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Gravidade Ficcional

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Mensagem por Jonas Paulo Negreiros em 9th Junho 2020, 10:41

PREFÁCIO


A historia da gravidade ficcional confunde-se com a história de um garotinho que aprendeu a contar, nos tempos que a régua escolar tinha duas finalidades. Temeroso, o garotinho decorou a tabuada de multiplicação do um ao nove, a fim de evitar consequências indesejáveis.

Num desafio entre amigos, esse garotinho aprendeu a recitar a contagem até o número 1000, mas percebeu que essa era uma tarefa não tinha fim.

Ainda na infância, veio a conhecer a figura lendária de Albert Einstein e a incrível ideia da elasticidade do tempo. Ficou levemente impressionado: poderia um carro em alta velocidade chegar ao seu destino antes do momento da partida?

Chega a adolescência e os inesquecíveis tempos de ginásio, quando se percebe que as meninas não eram tão chatas como era a Luluzinha.

Havia salas masculinas, femininas e uma única sala mista. Vivíamos os primeiros anos de governo militar e o estudo em grupo era incentivado no ambiente escolar. Adotamos o nome "Equipe Einstein" ao nosso time de matemática.

Ao apresentar o primeiro trabalho sobre a teoria dos conjuntos, percebemos a surpresa do mestre, não pela qualidade do trabalho, mas pelo nome dado à equipe.

Descobri meu pendor pelas ciências muito cedo. Minha primeira "tese ginasial" foi a de convencer a nossa equipe que um poço artesiano surgente era uma forma de vaso comunicante "natural".

Chega o período de colégio noturno e descobri o gosto pela física. Nosso professor de física era uma pessoa maravilhosa, embora excêntrica.

Em certa aula, o mestre falava sobre Galileu e do lendário experimento de queda livre na Torre de Pizza. Um aluno discordou veemente, pois não acreditava que todos os corpos poderiam chegar ao chão com a mesma velocidade. A fim de evitar polêmicas, o professor prometeu um experimento prático.

O aluno que discordou do mestre também era uma figura excêntrica. A moda "jeans" estava consolidada entre os garotos e garotas, mas o colega vinha às aulas sempre trajado de terno azul claro, camisa branca e gravata azul marinho, igualmente impecáveis.

Veio o dia da prova. O mestre convidou aos alunos verificar o conteúdo de duas latas de folha de flandres: uma estava cheia de pedaços de madeira e a outra cheia de pedaços de ferro. O mestre tampou as latas e subiu para o topo de uma torre medieval, situada numa praça do campus da Universidade Mackenzie. Lá de cima da torre, vimos o professor aparecer de uma janelinha e soltar as duas latas ao mesmo tempo.

As latas cairam e bateram no solo ao mesmo tempo. Quase quebraram o piso do passeio. Aplauso geral entre os alunos, exceto a indignação do aluno opositor. Viu e não concordou no que viu. Um caso inesquecível...

No colégio, conheci a grandeza do trabalho de Newton. Entrementes, a relatividade do tempo começava a me incomodar cada vez mais.

Não pude fazer o sonhado curso de física. Minha vida profissional exigia viagens constantes. Passava metade do tempo em São Paulo e outra metade no Polo Industrial de Manaus.

Continuei a pesquisar como autodidata os meandros da Relatividade de Einstein. Sentía-me um perfeito idiota e inferiorizado àqueles que diziam entender a "simplicidade" dessa loucura com total naturalidade.

Mas um pequeno detalhe me confortou: a gravidade é um elefante que incomoda muita gente.

Descobri que havia um grave conflito no coração da física oficial: enquanto a física relativista descreve elegantemente a gravidade no cenário do macrocosmos, a mesma gravidade não se encaixa no absurdo microcosmos da física quântica. Como água é óleo que nunca se misturam...

A história registra o embate entre Einstein e Niels Bohr, durante os encontros nos Congressos de Solvay:

- " Deus não joga dados!" , dizia Einstein.
- "Não queira dizer a Deus o que Ele deve fazer!", refutava Bohr.

Há  muita gente que não concorda com as idéias dos relativistas ou dos partidários da Escola de Copenhagen. São os chamados "cientistas dissidentes",  raramente citados nas escolas ou pela imprensa marrom.

Um dos cientistas dissidentes das idéias de Einstein é o prof. José Carlos Borge, da USP - Universidade de São Paulo, pesquisador da gravidade "efeito ilha".

Borge desenvolveu seu trabalho à partir das ideias de Le Sage, o primeiro cientista que tentou dar um significado físico à descrição matemática  gravitacional de Newton.

Outro cientista dissidente é o prof. André Koch Torres Assis, discípulo de Cesar Lattes, declaradamente arqui- inimigo de Einstein.

Assis criou a "Mecânica Relacional" para descrever fisicamente a gravidade, baseada no eletromagnetismo de Weber e nas idéias filosóficas de Ernest Mach.

Assis foi impedido de dar aulas de física na Unicamp - Universidade de Campinas. Terminou sua carreira acadêmica lecionando matemática. Atualmente, Assis gasta o seu tempo dando palestras em Universidades pelo Brasil afora, numa quixotesca batalha pela sua causa.

Hoje, a figura icônica de Einstein tornou-se uma marca de grande valor comercial, a qual justifica milhões e milhões de dólares despejados em maquinários sofisticados e sustento econômico de muita gente à busca de novas provas relativistas, as quais invariavelmente demonstram que "Einstein continua certo".

Os modelos mais malucos que buscam  um novo significado para a gravidade são exatamente aqueles que negam a sua existência.

O modelo da gravidade ficcional, desenvolvido aos trancos e barrancos, segue por esse caminho.

Trata-se de um simples modelo de ampliação fotográfica contínua, o qual dá um certo sentido a gravidade, ao menos no "mundo do faz-de-conta",  sem a necessidade do recurso de matemática complexa ou da renúncia do "absolutismo do tempo".

Convido a todos conhecerem esse trabalho de ficção, um misto de ciência, investigação policial, conspiração, devaneios alucinados e um pouquinho de humor.

Em alguns momentos, a leitura desse trabalho, resultado de dez anos de investigação, torna-se enfadonha.

No entanto, seguidas surpresas aparecem aos que se encorajam a seguir esse longo e tortuoso caminho até o fim.

[s]
Jonas

Gravidade Radial - Desambiguação

Quando cunhei a expressão "Gravidade Radial", fruto da especulação da hipótese da expansão radial terrestre, dentro do tópico "Gravidade: Ação ou Reação?" do fórum Fisica2100 e também "Gravidade e Big-Bang", discutido no extinto fórum de física do IFUFF e por último numa trilha do HT-Fórum, jocosamente intitulada "A Terra está inchando?" , achei que havia criado uma expressão totalmente nova.

Mas não é bem assim... precisamos desambiguar o sentido dessa expressão.

O que é Desambiguação?

Desambiguação é o ato de separar os diversos tipos de significados que uma palavra ambígua possa ter.

A desambiguação é o efeito de desambiguar, ou seja, retirar a ambiguidade de uma palavra ou expressão. A ambiguidade é aquilo que pode ter mais do que um significado; disponibilidade para uma dupla interpretação.

Algumas palavras, com mesmo grafia e pronúncia, podem possuir duas ou mais interpretações distintas. A palavra "manga", por exemplo, pode significar tanto a fruta da árvore da mangueira ou uma das partes que compõe a camisa.

A desambiguação é justamente a separação de todos os significados que uma palavra possivelmente possa ter. No exemplo citado, a palavra "manga" em desambiguação deverá apresentar tanto o significado relacionado a fruta, quanto ao da peça do vestuário.

Os dicionários e enciclopédias costumam desambiguar as suas palavras, com o intuito de esclarecer todos os possíveis significados que possuem.

https://www.significados.com.br/desambiguacao/#:~:text=Desambigua%C3%A7%C3%A3o%20%C3%A9%20o%20ato%20de,de%20uma%20palavra%20ou%20express%C3%A3o.


Em buscas na Rede, encontrei a expressão "Gravidade Radial" em dois contextos:

I - Astrofísica, documento gerado entre 1989 e 1990:

Modelos laboratoriais e teóricos de instabilidades e ondas em escala planetária

Meteorologistas e astrônomos planetários interessados ​​em circulações planetárias e solares em larga escala reconhecem a importância da rotação e estratificação na determinação do caráter desses fluxos. No passado, era impossível modelar com precisão os efeitos da esfericidade nesses movimentos no laboratório, devido à relação invariável entre a gravidade terrestre unidirecional e o eixo de rotação de um experimento. Os pesquisadores estudaram movimentos de líquidos convectivos rotativos em cascas esféricas usando forças de polarização eletro-hidrodinâmica para gerar gravidade radial e, portanto, forças de flutuação dirigidas centralmente em laboratório. As experiências de células de fluxo de fluido geofísico (GFFC) realizadas no Spacelab 3 em 1985 foram analisadas. Esforços recentes de interpretação levaram a modelos numéricos de convecção rotativa com o objetivo de entender a possível geração de faixas zonais em Júpiter e o destino das células de bananas em convecção de rotação rápida, à medida que o aquecimento é fortemente supercrítico. Além disso, os esforços para propor experimentos de ondas baroclínicas para futuras missões espaciais usando uma versão modificada do instrumento de 1985 levaram a modelos teóricos e numéricos de instabilidade baroclínica. Foram descobertas propriedades bastante surpreendentes, que podem ser úteis na geração de modelos racionais (em vez de artificialmente truncados) para instabilidade baroclínica não linear e caos baroclínico.

LABORATORY AND THEORETICAL MODELS OF PLANETARY-SCALE INSTABILITIES AND WAVES

https://ntrs.nasa.gov/archive/nasa/casi.ntrs.nasa.gov/19910007198.pdf



II - Informática - Simulação de Gravidade

Não foi possível encontrar a datação correta sobre a origem da Gravidade Radial na informática.
Sabemos que a Gravidade Radial foi criada pela necessidade de simular a gravidade em videojogos, entre outras aplicações da indústria de entretenimento, desde meados de 1970.

Gravidade Radial

(...)

Para aqueles que não sabem o que é a gravidade radial, é essencialmente como a atração gravitacional simulada de um planeta ou um ímã puxando objetos metálicos externos em sua direção. Este tutorial descreverá como construir uma simulação de gravidade radial básica com propriedades que podem ser facilmente alteradas, incluindo o tamanho e a força do campo gravitacional.

(...)

Conclusão
Como você pode ver, a simulação da gravidade radial é facilmente realizada com algumas configurações básicas de física e uma função de detecção de colisão. Esse conceito pode ser usado para planetas com força gravitacional, ímãs ou literalmente qualquer outro tipo de objeto de jogo em que você deseja puxar um ou mais objetos em direção a outro. Desfrute de experimentar as possibilidades!

Radial Gravity
https://docs.coronalabs.com/tutorial/games/radialGravity/index.html


Exemplo de Gravidade Radial simulada nos Games.
A simulação de queda de objetos é rudimentar, pois a velocidade de queda deveria aumentar à medida que os objetos se aproximam do solo.


Pretendo organizar as ideias desenvolvidas nos tópicos passados.

Como não é correto misturar conceitos bem fundamentados na astrofísica e informática, achei melhor cunhar um novo termo para a hipótese da expansão radial.  

O novo título é gravidade ficcional.


Última edição por Jonas Paulo Negreiros em 22nd Agosto 2020, 16:10, editado 16 vez(es) (Razão : Inclusão de Prefácio)

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Mensagem por Jonas Paulo Negreiros em 10th Junho 2020, 10:58

Após vários anos de debate nesse fórum, o assunto volta à tona com o título
GRAVIDADE FICCIONAL, uma tentativa de organizar as idéias discutidas no fórum de Fisica do IFUFF - Instituto de Física da Universidade Federal Fluminense, Física2100 e HT-Fórum

A questão levantada nesta postagem poderia estar hospedada ao tópico de discussões de física.
Peço ao Moderador que a mantenha por aqui, pois não temos uma secção dedicada às especulações.

Esse assunto foi discutido no extinto fórum do IFUFF  pelo tema "Gravidade e Big Bang", desde janeiro de 2011.

É prudente que esse assunto seja apresentado fora das questões da física oficial, a fim de não confundir aos inúmeros estudantes que visitam essa prestigiosa página à busca de conhecimento confiável.

Carlos Costa escreveu:Nem ação nem reação: a gravidade é uma necessidade, uma fatalidade do Universo. Também não é uma lei nem uma força (esses conceitos só existem na cabeça dos homens). É, como disse, uma necessidade.

À partir dessa "admissão", pouco resta a se especular sobre a gravidade.

Proponho outra admissão:

Talvez não entendamos o que é gravidade por que não sabemos o que é matéria. A noção mais restrita de matéria (ou massa) é tudo aquilo que tem inércia. Em outras palavras, tudo aquilo que reage à variação de velocidade.

A parte mais trágica dessa definição é que massa gravitacional e massa inercial tem comportamento idênticos. Esse é o ponto de partida da nossa especulação. A ideia de que gravidade é reação e não ação, dará origem a raciocínios insólitos.

Espero que a especulação proposta agrade e renda bons frutos.


Última edição por Jonas Paulo Negreiros em 22nd Agosto 2020, 16:13, editado 3 vez(es)

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Mensagem por Jonas Paulo Negreiros em 11th Junho 2020, 12:34

Inércia, Aceleração, Reação e Gravidade.

Sabemos que um corpo pode ter massa, mas só terá peso se estiver sofrendo aceleração gravitacional.

Imaginemos uma  grande porta de cofre de banco. Se impusermos um movimento de vai-e-vem nesta porta, perceberemos claramente a necessidade de aplicação de forças para a alteração de seu estado de repouso ou movimento. Em outras palavras, a aceleração da porta e correspondente reação inercial da mesma.

Esse esforço necessário para  produzir o vai-e-vem da porta (em decorrência da massa inercial da porta) será o mesmo, tanto se o teste for feito num local livre da aceleração gravitacional (no espaço sideral) ou na Terra.

O esforço que a massa da porta do cofre faz sobre as dobradiças (isto é: no sentido da porta para o centro da Terra) é conhecido como peso e depende da aceleração gravitacional. Na Terra, a porta terá um certo peso. Na Lua, esse peso será aproximadamente seis vezes menor que na Terra.

Essa relação direta entre massa, peso e aceleração intriga os cientistas.
Seria a aceleração gravitacional decorrente da alteração de movimento?

Dois exemplos concebidos por Einstein:

Anulação da Gravidade.

A maneira mais fácil de anular a gravidade é abandonar um corpo em queda livre. Uma balança dinamométrica (de molas) com uma bola de chumbo na ponta, presa ao teto de um elevador, deixará de medir o peso da bola, se o cabo de aço do elevador se quebrar.

Gravidade Ficcional Queda11

Reconstituição da Gravidade no Espaço Sideral.

Um foguete, enquanto estiver sofrendo aceleração, isto é, ganhando velocidade progressiva, manterá um astronauta dentro de um habitáculo em movimento acelerado. O astronauta sentirá o peso de seu corpo em seus pés. Se a aceleração do foguete for igual a 9,8 m/s^2, o astronauta terá a mesma sensação de peso que tem aqui na Terra. Caso o cabo de aço do habitáculo quebre, o astronauta perderá seu peso tanto no espaço como na Terra.

Gravidade Ficcional Quedad10

A ideia da ação da gravidade terrestre decorrente de movimento é antiga.
Na Idade Média, quando concebia-se que a Terra era plana, imaginava-se que este plano poderia estar "subindo" continuamente. Uma explicação muito convincente!

Mas a Terra tornou-se redonda ...  no entanto as ideias de Newton e Einstein não explicam a gravidade nesta nova situação, apenas descrevem-na matematicamente com grande precisão.


Última edição por Jonas Paulo Negreiros em 18th Junho 2020, 10:21, editado 1 vez(es)

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Mensagem por Jonas Paulo Negreiros em 12th Junho 2020, 10:05

A ideia da ação da gravidade terrestre decorrente de movimento é antiga.
Na Idade Média, quando concebia-se que a Terra era plana, imaginava-se que este plano poderia estar "subindo" continuamente. Uma explicação muito convincente!
Se a aceleração da gravidade, de fato, é decorrente de um trabalho mecânico, no "Modelo Medieval" haveria a inevitável necessidade de uma formidável energia para por esse plano em ascensão.

Hoje estamos às voltas com a incrível energia que põe todo o cosmos em expansão contínua e acelerada. Por falta de um termo adequado, o causador desse fenômeno é provisoriamente conhecido como "energia negra".

Bem-Vindos a Nova Idade das Trevas  Razz !

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Mensagem por Jonas Paulo Negreiros em 12th Junho 2020, 11:27

Sobre o caso do elevador...

Gravidade Ficcional Queda11



Uma importantíssima conclusão que podemos tirar de uma balança de molas:

Gravidade Ficcional Hooke12


A balança de molas (também conhecida como dinamômetro) pode ser reconhecida como um acelerômetro! Para tanto, basta mudar a escala da balança de peso em kgf para aceleração em m/s^2.


Última edição por Jonas Paulo Negreiros em 22nd Junho 2020, 14:39, editado 2 vez(es)

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Mensagem por Jonas Paulo Negreiros em 13th Junho 2020, 10:27

Há maneira  simples de transpor a explicação da gravidade do modelo medieval de plano ascensional acelerado para uma Terra esférica. Para tanto é necessário admitir que o big-bang é uma boa teoria.

Se todo o cosmos encontra-se em expansão acelerada, a Terra e tudo que nela há não estaria em expansão também?

Gravidade Ficcional Photo212

Se a Terra estiver em expansão no mesmo ritmo do cosmos, a explicação da gravidade aparece como num passe de mágica.

O Raio da Terra cresce exponencialmente (ação). A Terra empurra as pessoas "para cima". As pessoas também crescem e sentem a gravidade da Terra pela pressão na planta de seus pés (reação) com o chão.

No modelo de gravidade ficcional, todas escalas e referenciais disponíveis (marcos e réguas) também estariam pareadas ao processo de expansão cósmica. Dessa maneira, não haveria como medir ou refutar a idéia da "expansão radial" como causa origem da gravidade.

Há na hipótese da expansão radial da Terra uma irritante semelhança a Teoria da Relatividade.
Ao longo de décadas, o Lobby Einsteniano vem apresentando inúmeras "provas" em favor da Teoria da Relatividade.

Me desculpem os relativistas. Tal como a Relatividade, a hipótese da expansão radial terrestre também é fechada em si, isto é: não há como prová-las ou negá-las

Em realidade, a gravidade ficcional não existe, mas ela funciona tão bem como se deveras existisse  Razz !

Ao longo dessa série, vocês notarão um constante exercício de auto-crítica a esse trabalho, mas notarão como a gravidade ficcional explica muito bem vários fenômenos observáveis.

Na próxima postagem, vamos buscar argumentos que refutam a hipótese do big-bang, que é a base da gravidade ficcional.


Última edição por Jonas Paulo Negreiros em 18th Junho 2020, 10:22, editado 1 vez(es)

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Mensagem por Jonas Paulo Negreiros em 13th Junho 2020, 11:14

Big Bang: fato ou construção teórica humana?

"De um modo geral quando uma teoria começa a dar certo os cientistas tendem a ficar cegos e a achar que a teoria é a realidade". Esta é a avaliação que Martins* faz do impacto que a teoria do Big Bang teve sobre grande parte dos físicos e lembra uma expressão comumente utilizada: "O Big Bang é um fato!". Para Martins, marcar que o "Big Bang não é um fato, mas uma construção teórica humana" tem implicações interessantes, porque abre possibilidades do conhecimento científico produzido sobre o universo mudar com o tempo. Daqui a 500 anos, exemplifica Martins, poderemos não acreditar mais no Big Bang.

Esse poder de se constituir como a verdade do momento também aparece quando se diz que o Big Bang "derrubou modelos alternativos" que foram criados nas décadas de 40 e 50 por cientistas como Fred Hoyle, Hermann Bondi e Thomas Gold, que defendiam a teoria do Estado Estacionário, por exemplo. Porém, Wuensche lembra que, apesar de grande parte dos pesquisadores aceitarem o Big Bang, ainda hoje existem adeptos dessas teorias alternativas. A teoria do universo estacionário prevê um aspecto semelhante para o universo em todos os tempos. A matéria, segundo este modelo, estaria sendo continuamente criada na proporção exata e precisa para manter a mesma densidade média de matéria em qualquer lugar do universo.

Wuensche faz questão de assinalar que "o Big Bang é um 'modelo cosmológico padrão', que resolve uma série de questões, mas levanta várias outras e, filosoficamente, não é satisfatório em vários pontos". A questão "Como algo é criado do nada?", ou a idéia que um certo conjunto de equações matemáticas coincidem com o comportamento aproximado do universo, por exemplo, ainda incomoda muitos pesquisadores. Para Wuensche, é preciso levar em consideração que os modelos são produzidos por pesquisadores que têm influências culturais diversas.

No mundo da Física, parece que grandes transformações aconteceram com a possibilidade de se estudar a radiação cósmica de fundo, mas fica uma questão: o quanto dessa mudança atingiu o público não especializado? Durante um programa de variedades tipo "escola x escola" o apresentador pergunta ao garoto: "Como surgiu o universo?". Ele imediatamente responde: "do Big Bang!", e senta após ter conquistado pontos para sua equipe. Ao circular por outros espaços como a mídia televisiva, por exemplo, o Big Bang tornou-se uma resposta imediata (e sem detalhes) para essa questão que durante tanto tempo envolveu (e envolve) cientistas e filósofos.

*André Koch Torres Martins, físico teórico brasileiro.

fonte:
http://www.comciencia.br/reportagens/cosmicos/cos02.shtml

A teoria do Big-Bang não é consensual no meio científico:

A crise do Big Bang
https://super.abril.com.br/tecnologia/a-crise-do-big-bang/

A teoria do Big-Bang pode ser extinta
https://revistagalileu.globo.com/Ciencia/Espaco/noticia/2015/03/teoria-do-big-bang-pode-ser-extinta.html

O Big Bang não foi o início do universo
https://zap.aeiou.pt/big-bang-nao-comeco-do-universo-174829


Comentários

O texto acima foi extraído de uma antiga postagem que fiz no Fórum do Instituto de Física da Universidade Federal Fluminense.

O desvio para a cor vermelha dos astros distantes deu origem à teoria da expansão do universo, de Hubble, e apoio a teoria do Big-Bang.

Pensei em outra hipótese. Sei que as transmissões de televisão em frequências mais elevadas exigem mais potência dos transmissores, para um mesmo alcance, em função das dificuldades de propagação aumentarem proporcionalmente com a frequência de operação.

Existe um ruído de fundo, conhecido como "ruído branco", que dobra de intensidade quando dobra a frequência de recepção. Isso dificulta as comunicações via rádio em frequências mais altas.

Por exemplo, o canal 2 em VHF opera em 54 MHz enquanto o canal 69 UHF opera por volta de 800 MHz.

Enquanto a média de potência máxima do canal 2 VHF gira em torno de 50 kW, há emissoras de UHF que operam em até 1000 kW, para terem alcances semelhantes.

Algo parecido acontece com o som. Frequências baixas, como as produzidas por instrumentos de percussão, tais como as zabumbas, vão muito mais longe que as frequências altas produzidas por triângulos metálicos, por exemplo.

No caso da propagação de ondas sonoras, o atrito das altas frequências com o ar é maior que as baixas frequências. Desta maneira, o som da zabumba vai muito mais longe que o som do triângulo.

As ondas eletromagnéticas independem do ar para a sua propagação. No entanto, as transmissões de televisão e a maioria das observações dos astros ocorrem através da atmosfera.

Mas o fato da preponderância da cor vermelha, de frequência relativa mais baixa que a azul, para astros distantes, nos faz pensar na existência de um meio de propagação das ondas eletromagnéticas que favoreça as frequências mais baixas, ou que a parte alta dessas frequências sejam "dissipadas", ou melhor, transformadas em calor em função do atrito com o meio.

Ou então, as frequências mais altas, em qualquer faixa do espectro acústico e eletromagnético são mascaradas em função do "ruído branco", o que resultaria numa relação "sinal/ruído" mais favorável para as frequências baixas, como os graves da zabumba e o vermelho das estrelas.

Comentário Final

Achei necessária esta pausa na marcha da hipótese da expansão radial terrestre.
Sem o Big-Bang e a Energia Escura, a hipótese da "Expansão Radial da Terra" não funcionaria fora da ficção científica  Razz !


Última edição por Jonas Paulo Negreiros em 18th Junho 2020, 10:23, editado 1 vez(es)

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Mensagem por Jonas Paulo Negreiros em 14th Junho 2020, 14:19

Satélite Experimental

Essa é uma tentativa de comprovar a hipótese da expansão radial no espaço sideral. Para tanto, se faz necessária a construção de uma esfera maciça (em azul) com um canal interno central de comprimento idêntico ao diâmetro da esfera. Dentro do canal é instalado um corpo (em vermelho) em forma cilíndrica, semelhante ao pistão de um motor a explosão, capaz de deslizar no canal da esfera com um mínimo de atrito.

Gravidade Ficcional Ioione10
fig 1

Após o envio dessa esfera ao espaço e sua estabilização orbital, o pistão é libertado.

De acordo com Newton, o pistão será atraído para o centro da esfera. Assim como a esfera atrai o pistão, o pistão também atrai a esfera, de modo que também há um pequeno deslocamento da esfera em sentido oposto ao movimento do pistão.

O pistão avançará ao centro da esfera em velocidade crescente. Quando o pistão chegar ao centro da esfera, ele estará em velocidade máxima em relação à esfera.

A trajetória do pistão continuará em velocidade decrescente, até o lado oposto de partida. Este ciclo se repetirá até toda a energia do sistema dissipar-se e o pistão cessará seu movimento no centro da esfera.

Se a hipótese da expansão radial prevalecer, tanto a esfera como o pistão crescerão em forma exponencial em relação ao tempo.

Gravidade Ficcional Newzen11
fig 2.

Quando ocorrer a estabilização orbital, o pistão é libertado. O pistão não sairá de seu lugar, pois na hipótese da expansão radial, a gravidade não existe. Dessa maneira, a esfera não tem como atrair o pistão para o centro da mesma. Mas, à maneira que ocorre a expansão radial em função do tempo, o pistão ficará cada vez mais próximo do centro da esfera. No entanto, nessa situação, não ocorrerá a oscilação, como prevista pelas Leis de Newton.


Última edição por Jonas Paulo Negreiros em 1st Agosto 2020, 20:30, editado 3 vez(es)

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Mensagem por Jonas Paulo Negreiros em 15th Junho 2020, 11:23

A ação gravitacional da Lua e Sol sobre as marés na Terra

Abaixo, Terra em laranja, oceanos em azul, Lua em cinza e Sol em amarelo.

Gravidade Ficcional 300px-Mares.svg

fonte:
https://pt.wikipedia.org/wiki/Mar%C3%A9

A figura acima representa (de forma exagerada) as marés sob influência gravitacional da Lua e do Sol.

Notar a sequência:

À esquerda (A), desprezada qualquer ação gravitacional exterior, a camada de água dos oceanos que encobrem a superfície terrestre teria de ser uniforme;

No centro da figura (B), sob a ação gravitacional da Lua, a maré sobe em direção à Lua. Notar que a maré também sobe do lado oposto da Terra;

A explicação dada para esse fenômeno é que não somente os oceanos, mas também a Terra é atraída pela Lua. Por razões inerciais e gravitacionais, a Terra segue em direção a Lua e as águas oceânicas do lado oposto à Lua não acompanham o movimento da Terra, de modo a acumularem-se desse lado. Noventa graus à esquerda e direita em direção à Lua, as marés diminuem. Notar que, pela concepção gravitacional newtoniana, a Lua também é atraída pela Terra.

Por último, à direita (C), quando o Sol e a Lua se alinham, o efeito de marés é ampliado.

No meu entendimento, a teoria gravitacional clássica não me convenceu por que as marés aparecem em pontos diametralmente opostos no globo terrestre.

Antes de mais nada, pessoal, não se esqueçam que o modelo de gravidade ficcional admite uma Terra Globo em expansão acelerada. Nessa condição, a gravidade não existe. A gravidade é apenas uma reação inercial à expansão radial terrestre.

A expansão radial terrestre deve manter a velocidade de crescimento do raio da Terra na taxa de aceleração de 9,8 m/s^2, prevista no modelo gravitacional de Newton.

É sabido que a aceleração newtoniana na Terra diminui com a passagem da Lua, ou diminui mais ainda com a passagem do Sol e Lua combinados.

Logo, no modelo inercial, a aceleração da expansão do raio da Terra deveria reduzir-se igualmente aos valores newtonianos.

Muito bem. E se a Terra "respirar"?

Gravidade Ficcional Fases_11

Imagine dois ciclos de expansão radial que vão um pouco acima da média geral, calculada previamente.

Nota:
A indicação "N" no centro do desenho diz respeito ao núcleo da Terra. Não confundir com o polo norte terrestre .


A aceleração da expansão radial máxima ocorreria à uma defasagem de 90 graus em relação a orbita Lunar, de modo a "expulsar" um grande volume de água oceânica nos pontos de maior crescimento radial

Bem, a coisa se complica quando a Lua e o Sol se alinham. Como explicar o aumento das marés nessa condição?

Essa questão, por ora, ficará em aberto.

O modelo de expansão radial terrestre põe em xeque muitos conceitos consagrados pela cosmologia moderna.

Mas também podemos dizer que a cosmologia moderna põe vários conceitos do modelo de expansão radial em xeque.


Última edição por Jonas Paulo Negreiros em 18th Junho 2020, 10:24, editado 14 vez(es)

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Mensagem por Jonas Paulo Negreiros em 15th Junho 2020, 11:59

Furo no Big Bang?


A hipótese do big bang nos diz que todos os astros se distanciam, um dos outros, numa velocidade crescente.

É dito que não há uma situação privilegiada nessa observação.

Gravidade Ficcional 1*5RPtXVEvFsGIUeoDeuGbag
Crédito da Foto: Página de Ethan Siegel

Qualquer que seja o astro adotado como referência, todos os outros estarão distanciando-se deste em igualdade de condições, como se o astro referencial fosse o centro do big bang.

Se o nascimento do cosmos partiu, de fato, de um único ponto, este ponto deve o verdadeiro e absoluto centro do universo! Todos os outros pontos referenciais são relativos!

Desta maneira, o antigo modelo geocêntrico que tem a Terra como centro do universo, pode se encaixar muito bem na definição do Big Bang.

As coisas se complicam se o referencial for tomado fora do centro da Terra, conforme indica o ponto "zero verdadeiro" do gráfico abaixo:

Gravidade Ficcional Furbb10

Se assim for, imaginemos que um corpo caia (se aproxime) sobre a superfície da Terra, na sua linha equatorial, conforme figura acima.

Outro ponto-de-vista para o mesmo problema, abaixo:.

Gravidade Ficcional Outroa11

De acordo com Galileu, se o corpo estiver à Este do eixo da Terra (em amarelo), deveria se aproximar mais devagar se o mesmo corpo estivesse à Oeste do Eixo da Terra (em azul).

De acordo com Newton, quando o corpo atingir o solo terrestre e repousar sobre este, o corpo será mais leve quando estiver à Este e mais pesado quando estiver à Oeste.

Está correta essa análise? Ou o corpo que se assenta sobre a superfície da Terra, tem velocidades de inflação diferentes quando em Este ou Oeste?

De qualquer modo, os defensores do moderno modelo heliocêntrico devem pensar muito bem quando sentirem-se tentados a ridicularizar os defensores do antigo modelo geocêntrico  Wink ...

Leitura Complementar:

O Universo tem um centro?
https://medium.com/starts-with-a-bang/ask-ethan-70-does-the-universe-have-a-center-3387dc9be9b0

Mais:
https://www.astro.caltech.edu/ay1/Ay1_Lec17.pdf


Coisa de louco Very Happy !


Última edição por Jonas Paulo Negreiros em 18th Junho 2020, 10:24, editado 4 vez(es)

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Gravidade Ficcional Empty Re: Gravidade Ficcional

Mensagem por Jonas Paulo Negreiros em 16th Junho 2020, 10:48

O projeto "Gravidade Ficcional" é uma tentativa de filtrar e ordenar as idéias desevolvidas e debatidas no extinto Fórum de Física do Instituto de Física da Universidade Federal Fluminense (IFUFF), aberto ao público em geral, do HT-Fórum e Fórum Física2000, depois  Física2100.

O ponto de partida da gravidade ficcional é que esta depende da aceleração de crescimento do raio de cada astro. Logo, a gravidade da Terra deve ser muito maior que a gravidade da Lua.

Abaixo, três questões levantadas pelo colega Bosco, que discute conosco esse trabalho há mais de dez anos:


Jonas, tem uma conta muito simples que não se fecha na sua teoria de expansão.
Veja:
1) A expansão do raio terrestre estaria numa aceleração de 9,8 m/s².
2) A expansão da Lua teria que ser 1,6 m/s².
3) A expansão do espaço entre Terra e Lua teria qual aceleração?
Com base apenas nas afirmações 1 e 2, dá para prever que a Terra aumentaria de tamanho tão rápido que atropelaria a Lua em pouquíssimo tempo.



Bosco, muito grato pela sua participação.

De acordo com a hipótese do Big-Bang, o cosmos está em constante expansão. Terra e Lua fazem parte do cosmos. Logo, esses astros devem estar em expansão também.

Cientistas "sabem" da energia escura, mas não sabem como a gravidade (que para nós não existe) irá frear a expansão cósmica, e talvez iniciar um processo inverso, conhecido como "big crunch".

Além da energia escura, o modelo oficial do big-bang também depende de "matéria escura" para funcionar. Voltamos para a Idade das Trevas Very Happy !

Em nossa hipótese é a energia escura que promove a expansão do cosmos e que dá origem a gravidade, uma simples reação inercial.

Vou tentar responder às suas perguntas:

1) A expansão do raio terrestre estaria numa aceleração de 9,8 m/s².

Resposta: Correto!
Sem deixar de considerar que todas nossas réguas também se expandem.

2) A expansão da Lua teria que ser 1,6 m/s².

Resposta: Incorreto!
O fator de expansão radial derivado da Terra é universal!
Esse fator aplicado ao raio da Lua daria  2,728 m/s^2.
O valor "oficial" da gravidade lunar é 1,6 m/s^2.

Essa discrepância, em bases da hipótese da gravidade ficcional me faz desconfiar que o homem nunca pisou em solo lunar  Embarassed !

Vide postagem sobre esse impasse:
https://fisica2100.forumeiros.com/t1237p140-gravidade-acao-ou-reacao#8701

Se o homem chegou à Lua, o responsável foi Keppler!
https://fisica2100.forumeiros.com/t1576-quem-levou-o-homem-a-lua

.
.
.

3) A expansão do espaço entre Terra e Lua teria qual aceleração?
Com base apenas nas afirmações 1 e 2, dá para prever que a Terra aumentaria de tamanho tão rápido que atropelaria a Lua em pouquíssimo tempo.

Resposta:
A aceleração ocorre entre os corpos celestes e a origem do Big-Bang:

Gravidade Ficcional 209vel10

Cada astro afasta-se de forma acelerada e em linha reta em relação ao Big-Bang. Não posso ser categórico em dizer se existe aceleração de separação da distância entre a Lua e a Terra, pois os vetores de ambos os astros estão apontados para a origem do Big-Bang... "aparentemente", essa aceleração existe...


Para a gravidade ficcional funcionar, necessitamos desses requisitos:

-Necessitamos de uma referência absoluta (a origem do Big-Bang);

-Abastecimento de energia escura atuando em cada partícula de cada astro, a fim de evitar diferenças gravitacionais, tal como acontece na superfície terrestre: a "gravidade" no topo das montanhas é maior que na base;

-Reação inercial, erroneamente conhecida como gravidade, em relação a um ponto relativo ou quadro absoluto.

A reação é um fenômeno de qualquer corpo quando este é submetido a uma alteração energética.

Outros exemplos:

Um capacitor elétrico reage à variação de carga elétrica (variação de energia potencial);
Um indutor elétrico reage à variação de corrente elétrica (variação de energia cinética).

Conclusões

Na hipótese da expansão radial, não existe energia potencial, apenas variação de energia cinética.

A variação da energia cinética, que sempre aumenta, depende do abastecimento de uma quantidade absurda de energia escura para manter o crescimento de todos os corpos celestes.

A gravidade ficcional é decorrente um fenômeno termodinâmico. A conservação de energia pode ser verificada aqui na Terra. A energia gasta para arremessar uma pedra para o alto é completamente devolvida quando a pedra volta ao solo.

Mas, se não existe gravidade, isto é: a gravidade newtoniana é uma ilusão,  há a necessidade da incansável "criação" de energia escura para o modelo de gravidade ficcional funcionar até a eternidade. Um verdadeiro Milagre!

Esse princípio da gravidade ficcional vai frontalmente contra a lei de conservação de energia:
"Na natureza nada se cria, nada se perde, tudo se transforma"

Duas conclusões de caráter filosófico podem ser derivadas desse raciocínio:

I - O espaço está em construção e caminha para o infinito.

II - O tempo está sempre começando.


Como bem dizem os colegas do GSJ Physics Fórum:

There`s no  free gravity
(Não há gravidade grátis.)

Como ninguém é de ferro,  segue abaixo uma piadinha que exemplifica muito bem essa afirmação:

https://fisica2100.forumeiros.com/t1504p20-charges#10215

Não vão dizer que não avisei Wink ...


Última edição por Jonas Paulo Negreiros em 6th Julho 2020, 13:44, editado 6 vez(es)

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Gravidade Ficcional Empty Re: Gravidade Ficcional

Mensagem por Jonas Paulo Negreiros em 17th Junho 2020, 11:54

A gravidade ficcional é decorrente um fenômeno termodinâmico. A conservação de energia pode ser verificada aqui na Terra. A energia gasta para arremessar uma pedra para o alto é completamente devolvida quando a pedra volta ao solo.

Mas, se não existe gravidade, isto é: a gravidade newtoniana é só uma ilusão,  há a necessidade da incansável "criação" de energia escura para o modelo de gravidade ficcional funcionar até a eternidade. Um verdadeiro Milagre!

Esse princípio da gravidade ficcional vai frontalmente contra a lei de conservação de energia:
"Na natureza nada se cria, nada se perde, tudo se transforma"

Notar que o princípio de conservação de energia pode ser "erroneamente" verificado na superfície terrestre.

No entanto, pela observação do distanciamento dos astros, através do desvio da luz para o vermelho, se faz necessária uma quantidade absurda de energia para o cosmos continuar em expansão.

De acordo com a cosmologia moderna, vista pelos físicos pragmáticos como uma "coisa de bobocas", não há como prever se a expansão ocorrerá indefinidamente.

Para que o BIG-BANG (grande explosão) não chegue ao BIG-RIP (grande ruptura ou morte térmica) é necessária uma quantidade enorme de matéria escura (invisível por qualquer tipo de instrumento astronômico) para frear a expansão.

Considerando-se que os bobocas*, digo cosmólogos, confiam piamente na lei de conservação da energia, a matéria escura não só irá frear a expansão cósmica (que por ora não para de aumentar), como dará origem ao inevitável BIG-CRUNCH (grande esmagamento), quando todos os corpos celestes voltarão ao ponto de origem do cosmos e tudo recomeçará de novo, com mais BIG BANG novinho em folha.

Certa vez, (me perdoem pela falta de memória) perguntaram a Gamov, o primeiro cientista a apoiar Laimetre, padre Belga que inventou a teoria do Big-Bang:

"O cosmos nasceu do Big-Bang, quando toda a matéria celeste se concentrava num único ponto. E antes disso?"

Ao que Gamov respondeu:

"Essa pergunta não pertence à Cosmologia; pertence à Teologia."

* Como boboca e cosmólogo de botequim que sou, acredito que Deus não descansou após o sétimo dia. O Todo-Poderoso continua a trabalhar desde a origem de tudo, e continua a criar energia, espaço e tempo para que o cosmos continue a funcionar até a eternidade.

Na minha humilde opinião, além do milagre da vida, a energia que impulsiona a expansão cósmica, até a eternidade, também é um milagre que pode ser "aceito" por qualquer um.

Deixemos o positivismo de lado. Basta aceitar que o milagre é real e "embarcar nessa nave"  Wink !

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Mensagem por Jonas Paulo Negreiros em 18th Junho 2020, 10:33

Hora do Recreio

Ciência e Ficção científica.

Conspiradores de Plantão dizem que o principal laboratório da NASA fica num porão em Hollywood.

Corroborando com essa suspeita, vejamos o que diz o Capitão Kirk, da Nave Enterprise.


Gravidade Ficcional 210px-JamesTKirk

Certa vez, perguntaram a Willian Shatner, o protagonista do Capitão Kirk da Série Televisiva "Star Trek" (Jornada nas Estrelas)  :

Repórter:
- Qual a diferença entre ciência e ficção científica?

Shatner:
- Nenhuma !

E aí, pessoal?
O que vou dizer em casa  Embarassed ?

Mais:
https://canaltech.com.br/eventos/confira-tudo-o-que-rolou-na-convencao-star-trek-de-sao-paulo-101000/

À propósito, revisei todas postagens passadas, exceto a primeira, a fim de substituir o legado termo "gravidade radial" para o novo termo "gravidade ficcional".

Gravidade Ficcional é um termo mais realista, pois não Very Happy?

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Mensagem por Jonas Paulo Negreiros em 19th Junho 2020, 14:40

Achamos ter dado uma explicação "razoável" de como obter marés no modelo ficcional, sem a necessidade da ação gravitacional newtoniana. No entanto, continuamos a dever uma boa explicação por que quando Sol e Lua se alinham, a variação das marés oceânicas é mais pronunciada.

Gravidade Ficcional 300px-Mares.svg



Consideramos na ocasião que a velocidade de expansão do raio da Terra pode ter pequenas variações. Desta maneira, admitimos que a variação da marcha de expansão radial terrestre poderia ser entendida como uma forma de "respiração" de nosso planeta.
A expansão radial sempre cresce, mas tem sua velocidade de crescimento variável e cíclica.


Gravidade Ficcional Fases_11

Dessa maneira, "justificamos" a variação das marés pela variação da velocidade da expansão radial terrestre, "erroneamente" atribuída a ação gravitacional lunar.


A expansão radial variável dos astros deve ser a mesma para o Cosmos. No exemplo abaixo, a distância entre a Terra e Lua deve aumentar da mesma maneira que o raio dos astros em questão.

Gravidade Ficcional 209vel10

A diferença entre a distância da Lua e Terra, máxima no apogeu e mínima no perigeu, seria a "prova da respiração" de todo o Cosmos, incluindo a "respiração" da Terra e Lua, também.

Gravidade Ficcional Fasegr10

O resultado dessa variação pode ser notado nas marés e no fluxo de seiva das plantas.

Referências:

http://www.astrope.com.br/fases-da-lua-em-janeiro-de-2020/

https://aluadentrodevoce.wordpress.com/2012/10/06/fases-lunares-e-o-comportamento-das-plantas/

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Mensagem por Jonas Paulo Negreiros em 22nd Junho 2020, 14:40

Jonas Paulo Negreiros escreveu:Sobre o caso do elevador...

Gravidade Ficcional Queda11



Uma importantíssima conclusão que podemos tirar de uma balança de molas:

Gravidade Ficcional Hooke12


A balança de molas (também conhecida como dinamômetro) pode ser reconhecida como um acelerômetro! Para tanto, basta mudar a escala da balança de peso em kgf para aceleração em m/s^2.
O que todos os gravímetros têm em comum?

Boliden, Graf-Askania, Gulf, Lacoste-Lomberg, Thyssen, Worden...

Todos esses gravímetros usam molas!

Provamos em postagem passada que os gravímetros são acelerômetros!

Não há como contestar: gravímetros funcionam e são capazes de detetar anomalias gravitacionais, propriedade que os tornam indispensáveis nas sondagens geológicas.

Gravidade Ficcional Jazida10

fonte: https://www.slideshare.net/fatemehtahereh/geophysics-gravimetery-method

Acima, a figura demonstra que a propriedade física fundamental da gravidade é a densidade.

Notar que quando a densidade do solo é maior, a gravidade aumenta.
Quando a densidade do solo menor, a gravidade diminui.

Essa propriedade tornam os gravímetros muito úteis na prospecção de jazidas minerais.

No modelo de expansão radial, a figura abaixo demonstra que na gravidade ficcional, os gravímetros também detetam essas anomalias.

Pela condição de assimetria na densidade dentro do globo terrestre, a expansão radial se faz de forma heterogênea, com um pequeno e trágico detalhe: de forma inversa!

Gravidade Ficcional Gravac10

Em áreas de maior densidade, a mola encolhe;
Em áreas de menor densidade, a mola estica.

Como explicar isso? O que está errado?
Os gravímetros dão resultados invertidos ou a gravidade ficcional está em cheque?


Última edição por Jonas Paulo Negreiros em 23rd Junho 2020, 22:29, editado 2 vez(es)

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Mensagem por Jonas Paulo Negreiros em 23rd Junho 2020, 22:21

Jonas Paulo Negreiros escreveu:
Jonas Paulo Negreiros escreveu:Sobre o caso do elevador...

Gravidade Ficcional Queda11



Uma importantíssima conclusão que podemos tirar de uma balança de molas:

Gravidade Ficcional Hooke12


A balança de molas (também conhecida como dinamômetro) pode ser reconhecida como um acelerômetro! Para tanto, basta mudar a escala da balança de peso em kgf para aceleração em m/s^2.
O que todos os gravímetros têm em comum?

Boliden, Graf-Askania, Gulf, Lacoste-Lomberg, Thyssen, Worden...

Todos esses gravímetros usam molas!

Provamos em postagem passada que os gravímetros são acelerômetros!

Não há como contestar: gravímetros funcionam e são capazes de detetar anomalias gravitacionais, propriedade que os tornam indispensáveis nas sondagens geológicas.

Gravidade Ficcional Jazida10

fonte: https://www.slideshare.net/fatemehtahereh/geophysics-gravimetery-method

Acima, a figura demonstra que a propriedade física fundamental da gravidade é a densidade.

Notar que quando a densidade do solo é maior, a gravidade aumenta.
Quando a densidade do solo menor, a gravidade diminui.

Essa propriedade tornam os gravímetros muito úteis na prospecção de jazidas minerais.

No modelo de expansão radial, a figura abaixo demonstra que na gravidade ficcional, os gravímetros também detetam essas anomalias.

Pela condição de assimetria na densidade dentro do globo terrestre, a expansão radial se faz de forma heterogênea, com um pequeno e trágico detalhe: de forma inversa!

Gravidade Ficcional Gravac10

Em áreas de maior densidade, a mola encolhe;
Em áreas de menor densidade, a mola estica.

Como explicar isso? O que está errado?
Os gravímetros dão resultados invertidos ou a gravidade ficcional está em cheque?

Abaixo, podemos ver o mapa de variação gravimétrica em comparação com o mapa altimétrico do Brasil. Essa é a primeira vez que consigo fazer tal análise, nunca feita até então por falta de dados disponíveis.

Gravidade Ficcional Gravbr10


Em uma rápida análise, pela amostragem gravimétrica (mapa superior) notamos que os lugares mais altos tem a gravidade menor. Isso contradiz com o princípio da gravidade ficcional, proporcional ao raio da Terra, e será solucionado em postagens posteriores.

fontes:

http://www.cprm.gov.br/publique/media/recursos_minerais/livro_geo_tec_rm/cap_VI_b.pdf
https://geografalando.blogspot.com/2013/02/relevo-brasileiro-perfil.html


Última edição por Jonas Paulo Negreiros em 8th Setembro 2020, 11:01, editado 6 vez(es)

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Mensagem por Jonas Paulo Negreiros em 24th Junho 2020, 11:28

Pausa para Ilustração

Gravidade Ficcional Segunda-lei-da-termodinmica-1-728

O grande astrofísico britânico Arthur Eddington uma vez proclamou:

"Se a sua teoria contrariar alguma lei da física, ok, é possível que a lei deva ser modificada. Mas se essa lei for a segunda lei da termodinâmica, pode jogar sua teoria no lixo."

Pois é, Sr. Eddington...

O Sr. pode ter ganho a batalha no varejo, mas perdeu-a no atacado Very Happy!

...se o Sr. soubesse que a Relatividade depende de uma energia absurda para funcionar, talvez não teria sido o primeiro e fervoroso apoiador de Einstein Embarassed ...

Falando sério...

Para entender melhor as leis da termodinâmica,  convido-os a seguirem essa trilha:

https://pt.slideshare.net/cristavo/segunda-lei-da-termodinmica

Assim sendo, a hipótese big-bang, observada em velocidade cada vez maior, e a hipótese da louca expansão radial , ambas são sustentadas por uma energia infinita.

Como ninguém sabe o que é energia, podemos substituir o termo por milagre Very Happy!.




Notar que o princípio de conservação de energia pode ser "erroneamente" verificado na superfície terrestre.

No entanto, pela observação do distanciamento dos astros, através do desvio da luz para o vermelho, se faz necessária uma quantidade absurda de energia para o cosmos continuar em expansão.

De acordo com a cosmologia moderna, vista pelos físicos pragmáticos como uma "coisa de bobocas", não há como prever se a expansão ocorrerá indefinidamente.

Para que o BIG-BANG (grande explosão) não chegue ao BIG-RIP (grande ruptura ou morte térmica) é necessária uma quantidade enorme de matéria escura (invisível por qualquer tipo de instrumento astronômico) para frear a expansão.

Considerando-se que os bobocas*, digo cosmólogos, confiam piamente na lei de conservação da energia, a matéria escura não só irá frear a expansão cósmica (que por ora não para de aumentar), como dará origem ao inevitável BIG-CRUNCH (grande esmagamento), quando todos os corpos celestes voltarão ao ponto de origem do cosmos e tudo recomeçará de novo, com mais BIG BANG novinho em folha.

Certa vez, (me perdoem pela falta de memória) perguntaram a Gamov, o primeiro cientista a apoiar Laimetre, padre Belga que inventou a teoria do Big-Bang:

"O cosmos nasceu do Big-Bang, quando toda a matéria celeste se concentrava num único ponto. E antes disso?"

Ao que Gamov respondeu:

"Essa pergunta não pertence à Cosmologia; pertence à Teologia."

* Como boboca e cosmólogo de botequim que sou, acredito que Deus não descansou após o sétimo dia. O Todo-Poderoso continua a trabalhar desde a origem de tudo, e continua a criar energia, espaço e tempo para que o cosmos continue a funcionar até a eternidade.

Na minha humilde opinião, além do milagre da vida, a energia que impulsiona a expansão cósmica até a eternidade, também é um milagre que pode ser "aceito" por qualquer um.

Deixemos o positivismo de lado.
Basta aceitar que o milagre é real e "embarcar nessa nave"  Wink !


Última edição por Jonas Paulo Negreiros em 23rd Agosto 2020, 13:15, editado 6 vez(es)

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Mensagem por Jonas Paulo Negreiros em 24th Junho 2020, 11:34

O problema dos gravímetros e acelerômetros.

O que todos os gravímetros têm em comum?

Boliden, Graf-Askania, Gulf, Lacoste-Lomberg, Thyssen, Worden...

Todos esses gravímetros usam molas!

Provamos em postagem passada que os gravímetros são acelerômetros!

Não há como contestar: gravímetros funcionam e são capazes de detetar anomalias gravitacionais, propriedade que os tornam indispensáveis nas sondagens geológicas.

Gravidade Ficcional Densid11
Clicar na figura para vê-la por inteiro.

fonte: https://www.slideshare.net/fatemehtahereh/geophysics-gravimetery-method

Acima, a figura demonstra que a propriedade física fundamental da gravidade é a densidade.

Notar que quando a densidade do solo é maior, a gravidade aumenta.
Quando a densidade do solo menor, a gravidade diminui.

Essa propriedade tornam os gravímetros muito úteis na prospecção de jazidas minerais.

No modelo de expansão radial, a figura abaixo demonstra que na gravidade ficcional, os gravímetros também detetam essas anomalias.

Pela condição de assimetria na densidade dentro do globo terrestre, a expansão radial se faz de forma heterogênea, com um pequeno e trágico detalhe: de forma inversa!

Gravidade Ficcional Gravac10

Em áreas de maior densidade, a mola encolhe;
Em áreas de menor densidade, a mola estica.

Como explicar isso? O que está errado?

Os gravímetros dão resultados invertidos ou a gravidade ficcional está em cheque?

Deem uma olhada nesses dois mapas do território brasileiro:

Gravidade Ficcional Gravbr11

O primeiro mapa indica diferenças gravimétricas, dadas em "gal".
"Gal" é uma medida de aceleração da gravidade terrestre.

A aceleração terrestre é expressa em 9,8 m/s^2.
Em miligals, a aceleração terrestre é expressa em 980.000 unidades.

O segundo mapa dá as altitudes encontradas no território brasileiro.

A adoção das cores nos mapas, incompatíveis entre si, dificultam a análise.
No entanto, podemos perceber que à maneira que a altitude aumenta, diminui a intensidade da ação gravitacional terrestre.

Essa estranha característica dos gravímetros põe em xeque a gravidade ficcional e  a Teoria da Relatividade Geral.

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Gravidade Ficcional Empty Re: Gravidade Ficcional

Mensagem por Jonas Paulo Negreiros em 24th Junho 2020, 11:40

Medindo altitude com relógio.

A incongruência entre gravímetros e altitudes.

Gravidade Ficcional 010125140113-altitude-com-relogios-atomicos

O que está por trás disso é a Teoria Geral da Relatividade de Einstein, mais especificamente o chamado desvio para o vermelho gravitacional, o mesmo usado para detectar a aceleração da expansão da Universo e medir as distâncias de estrelas e galáxias.

Se um relógio é levado um pouco mais distante da Terra, o tempo que ele mede começa a passar um pouco mais rápido.

É muito pouco para que um astronauta em órbita sinta, mas não passa despercebido para um relógio atômico - para uma diferença de altura de um metro, a frequência de um relógio atômico muda em 1 × 10.

fonte:
https://www.inovacaotecnologica.com.br/noticias/noticia.php?artigo=relogios-atomicos-vao-definir-nivel-mar-exatidao&id=010125140113#.W_edcjhKi1t


Dilatação do tempo gravitacional

Artigo principal: Dilatação do tempo gravitacional

A relatividade geral prevê um efeito adicional, no qual um aumento no potencial gravitacional devido à altitude acelera os relógios. Ou seja, os relógios em maior altitude são mais rápidos que os relógios da superfície da Terra. Este efeito foi confirmado em muitos testes de relatividade geral, como o experimento de Pound-Rebka e a Sonda de Gravidade A. No experimento de Hafele-Keating, houve um leve aumento no potencial gravitacional devido à altitude que tendeu a acelerar os relógios de volta . Como a aeronave voou aproximadamente na mesma altitude em ambas as direções, esse efeito foi aproximadamente o mesmo para os dois planos, mas, no entanto, causou uma diferença em comparação com os relógios no solo. [2]

fonte:
https://en.wikipedia.org/wiki/Hafele–Keating_experiment


TUDO MUITO LINDO E MARAVILHOSO, MAS COMO FICA A SITUAÇÃO ABAIXO?

Gravidade Ficcional F6

Gravidade Ficcional F7

A tabela e o gráfico são feitos em bases newtonianas.

fonte:
http://www.if.ufrgs.br/mpef/mef008/mef008_02/Paulo/Trabalho/campo.html

ALÔ HOUSTON! TEMOS UM PROBLEMA!

Gravidade Ficcional P_and_10

Newton e Einstein "se estranham" com o experimento Pound &Rebka  Very Happy !
O relógio mais alto indica 12:15h enquanto o relógio mais baixo indica 11:00 h.
Quanto mais alto o relógio, ele anda mais rápido. Ou quanto mais baixo o relógio, mais ele se atrasa Very Happy?

fonte:
https://pt.wikipedia.org/wiki/Experimento_de_Pound-Rebka

Afinal,  a aceleração da gravidade aumenta ou diminui quando aumenta a altitude?

Um gravímetro mede mais ou menos miligals quando vai do solo para 10 km de altitude?

A pressão atmosférica interfere em gravímetros e relógios atômicos da mesma maneira?

Parece que a gravidade impulsiva de Lesage e a gravidade por efeito ilha do Prof. Borge também apresentam problemas nessa situação.

fonte:
https://pt.wikipedia.org/wiki/Teoria_gravitacional_de_Le_Sage


Última edição por Jonas Paulo Negreiros em 19th Julho 2020, 12:43, editado 1 vez(es)

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Gravidade Ficcional Empty Re: Gravidade Ficcional

Mensagem por Jonas Paulo Negreiros em 24th Junho 2020, 11:50

O levantamento gravimétrico da Terra é feito de forma diversa.

Em solo, utiliza-se principalmente os gravímetros Lacoste-Romberg e Askania.
O Gravímetro Lacoste-Romberg usa mola helicoidal e é totalmente mecânico.

Gravidade Ficcional Gravim11

Esse gravímetro depende de cuidadoso e demorado ajuste de prumo, sendo inadequado para uso embarcado em aeronaves.

Em vôo utiliza-se o gravímetro Boliden. Este gravímetro usa molas laminares. Nos dois casos, o ponto de partida de medição da aceleração da gravidade ocorre pelo esticamento ou torção das molas.

Gravidade Ficcional Gravim12
Para ver a imagem completa, clique sobre a figura.

Na operação do gravímetro Boliden, este transforma a diferença de torção de molas em variação de capacitância elétrica. Essa variação de capacitância, por sua vez, é associada a um oscilador eletrônico, no qual dá como resultado variações de frequência em função da variação da aceleração da gravidade. Notar que há dois capacitores no sistema: um para medir frequência de oscilação em circuito sintonizado (topo) e outro para ajustes, através de polarização em tensão contínua (base).
https://www.slideshare.net/fatemehtahereh/geophysics-gravimetery-method

Não podemos nos esquecer que os princípios da gravidade newtoniana são mecânicos, enquanto os princípios da gravidade einsteniana tem certas "ligações" com o eletromagnetismo de Maxwell...


Última edição por Jonas Paulo Negreiros em 24th Junho 2020, 12:21, editado 2 vez(es)

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