imprecisão de 6 a 15m na posição.

Aquele artigo detalha as correções da TRR.

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Re: Sr. Einstein, onde está meu erro?

Mensagem por Jonas Paulo Negreiros em 3rd Maio 2014, 10:57

Bosco escreveu:
casasanta escreveu:Falando curto e grosso, creio que a física moderna encontrou um grande segredo acerca das coisas físicas, tornando toda a Teoria da Relatividade um amontoado de asneiras, comprometendo também toda a Mecânica Quântica, mas toda a organização de físicos cientes disso não se encontra em condições de acender esse pavio, pois não se sabe ainda o tamanho que tem essa bomba. Isto é; Divulgar uma suposta notícia dessas desencadeará grande caos indomável por todo o planeta. Não estamos preparados para isso.
Posto desta forma fica parecendo Teoria de Conspiração.

Qualquer especialista em TRG tem que ser capaz de calcular a diferença do passar do tempo entre um local com aceleração 9,8 m/s² e outro com 2,45 m/s². Pensando bem, acho que já deveria haver uma tabela, para as mais diferentes acelerações com seus respectivos tempos e comprimentos respectivos em relação à superfície terrestre.

Concordo com o colega Casasanta.

O caso dos neutrinos apressadinhos do CERN foi apenas "um balão de ensaio" para testar a reação na imprensa, mas o grande público não deu a menor importância ao caso.

De qualquer maneira, enquanto ficamos "parados", crentes no limite da velocidade da luz, muita gente deve estar pesquisando aplicações tecnologicas superluminais, sem ter concorrentes para atrapalhá-las  Razz !



Para corroborar com seu pensamento, passo abaixo um longo artigo, traduzido por mim, que trata desse assunto.

Alerto que esse artigo foi escrito, há 16 anos, por um astrônomo já falecido. O objetivo dessa tradução não é dar "a última palavra" sobre o tema, e sim, "dar ciência" que a Teoria da Relatividade não é tão "certinha" quanto parece, e que teorias rivais estão sofrendo discriminação por parte das revistas "sérias", que descartam sistematicamente qualquer artigo não-relativista.

REPENSANDO A RELATIVIDADE

por Tom Bethel

Ainda ninguém se deu conta, mas uma respeitada revista de física publicou apenas um artigo, cuja conclusão, se for aceita pela maioria, irá minar as bases da física moderna e a Teoria da Relatividade de Einstein, em particular.

A materia foi publicada em "Physics Letters A" (21 de dezembro 1998), o artigo afirma que a velocidade com que a força da gravidade se propaga deve ser pelo menos vinte bilhões de vezes mais rápida que a velocidade da luz. Isto contradiz a Teoria da Relatividade Especial de 1905, que afirma que nada pode viajar mais rápido que a luz . Esta alegação sobre o estatuto especial da velocidade da luz tornou-se parte da visão de mundo dos leigos educados no século XX.

A Teoria da Relatividade Especial [1905], ao contrário da Teoria Geral (1916), é considerada pelos especialistas estar acima de qualquer crítica, porque ela foi confirmada "várias vezes". Mas alguns físicos dissidentes acreditam que há uma maneira mais simples de enxergar os fatos, de modo a evitar a confusão mental provocada pela Relatividade. Seus argumentos podem ser compreendidos por leigos.

Eu [Tom Bethel] escrevi sobre um desses dissidentes, Peter Beckmann, ao longo de cinco [21] anos atrás. (Revista TAS, agosto de 1993, e correspondência TAS, Outubro de 1993) . O presente artigo apresenta novas personagens e argumentos. O assunto é importante porque, se a Teoria da Relatividade Especial for suplantada, grande parte da Física do século XX, incluindo a teoria quântica, terão de ser repensadas a partir desse novo ponto-de-vista.

O artigo da Revista "Physics Letters A" foi escrito por Tom Van Flandern, um associado de pesquisa no Departamento de Física da Universidade de Maryland. Ele também publica [publicava] o "Boletim de Pesquisa Meta", que apoia as "promissoras, mas impopulares idéias alternativas em astronomia.

Nos anos 1990, ele trabalhou como consultor especial para o Sistema de Posicionamento Global (GPS), um conjunto de satélites cujos relógios atômicos que permite aos observadores em solo terrestre determinarem sua posição geográfica numa precisão de aproximadamente 30 centímetros. Os relatórios Van Flandern surgiram antes do lançamento dos satélites GPS e provocaram uma intrigante polêmica. A Relatividade Especial dava aos partidários de Einstein razões para duvidarem se tudo ia funcionar.

De fato, os GPS funcionaram muito bem. (Saiba como, mais adiante).

[Curioso é notar que os físicos contemporâneos invocam o GPS como prova contundente em favor à teoria da relatividade.]

A publicação de seu artigo numa "revista séria" se deu por um capricho da sorte. Durante anos, a maioria dos editores de revistas de física ortodoxa vem rejeitando automaticamente artigos que argumentam contra a Relatividade Especial.

Essa estratégia foi informalmente adotada na esteira da "Controvérsia Dingle Herbert".

Dingle, um professor de ciência da Universidade de Londres, havia escrito um livro de popularização da Relatividade Especial. Mas na década de 1960, ele se convenceu de que a teoria não era verdadeira. Então, ele escreveu outro livro, Science at the Crossroads (1972), contradizendo a primeira obra. Revistas científicas, especialmente a "Nature", foram bombardeadas de cartas, suas e de outros.

[Algo parecido vem acontecendo com Hawkins, sobre os buracos negros]

Um editor da "Physics Letters A" prometeu a Van Flandern que os revisores não rejeitariam o seu artigo, simplesmente porque isso conflitaria com seus princípios.

Van Flandern começa [o artigo] com a "uma coisa maravilhosa" que ele aprendeu como um estudante de pós-graduação de mecânica celeste em Yale: a de que todas as interações gravitacionais devem ser tomadas como instantâneas [conforme Newton].

Ao mesmo tempo, foi ensinada aos estudantes a Teoria da Relatividade Especial, na qual Einstein provou que nada poderia propagar mais rápido que a luz no vácuo.

"O desacordo estava lá, como um rival irritante", me disse Van Flandern. Ele determinou que um dia iria encontrar a sua resolução. Hoje, ele acha que uma nova interpretação da Relatividade pode ser necessária.

O argumento é que a gravidade tem de viajar mais rápido que a luz. Se o limite de velocidade da gravidade é igual ao limite de velocidade da luz, deveria haver um atraso considerável na sua ação.

[A "lentidão" da força da gravidade solar alteraria a posição dos planetas]

Se cada "puxão" do Sol sobre a Terra demorasse 8 minutos e 18 segundos para chegar até nós [como demora a luz do Sol para chegar a Terra], a Terra caminharia em linha reta durante esse período até o próximo puxão. Mas, em seguida, o puxão do Sol sobre a Terra não será na mesma linha reta do puxão da Terra sobre o Sol. [O sol atrai a Terra assim como a Terra atrai o Sol].

O efeito desse desalinhamento de forças, em 1200 anos, "faria com que a distância da Terra ao Sol aumentasse ao dobro.

Obviamente isso não está acontecendo. A estabilidade das órbitas planetárias nos diz que a gravidade deve se propagar muito mais rápido que a luz. Aceitando esse raciocínio, Isaac Newton assumiu que a força da gravidade deveria ser instantânea.

Dados astronômicos apoiam esta conclusão.

Sabemos, por exemplo, que a Terra se acelera a um arco geométrico de 20 segundos de arco à frente [da Luz] do Sol vísivel [em geometria, um arco é um "pedaço de um círculo; um circulo tem 360 graus, cada grau tem 60 segundos], isto é, em busca da verdade, na direção instantânea do Sol.

A luz do sol vem de uma direção e seu "puxão" de uma direção ligeiramente diferente. Isso implica numa velocidade diferente entre a luz e a gravidade.

Nota doTradutor: Eis aqui o conflito central Newton-Einstein: de acordo com Einstein, se as ondas gravitacionais existirem, teriam de viajar à velocidade da luz. Einstein intuiu que, se nada pode viajar acima da velocidade da luz, deveria haver outra explicação para a estabilidade das órbitas planetárias. A explicação de Einstein para essa estabilidade é dada pela distorção espaço-tempo, conforme sua Teoria da Relatividade, porém, ainda não comprovada. Cada um pode imaginar o ente "distorção espaço-tempo" como bem entender, pois ele é provado somente pela matemática.

Continuando...
Parece estranho que algo tão fundamental para a compreensão da física ainda é assunto que gera polêmica. Mas isso nos encoraja a pensar o que sabemos realmente sobre o mundo físico. Em certos grupos de discussão na Internet, o que mais se debate é: "Qual é a velocidade da gravidade?", comenta Van Flandern.

Essa pergunta é ouvida com menos frequência nas salas de aula, por que os professores e a maioria dos livros-textos deixam esta questão de fora. Eles entendem que o argumento da velocidade da gravidade precisa ser muito mais rápida, mas eles também são treinados para deixar que nada exceda o limite de velocidade de Einstein.

Então, talvez haja algo errado com a Relatividade Especial. O filósofo-matemático Bertrand Russel escreveu o " ABC da Relatividade". Neste livro, ele afirma que, tal qual o modelo do sistema heliocêntrico de Copérnico parecia difícil, agora parece óbvio, a teoria de Einstein "vai parecer fácil". Mas ela continua difícil, não por causa da matemática, mas por que a lógica elementar deve ser abandonada.

A Teoria da Relatividade Especial pode ser explicada com a matemática ensinada nos colégios.

[Embora a teoria da Relatividade Especial possa ser provada com matemática de nível médio, a sua natureza é de difícil compreensão].

A Teoria da Relatividade Geral é realmente difícil. Os livros "fáceis" de Einstein continuam desconcertantes para a maioria das pessoas. O sol como centro de nosso sistema é facilmente compreensível.

A Relatividade Especial (que trata dos movimentos em linha reta) é tratada como se estivesse acima de qualquer suspeita. No entanto, a Relatividade Geral (que trata da gravidade e dos movimentos acelerados em geral) não goza da mesma reputação.

Francis Stanford Everitt, diretor do lançamento de uma sonda espacial para teste da Relatividade Geral, a ser lançada no próximo ano (Gravity Probe b [1]), resumiu sua posição sobre as duas teorias da seguinte maneira: "Eu não ficarei surpreso se a Teoria Geral de Einstein quebrar".

"Einstein reconheceu por si próprio falhas graves nessa teoria, e sabemos que, em termos gerais, é muito difícil conciliar essa teoria com outras partes da física moderna. Quanto à Teoria da Relatividade Especial, se negada, eu ficaria muito surpreso. Os fundamentos experimentais [dessa teoria] parecem mais convincentes". Essa é uma opinião de consenso.

[PARECE QUE NÃO...]

A dissidência da Relatividade Especial é um movimento pequeno e disperso. Mas ele está la, e vem crescendo. O artigo de Van Flandern é apenas uma última manifestação. Em 1987, Peter Beckman, que lecionava na Universidade de Colorado, escreveu o livro "Einstein Mais Dois" e salientou que as observações que levaram à Teoria da Relatividade poderiam ser interpretadas de maneira mais simples, de modo a preservar o tempo universal [tempo absoluto?].

Beckman fundou a revista "Galilean Electrodynamics"[2], assumida por Howard Hayden, da Universidade de Connecticut (física) e agora é editada por Cynthia Kolb Witney, do Centro de Tecnologia de Eletro-Óptica de Tufts. Hayden realizou encontros sobre as idéias de Beckman em várias universidades da Nova Inglaterra, mas não encontrou um físico disposto a discutir o argumento.

[1] A sonda que o texto faz referência deve ser a Gravity Probe B, da NASA. Até agora, anos após o lançamento do satélite, os resultados apresentados parecem inconsistentes

[2] A principal característica da "Galilean Eletrodynamics" é a publicação de artigos científicos não aceitos por outras revistas.

Texto Original:

http://www.gravitywarpdrive.com/Rethinking_Relativity.htm

Relação de artigos recentes da Galilean Electrodynamics:

http://www.eternalchaos.com/CUMDEX3.pdf

continua abaixo...


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Re: Sr. Einstein, onde está meu erro?

Mensagem por Jonas Paulo Negreiros em 3rd Maio 2014, 11:02

Uma breve nota sobre a contribuição mais famosa de Einstein para a Física.

Quando os defensores de Einstein percebem que há heresia no ar, algumas pessoas vêm para defender a Teoria da Relatividade com esta pergunta:

- Bombas Atômicas funcionan, não?

A razão delas brotam da seguinte maneira:

A equação E=mC^2 foi descoberta de um subproduto da teoria Especial da Relatividade de Einstein ("verdadeira"). Portanto, eles concluem que a Relatividade é indispensável para nossa compreensão do funcionamento do universo. Mas isso não vai adiante.

Há fórmulas alternativas que dispensam a Relatividade. Uma delas foi fornecida pelo próprio Einstein, em 1946. Esta fórmula é mais simples que a ladainha relativista. Mas poucos livros ou biografias de Einstein mencionam tal alternativa. Eles admiram a sua complexidade e se agarram à ela.

Consideremos Cliffor M. Will, da Universidade Washington, um dos principais defensores da Relatividade nos dias de hoje:

"É difícil imaginar a vida sem a Relatividade Especial", diz na obra "Einstein Estava Certo?"

"Basta pensar em todos os fenômenos ou característiscas do nosso mundo para perceber que a Relatividade Especial desempenha, um papel  importante, tanto na energia atômica explosiva quanto na controlada. A famosa equação E=mc^2 explica com a massa pode ser convertida em quantidades extraordinárias de energia."

Notem a intenção enganosa na afirmação "desempenha um papel importante".

Há alguma alternativa para olhar todos os fatos, supostamente órfãos sem a Relatividade? Há uma maneira mais simples de explicar tais fatos?

Um critério de simplicidade tem sido usado para defender teorias. Entre os modelos de sistemas planetários, o que apresenta o sol como centro é mais simples que o modelo da terra como centro, e nós o preferimos por esse motivo.

Tom Van Fladern diz que o problema é os Especialistas em Einstein se acostumaram com os "diagramas de Minkowsky" e [aceitam] ao pensamento relativista como a própria realidade"

[Minkowsky foi professor de Einstein e inventou gráficos que representam as fórmulas de espaço-tempo]

Quando esses caras buscam uma alternativa para o tempo universal [tempo absoluto] e ao "Espaço Galileano", percebe-se que esse quebra-cabeças é mais complicado que suas próprias elucubrações matemáticas.

Uma vez que os Relativistas operam seus raciocínios dentro da doutrina Einsteniana, fica difícil para eles repensar o assunto em termos clássicos, da mesma maneira como é difícil para os leigos entenderem a dilatação do tempo e a contração do espaço.

Para os leigos, no entanto, e para os físicos que não se especializaram em Relatividade, ou seja, a imensa maioria dos físicos, não há dúvida que a interpretação de Galileu é muito mais simples que a Relatividade Einsteniana Especial [Restrita].

A Relatividade Einsteniana Restrita foi proposta pela primeira vez como uma forma de driblar a grande dificuldade que surgiu na física, com o resultado do experimento de Michelson-Morley (1887) [que negou a existência do éter].

Maxwel [em sua teoria eletromagnética] mostrou que as ondas de rádio e luz compartilham do mesmo espectro eletromagnético, diferindo-se apenas no comprimento de onda. [luz são ondas eletromagnéticas percebidas pelo olho humano]. Assim como ondas marítimas propagam-se pela água, as ondas sonoras propagam-se pelo ar, as ondas eletromagnéticas devem ter o seu próprio meio de propagação. Esse meio foi chamado de éter.

"O espaço interplanetário e interestelar não pode ser vazio", escreveu Maxwell, "mas são ocupados por uma substância material ou um corpo, que é certamente maior e mais uniforme do que tudo que conhecemos."

Da maneira como os dissidentes modernos enxergam, a proposta de uniformidade de Maxwell era enganosa.

O experimento de Milchelson e Morley foi uma tentativa em detetar esse éter. A Terra em seu movimento orbital deve sofrer a ação do éter, de modo que ele deve ser percebido como uma brisa fora da janela de um carro em movimento. Apesar de repetidas tentativas, nenhuma brisa etérea pode ser observada.

Quando o interferômetro de Michelson e Morley foi posto à prova, esperava-se um padrão de franjas, em decorrência da interferência luminosa ao suposto movimento. Mas não houve nenhuma alteração no padrão.

Einstein justificou o resultado negativo da prova de Michelson e Morley de forma radical:

"Não há necessidade de um éter [para a propagação das ondas eletromagnéticas]. E se não houve mudança na franja é por que a velocidade de uma onda luminosa se aproximando não é afetada pelo movimento do observador".

[Einstein, por influência de Mach, negou o éter por não ter como provar a sua existência].

Mas se a velocidade da luz se mantém constante, o tempo precisa andar mais devagar [distorção temporal] e o espaço precisa contrair-se [distorção espacial], de modo que a divisão de um pelo outro continuará dando o mesmo resultado, ou seja a invariância da velocidade da luz. A FÓRMULA pela qual determinou-se a invariabilidade da velocidade da luz é muito simples, e MATEMATICAMENTE tudo se justificou.

Comentários do tradutor:

Note que o observador depende da percepção da luz para a verificação do teste do interferômetro de Michelson e Morley.  Na física, a velocidade é dada pela divisão do espaço pelo tempo. Velocidade é o espaço percorrido num determinado tempo. Por exemplo, se um carro está a velocidade de 100 km/h, este pode cobrir o espaço de 100 km dentro de uma hora.

Se, no experimento de Michelson e Morley feito na Terra, onde há movimento de rotação e translação em jogo, não foi detetada a variação da velocidade da luz em relação ao movimento do observador, logo, o tempo teria de dilatar-se  e o espaço teria de contrair-se!

O espaço e o tempo encolhem, mas a resultante da divisão de um pelo outro (a velocidade da luz no interferômetro) continua a mesma.

Voltando à tradução...

Os céticos, no entanto, foram apaziguados com esta fórmula:

"Eu sei que parece estranho o tempo ficar lento e o espaço contrair-se quando as coisas se movem. Mas não há com o que se preocupar. Esse fenômeno é muito pequeno para ser notado no dia-a-dia,  pois depende de velocidades absurdas para ser medido."

"Assim, para efeitos práticos, podemos continuar vendo o mundo à moda antiga. Se, algum dia, alcançarmos as velocidades relativistísticas, iremos nos acostumar com esses estranhos efeitos."


Mais comentários...

As velocidades dos veículos construidos pelo homem ainda não são suficientes para verificar a distorção espaço-tempo com facilidade. Desta maneira, para a engenharia aeroespacial, a física clássica de Newton continua valendo.

Aproveito a oportunidade para incluir um texto encontrado no blog "Física na Veia".

O que Einstein procurava, quando enunciou sua “Teoria da Relatividade Especial”, era salvar o princípio de Galileu, quando aplicado às leis do eletromagnetismo, que haviam sido brilhantemente sintetizadas por Maxwell, durante o século XIX. Parecia, inicialmente, que as leis do eletromagnetismo não eram descritas da mesma maneira, quando se mudava de referencial.

Ao unificar os resultados de Michelson e Morley sobre o fato de que a luz não necessita suporte material para se propagar com as equações de Lorentz para cálculo de velocidades relativas e com o fato da velocidade da luz independer do referencial, concluiu que as leis do eletromagnetismo também são as mesmas para todos referenciais inerciais.

José Roberto Castilho Piqueira
Professor titular da Poli-USP


Mais comentários do tradutor;

Einstein tentou salvar o princípio da Relatividade de Galileu no contexto da teoria eletromagnética de Maxwell. Einstein passou sua infância numa fábrica de motores elétricos. Ele acreditava cegamente no eletromagnetismo, não deveria levar à sério aquilo que Maxwell teorizou  Razz .


Aproveitei o gancho e perguntei ao professor Dulcídio, titular do blog "Física na Veia":

- Einstein fez um esforço danado para salvar a teoria eletromagnética de Maxwell. E se a teoria de Maxwell estiver errada?

Resposta:

- Como eu disse (...) num comentário anterior, aprendi que certo ou errado não são termos aplicáveis na Física.

Feynman dizia mais ou menos assim " fazer Física é como assitir a uma partida de xadrez sem saber as regras. A gente vai entendendo às regras do jogo aos poucos, em tempo real". Logo, dentro da Física, tudo pode evoluir e se adequar.

Entender o jogo do Universo não é algo definitivo, nunca!

fonte:

http://fisicamoderna.blog.uol.com.br/arch2009-10-18_2009-10-24.html

continua...


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Re: Sr. Einstein, onde está meu erro?

Mensagem por Jonas Paulo Negreiros em 3rd Maio 2014, 11:15

Recapitulando os pontos de importância...

A relatividade einsteniana restrita foi proposta pela primeira vez como uma forma de driblar a grande dificuldade que surgiu na física, como resultado do experimento de Michelson-Morley (1887) [a prova que negou a existência do éter].

Maxwel [em sua teoria eletromagnética] mostrou que as ondas de rádio e luz compartilham do mesmo espectro eletromagnético, diferindo-se apenas no comprimento de onda. Assim como ondas marítimas propagam-se pela água, as ondas sonoras propagam-se pelo ar, as ondas eletromagnéticas devem ter o seu próprio meio de propagação. Esse meio foi chamado de éter.

"O espaço interplanetário e interestelar não pode ser vazio", escreveu Maxwell, "mas são ocupados por uma substância material ou um corpo, que é certamente maior e mais uniforme do que tudo que conhecemos."

Assim, da maneira como os dissidentes modernos enxergam a coisa, a proposta de uniformidade de Maxwell era enganosa.

[Isto é, o éter pode de fato existir, porém sua uniformidade pode ser alterada pela força de gravidade dos corpos celestes].

Continuando...

Agora, com a moderna experimentação, nós chegamos à algumas conclusões. Hoje temos relógios muito precisos, com um  desvio de um bilionésimo de segundo por dia. As diferenças previstas por Einstein agora são mensuráveis.

Algo interessante acontece: as experiências tem mostrado que os relógios atômicos realmente pulsam mais devagar quando estão em movimento e as [instáveis] partículas atômicas vivem mais tempo. Isso significaria que o próprio tempo desacelera? Ou existe uma explicação mais simples?

Os físicos dissidentes que mencionei discordam sobre várias coisas, mas eles estão começando a unir-se por trás dessa proposição:

Há realmente um éter, no qual viajam as ondas eletromagnéticas, mas ele não é tão abrangente e uniforme como proposto por Maxwell.

Em vez disso, considera-se o eter transportado pela campo gravitacional dos corpos celestes, cuja densidade do éter aumenta ao aproximar-se dos corpos celestes.
Próximo à superfície (do Sol, Planeta, ou outras estrelas) o campo ou éter é relativamente mais denso. Quando você move-se no espaço, essa densidade torna-se mais fraca.

A obra de Beckman "Einstein mais dois" introduz esta hipótese. Creio que esta hipótese, conforme conta Beckman, foi formulada pela primeira vez em 1950, por um de seus alunos de pós-graduação, Jiri Pokorny, do Instituto de Engenharia de Rádio e Eletrônica de Praga. Pokorny juntou-se ao Departamento de Física da Universidade Charles, de Praga, hoje está aposentado.

Creio que todos os fatos que parecem exigir as explicações da Teoria da Relatividade Especial ou Geral podem sem mais facilmente explicados se admitirmos um éter que corresponde ao campo gravitacional local.

Michelson não encontrou nenhum "vento de éter" ou alteração no padrão de franjas luminosas por que, naturalmente, o campo gravitacional da Terra avança com a Terra.

[Não podemos nos esquecer que a atmosfera terrestre também avança com o movimento da Terra e essa massa gasosa é capaz de interferir no movimento das ondas eletromagnéticasQuanto à curvatura da luz das estrelas perto do Sol, confirmada pela mundialmente famosa Teoria da Relatividade Geral de Einstein [Eclipse de Sobral - CE], o fenômeno pode ser facilmente explicado, considerando-se que a luz das estrelas passam por um meio de propagação luminosa não-uniforme de densidade variável].

Continuando...
Há uma lei bem conhecida na física que explica a mudança de direção das frentes de ondas, quando estas entram em um meio mais denso. De acordo com Howard Hayden, podemos calcular a deriva das ondas luminosas das estrelas com algumas operações algébricas usadas pelos colegiais?  As derivas são calculadas com exatidão[!]. O Cálculo Tensorial e a Geometria  Riemanniana da Relatividade Geral dão apenas uma aproximação.

[O autor refere-se ao fenômeno da refração da luz, que muda de velocidade com o meio. Esse fenômeno pode ser observado com um lápis dentro de um copo de água. Na interface ar-água, o lápis parece estar quebrado.]

Da mesma maneira  o "Atraso Temporal de Shapiro", observado em sinais de RADAR quando passam pelo Sol, recuperam-se em Mercúrio. Alguns podem preferir tentar entender tudo isso em termos de "curvatura espaço-tempo" para usar a formulação de Einstein (incompreensível para os leigos, acredito). Mas eles devem saber que existe uma alternativa mais simples.

Vale a pena dar uma olhda em outra famosa confirmação da Relatividade Geral:

O avanço do periélio da órbita do planeta Mercúrio (o periélio é o ponto da órbita do planeta que mais se aproxima do sol).

No futuro, várias teses de pós-graduação poderão ser escritas  sobre esse importante episódio na história da ciência. Em seu livro "Sutil é o Senhor", Abraham Pais relata que quando Einstein viu o seus calculos concordarem com a órbita de Mercúrio, "Ele teve a sensação de que algo realmente bateu forte em sua alma... Essa prova foi, creio eu, a mais forte experiência emocional na vida de Einstein, pois a Natureza havia falado com ele".

Fato:

A equação que demonstrara a órbita de Mercúrio foi publicada 17 anos antes da invenção da Teoria da Relatividade. O autor, Paul Gerber pressupôs que a velocidade da gravidade não é instantânea e se propaga na velocidade da luz.

Depois que Einstein publicou a suas deduções da Teoria Geral da Relatividade, chegando às mesmas equações [de Gerber]. O artigo de Gerber foi reimpresso na Revista Annalen de Physik, a mesma que tinha publicado os artigos da Relatividade de Einstein.


Os editores achavam que Einstein deveria ter reconhecido a primazia de Gerber. Einstein disse que a desconhecia. Foi salientado que a fórmula de Gerber havia sido publicada no livro de mecânica "Science", de Mach. Esse livro fazia parte do currículo escolar de Einstein. Então, como é que ambos chegaram a mesma fórmula?


Tom Van Fladern estava convencido que a hipótese de Gerber sobre a propagação da velocidade da gravidade estava errada. Então, ele estudou a questão. Ele ressalta que a fórmula em questão é bem conhecida na mecânica celeste. Consequentemente ela poderia ser utilizada como um "alvo"para a formulação de calculos que chegariam a ela.

[Comentário do Tradutor: A matemática não é tão "isenta" quanto se possa parecer. Ela pode ser "conduzida" para que se chegue a um alvo almejado...]


Van Flandern percebeu que o método de Gerber não fazia sentido, em termos dos princípios da mecânica celeste. "Einstein também disse (num artigo de revista de 1920) que as deduções de Gerber estavam erradas de cabo-a-rabo."


Assim,  como Einstein conseguiu chegar a mesma fórmula?  Van Flandern revisou seus cálculos, e surprendeu-se ao constatar que eles tinham "três contribuições diferentes para o periélio, duas que se somam e outra que anula parte das outras duas. E encerra-se o cálculo apenas com os multiplicadores."

[Nota do Tradutor:
Esse trecho do texto é uma descrição literal entre operações matemáticas, cheio de expressões idiomáticas. Não há como precisar a tradução correta, mas o desfecho da argumentação do físico dissidente é compreensível por todos.]

Então, Van Flandern pergunta a um colega da Universidade de Maryland, um jovem estudante que cruzou com Einstein no Instituto de Estudos Avançados de Princeton, qual sua opinião de como Einstein teria chegado ao multiplicador correto da equação.

A impressão do colega é que, como conhecia a resposta, Einstein teve ter chegado aos valores corretos sem justificá-los.  

Se o método da Relatividade Geral está correto, ele poderia ser aplicado em todos os lugares, não apenas no sistema solar. Mas, pelo ponto-de-vista de Van Flandern, há um conflito na teoria quando ela é aplicada em estrelas binárias de massas desiguais. As órbitas dessas estrelas não são previsíveis pela fórmula de Einstein.

Ao saber disso, os físicos encolhem seus ombros. Argumentam que deve haver algo de peculiar sobre essas estrelas, como um achatamento ou efeitos das marés.

Outra possibilidade é que Einstein pegou apenas a parte necessária do cálculo para "explicar" a órbita de Mercúrio, de modo que não é possível aplicá-la em outros lugares....

Continua...


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